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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

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Pedro Abrunhosa diz que o futuro da Casa da Música está «comprometidíssimo»

Pedro Abrunhosa considerou “absolutamente compreensível” a demissão da administração da Casa da Música, instituição cujo futuro “está comprometidíssimo” e teme ver privatizada, afirmando que a “única esperança” que tem no Governo é a "sua demissão”.


Todos os membros do conselho de administração da Casa da Música (CdM) no Porto renunciaram na terça-feira, 18 de dezembro, aos respetivos mandatos, devido aos cortes anunciados pelo Governo para 2013, nas transferências de verbas para a Fundação.

 

Contactado pela agência Lusa, Pedro Abrunhosa considerou que “a demissão é absolutamente compreensível porque já é uma questão de dignidade”, esperando que “a programação da Casa da Música não vá ficar afetada e que se encontre uma solução rápida”.

 

“Com este Governo não tenho nenhuma esperança. A única esperança que eu tenho é que o Governo se demita”, disse, criticando o “orçamento ridículo e insultuoso para todos os portugueses” destinado à cultura.

 

O cantor foi mais longe. "Temo pelo futuro da Casa da Música e não estou a ironizar. Tenho medo que transformem a Casa da Música numa igreja, num supermercado, num shopping, num ringue de patinagem. Deste Governo e desta autarquia eu espero todo o tipo de bandidagem, não espero mais nada”, afirmou. Por isso, Abrunhosa considera que “o futuro da Casa da Música está comprometidíssimo, porque, com esta desorçamentação, o apetite sobre a instituição é muito”.

 

“Tenho medo do que se passa nos gabinetes em termos de voracidade sobre a Casa da Música. Eu tenho medo da privatização da Casa da Música. Estamos a viver um momento negro”, enfatizou.

 

O músico considera ainda que, “a partir do momento em que acabaram com o Ministério da Cultura, começou-se este processo de bandidagem, de depauperação do património cultural”.

 

“Este Orçamento do Estado, que tem um secretário de Estado da Cultura a gerir a parte que lhe cabe, que é pouco mais de 0,1%, e que nem sequer tem assento no Conselho de Ministros”, criticou.

 

Os administradores da Casa da Música – incluindo o presidente Nuno Azevedo - tomaram a decisão de se demitirem, por considerarem que “deixaram de estar reunidas as condições que, até hoje, garantiram o sucesso da Fundação”.

 

A Secretaria de Estado da Cultura lamentou terça-feira a renúncia dos administradores da Casa da Música e manifestou empenho na continuação do projeto.

 

Retirado de Sapo Música

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