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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

 

Letra

 

Vestido negro cingido

Cabelo negro comprido

E negro xaile bordado

Subindo à noite a avenida

Quem passa julga-a perdida

Mulher de vício e pecado

E vai sendo confundida

Insultada e perseguida

P'lo convite costumado

 

Entra no café cantante

Seguida em tom provocante

P'los que querem comprá-la

Uma guitarra a trinar

Uma sombra devagar

Avança p'ra o meio da sala

Ela começa a cantar

E os que a queriam comprar

Sentam-se à mesa a olhá-la

 

Canto antigo e tão profundo

Que vindo do fim-do-mundo

É pressa perante o pregão

E todos os que a ouviam

À luz das velas pareciam

Devotos em oração

E os que há pouco a ofendiam

De olhos fechados ouviam

Como pedindo-lhe perdão

 

Nestido negro cingido

Cabelo negro comprido

E negro xaile traçado

Cantando p'ra aquela mesa

Ela dá-lhes a certeza

De já lhes ter perdoado

E em frente dela na mesa

Como impressa uma deusa

Em silêncio ouve-se o fado 

 

letra e música de Ana Moura

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