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Fadista João Chora celebra 25 anos de carreira na Golegã

O fadista João Chora celebra 25 anos de carreira com um espetáculo este sábado, 22 de setembro, na Golegã, onde apresenta o novo álbum, o qual reúne temas criados por si e provenientes de outros repertórios que interpreta habitualmente.


“Este é o meu espetáculo celebrativo de um quarto de século de carreira e o CD é um bocadinho a minha história discográfica, desde o primeiro álbum, ‘Fados e Baladas’, que foi produzido por José Cid. Uma espécie de síntese”, disse o fadista à Lusa.

 

João Chora partilhará o palco da Quinta dos Álamos, na Golegã, com as fadistas Matilde Pereira, Isabel Rosa e Dora Maria, acompanhados por Bruno Mira, na guitarra portuguesa, e Fernando Calado, na viola, e ainda com o rancho folclórico local.

 

O fadista integra um grupo de vozes e músicos de fado do Ribatejo que “impregna um cunho próprio” à canção de Lisboa, na qual João Chora procura “marcar a diferença, ao impor um estilo próprio”.

 

João Chora aponta “a envolvência e ambiência do [rio] Tejo e da campina, como marcantes nos temas fadistas ao lado da festa brava e da lide do campo”

 

“Pode parecer um chavão, mas creio que, nesta altura, tenho já um estilo próprio, que é aquilo que nos diferencia uns dos outros, e me permite até cantar temas de outros repertórios, como ‘O amor é louco’, de Carlos Ramos, sem imitar”, afirmou.

 

Carlos Ramos e Carlos do Carmo são dois dos fadistas de quem João Chora reconhece influências e aprecia, ao lado de e Carlos Zel e João Ferreira-Rosa.

 

No CD celebrativo dos 25 anos gravou, de Carlos Ramos, “O amor é louco”, de Carlos do Carmo, “Fado varina”, e, de Carlos Zel, “Eu quero ter eternamente este segredo”.

 

“O que é que eu digo à saudade”, uma criação da Maria da Fé, é outro fado que integra o CD. “É daqueles fados que se gosta logo à primeira e que as pessoas se habituaram a ouvir na minha voz e que marca o meu percurso, daí o ter integrado no CD”, justifica a opção à Lusa.

 

João Chora refere, como “ponto alto da carreira”, a digressão que fez aos Países Baixos, em 2002. “Foram salas cheias, que adoravam o fado, foi uma experiência fabulosa, em que, de facto, me senti artista”, desabafou o fadista que reconhece “não ser tão reconhecido em Portugal, como talvez merecesse”.

 

A edição do primeiro álbum e o concerto do passado 4 de maio, na Chamusca, são outros destaques da carreira do fadista.

 

João afirma que o “fado fez sempre parte” da sua vida, mas começou por ser “menino de coro” na paróquia católica da Chamusca, integrou depois um grupo de baile, antes de, na segunda metade da década de 1980, começar a conviver com nomes do fado e a aprender a tocar fado, a aprender as músicas e a informar-se, mas havia já “um percurso muito caseiro de tertúlias fadistas com amigos”, entre eles os músicos Carlos Lisboa e Custódio Castelo que produz o CD dos 25 anos, entre outros.

 

“A primeira casa de fados a que fui em Lisboa foi o ‘Fado Menor’, onde cantavam, entre outros, o Tony de Matos, a Lídia Ribeiro e o Camané”, recordou João Chora, 53 anos.

 

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