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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

Música portuguesa contemporânea é tema de série televisiva no Brasil

O enorme abismo que separa a música portuguesa do público brasileiro pode estar perto do fim com a divulgação de trabalhos de músicos portugueses contemporâneos numa nova série de televisão que estreia este sábado, 15 de setembro, no Brasil.


"Quando estive em Lisboa para fazer o meu primeiro 'show', em 2003, descobri uma música que, para minha surpresa, ia muito além dos fados de Amália Rodrigues e do pobre 'Vira' do controverso Roberto Leal", conta o músico carioca Pierre Aderne, que concebeu o novo programa, batizado Música Portuguesa Brasileira.

 

Pensado para ser um documentário, que irá estrear no Douro Film Harvest 2012, o projeto logo mostrou que tinha conteúdo suficiente para se transformar numa série televisiva, a qual será divulgada em terras brasileiras pela rede pública Canal Brasil em 13 episódios de 12 minutos a partir deste sábado e, em Portugal, pela RTP, a partir de outubro.

 

Da música portuguesa, Aderne destaca a mistura de ingredientes de excelente qualidade, como a boa literatura e o fado, somados à influência dos ritmos de ex-colónias, como as mornas de Cabo-Verde e a própria música brasileira.

 

"Para entender e conhecer um pouco mais essa relação musical entre nós e a 'terrinha', juntei, num apartamento em Lisboa, toda essa malta, da mesma forma que faziam Nara Leão e Tom Jobim nos final dos anos 1960" no Brasil, conta Aderne.

 

As gravações foram feitas nos apartamentos de Pierre, no Rio de Janeiro e em Lisboa, e no Conservatório Nacional de Lisboa.

 

Num ambiente informal, o músico reuniu vários convidados, como Jorge Palma (na foto), Cuca Roseta, Pedro Jóia, Mário Laginha, Luíisa Sobral e Sara Tavares, ao lado de brasileiros, como Fernanda Abreu, Teresa Cristina, Edu Krieger e o cabo-verdiano Tito Paris.

 

"É de tomar um susto mesmo. Acho que quando as pessoas [no Brasil] virem o Tito Paris desfilar todo o seu 'suingue sangue bom' [numa referência a um famoso rap brasileiro] vão impressionar-se", prevê o músico carioca, há um ano a viver em Lisboa.

 

Para Pierre Aderne é surpreendente que, no Brasil, não se conheçam certos músicos, como Zeca Afonso, que ele considera um compositor do mesmo nível dos brasileiros Caetano Veloso e Chico Buarque.

 

"Na mesma época em que Chico Buarque cantava 'Tanto Mar', no Brasil, Zeca Afonso tinha todo esse repertório anti-salazarista em Portugal. É difícil de entender como o Brasil não trouxe na bagagem - além dos vinhos e azeites - essa música portuguesa de grande qualidade", lamenta.

 

Os encontros e tertúlias realizados por Pierre Aderne deram ainda um novo álbum ao artista, "Bem-me-quer, Mar-me-quer", que apresentará no dia 23 deste mês num espetáculo na Praça do Rossio, em Lisboa, antes de seguir em digressão por cidades do interior de Portugal.

 

Retirado do Sapo Música

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