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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

 

Letra

 

Ainda agora aqui chegado 
meu cavalo já cansado 
trago o peito enamorado 
e a armadura em desalinho 
minha espada, eu embainho 
dai-me carne e dai-me vinho 
sou guerreiro por quimera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz 

Dai-me carne e dai-me vinho 
dai-me uma mesa de pinho 
estendei toalha de linho 
onde estenderei meus dedos 
lede neles os enredos 
das conquistas, dos degredos 
assim eu contar pudera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz 

Guerreiros são só pontos no horizonte 
a monte 
a monte 
anda o guerreiro sem parar 
a paz foi tudo o que ele foi buscar 
guerra e paz 
a par e passo 
irmãs são 
guerra e paz 
a par e passo 
são 

De cada vez que me conto 
sei que me acrescento um ponto 
um cavalo novo monto 
e uma donzela arrebato 
despedido do recato 
vou de calma ao desacato 
vou do pardal à pantera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz 

Vou da calma ao desacato 
de masmorras me resgato 
colorido é o meu retrato 
preto e branco meu caixinho 
o que fazes tu, meu filho 
outras guitarras dedilho 
sou trovador por quimera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz 

E de meandro em meandro 
vou-me circunnavegando 
sob as estrelas buscando 
o outro lado da busca 
quase sempre o amor me ofusca 
de uma forma doce e brusca 
assim eu amar soubera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz 

Retomado à vida o gosto 
meu cavalo recomposto 
no cabelo um fogo posto 
novos fogos atravesso 
desta forma me despeço 
do fracasso e do sucesso 
ladrões de quem os venera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz 

Desta forma me despeço 
a viagem recomeço 
e se a casa não regresso 
é que outras casas me abrigam 
outros braços lá me amigam 
minhas brigas desfatigam 
como a luz na Primavera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz

 
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