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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

Lana Del Rey actua pela primeira vez em Portugal esta sexta-feiraLana Del Rey actua pela primeira vez em Portugal esta sexta-feira (Reuters)

O pó e os acessos continuam a incógnita de um festival que volta a ter um cartaz aliciante, com Peter Gabriel, Lana Del Rey, Alabama Shakes, MIA ou St. Vincent. A partir de hoje, até sábado, a música regressa ao Meco.

 

Indo direito ao assunto: nos últimos anos, além de uma série de concertos que ficaram na memória (Vampire Weekend, Prince, Portishead ou Arcade Fire), o festival Super Bock Super Rock, versão Meco, foi muito comentado, por causa das condições do recinto e do acesso ao mesmo. 

Nos últimos três anos, a cada nova edição, a organização, a cargo da promotora Música no Coração, tem-se esforçado por fazer passar a ideia de que as condições têm vindo a ser melhoradas. Este ano mais uma vez isso volta a suceder: foi plantada relva no recinto, de forma a evitar que se levantem grandes quantidades de poeira. 

Também o parque de campismo foialvo de intervenção, contando com maior número de chuveiros. Para ultrapassar o incómodo dos acessos, a ligação entre Lisboa e Meco passa a contar com um novo trajecto de autocarros gratuitos - Gare do Oriente e Praça de Espanha são agora ponto de partida e regresso, para quem optar por essa solução. Nas últimas edições, o cartaz fez esquecer algumas das debilidades do local do festival, restando saber se tal irá suceder no corrente ano, tendo em atenção também a concorrência - na próxima semana realiza-se em Lisboa o festival OptimusAlive! - e a situação debilitada das bolsas. 

É verdade que, este ano, não há Prince ou Arcade Fire, ou seja, o tipo de músicos de popularidade transversal, mas existe um naipe de escolhas relevante. Com três palcos a funcionar em simultâneo, do cartaz deste ano destacam-se Peter Gabriel, MIA, Lana Del Rey ou Incubus. Hoje as atenções irão estar viradas para os americanos Incubus (palco Super Bock, 0h30), caso de popularidade em Portugal, que irão centrar o seu concerto no álbum do ano passado If Not Now, When?, que colocou fim a um longo período sem discos. Os ingleses Bloc Party (palco Super Bock 22h40), de volta com novo álbum, Four, a lançar em Agosto, são outro dos destaques, o mesmo sucedendo com os Hot Chip (palco Super Bock 2h40), sinónimo de diversão dançante em palco, através de canções pop electrónicas, como se constata ouvindo o recente álbum In Our Heads. 

Mas o melhor concerto do primeiro dia até pode vir dos americanos Alabama Shakes (palco EDP 21h50), uma das revelações do ano, bem conhecidos pelo vozeirão e performances ao vivo da cantora Britanny Howard, capaz de tingir o rock com blues e soul, como se constata pelo álbum de estreia. Para uma visão rock mais exploratória, atenções viradas para os americanos Battles (palco EDP 1h40), e para as variações pop psicadélicas da britânica Bat For Lashes (palco EDP 23h40). Para um balanço funk modernista, a não perder são as actuações dos americanos Dâm-Funk (palco@meco 22h25) e Flying Lotus (palco@meco 1h00). 

Amanhã, todas as atenções - com muitas juras de amor à mistura, mas também de ódio prometidas - irão estar concentradas na prestação da americana Lana Del Rey (palco Super Bock 22h05), fenómeno maior do corrente ano, graças ao álbum de estreia Born To Die, que inclui canções que já ficaram no imaginário de todos como Video games ou Blue jeans. A britânica MIA (palco Super Bock 00h50), depois de um excelente concerto no Festival Sudoeste, regressa a Portugal para mais uma sessão de festa caleidoscópica pelas músicas urbanas do mundo. 

Os americanos The Rapture (palco Super Bock 20h35), os ingleses Friendly Fires (palco Super Bock 23h20) e os portugueses WrayGunn (palco EDP 23h55) tratarão de propor rock com balanço físico, seja alicerçado no disco, nas electrónicas ou nos blues e na soul. Da sueca Oh Land (palco EDP 22h40) espera-se uma performance muito dinâmica, assente numa pop electrónica vibrante, enquanto os ingleses The Horrors (1h40 palco EDP) tratarão de expor o seu rock escurecido de cariz psicadélico. 

Uma das curiosidades da edição deste ano prende-se com o facto de o palco Super Bock ter sido aumentado propositadamente para o concerto de sábado de Peter Gabriel, que virá acompanhado por uma orquestra, a The New Blood Orchestra, constituída por 50 músicos, responsáveis pelas novas roupagens de temas como Don"t give up ou In your eyes. O rock dos americanos The Shins (00h30 palco Super Bock) e a soul de Aloe Blacc (palco super Bock 20h15) estarão também em evidência no palco principal, mas num dos palcos secundários existirão muitos outros motivos de interesse, com a pop intimista do americano Perfume Genius (palco EDP 19h45), os sons electrónicos etéreos dos suecos Little Dragon (palco EDP 21h10) ou a voz e piano da nova-iorquina Regina Spektor (palco EDP 0h50) do novo álbum What we Saw From The Cheap Seats. Quem resistir a tão vasta ementa - no total, serão 53 actuações - pode ainda abandonar-se à dança, madrugada fora de sábado, com o tecno minimalista do chileno Ricardo Villalobos (palco@meco 3h30). Perto da aldeia do Meco parece estar tudo a postos. Os dados estão lançados.

 

Noticia do Público

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