Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

October Flight: A banda açoriana que surgiu por acaso

 

Tudo começou durante a preparação para o festival Angra Rock. O atual vocalista Flávio Cristóvam pretendia apresentar um projeto a solo, mas, no decorrer dos ensaios, a «química» existente entre os músicos que convidou foi «especial». Os Açores estão vincados na génese do projeto e do disco de estreia,«Closing Doors».


«É muito complicado para uma banda açoriana ter presença em Portugal Continental. Os custos das passagens aéreas, por exemplo, são elevados e é um encargo que as outras bandas não têm. Diria mesmo que é quase como passar de um país para outro», refere ao SAPO Música o vocalista dos October Flight, Flávio Cristóvam.

 

A banda é um quinteto e três elementos vivem já em Lisboa. «Os Açores são muito pequenos e isolados para quem quer viver da música», explica.

 

O projeto já tem quatro anos de existência. Começou como uma aventura a solo de Flávio Cristóvam, que, na altura, já tinha gravado um primeiro ‘single’ no estúdio do atual baterista da banda. Pelo meio surgiu um convite para o festival Angra Rock. «Demo-nos tão bem nos ensaios e aquilo que era para ser um projeto a solo acabou por se tornar num projeto de trabalho de grupo», destaca. Pelo meio houve a saída e a entrada de vários elementos da banda, até se chegar à composição final e atual.

 

O disco de estreia chama-se «Closing Doors» e apresenta 12 temas, os quais funcionam como «doze capítulos», que, todos juntos e na ordem definida, dão a conhecer «um relato de vida». «Liricamente, o álbum é honesto, no sentido de que é muito pessoal. É o somatório de quatro anos de vivências, não só minhas, mas de todas as pessoas que me rodeiam», descreve o vocalista do grupo.

 

O processo de composição foi o mesmo para os 12 temas. Flávio Cristóvam escrevia a canção de um modo acústico, levava para o ensaio e todos juntos trabalhavam e davam os seus contributos para o produto final.

 

E qual é a sonoridade do trabalho de estreia? Flávio Cristóvam afirma que não gosta de rótulos e adianta ser difícil «catalogar» o som da banda. Bryan Adams, Kings of Leon, Death Cab For Cutie ou Josh Rouse são algumas das influências.

 

«Cada um dos cinco elementos da banda tem gostos algo distintos e essa fusão resulta no nosso som, que é um pouco diferente do habitual, também por causa das nossas raízes açorianas», afiança.

 

Os Açores estão assim vincados na génese do projeto. O disco é, como descreve, um convite para uma viagem na companhia de cinco jovens músicos que querem ir um pouco mais longe do que o normal na sua ilha. «O tema ‘Closing Doors’ [que dá nome do álbum] fala sobre um miúdo que quer chegar a um sítio que não sabe bem qual é e mete-se num comboio para chegar a esse tal sítio, sem ter ideia onde vai parar. Fá-lo antes de faltar a oportunidade e que as portas se fechem», relata.

 

Para já a banda quer «saborear» e «dar a conhecer» o álbum de estreia. O Paradise Garage, em Lisboa, acolhe o concerto dos October Flight no dia 21 de junho. No dia seguinte rumam para Leiria para atuar no Texas Bar. Para setembro planeiam uma digressão.

 

@Daniel Pinto Lopes

 

Videoclip de «Make You Mine»:

 

Retirado do Sapo Música

Quer ver a sua banda ou espectáculo divulgados aqui?,
envie um email para: olharparaomundo (arroba) sapo.pt
Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email