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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

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Novos Maestros, Jovens Compositores e Jovens Interpretes

 

Ontem, dia 26 de Maio,  no Conservatório Nacional no Bairro Alto, o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa - Novos Maestros, Jovens Compositores e Jovens Interpretes interpretou seis peças inseridas na temporada de "La Floyer"

 

O grupo de Música Contemporânea de Lisboa, fundado em 1970 por Jorge Peixinho com a cloraboração de Clotilde Rosa, Carlos Franco e António Oliveira e Silva foi o primeiro grupo interpreou música contemporânea "desempenhando um papel histórico de vanguarda na abertura da sociedade portuguesa à estética musical do nosso tempo".


O grupo é constituido por Susana Teixeira, mezzo-soprano, Cândido Fernandes, piano, João Ferreira Coutinho, flauta, José Machado no violino, no clarinete Luis Gomes e Victor Trindade, Ricardo Mateu, viola, Fátima Pinto na percussão, José Sá Machado no violencelo e Ana Castanhito na harpa.

 

O concerto começou com Anamnese das Constantes Ocultas de Jaime Reis e Parque das Estrelas - Vento e Memória. Cada uma de uma forma diferente falou de temas como a as associações, a percepção, a memória, a sorte e o destino.  "A eternidade de cada individuo, o eu, reside no íntimo que se encontra no não sublime. A parte do íntimo que se encontra no sublime, na pureza de cada um, não é tangivel" palavras de Jaime Reis.

 

De seguida o grupo interpretou o Poemário de Lamolinaire de Campos de Eurico Carrapatoso e de Deux Piéces Meubleés de Jorge Peixinho. Peças não tão fortes como outras mas que nem por isso deixaram de ter interpretações muito bem conseguidas.  

 

 O momento mais marcante da noite foi a interpretação da peça Unwanted onde através da voz do irmão vamos ouvir a história de uma criança que nasce com a forma de uma ostra. 


Uma peça cantada e falada em que a percussão e os instrumentos tiveram um papel fundamental para aumentar a emoção das palavras que estavam a ser proferidas.

 

A peça Quatro Canciones de F. Garcia Lorca marcou o final do concerco. Uma interpretação de uma obra de 1953 que torna a música "música verdadeiramente hispânica é a sua afinidade interna com o génio poético de Lorca" palavras de João de Freitas Branco.

 

Um dos grandes objectivos do Grupo de Musica Contemporânea de Lisboa é o "fomento da Produção e Divulgação de Obras de Câmara Contemporâneas, como aliás tem sido uma das preocupações fundamentais do GMCL ao longo de mais de 30 anos de existência". Objectivo conseguido no concerto de ontem através das peças que interpretaram para um público reduzido naquele que é um dos conservatórios mais conceituados de Lisboa.

 

Retirado de HardMúsica

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