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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

Todas as actividades do Serralves em Festa são gratuitas
Todas as actividades do Serralves em Festa são gratuitas (Paulo Ricca)

A nona edição do Serralves em Festa propõe, a 2 e 3 de Junho, mais de 220 espectáculos de arte contemporânea, que decorrerão nos vários espaços de Serralves e vão invadir as ruas da baixa do Porto e o aeroporto Sá Carneiro. Um festival que quer proporcionar “um primeiro contacto com áreas experimentais da cultura contemporânea”, segundo João Fernandes, director do Museu de Serralves.

 

O projecto Batida, que combina a música africana das décadas de 1960 e 1970 com os ritmos contemporâneos do hip hop, o concerto “Oh Grass on the Grass Alas”, do compositor norte-americano Alvin Curran, que envolve a participação de 300 músicos portugueses, e o espectáculo de circo contemporâneo “Foté Foré”, da autoria da companhia Mandingue, da Guiné Conacri, são os pontos altos da programação eclética do Serralves em Festa, que traz ao Porto mais de 500 artistas durante 40 horas consecutivas.

Música, dança, circo, teatro – com particular ênfase no teatro para os mais jovens –, artes performativas, cinema e fotografia são algumas das áreas da arte contemporânea representadas no festival, que vai ter o seu epicentro em Serralves, mas que se alargará a outros espaços da cidade.

A lógica do evento, diz João Fernandes, é “familiarizar as pessoas com aquilo que não conhecem” e promover “um primeiro contacto com áreas experimentais da cultura contemporânea”. 

A música será o “elemento agregador de todo o festival”, assume o director do Museu de Serralves, que destaca os concertos da European Movement Jazz Orchestra (dia 3) e do trio Malus (dia 2), um grupo com uma forte componente de experimentação e improvisação. Além dos Batida, o projecto The Crystal Ark, do músico Gavin Russom – que integrou as actuações ao vivo dos LCD Soundsystem –, vai animar a Festa no Prado de Serralves (madrugada do dia 3), com uma sonoridade que cruza as atmosferas das “raves” psicadélicas com os ritmos da América Latina. 

O concerto de encerramento fica a cargo da banda britânica The Irrepressibles, uma formação composta por músicos com formação clássica e outros vindos da pop, que proporcionam concertos com uma forte teatralidade. 

Na Dança Contemporânea, destaca-se a estreia da peça “O Baile”, de Aldara Bizarro com partitura de Artur Fernandes, um espectáculo inspirado no filme homónimo de Ettore Scola, o espectáculo “Accords”, do suíço Thomas Hauert e da sua companhia ZOO, e ainda o “Duo para um Bailarino e uma Escavadora”, da companhia francesa Beau Geste. 

Numa parceria com o projecto Manobras no Porto, a festa chega às ruas do centro histórico da cidade, nos dias 1 e 2 de Junho. Além das apresentações em Serralves, “O Baile” e o espectáculo “Oh Grass on the Grass Alas” poderão ainda ser vistos no Largo de Miragaia e no Terreiro da Sé do Porto, respectivamente. O projecto “Monopólio”, de Mariana Bacelar, que permite aos espectadores jogar um monopólio à escala real, fazendo da cidade o seu tabuleiro, será apresentado no Campo dos Mártires da Liberdade, no dia 1.

O aeroporto será também um dos palcos da festa, com a apresentação de “Mono, o Macaco ambulante”, uma criação da companhia holandesa Electric Circus, protagonizado por um robô-marioneta que irá interpelar quem circula no aeroporto. 

Serralves em Festa marca o início das festas da cidade do Porto e tem “todas as condições para se transformar no grande festival de Verão da cidade”, sublinhou Braga da Cruz, presidente da Fundação de Serralves. 

O orçamento do evento sofreu uma redução de 10% relativamente ao ano anterior. Contudo, a organização acredita que a qualidade da programação não foi afectada, uma vez que os cortes incidiram na logística do festival e não na oferta cultural. Além disso, aponta as várias parcerias que foram estabelecidas, nomeadamente com a Câmara do Porto e o Teatro Nacional São João, como forma de contornar um orçamento mais apertado.

Nos últimos dois anos, o evento recebeu cerca de 100 mil visitantes. Um número que a Fundação de Serralves espera repetir. “Será talvez a iniciativa [cultural] mais barata e mais rentável para a criação de públicos em Portugal”, realçou João Fernandes. 

 

Retirado do Público

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