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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

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Anaquim: «Vivemos num mundo desnecessariamente complicado»

 

Os Anaquim voltam a colocar «o dedo na ferida» mas desta vez com recurso a uma sonoridade mais rock. A crítica social continua a ter um lugar dominante no trabalho da banda portuguesa, que agora presenteia os fãs com «Desnecessariamente Complicado».


Depois do álbum de estreia «As Vidas dos Outros», o coletivo de José Rebola apresenta um novo trabalho que segue a mesma linha de raciocínio do anterior e que, como tal, se centra na visão da personagem animada Anaquim sobre aquilo que o rodeia.

 

«Havendo uma personagem criada, para a qual se pressupõe uma evolução natural, e tendo por tema o recurso inesgotável da sociedade contemporânea portuguesa, fazia todo o sentido este segundo trabalho como resposta ao carinho que temos tido por parte do público», conta José Rebola, vocalista da banda. Este é um álbum que o músico define como «um caldeirão de influências e estilos musicais, e uma espécie de acupuntura social, uma vez que muitos temas são uma alfinetada em questões coletivas».

 

Uma das características mais diferenciadoras deste segundo trabalho é a adoção de uma sonoridade mais rock.

 

«Este álbum foi pensado a partir do palco, e é a nossa maneira de o trazer para o registo de estúdio. Nasceu da energia dos nossos concertos e o rock, desde a sua criação, sempre foi um dos veículos mais eficazes da transmissão de energia», afirma Rebola.

 

Videoclip do tema-título do álbum «Desnecessariamente Complicado»


 

Na capa do disco, José Rebola aparece em cima de um escadote a pintar de branco uma parede. Simplificar, é esse o mote deste trabalho dos Anaquim. «A complexidade institucional acaba por ser um entrave à execução de ideias e ao bem-estar geral», defende o músico. 

 

«Temos um álbum que versa sobre as pessoas e não só sobre as organizações. Por piores que sejam as lutas do país, as lutas dentro de cada indivíduo também pesam imenso e este CD continua a falar sobre elas», esclarece o vocalista.

 

Gil Figueiredo foi o produtor deste segundo álbum e o seu principal desafio foi manter o fio condutor dada a «paixão pela versatilidade musical» que a banda tem. Por outro lado, «trouxe também um ambiente mais cinematográfico a alguns temas» que, segundo José Rebola, a banda adorou.

 

Um quarto de século após a morte de Zeca Afonso, a música de intervenção continua a ter lugar importante na sociedade portuguesa. José Rebola acredita que esta «contribui com o lançar de alertas, com informação e com a sugestão de alternativas» e reforça dizendo que «uma sociedade atenta e informada é o melhor sintoma de uma democracia saudável».

 

Os Anaquim apresentam-se no próximo dia 10 de março no Campo Pequeno, em Lisboa, e seguem depois para o Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra, onde vão atuar no dia 16 de março.

 

@Inês Alves

 

Via Sapo Música

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