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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A quinta emissão em directo de “A Voz de Portugal” foi sinónimo de surpresa na hora do anúncio das eliminações e da crescente importância da popularidade e do mediatismo dos candidatos.

 

Perante 900 pessoas em estúdio (quando a lotação máxima era de 800), dezasseis concorrentes subiram ao palco para interpretar um repertório repleto de grandes clássicos da música internacional e nacional. “Voulez Vous”, dos Abba, “She”, de Elvis Costello, “Time After Time”, de Cindy Lauper e Javier Colon, ou “Todo o Tempo do Mundo”, de Rui Veloso, foram alguns dos temas que compuseram desde actuações mais enérgicas a mais emotivas.

 

De lamentar são algumas das saídas, não só pelas prestações dos concorrentes em causa esta noite, mas pelas grandes vozes que têm. Vasco Duarte (Anjos), Teresa Santos (Mia Rose), Marisa Almeida (Rui Reininho) e Sandrine Orsini (Paulo Gonzo) foram os quatro elementos menos votados pelo público.

 

A expulsão de Vasco fez com que todos os mentores se levantassem para se despedir dele. A de Sandrine fez com que todo o estúdio se levantasse para a aplaudir.

 

A surpresa que foi para muitos a eliminação destes dois concorrentes é, na opinião dos Anjos, de simples explicação: “nem sempre o que se vê nas redes sociais é transporto para a realidade; são importantes ferramentas, mas nem sempre o que lá vemos se traduz em votações reais”, explicaram ao Hardmusica os irmãos Rosado, que consideraram que o programa perdeu “dois grandes artistas” com a saída de Vasco e Sandrine.

 

Paulo Gonzo disse ter sido “uma injustiça” a saída de Sandrine e referiu ainda estar “completamente convencido de que [esta] iria ser salva pelo público” quando salvou Bianca Adrião, que, na sua opinião, esteve melhor, ainda que por pouco, em termos técnicos.

 

No entanto, a candidata disse saber que ia ser expulsa a partir do momento em que não foi salva pelo mentor, precisamente “não ser dos concorrentes com maior popularidade” e por “não andar a angariar votos”.

 

Para além de Teresa e Marisa terem realçado a popularidade dos seus colegas de equipa contra os quais competiam, também Vasco Duarte disse ter noção de que “nem todos os que apoiam no facebook votam” e que por isso não ficou totalmente surpreendido por ter sido um dos menos votados. Mas o agora antigo concorrente de “A Voz de Portugal” já têm planos para um futuro próximo, que os seus mentores prometeram acompanhar de perto: lançar um EP com a sua banda de originais, “Ossos do Ofício”, com a esperança de vir a ser a aposta de uma qualquer discográfica.

 

Quanto ao mesmo assunto, Rui Reininho enfatizou que se sente cada vez mais “a diferença entre a recompensa daqueles que trabalham e daqueles que simplesmente têm mais pessoas a votar neles.”


O vocalista dos GNR – que, segundo o mesmo, não irão lançar um novo disco em 2012 porque “não há público para o comprar” e limitar-se-ão a criar “duas ou três novas canções” - é o mentor que têm uma atitude mais irreverente nos directos. Ao Hardmusica explicou a sua postura dizendo que “seria redundante estar a mencionar os aspectos técnicos que outros mentores já mencionam” e que, por isso, deixa esse género de apreciações para os ensaios: “as pessoas em casa não querem isso; na televisão querem entretenimento e é isso que lhes dou.”


O Hardmusica falou ainda, após terminada a gala, com Kiko, que, juntamente com Isabel Campelo, forma a dupla de “vocal coaches” (treinadores de voz, se traduzirmos à letra) dos concorrentes do concurso da RTP.“Todos têm tido uma grande evolução e têm feito um esforço para apreender as dicas que lhes têm sido dadas”, disse, acrescentando que a maior dificuldade que tem enfrentado é o tempo, sendo que o ideal seria poder fazer “um trabalho mais longo” em vez de terem somente uma semana para treinar.

 

Sobre a questão levantada na semana anterior quanto aos mentores terem acesso às votações do público antes do momento de salvamento, Piet-Hien, produtor do programa, respondeu hoje que “cada mentor faz com essa informação o que quiser, pode usá-la ou ignorá-la”. O mesmo não quis dizer, por enquanto, quem são os concorrentes que, ao longo de todas as galas, têm obtido mais votos, mas garantiu que “o facebook é um bom indicador da popularidade de cada um”.


Após uma gala onde, mais do que em qualquer outra até à data, se falou, nos bastidores, da importância de se ser popular, Mia Rose deixou “um apelo à consciência das pessoas em casa para votarem em quem de facto cantou melhor e não em quem esteve mais bonito.”

 

Retirado de HardMúsica

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