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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A quarta emissão em directo de “A Voz de Portugal” foi preenchida por muita música portuguesa e por duas actuações especiais de Áurea.

 

A cantora, que é uma das mais recentes revelações do panorama musical português, abriu o espectáculo acompanhada pelas candidatas Teresa Santos (cuja mentora é Mia Rose) e Joana Jorge (da equipa dos Anjos), e encerrou os momentos musicais com uma interpretação a solo do seu tema “Okay Alright”.

 

As doze vozes em competição esta noite (três de cada mentor) foram as que sobreviveram à segunda gala do programa, e delas quatro despediram-se hoje da corrida pelo título d'A voz de Portugal: Inês Martins (Mia), Sílvia Silva (Paulo Gonzo), Sara Henriques (Anjos) e Celeste Cortez (Rui Reininho).

 

No que respeita aos temas interpretados, o repertório foi, mais uma vez, variado e demonstrou a versatilidade das vozes, com os concorrentes a levarem consigo para o palco canções tão díspares como o clássico “The Best”de Tina Turner e “Everything” de Michael Bubblé. E houve ainda cinco canções portuguesas – dos The Gift, Entre Aspas, Rui Veloso, Clã e Amor Electro –, fazendo com que esta se tenha tornado, até ao momento, a gala com mais música nacional.

 

As actuações foram, na sua maioria, seguras, mas muitas delas estiveram longe de estarem tecnicamente perfeitas e a tantas outras faltou, por vezes, a emoção ou a entrega necessárias para que a canção continuasse a ecoar nas nossas cabeças pelo resto da noite.

 

Uma das falhas técnicas que marcou esta gala foi o deslize na letra da canção interpretada por Daniel Moreira (da equipa de Mia). Sobre esse momento, Paulo Gonzo disse o seguinte ao Hardmusica: “os concorrentes sentem cada vez mais a pressão, a carga emocional é maior e os nervos atrapalham os breves minutos que eles têm para mostrar tudo aquilo que valem, mas, nesta fase do concurso, têm de estar preparados para lidar com isso.” O cantor realçou ainda que “num concurso como este não são desculpáveis deslizes, porque o objectivo é reunir qualidades como a voz, técnica e postura, mas também o saber controlar os nervos em cima de um palco.”


Ao Hardmusica foi difícil conseguir declarações claras de Rui Reininho sobre “A Voz de Portugal”, as galas em directo e os concorrentes, mas, ainda assim, conseguimos saber que apesar de achar que os candidatos estão “a subir”, as galas “estão a tornar-se cada vez mais tristes”, pelas saídas dos concorrentes.


Disse também estar contente com a sua equipa - “têm feito um esforço fantástico” - e que dela fazem parte“músicos que sabem tocar e cantar”.


Quanto à prestação dos próprios mentores, há um destaque que é impossível não ser feito: nas galas que existiram até à data, os Anjos foram os únicos a fazer apreciações técnicas das actuações (seja de elementos da sua equipa ou não), não se restringindo a monossílabos como “maravilhoso”, “fantástico” ou à típica expressão “estiveste bem”. 


“É esse o nosso trabalho”, disseram. Os irmãos Rosado afirmaram que “faz todo o sentido” fazerem comentários técnicos e que o facto de serem os únicos a fazê-lo “demonstra que os mentores são todos diferentes, desde o irreverente Reininho ao Paulo Gonzo com uma postura mais contida, que começou com uma imagem mais dura, mas que tem optado por uma abordagem mais suave.”


Para os Anjos, “nesta fase do programa todos eles são muito bons” e, por isso, são da opinião de que é necessário estar o mais atento possível aos detalhes. Até porque o verbalizar, actuação após actuação, os aspectos que tornaram uma melhor ou pior, justifica, pelo menos em parte, perante o público, a decisão dos mentores quanto ao salvamento de um membro da sua equipa. “O programa é, nesta fase, feito por pequenos pormenores e é preciso expô-los”, defenderam.

 

Algo a que o público em casa não assistiu foi que, instantes antes da escolha do membro a salvar por parte dos Anjos, Piet-Hien Bakker, o produtor do programa, dirigiu-se até aos irmãos Rosado para uma breve troca de palavras. Quase de seguida, a dupla anunciou que salvaria Carla Ribeiro.

 

Ficámos a saber que todos os mentores têm acesso constante aos resultados momentâneos das votações por telefone e, ao Hardmusica, os Anjos assumiram: “entre outras coisas, essa é uma informação que o Piet-Hien nos dá”. Mas disseram também que esse momento não teve qualquer influência na sua decisão.

 

Confessaram que estavam indecisos entre dois candidatos, Ricardo Oliveira e Carla, mas apesar de considerarem o Ricardo “fabuloso”, foi a prestação de Carla que, para eles, foi a surpresa: “A Carla marcou pela diferença e o facto de a termos salvo foi um prémio que lhe quisemos dar”, explicaram.

 

Os irmãos Rosado sublinharam que “há uma série de factores que pesa na decisão e uma mera indicação que a produção dá numa determinada altura da votação ajuda, mas apenas quando temos grandes cantores que actuam mal” e acrescentaram que “as votações valem o que valem apenas em dada altura e depois podem não significar nada em termos de resultado final”.

O Hardmusica tentou conversar com Piet-Hien sobre esta questão, mas ao jornal foi dito, por parte da assessoria de imprensa da RTP, que tal não seria possível.

 

Para a próxima semana, haverá mais mais música, mais dança, mais espectáculo e, esperemos, felizes surpresas.

 

Via HardMúsica

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