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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

Letra

 

e muito se espantam da nossa brancura
entretanto
e muito pasmavam de olhar
olhos claros assim
palpavam as mãos e os braços
e outras partes
portanto
esfregavam de cuspo minha pele
para ver se era
enfim
uma tinta
ou se era de estampa
uma carne tão branca
vendo assim que era branco
o meu corpo e a brancura de então
extasiam
e muito se maravilham
de todo em admiração
e uns escondem as suas vergonhas
cobertas de estopas
e eram grandes e gordos
e baços
e enxutos
os pretos
pelas ventosidades
confundem traseiros e bocas
e tapam aqueles e estas
dobram calafetos
e os mais pardos
lá vão quase nus
vão ao léu gabirus
e de tetas até à cintura
há mulheres crepitantes
tão desnudas
meneiam na dança
o seu corpo dançante
e éramos brancos de assombro
e nascidos do mar
pelas naves
guiados pelos ventos do céu
e pelo voo das aves

 

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