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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

O propósito dos Ar de Rock começa a delinear-se primeiramente com a escolha do nome. 
Ao pedirem emprestado o titulo do primeiro álbum de Rui Veloso, hoje considerado o álbum que iniciou a primeira vaga do Rock em Português, referenciam indirectamente toda a herança musical que dai teve origem, bem ilustrada nas musicas que escolheram revisitar. 

Grandes clássicos como “A Vida Num Só Dia”, “Chuva Dissolvente”, e outras musicas que marcaram o panorama da musica pop/rock Portuguesa são aqui reinterpretadas, num álbum nomeado, apropriadamente, “Mudam-se os Tempos”.

 

Essa interpretação de como mudaram os tempos, contudo, parece ter sido para o grupo sinónimo de uma perspectiva exclusivamente pop. 


Faixas como o single "o Pastor" aparecem transformadas na sua versão comercial, esbatidas, com arranjos que nunca sendo maus, são apenas demasiado trabalhados em estúdio. 

O rock and roll decididamente mal comportado de "Budapeste" aparece um tom abaixo, tornando-o quase adequado para ouvir em família. 


A tentativa de algum tipo de apropriação em "A Bandeira", com o seu ritmo bossa-nova, não obtém ainda assim a frescura necessária para se tornar digna de nota. 


E mesmo as músicas que não se distanciam assim tanto do original, que compõem a maioria do álbum, carecem de relevância, uma vez que os seus ingredientes são apenas boa musica, abafada e uniformizada com arranjos desnecessários, sem uma abordagem inovadora.

 

Podemos argumentar que imaginar a banda em palco, com a genuinidade inerente ás actuações ao vivo, será a melhor maneira de trazer ao de cima o carácter do grupo pelo que este é: uma reunião de amigos, a relembrarem velhos amigos. 

A despretensiosidade do projecto é a sua melhor arma, e o conceito de uma banda de covers de peso não deixa de ser apelativo, apesar de musicalmente não ter realmente muito a acrescentar. 

Um concerto dos Ar de Rock fará sempre mais sentido que um álbum, uma vez que a alegria de reviver a musica pela musica  será sempre a melhor homenagem. 

O projecto não deixa de valer pelas presenças, pelas histórias, e pelas memórias de uma época e de uma cena musical rica, que vale a pena ser revisitada.

 

Via HardMúsica

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