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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

 

Letra

 

Pedes-me um tempo 
pra balanço de vida 
mas eu sou de letras 
não me sei dividir
para mim um balanço
é mesmo balançar
balançar até dar balanço
e sair...

Pedes-me um sonho
pra fazer de chão
mas eu desses não tenho
só dos de voar
e agarras a minha mão
com a tua mão
e prendes-me a dizer
que me estás a salvar
de quê?
de viver o perigo
de quê?
de rasgar o peito
com o quê?
de morrer 
mas de que, paixão?
de quê?
se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde 
e nao ter, nem sentir 
o vento ardente 
a soprar o coração...

Prendes o mundo
dentro das mãos fechadas
e o que cabe é pouco
mas é tudo o que tens
esqueces que às vezes 
quando falha o chão 
o salto é sem rede 
e tens de abrir as mãos

Pedes-me um sonho 
pra juntar os pedaços 
mas nem tudo o que parte 
se volta a colar 
e agarras a minha mao 
com a tua mao e prendes-me 
e dizes-me para te salvar 
de quê?
de viver o perigo
de quê?
de rasgar o peito
com o quê?
de morrer 
mas de que, paixão?
de quê?
se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde 
e nao ter, nem sentir 
o vento ardente 
a soprar o coração...

de quê?
de viver o perigo
de quê?
de rasgar o peito
com o quê?
de morrer 
mas de que, paixão?
de quê?
se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde 
e nao ter, nem sentir 
o vento ardente 
a soprar o coração...

 

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