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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

01 Mar, 2011

Os Dias da Música

Os dias da música

 

 “Da Europa ao Novo Mundo (1883-1945)” será o tema da próxima edição dos Dias da Música, agendada para o fim-de-semana de 15 a 17 de Abril, no Centro Cultural de Belém (CCB).

As balizas cronológicas situam-se entre a morte de Wagner e o fim da II Guerra Mundial, permitindo contemplar uma grande diversidade de compositores e estilos e “abrir janelas”, nas palavras de Francisco Sassetti (assessor para a programação musical), para outros géneros. O jazz, os blues, o ragtime, o tango ou a música para gamelão, que tanto fascinou Debussy, terão também um lugar na programação.

O presidente do CCB, António Mega Ferreira, sublinhou na conferência de imprensa de apresentação, o facto de pela primeira vez Os Dias da Música abrirem com uma obra portuguesa (“Paraísos Artificiais”, de Luís de Freitas Branco) ao lado de composições que sintetizam a ideia condutora do festival como “Rhapsody in Blue”, de Gershwin, e a Sinfonia nº9, “Do Novo Mundo”, de Dvorák. A interpretação será da Filarmónica de Brno, que faz a sua estreia em Lisboa, com a colaboração de Jorge Moyano como solista.

“Procurámos que houvesse um equilíbrio entre os vários compositores e incluir várias obras portuguesas”, explicou Francisco Sassetti. Além de Freitas Branco, será possível ouvir, por exemplo, música de António Fragoso, Armando José Fernandes, Vianna da Motta ou Joly Braga Santos. “Queremos também desmistificar a ideia de que a música do século XX é difícil de ouvir”, acrescentou o assessor responsável pela música. 

Os 65 concertos permitem ouvir obras de 88 compositores e têm uma forte presença de intérpretes portugueses. “É uma seleção apurada, não é a prata da casa, é o ouro da casa!”, afirmou Mega Ferreira. O piano tem uma presença forte (a solo e em duo) através da participação de Javier Perianes, Sergio Tiempo, Louis Lortie, Miguel Borges Coelho, Marta Zabaleta, Mário Laginha e muitos outros, e na música de câmara destacam-se os Quartetos Prazák e Brodsky. Entre as propostas da Fábrica das Artes avulta o projecto “Ma mère l’oye”, que junta os contos de Perrault à música de Ravel, numa instrumentação de Nuno Côrte-Real. O orçamento desta edição é de 650 mil euros (o mesmo que em 2010) e os bilhetes tiveram um aumento e 50 cêntimos.

 

Via Público

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