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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

Letra

 

Nunca tá, nunca tá
Parece que nunca estou satisfeito
Tenho tudo feito que eu vou vendo
Se o que eu dissesse fosse feito sempre por mim era diferente
Mas também erro, deixo cenas pra trás
E também peco mas não peço muita coisa
E agradeço tou mais perto
De algum sitio não sei de onde
Mas vou lutar porque acredito
Vou expressar raiva com grito
Sinceridade ao ouvido
O erro não é foder é sentir
É virem se lá dentro e o aperto avaria
Cabeças que são brilhantes
Arrepiam vê-las, ver diamantes
Em vez de quererem uma família
Cada vez estão mais distantes
Do que eu acho sem saída
O Pedro é que é suicida
O Pedro diz a verdade
Não é segredo que eu já falhei
Talvez fosse a necessidade
É da idade ou algo assim
Deixa me regar o meu jardim
Deixa me voar, abrir as asas
E voltar a olhar para ti
Deixa me dar te o que é para mim
Mais importante que o resto
Que nunca te dei ou escrevi

Nunca tá demais com fé
Há sempre algo em falta
E a malta até
Nunca vais ser feliz se não fores sincero
É como Deus quiser
Tudo à Lagardère [x2]

Quanto mais tenho mais vou querer
Mas vou dizer pra parecer bem que não, que confusão
Vou me perder à pala dele não pode ser
Isso só sustenta vícios nunca ossos do oficio
Foram benefícios ver se vierem pode ser
Podem vir bençãos aos pontapés
Meto numa casa a viver
Minha família a ver marés
Aquilo que vão dizer vou meter entre os meus pés
Um papel amachucado no chão fintas à dez
Esquerda, direita, choque solta e corre diz o mister
O gajo até pode ser bom mas sem esforço morre liso
Ya eu chuto opiniões vivo daquilo que acredito
Só falo de tantas nuvens porque vi o céu bonito
E agora tá meio esquisito
Puto acorda não faz sentido
Estica a corda, limpa o ouvido
Evita só falar dá tua pedra de fininho
Cada ser tem o seu destino
Um sonho um caminho
Ainda é de borla sonhar

Nunca tá demais com fé
Há sempre algo em falta
E a malta até
Nunca vais ser feliz se não fores sincero
É como Deus quiser
Tudo à Lagardère [x5]

 

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Ana Bacalhau

Mais de 100 mil visualizações do vídeo de “Ciúme” em menos de uma semana

Estreou no passado dia 25 “Ciúme”, o primeiro single de “Nome Próprio”, o álbum que marca a estreia a solo de Ana Bacalhau, a voz dos Deolinda. Com música e letra de Miguel Araújo, “Ciúme” estreou no mesmo dia do seu lançamento o videoclipe, que já soma mais de 100 mil visualizações. O vídeo, realizado por Sérgio Rosário e Igor Fioravanti, com direcção criativa de Joaquim Albergaria, tem estado no TOP de trends do Youtube.

 

Nome Próprio” já se encontra em pré-venda no iTunes e na Fnac, loja que tem uma edição exclusiva com uma canção extra: “Dama da Noite”, de António Zambujo e João Monge.

Samuel Úria, Jorge Cruz, Nuno Prata, Afonso Cruz, Nuno Figueiredo, Capicua, Márcia, Carlos Guerreiro e Francisca Cortesão são outros dos nomes que constam de “Nome Próprio”. Ana Bacalhau também se aventura na composição em “Deixo-me Ir”, canção para a qual também escreveu a letra, o mesmo acontecendo em “Só Eu” e “Menina Rabina” (ambas com música de Henrique Janeiro). 

Na gravação do disco, Ana Bacalhau contou com a preciosa mestria de Luís Figueiredo (piano, teclados), Luís Peixoto (cavaquinho,bouzouki, bandolim), Zé Pedro Leitão (contrabaixo, baixo), Alexandre Frazão (bateria, percussão), músicos que a acompanharão ao vivo. Em “Ciúme”, o primeiro single agora estreado conta ainda como músicos convidados Mário Delgado (guitarra eléctrica) e Amadeu Magalhães (cavaquinho).

 

Letra

 

Todos me dicen el negro, llorona
Negro pero cariñoso
Todos me dicen el negro, llorona
Negro pero cariñoso
Yo soy como el chile verde, llorona
Picante pero sabroso
Yo soy como el chile verde, llorona
Picante pero sabroso
Ay de mí, llorona
Llorona, tú eres mi chunca
Ay de mí, llorona
Llorona, tú eres mi chunca
Me quitarán de quererte, llorona
pero de olvidarte nunca
Salías del templo un día, llorona
Cuando al pasar yo te ví
Salías del templo un día, llorona
Cuando al pasar yo te ví
Hermoso huipil llevabas, llorona
Que la virgen te creí
Hermoso hipil llevabas, llorona
Que la virgen te creí
Si porque te quiero quieres, llorona
Quieres que te quieres más
Si porque te quiero quieres, llorona
Quieres que te quieres más
Si ya te he dado la vida, llorona
¿Qué mas quieres?
¿Quieres más?
Si porque te quiero quieres, llorona
Quieres que te quiera más
Si porque te quiero quieres, llorona
Quieres que te quiera más
Si ya te he dado la vida, llorona
¿Qué más quieres?
¿Quieres más?

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"Duetos", novo disco de Paulo de Carvalho, entra diretamente para o 2.º lugar do top nacional de vendas

A 8 de julho, Paulo de Carvalho dá concerto de celebração de 55 anos de carreira e 70 anos de vida na Praça do Município, em Lisboa

Nome incontornável na música portuguesa das últimas décadas, Paulo de Carvalho assinalou os seus 55 anos de carreira com o lançamento de um novo álbum, intitulado “Duetos”, para o qual convidou algumas das vozes mais importantes do panorama nacional. O álbum entrou diretamente para o 2.º lugar do top nacional de vendas.

Estes 55 anos de carreira, e 70 anos de vida, serão celebrados de forma muito especial num concerto a ter lugar na Praça do Município, em Lisboa, no próximo dia 8 de julho.

Duetos”, o novo disco de Paulo de Carvalho, reúne várias vozes importantes da música portuguesa de diferentes gerações. Diogo Piçarra é uma das vozes que se ouvem no disco, no single “Flor Sem Tempo”, que é também o tema de abertura. Agir, que é também produtor do álbum, canta com Paulo de Carvalho o tema “O Meu Mundo Inteiro”.

 

Entre os convidados deste “Duetos” estão ainda artistas como Carlos do Carmo (no icónico “Lisboa Menina e Moça”), António Zambujo (“Os Meninos de Huambo”), Camané (canta em “Os Putos”), Raquel Tavares (“O Homem das Castanhas”), José Cid (“Nini Dos Meus Quinze Anos”) ou Marisa Liz (no histórico “E Depois Do Adeus”, que serviu como primeira senha no 25 de Abril de 1974).

Em “Duetos” estão reunidos alguns dos maiores êxitos de Paulo de Carvalho, graças aos quais se afirmou como uma das mais importantes vozes da música nacional nestes últimos 55 anos, aqui partilhadas com vozes de diferentes panoramas musicais, refletindo assim o quão marcante e influente é o seu percurso.

Como intérprete já percorreu muitos caminhos e viveu várias experiências. Foi, por exemplo, duas vezes vencedor no Festival RTP da Canção (Portugal – 1974 e 1977) e participou em festivais na Bulgária, Polónia, Bélgica, Chile, Rio de Janeiro e Espanha. Aos 30 anos de profissão foi homenageado pela Casa da Imprensa na Grande Noite do Fado.

Como autor-compositor tem mais de 300 canções escritas, compondo canções para muitos companheiros de profissão como Carlos do CarmoSimone de OliveiraSara TavaresMartinho da VilaAnabelaVasco RafaelLena D’Água ou Mariza.

Paulo de Carvalho foi condecorado com o grau de Oficial da Ordem da Liberdade, em 2009, pelo Presidente da República, sendo nesse mesmo ano eleito uma das melhores vozes portuguesas de sempre pela revista Blitz.

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AGENDA DE CONCERTOS MUSIC FOR ALL - JUNHO

 

O mês de Junho traz uma série de concertos com o selo da Music For All vindos de vários quadrantes:

 

A Travessa do Corrupio inaugura o mês com uma apresentação ao vivo a 2 de Junho na FNAC Alfragide que servirá para apresentar ao público as canções de “Resumo”, o EP de estreia onde se encontram influências de jazz, rock e folk combinados com a alma da música tradicional portuguesa. Segue-se mais um showcase a 18 de Junho na FNAC Vasco da Gama. Oportunidade ideal para conhecer ao vivo e a cores o projeto da banda de “A Vida (O Início)”.

 

Também Ritchaz Cabral continua a levar o seu EP “Mal Famadu” às FNAC portuguesas. Depois de atuações em Almada, Vasco da Gama e Alfragide, o músico luso-cabo-verdiano chega agora às FNAC de Oeiras (3 de Junho) e Colombo (26 de Junho), preparando-se para brindar uma vez mais os presentes com a sua sonoridade bem urdida em torno de elementos da cultura musical africana.

 

Por fim, Luciana Araújo entra em cena a 24 de Junho com um showcase marcado para a FNAC Alfragide. A cantautora luso-brasileira encontra-se a promover o álbum “Essências”, o disco de estreia que se espraia em territórios da MPB com um leve toque jazzístico pela excelência dos arranjos, de onde já foram extraídos os singles “Mais” e “É Segredo”.

 

 

Letra

 

Nuno Adriano Moreira Ramos
Padre da igreja de Carnide há seis anos
Respeitado e admirado por toda a freguesia
Todos adoram a sua simpatia e sabedoria
Na missa ele defende com valentia
A necessidade de abstinência sexual e da homofobia

Todos aplaudem, alguns concordam
Todos aplaudem, alguns discordam

À noite no seu quarto solitário
Seu corpo acende fogos como um incendiário
À cabeça vêm-lhe imagens de homens incorporados
Assustado masturba-se e viaja no prazer interditado
Vendo mais imagens, agora dos acólitos da igreja
Crianças que ele tanto observa e tanto deseja
Ele ejacula e chora

"Entre o prazer e a religião, fica uma alma que se apavora"
"Entre o prazer e a religião, fica uma alma que se apavora"

Lurdes Conceição Torres Bragança
Casada há oito anos, mãe de três crianças
Na cama com o marido entrega-se para o satisfazer
Mas nunca se sentiu excitada
Nunca sentiu prazer

Lurdes nunca o amou e é o desamor que lhe arrasa
Ela casou porque toda a gente casa
A toda gente ela diz que nunca esteve tão feliz
Sorri e ilumina os olhos melhor do que qualquer atriz
À noite quando ele dorme, ela chora

"Entre o desamor e a resignação, fica uma alma que se apavora"
"Entre o desamor e a resignação, fica uma alma que se apavora"

Rui Fontes Palma Furtado
Arquiteto de sucesso consagrado e abastado
Todos o admiram
Todos o invejam
Todos o bajulam
Todos o cortejam
E ele pavoneia-se com tanta subserviência
Julga-se o senhor eminência
Desfila com opulência

Ele é bem sucedido mas o seu sonho era ser trompetista
Ter uma banda de jazz, ser elogiado em revistas
Ele tem dinheiro e prestígio
Mas do seu sonho de vida nunca viu nenhum vestígio
Quando ouve Miles Davis, ele chora

"Entre o sonho e o desencanto, fica uma alma que se apavora"
"Entre o sonho e o desencanto, fica uma alma que se apavora"

Padre Nuno, Lurdes, Rui
Estão os três no teatro, a ver a peça "baile de máscaras" que estreou com aparato
Os três adoram teatro
Acham que é um espetáculo graúdo

Onde em cima do palco tu estás acima de tudo
Onde o que mais se liberta é exaltado e aclamado
Onde podes ser o que queres sem ser sentenciado
Onde os imunes à pressão são celebrados e enaltecidos
Onde até os desintegrados são aplaudidos!

O teatro é nossa casa!
O teatro é nossa casa!
O teatro é nossa casa!

 

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Depois de nos estrearmos em 2016 com o EP homónimo através da Enough Records.

Em 2017 marcamos uma nova fase com o lançamento de um novo single "Singularity" que retrata a auto-consciência, o processo de olharmos para nós como a peça fundamental do enorme puzzle que é a vida.

O single foi lançado em exclusivo através da idioteq.com e está disponivel na nossa página do Bandcamp e brevemente tambem estará no Spotify, Google Play e iTunes.


http://thenewgeometry.bandcamp.com/track/singularity-single

 

 

Quer ver a sua banda ou espectáculo divulgados aqui?,
envie um email para: olharparaomundo (arroba) sapo.pt
Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email

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