Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

tresor.jpg

 

 

TRESOR & BOSXH
Café Concerto
O estranho que se entranha

 

Local:  Bar ACERT
Data/Hora:  Sáb, 12 nov'16 às 23:00

 

Tresor&Bosch são C. Ricardino (Biarooz / Ratere) e Tiago Rosendo (Johnny Sem Dente / Ratere). Fins de tarde bem passados a explorar as suas vertentes mais eletrónicas levam ao nascimento de dois temas e a vontade de fazer mais. Ao comando dos seus synth’s, embarcam numa viagem espacial, e quem sabe talvez venham a ser os primeiros humanos a pisar marte.

Entrada Gratuita.



Ficha TécnicaC. Ricardino (Biarooz / Ratere)
Tiago Rosendo (Johnny Sem Dente) / Ratere

 

Letra

 

Era tudo quando ela me dizia,
"benvindo a casa", numa voz bem calma
Acabado de entrar, pensava como reconforta a alma
Nunca tão poucas palavras tiveram tanto significado
E de repente era assim, do nada, como um ser iluminado -
Tudo fazia sentido, respirar fazia sentido,
Andar fazia sentido, todo o pequeno pormenor em pensamento perdido
Era isto que realmente importava,
Não qualquer outro tipo de gratificação
Não o que se ganhava,
Não o que dizem de nós não, não, não
Um novo carro, uma boa poupança,
Nem sequer a família, ou a tal aliança - nada?
Apenas duas palavras e um artigo,
Formavam a resposta universal
A minha pedra filosofal
Seguia para dentro do nosso pequeno universo
Um pouco disperso - pronto disponível para ser submerso
Naquele mar de temperatura amena que a minha pequena
Abria para mim, sempre tranquila e serena

Tento ter a força para levar o que é meu
Sei que às vezes vai também um pouco de nós
Devo concordar que às vezes falta-nos a razão
Mas nego que há razões para nos sentirmos tão sós
Vem fazer de conta eu acredito em ti
Estar contigo é estar com o que julgas melhor
Nunca vamos ter o amor a rir para nós
Como queremos nós ter um sorriso maior

Bem-vindo a casa dizia quando saia de dentro dela
Bonito paradoxo inventado por aquela dama bela
Em dias que o tempo parou, gravou, dançou,
Não tou capaz de ir atrás, mas vou
Porque sou trapalhão, perdi a chave, nem sei o meu caminho
Nestes dias difusos em que ando sozinho definho
À procura de uma casa nova do caixão até a cova
O percurso é duro em toda a linha, sempre à prova

Tento ter a força para levar o que é meu
Sei que às vezes vai também um pouco de nós
Devo concordar que às vezes falta-nos a razão
Mas nego que há razões para nos sentirmos tão sós
Vem fazer de conta eu acredito em ti
Estar contigo é estar com o que julgas melhor
Nunca vamos ter o amor a rir para nós
Como queremos nós ter um sorriso maior

Por isso escrevo na esperança que ela ouça o meu pedido
De desculpas
De socorro
De abrigo
Não consigo
Ver uma razão para continuar a viver sem a felicidade a meu lar
Na minha casa, doce casa, já ouviram falar?
É o refúgio de uma mulher que deus ousou criar
Com o simples e unico propósito de me abrigar
Não vejo a hora de voltar lá para dentro, faz frio cá fora
Faz tanto frio cá fora que eu já não vejo a hora?

O calor é um alimento que eu preciso
O amor é apenas um constante aviso
Se sabes que eu não vivo dessa forma
Tu sabes que eu não sinto dessa forma

Tento ter a força para levar o que é meu
Sei que às vezes vai também um pouco de nós
Devo concordar que às vezes falta-nos a razão
Mas nego que há razões para nos sentirmos tão sós
Vem fazer de conta eu acredito em ti
Estar contigo é estar com o que julgas melhor
Nunca vamos ter o amor a rir para nós
Como queremos nós ter um sorriso maior (4x)

 

maria armanda.jpeg

 

MARIA ARMANDA

 

Em 1967 participou na Grande Noite do Fado da Casa da Imprensa, gravando no ano seguinte, o seu primeiro trabalho discográfico, o EP O Meu Soldadinho.


Participou em vários festivais, como o de Espinho e o Festival da Figueira da Foz, no ano de 1969, interpretando o tema da autoria de António José e Ferrer Trindade, "Sombras da Madrugada", acabando por arrecadar um terceiro lugar.


O primeiro álbum surgiu em 1972, Maria Armanda no qual gravou fados inéditos de vários compositores.


Em 1979 estreou-se no teatro, no palco do Teatro Laura Alves, em Lisboa, actuando posteriormente no Parque Mayer , no Teatro Maria Vitória, como atracção na revista "Rei Capitão Soldado Ladrão".


Nos anos seguintes marcaria presença em mais duas revistas, "Mais Vale Sá Que Mal Acompanhada" (de onde foi retirado o tema "Lisboa Das Barracas") e "Ó Patego olha o balão", contracenando com Ivone Silva e Camilo de Oliveira.


Voltaria à "revista" em 2001, participando na peça "Tem a Palavra a Revista".


Para além de "O Meu Soldadinho", "Só Porque Desenhaste A Rosa Branca" e "Mulher De Qualquer Povo da Terra", um dos seus maiores sucessos de sempre foi "Mãe Solteira", e tem no seu repertório muitas canções com letras de José Carlos Ary dos Santos e músicas Nuno Nazareth Fernandes.


Maria Armanda marcou presença em espectáculos da Europália realizados na Bélgica, ao lado de Carlos do Carmo


Sendo " alfacinha" não poderia passar ao lado das Marchas Populares, chegando a participar em diversas


A partir do ano 2000, Maria Armanda faz parte do grupo Entre Vozes com outras fadistas (Alice Pires, Lenita Gentil e Teresa Tapadas) que acabaria por editar 3 álbuns.


Em 2004, Maria Armanda integrou novo grupo de 4 fadistas, denominado de Quatro Cantos, novamente com Teresa Tapadas mas agora com as vozes masculinas de António Pinto Basto e José da Câmara.


Em 2006 edita o DVD " Do presente ao passado no Fado


Actua regularmente em várias Casas de Fado como o "Senhor Vinho", no "Clube de Fado João da Praça" ou no Restaurante "Guitarras de Lisboa", em Alfama.

 

MÚSICA LIGEIRA/FADO
20 NOV | 17:00H | 10€

estar presente.jpg

 

Estar Presente

Depois de terem  o rapper Vilão como convidado em estúdio para “A Minha História”, os Prismatic regressam com um single dedicado à época festiva que em breve se iniciará.
"Estar Presente"
Com distribuição mundial a partir de dia 14 de novembro, o single antecede o álbum de estreia de Primastic, em produção.

 
 
Através de um prisma, uma luz branca pode ser decomposta em todas as cores. São 7 as cores que o prisma produz. São também 7, as notas musicais através das quais queremos decompor o nosso som, sem preconceitos e com uma roupagem e fusão entre vários estilos, que faz com que Prismatic seja o nosso e o vosso prisma musical. 
 
Somos um trio que actualmente se apresenta com duas das várias vertentes de um prisma cheio de surpresas musicais.

Apresentada a banda Portuguesa, em 2013, com o single XXI, numa versão pop/electrónico. Em 2014,  viaja até aos EUA para nas mãos do conceituado e vencedor de Grammy Awards, Mr. Bob Katz, para que seja finalizado o EP de 3 temas intitulado Prismático que é exposto ao público através de 3 videoclipes. Um dos temas - "Prismático" - conta com Miguel Moura dos Santos como convidado e pode ser visto aqui.

Tiago Pimentel
Aka Tryambaka mantém uma ligação à música desde a sua infância. A música clássica faz parte da sua formação inicial mas seria o poder da música electrónica, posteriormente marcada pelo trance, que mais iria influenciar a sua cultura artística e criar o movimento frenético e dançável dos Prismatic.

André Prista
Desde cedo começou a usar o lado criativo para dar vida aos seus temas musicais como letrista, compositor e produtor musical. Técnico de som com experiência profissional com nomes como Bob Katz e Brian “Big Bass Brian” Gardner ou músicos como Henning Basse, André Matos e Rafael Bittencourt ajudaram para que o vasto leque de influências e experiências tornassem rica e melodiosa a sonoridade das guitarras e composições dos Prismatic.

Nuno Ramos
Assume-se como um compositor que cria, desde há muito, as suas músicas. O seu vasto leque de influências musicais e experiência como músico de palco marcam a sua versatilidade, coesão, força e paixão por criar e dar voz às histórias verídicas e de ficção transmitida pela sonoridade dos Prismatic.
 

 

 

Kadypslon_ Refúgio- Artwork.png

 

 

“REFÚGIO”, DE KADYPSLON, EM PRÉ-VENDA

 

Depois do EP “Pandemonium” (2013) e do primeiro single “Malta Perdida” é a vez do mais recente trabalho discográfico do rapper lisboeta Kadypslon ser editado. De seu nome “Refúgio”, este é um álbum que já está em regime de pré-venda em exclusivo no iTunes e Amazon e que, até ao final de 2016, estará em todos os postos de venda tradicionais.

 

Depois de uma década de ausência este regresso ao mundo do hip hop é o reflexo das suas experiências, vivências e maturidade, numa das maiores apostas da Music In My Soul para o último trimestre de 2016.

                       

Nascido em meados dos anos 90 nos subúrbios de Lisboa, em Santo António dos Cavaleiros, Kadypslon descobriu por volta dos 14 anos a paixão pela poesia e pelo movimento hip hop. Durante cinco anos foi aperfeiçoando o seu dom juntamente com dois primos, até que decidiu emigrar, devido à falta de condições e oportunidades no seu país.

 

Atualmente a residir em Peterborough, em Inglaterra, e depois de quase dez anos de paragem, Kadypslon decidiu voltar a dedicar-se à música, agora com toda outra maturidade, garra e perspetiva.

Em 2010 gravou a sua primeira demo com seis faixas promocionais. Três anos mais tarde disponibilizaria o seu primeiro projeto, intitulado “Pandemonium”, que refletia um resumo de experiências passadas narradas na primeira pessoa. Em Dezembro edita o seu primeiro longa-duração, que recolhe influências de boom bap e gravita em torno da temática da consciência urbana.

 

 

06 Nov, 2016

B-Leza - Bullying

 

Letra

 

Bullying, bullying, bullying, bullying

João tem 8 anos, os putos chamam-lhe cromo
É o mais baixo da turma, então chamam-lhe gnomo
Cospem-lhe, batem-lhe, fazem rodinhas
Um gordo como tu só beija gordinhas!
Hora do almoço para ele não é recreio
É o jogo das escondidas para não ouvir que é feio
Ele fala com as cortinas para se camuflar do meio
Ele encontrou o seu refúgio na casa de banho
Ele chora e pergunta porque é que eu tenho esta cara
Este corpo, esta doença que me faz sentir que é rara?
Desabafo com os meus pais, eles dizem para não ligar
Será que eles entendem o que estou a passar?
Gostava de ter amigos como o Chico
Ele goza comigo mas com ele me identifico
Tipo, tipo não goza tanto
Só, no entretanto, sozinho
Ele não goza, acompanhado não garanto, sinto-me sozinho
Ninguém gosta de mim
Mas eu não tenho a culpa de ter nascido assim
Há uma menina cá na escola que sofre o mesmo que eu
Chamam-lhe morta-viva porque o pai faleceu
Tentei falar com ela, só quis ser amigo
Mas ela diz que é gozada se a virem comigo
Para eu não levar a mal, que até sou querido
Como posso eu levar a mal o meu primeiro elogio?

Bullying, bullying, bullying, bullying

‘Tô ferido. Acho que ‘tô a sentir
O amor dos adultos a querer progredir
Não correspondido
Quero ser diferente para um dia a poder conseguir
Eu não sei como é que eu vim à terra, não pedi p’a nascer
O meu dia é uma guerra e eu só quero não sofrer
Só peço para ser aceite, se é que me faço entender
Eles são água, eu sou azeite, é difícil dissolver
Eu quero pertencer
Que mais posso eu fazer
Quando o preconceito é mais forte que o sujeito
E o ser imperfeito foi quem meteu o defeito?
Tô a sentir que quero morrer
Mudei de escola, já não ia às aulas, tô desesperado
É o meu primeiro dia aqui na escola ao lado
De repente, novamente
Discriminação à frente
Olha a bola de Berlim, tanto creme que é nojento
Levei tanto no primeiro dia que já não aguento
Voltar lá, o que seria? Vou ficar no apartamento
Luz fechada
Quarto escuro
Só aqui tô seguro
A minha mãe ‘tá preocupada
Finalmente…

Joni… És um gordo, um gordo feio, nunca vais ser ninguém
Joni, estúpido, nunca vais ser ninguém

‘Bora! Passaram anos de traumas
Drunfado ‘tão tô nas calmas
Relembro, vejo as caras
Se eu me matar eles vão bater palmas
Vou à gaveta da mamã, pego a beretta do avô
Escrevo uma carta e amanhã vão saber que Deus me levou
Sempre sonhei em ‘tar morto
Acho que a minha mãe devia ter feito um aborto

Bullying, bullying, bullying, bullying

 

Quer ver a sua banda ou espectáculo divulgados aqui?,
envie um email para: olharparaomundo (arroba) sapo.pt
Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email