Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

Letra

 

Cruzado é jogo
Trocado é intriga
Dado é cumprido

Faltado é falsia
D´amor é poesia
De Rei é Lei
De Senhor, Ámen

Mal scrito é erro
Bem scrito é arte
Firmado é promessa
Di bô é simplesmente um língua na nha boca
Palavra:

De vivo é vento
De morto é herança
De honra é aval
Às vezes é lamento

De ordi é pa grita
Gritado é força
Às vez é fraqueza
Rimado é beleza
Rumado é blá-blá

Xintido é oraçon
Di bô é simplesmente um língua na nha boca
Palavra:
A favor é argumento
Cantado é finaçon
Titubeado é gaguez
Truncado é mudez

Calado, hmm! Desconfia
De Romeu é Julieta
De Quixote é loucura
De Buda é sapiência
De Fidel, persistência
Di meu podi ser banal
Ma di bô é simplesmente um língua na nha boca

 

 

Letra

 

A nossa força vem do poço do sentimento
Jorra os jactos em espirais do conhecimento
Os matadores espirituais vão abrir terreno
Galopamos mais velozes que o pensamento(2x)

Tempestade mental porta fechada
Declaro aberta a sessão de escrita encriptada
Ideias brotam como água de uma fonte
Versos para além das margens da linha do horizonte
5 passaportes destes para outro mundo
Apertem os cintos partimos dentro de 1 segundo
Reina a magia negra nesta terra do real
Somos peritos em espionagem espiritual
Calmos com a força de um desastre natural
Chuva torrencial ciclones no vendaval
Somos uma espécie rara neste reino animal
Que na sociedade equivale a um baixo número percentual
Arquitectos no campo do audiovisual
Versos pragmáticos no seio conflitual
Desce do pedestal e foca o essencial
Independentemente da tua clausula contratual

A nossa força vem do poço do sentimento
Jorra os jactos em espirais do conhecimento
Os matadores espirituais vão abrir terreno
Galopamos mais velozes que o pensamento

Estação espacial
Aterragem mental
A minha actividade cerebral é paranormal
Escrevemos na pele antes que o tempo congele
Dlm tesouro subterrado na neve
5º anjo de taça na mão
Imagino-me a derramar julgamento em destruição
A grande tribulação que eu antevejo
A sobrevoar o campo dos escravos de desejo
Nasci para ser escritor
A minha imaginação é um poço onde extraio o terror
Enveneno-me com tinta traço linhas de dor
Do amor ao veneno do veneno ao amor
Mais profundo que o sono profundo
Um pensamento é um flash um universo um nano-segundo
O teu ritmo cardíaco está fora de tom
Reanimação do microfone ao teu coração

A nossa força vem do poço do sentimento
Jorra os jactos em espirais do conhecimento
Os matadores espirituais vão abrir terreno
Galopamos mais velozes que o pensamento (2x)

Temos a fé inabalável como as 7 marés
Voltamos sempre contra a maré não arredamos pé
Rdc representa a raiva de cristo
E este vendilhões do tempo nunca viram nada disto
Caminhamos por entre a grande tribulação
Até ouvir as mil trompetas do armagedão
Coros de mil vozes assombram esta canção
Mil corvos espalham a praga pela multidão
Estes versos voam longe como os pássaros da morte
Passo a passo criamos um exercito ainda mais forte
Não há nada de banal nestes sentimentos
A nossa obra é imortal através dos tempos
Reconhece os teus mestres ainda vais a tempo
Escondes a emoção vais rebentar por dentro
Não me encontras na manifestação pacifica
Nas mãos de deus sou uma arma de destruição massiva

A nossa força vem do poço do sentimento
Jorra os jactos em espirais do conhecimento
Os matadores espirituais vão abrir terreno
Galopamos mais velozes que o pensamento

O exército do povo é forte como um titã
Para enfrentar face a face leviatã
As batalhas que travamos são por um amanhã
Sem paraísos fiscais dos ministros de satã
Acedemos a outras dimensões como um xamã
Acordamos multidões a música é o talismã
Contra a grande ilusão das montras da ansiedade
Das gigantes catedrais do consumismo da cidade
Colapso económico é inevitável
A jarra foi quebrada a peste é incontrolável
Cavaleiros do apocalipse avançam na esfera
Convertem mortos vivos no exército da fera
Promovem guerra, separação e ganancia
Trazemos paz união fim da ignorância
Por entre nuvens de fumo ciclones e vagas
Os paladinos avançam à frente das massas

 

 

Letra

 

Não sou teu servo
Se não entendem o que escrevo
Não tenho culpa
Marca consulta filho da puta
Chavalo eu dou-te um chapo e fotografo
Dou-te o segundo chapo e fotografo, toma fiz-te um gif animado
Entra na carrinha, é um rapto, és levado ao ponto mais alto do teu fracasso
Dj empurra o gajo montanha abaixo
2º piso escola de esgrima vírgula a vírgula
Triplo 6 tatuado na piça a tinta-da-china
Andamos escondidos no fabrico do sonoro
Mais fodidos, mais ruídos, despedimos otorrinos
Avisa os teus amigos, trazemos explosivos
Somos hardcore como 70 quilos presos nos mamilos
Se eu estiver a mentir ponham o braço no ar
Quem não ouvia dlm, mano, começou a rimar
Um, dois, um, dois, teste som, podes cantar
Mas fala pra piroca que os colhões já estão a gravar.

Trazemos carga emocional demasiado pesada
Como pianos de cauda que caem de altura elevada
Estilo sombrio, como a noite escura da alma
Sente-se o frio da desolação, não há vivalma
São correntes de pensamentos como torrentes de lava
Ninguém nos trava, ninguém nos cala, ó moço cava
A tua cova, ninguém nos dobra é dealema
Na manobra, lançamos-te a nossa anátema
Tinta venenosa que entra via intra-venosa
No sistema, de forma extremamente dolorosa
Ficas congelado, empedernido como gárgula
Usado como lição de moral na nossa fábula
Crápula, nem tentes decalcar a fórmula
Não é nada agradável o estilhaçar da rótula
Nós somos mais que muitos, tu és só uma partícula
Motivo de chacota com essa pose ridícula

Dealema bate mais que coca, a tua cara cora, ficas todos fora
E agora, o que é que vais fazer quando eu for embora?
Rebobino de volta, a voz da revolta
Soltas faíscas em pistas perigosas, precisas de escolta
Nós alastramos por guetos urbanos
Direitos humanos
Enquanto adoras, fazemos obras
Pisamos cobras, não nos dobras, temos manobras
Cavas a tua própria cova a defrontar o pentágono
Esmago, mc's como um maço de tabaco vazio
Tenho substância no compasso, nunca vacilo
Vendidos são atingidos por realidade
5 indivíduos em alta fidelidade
Eu entro, em qualquer bairro ou gueto e nunca cedo
Não tenho medo, tenho respeito pelo meu povo, eu escrevo
Não vale a pena interferirem
Pagam com a pena de vida se insistirem
Não há saída…

Não vale a pena, temos pena no vale
Tudo pentagonal, fractura da coluna vertebral
Lexicalmente, à frente, vocalmente
Liricalmente, sempre, universalmente
Eu junto léxico e disléxico, sem comércio numérico
Lição de inquérito a editoras falidas sem crédito
Tu em débito chama-me inédito, imperfeito, como o pretérito
Na batalha sem medalhas de mérito
Sem porte atlético ou esquelético
(?????) genético, o meu direito é assimétrico
Sou genérico, acessível sem médico
Analgésico, frenético, épico no valor ético
Poético, feto céptico, filho de epiléptico
Tu és patético, corte no paramétrico
Discurso profético, o futuro é hipotético
Hoje chamam-me técnico, galileu ou copérnico

 

 

Letra

 

Poucos seriam os que teriam coragem de dar a vida por uma causa perdida
Ainda mais raro são os que tem mérito reconhecido pela sua audácia
Isto é uma menção honrosa a todos aqueles que dedicaram a sua existência à garantia da sobrevivência do próximo

Tinha uma das mãos na arma
A outra na cabeça
Decidiu abandonar a sua própria existência
Tantos anos de luta, labuta,
Anti-depressivos na gaveta em cima de uma pilha de livros, resignado
Sem nenhuma dignidade
Num quarto degradado na baixa da cidade
Poeta visionário com rima sublime
O seu pai tinha sido assassinado pelo regime

Acende um cigarro, sentado,
Ex-combatente no braço tatuado
E pensa, já não vale a pena lutar
Relembra num poema
A sua mãe a olhar no vazio
Dois filhos para criar, a chorar o seu amor não iria voltar
Mas a realidade voltou, a dor apertou o coração e foi então que o gatilho acertou

Chamem me teimoso, obstinado persistente
Caio e levanto-me obcecado resistente
Sinto um certo magnetismo pelo abismo
Cerro os punhos lanço golpes de exorcismo
Os demônios interiores permanecem vivos
Tenho que os manter latentes, adormecidos
Continuo suspenso na ponte do rio sem margens
Com visões de um futuro passado em miragens

Param os relógios são desabas nos pés
Os glaciares degelam sobem as marés
Convicto percorro o meu caminho com fé
Apesar das vozes que sussurram (desiste né)
As multidões rezam a São Judas Tadeu
Eu movo dimensões quando vês o céu (breu?)
Trespassado dor mil sabres no momento derradeiro
Estarei de cabeça erguida sou guerreiro

Contra tudo e contra todos
Contra ventos e marés
Lutas na causa perdida
Sem saberem quem tu és (x2)

O mundo é destruído em direcção ao abismo
Entra na fila alista-te a causa perdida
Esta na hora da revelação
Corvos largam paginas do Apocalipse de São João
Canibalismo incentiva a prosseguição
A humanidade é faminta mastiga-me o coração
o símbolo do homem cravado na testa
Carrego escrituras à procura da besta
As asas de uma ave ainda batem no petróleo
olha um sol engolido no ultimo fôlego
A voz de uma criança ainda chora após a morte
Ainda canta numa igreja destruída na guerra santa
O tempo é um brinquedo adormecido
Brincam com o futuro e limpam lágrimas de medo
Vivemos numa galeria de hipocrisia
Aquecimento global
Somos estátuas de gelo

Ele caminha entre chamas e telhados abatidos
No olhar à esperança de sairmos deste inferno vivos
Na causa daria a sua vida pelo próximo
Soam as sirenes no quartel
Herói anónimo
O único no ultimo piso do edifício
Com uma criança nos braços
Felicidade, sacrifício
Corpo marcado por queimaduras tatuado
Acorda de noite sufocado pelas chamas do passado
Um fardo pesado, um fado embebido em magoa
Muitos partiram antes da primeira linha de água
Quantos voluntários no exercício da função
Ceifados deste mundo pelas chamas da escuridão
Jovens adolescentes bravos combatentes
Saudade e coragem no seio dos seus parentes
Soldado da paz, audaz, anjo na terra parte da cidade em direcção ao pico da serra

Contra tudo e contra todos
Contra ventos e marés
Lutas na causa perdida
Sem saberem quem tu és (x2)

Convicto percorro o meu caminho com fé
Na causa deia a sua vida pelo próximo
Convicto percorro o meu caminho com fé
Sou guerreiro
Herói anónimo

Contra tudo e contra todos
Contra ventos e marés
Lutas na causa perdida
Sem saberem quem tu és (x2)

 

 

Letra

 

Minha passagem para o breve, breve instante da loucura
E aqui estou à espera, com este destino de dar sombra aos muros
Mas à espera de quê? Que o despenhar no abismo me crie enfim asas?

Maze:
Caminho diariamente no fio da navalha
No limbo entre ser um santo ou um canalha
Conto apenas seis cêntimos no bolso
Mas tenho ideias que podem levar ao calabouço
Enterrado em dívidas e crédito mal parado
Desempregado, contra a parede encurralado
Tou à espera de quê? O que é que vou fazer?
Vou pagar a segurança social ou vou comer?
Estou-me a passar, e nem sequer tenho um filho
Senão já tinha perdido os quatro dentes do ciso
Enlouquecido, como se ameaçassem um ente-querido
Já estou armadilhado, vou é pagando o rastilho
Todos os dias terror espalhado nas retinas
Os semblantes pesados, de ruínas de vidas
Presos na apatia lusa como polidores de esquinas
Escravos do fado, em vez de escrevermos sinas

Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh
No limiar da sanidade
oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh

Fuse:
Eu já pensei no suicídio
Mas só me resta mais um tiro
A última bala vou guardá-la
Para o dia em que perder a fala e o sexto sentido
Ser humano não é ser divino, é doentio
A ambição é a bengala que orienta um morto vivo
Eu enterrei a sanidade, ponho espelhos no meu caixão
Para a minha moral morrer com vaidade
Serei de ferro? Sou a escultura oxidada
Face humana enferrujada porque cospem-me na cara
Eu luto contra a máquina, a máquina que te suga
A máquina que te ocupa como uma felicidade apática
Se eu acordasse sem família mataria em nome da escuridão
A última luz da nossa vida. Não sinto alegria, nem pulsação cardíaca
A vida faz-me luto porque morro todos os dias

Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh
No limiar da sanidade
oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh

Mundo:
Vivia numa fachada em rotura na Avenida da Liberdade
Virada de frente pra Rua do Limiar da Sanidade
Sol posto, 7 da tarde daquele dia maldito
Quarteirão fechado, bófia por tudo quanto era sítio
Atingido, no solo estendido, um amigo de infância
Motivo: relativo a cobrança de substância
Este mano era a ganância, adormeceu na consigna
Sabia que não havia cura nesta profissão maligna
Agora a cozinha da rua possui um novo chefe
Tem mais do que 7 anões à volta da branca de neve
Agarrados roubam a família, roubam a mobília
Desfilam de seringa na orelha e no parque fazem vigília
Estes cafés são asilos para jovens desempregados
Na assembleia: problemas não solucionados
Seremos escravos da vontade, ou escravos do destino?
Dois cravos sob a campa e deixem tocar o hino

Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh
No limiar da sanidade
oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh

Expeão:
Foi por vontade de Deus que eu vivo nesta ansiedade
E todos os pecados são meus nesta cidade
Lá fora tempestade, por dentro um forte sentimento
Na mente, a erosão da sanidade
É a loucura, loucura das massas, crime do colarinho branco
Crianças escandalizadas, órfãos, como cordeiros entre os lobos
Que mamam do peito da loba, na nova Babilónia
Todos marcados com o simbolo da besta na testa
Mal dos governantes, sangue, orgias e festas
É o silêncio dos inocentes, enquanto mentem
Nas televisões com todos os dentes
A maior parte das pensões repleta da nossa gente
Enquanto esses mações nunca os viste lá dentro
Expeão, eu entro com a força de mil
No limiar da sanidade, mas nunca senil

Fuse:
A mente é o aluquete para a caixa de Pandora
A sanidade desvanece até à última gota

Minha passagem para o breve, breve instante da loucura

 

Quer ver a sua banda ou espectáculo divulgados aqui?,
envie um email para: olharparaomundo (arroba) sapo.pt
Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email