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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

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SÉRGIO GODINHO

NOVA CANÇÃO PARA O FILME "REFRIGERANTES E CANÇÕES DE AMOR"

“Sobe o Calor” chegou a todas as plataformas digitais

Sérgio Godinho editou hoje “Sobe o Calor”, uma canção composta em parceria com Filipe Raposo, especialmente para a banda sonora de “Refrigerantes e Canções de Amor”, um filme de  Luis Galvão Teles com argumento de Nuno Markl.

 

“O Luis Galvão Teles ofereceu-me a ocasião soberana de escrever, pela primeira vez, uma canção a meias com o Filipe Raposo, talentosíssimo pianista, e, descubro-o agora, também muito bom compositor”, diz Sérgio Godinho. “Na letra que fiz para a música dele, andei à volta do tema do calor, dos refrigerantes, e do amor, sempre o amor. Começa e acaba o filme, sendo que no final é cantada por mim.” E revela: “Quanto ao Filipe, temos já outra canção aprazada. Agora, não há como parar.”

Refrigerantes e Canções de Amor”,  estreia hoje nas salas de cinema e conta com um elenco de luxo, com nomes comoIvo Canelas, Victoria Guerra, Lúcia Moniz, João Tempera, Ruy de Carvalho, André Nunes, Gregório Duvivier, Marco Delgado com os quais contracenam Jorge Palma e o próprio Sérgio Godinho, no papel de um assassino implacável.

“Foi muito bom reencontrar o Luís Galvão Teles, e voltar a trabalhar com ele, tantos anos depois da “Confederação”, continua Sérgio Godinho. “Além da canção que escrevi com o Filipe Raposo, ele propôs-me um pequeno papel de um homem da noite, bigode e cicatriz no rosto, que faz trabalhos duvidosos por encomenda, assassínios incluídos. Há muito tempo que não fazia cinema, e deu-me um forte prazer mergulhar de novo nessas lides.”

A estreia desta canção acontece num período em que para além das apresentações com os Assessores, a sua banda “cativa”, tem dado atenção a colaborações oriundas das mais variadas áreas musicais: com Jorge Palma, no projecto JUNTOS, em que depois da edição em CD DVD, tem realizado inúmeras apresentações pelo país; a Norte, com a Orquestra de Jazz de Matosinhos, em que depois de uma apresentação numa Casa da Música lotada em Junho passado, se anuncia uma repetição, desta feita na Avenida dos Aliados, numa celebração popular em que as canções de Sérgio Godinho vestirão novas roupas; ou ainda, incrementando a dimensão da parceria com o pianista Filipe Raposo, compositor de “Sobe o Calor”, num espectáculo de voz e piano a ter lugar no Festival Literário Internacional de Óbidos em que uma vez mais, e sempre de forma surpreendente, Sérgio Godinho reinventará as suas canções.

Sempre inquieto, a actividade criativa de Sérgio faz ainda adivinhar que em breve, por entre outros projectos cinematográficos e literários, novas canções verão a luz do dia.

 

 

AGENDA:

03 SET – Noite Branca/Braga (JUNTOS com Jorge Palma)

04 SET – Festa do Avante/Seixal (JUNTOS com Jorge Palma)

09 SET – Av. Dos Aliados/Porto (com Orquestra de Jazz de Matosinhos)

10 SET – Feira de São Mateus/Viseu (JUNTOS com Jorge Palma)

23 SET – Festival Literário Internacional/Óbidos (com o pianista Filipe Raposo e convidados)

 

 

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SILVER SAGA COM NOVO SINGLE

 

Silver Saga, artista angolano residente em Portugal e conhecido por canções como “Plano B” ou “Sabe Bem”, acaba de lançar o seu novo single intitulado “Falso Tropa”, com afiliação ao zouk/kizomba com que tem vindo a traçar o seu caminho.

 

O novo tema conta com a participação de Vado MKA e Black Beautty, estando disponível para escuta em plataformas como o YouTube e Soundcloud.

 

Sílvio António é o nome por detrás de Silver Saga. De nacionalidade angolana, o artista teve o seu primeiro contacto com música durante um período de aulas de guitarra na Academia de Música do Lumiar, passando mais tarde para a produção de beats e a assumir a voz e composição dos seus trabalhos.

 

No início, influenciado por nomes contemporâneos como Usher, Drake e Chris Brown, Silver Saga fez do R&B anglo-saxónico o seu berço. Foi nesse registo que lançou as suas duas primeiras mixtapes – “Fragmentos” (2012) e “D.I.Y.” (2013) – disponíveis para download gratuito.

 

Mais tarde juntou-se à companhia discográfica MCB Family, onde começa a explorar beats de zouk/kizomba, mais tarde testados no EP de estreia “Sexto Sentido” (2014), e a lançar temas como “Sabe Bem”, “Plano B” ou “Teu Jeito”. Desde então tem vindo a cimentar o seu nome e a partilhar o palco com artistas como Bebucho Q Kuia, Força Suprema, Yudi Fox ou Dj Kobe.

 

 

 

Letra

 

What are you here for?
I'm here to kill you

Hey!
Existe um policia adormecido dentro de cada um de nós,
E ele deve ser abatido
Morre um no Cerco, morre outro em Aldoar
É tempo de perguntar o que é se tá a passar
Há abuso da autoridade,
Brutalidade, nas rusgas aos bairros sociais da cidade
Agentes intimidam inocentes com cacetetes
Dealers despejam droga nas retretes
Agua! Agua!
Soam as sirenes
Vem um carro dos judites, vem um carro do INEM
Rusga, pé na porta, bófia vasculha
Não importa, se é gente boa ou pulha
Força bruta, seja guna ou puta
Tudo em fila, pia fino ou ainda levas com a batuta
Geninhos sem cabeça, decapitam a presa
Matam com tinto a sede de violência
Passam multas, enquanto mulheres ficam viúvas
Tão nas calmas, enquanto ressacas roubam casas
É só fachada, corrupção organizada
Porque o maior furto, é o do polícia corrupto
São os guardas prisionais que levam o produto
Quem foi dentro também tem acesso a tudo
Putos injectam na penitenciária
Gajos de pasta ficam em domiciliária
A rua não tem medo, da retaliação
Para cada acção, existem a reacção

Agimos motivados pelo medo
Desta nova babilónia, a bófia
Agimos motivados pelo medo
Podes vê-los bem cedo
Engole em seco

Não queremos
Mas raiva é o nosso estado mental
Pois vivemos numa sociedade policial
Prejudicial, à saúde emocional
Condenam os nossos crimes
Cometem outros muito piores
E quem se safa?!
Quem tem a massa
Menores são detidos
Por pequenos delitos
Numa instituição de correcção
Será que a punição levará a algum lado
Sairá curado ou mais revoltado
Não deposito confiança em distintivos nem fardas
Somos instintivos eles andam atrás de indivíduos
Pacíficos, que rolam o cachimbo da paz
Em prol ...
São o real inimigo
Invadem bairros e guetos
Fazem guerras entre brancos e pretos
Gajos sem escrúpulos, dos mais corruptos
enfaixam-nos mas nós não baixamos os punhos

Agimos motivados pelo medo
Desta nova babilónia, a bófia
Agimos motivados pelo medo
Podes vê-los bem cedo
Engole em seco

 

 

Letra

 

Nós Temos
Nós Vamos
Tentamos
Criamos

Nós Temos
Nós Vamos
Tentamos
Criamos

Houveram tempos frios e nós sozinhos
A fundação no mundo dealema 5
Durante tempos e momentos mais escuros
Iluminados por abraços puros
Familiares e amigos, críticas ou elogios
Aprendemos com tudo aquilo que foi dito
Multiplicamos tudo o que sentimos por isto
E dividimos tudo em corações no infinito
O sentimento é mutuo quando utilizamos palcos
Um sincero obrigado, pelos vossos aplausos
Cada sorriso, cada olhar, cada brilho
Vou para o eterno quando a morte for comigo
Temos orgulho naquilo que somos
Para onde vamos não sabemos
Mas irão haver muitos encontros
Nova Gaia, Invicta estandarte da vida
Respiramos juntos em cantos de alegria


Nós Temos
Papeis definidos na sociedade
Nós Vamos
Elevar a juventude
Tentamos
Dar-vos uma identidade
Criamos
Música com atitude

Nós Temos
Papeis definidos na sociedade
Nós Vamos
Elevar a juventude
Tentamos
Dar-vos uma identidade
Criamos
Música com atitude


Vocês são a razão principal
Pela qual
Batalhamos diariamente
Porque atrás vem sempre gente
Do litoral ao interior
Vamos a todo o vapor
Não poupamos em esforços para partilhar o valor
Entre B-Boys e MC's
Writers e DJ's
Latas e vinyls
Canetas gastas e rascunhos de papeis
Nós mantemo-nos fiéis desde 96
Incentivando putos como mandam as leis
Mano sei que nos sentes tambem te sentimos por perto
Vemos em ti o reflexo imenso deste projecto
Nós somos tantos
E ao mesmo tempo tão poucos
Porque ainda há quem insista fazer menos e ser mais que os outros
É fodido enfrentar este fogo agressivo
Senão fosses do deserto eu nem estaria vivo
Podes contar comigo tamos juntos nesta guerra
Na paz, e na alegria e na tristeza
É uma merda
Porque Deus quando parte
É para todos igual
Não cabe a homem nenhum
Decidir o nosso final
Vamos em frente
Rumo ao sol nascente
Em busca de boa gente
Antes que o cinzento na cidade se torne permanente
Quem nos tentar dividir não deve tar consciente
Das graves consequências que isso acarreta para a mente
Nós construímos o futuro no presente
Dealema está de volta com a mesma cara de sempre


Nós Temos
Papeis definidos na sociedade
Nós Vamos
Elevar a juventude
Tentamos
Dar-vos uma identidade
Criamos
Música com atitude

Nós Temos
Papeis definidos na sociedade
Nós Vamos
Elevar a juventude
Tentamos
Dar-vos uma identidade
Criamos
Música com atitude


Esta vai para todos os que acreditaram em nós
Para todos os que nunca nos deixaram sós
Para quem se sente representado pela voz de Dealema
Vossos advogados de defesa
Para vocês pego na caneta e escrevo esta letra
Temos a vossa confiança não dizemos treta
Selo de garantia para quem nos inspira
Obrigado pelo apoio, respeito e simpatia
Pela comparência nos concertos e ovações
Estas rimas são dos nossos para os vossos corações
Como agradecimento, pelo reconhecimento
O nosso suor em prol do movimento
O vosso amor engole os maus momentos
Damos tempo ao tempo cientes do nosso talento
Desculpem a demora não estava na hora
Tivemos a limar as arestas até agora

Nós Temos
Papeis definidos na sociedade
Nós Vamos
Elevar a juventude
Tentamos
Dar-vos uma identidade
Criamos
Música com atitude

Nós Temos
Papeis definidos na sociedade
Nós Vamos
Elevar a juventude
Tentamos
Dar-vos uma identidade
Criamos
Música com atitude

Mano best, caveira, mota e destruidor
Juntos ou separados espalhamos amor
Aldoar, Ramalde e Fonte da Moura, grande onda
No bairro todo o sonoro bomba
Obrigadão Quebrantões, marquês, ratos do beco
Sem vocês não curtia tanto os concertos
Saudações gente da grande Lisboa
Quando vamos aí oh mano é grande loucura
Pessoal de Gaia e Beira Rio
Esta corja não se ensaia tem outro brilho
Pó ppl de Espinho, Viseu e Matosinhos
E todos os sítios onde somos bem acolhidos
Um abraço pardelhas, Alentejo, Geração do Algarve
No Verão tragam uma grade
Movimento hardcore activista
Porto arredores e lisa longa vida
Custóias e Senhora da Hora
Todos os que tão de saco hey
Aguentem o barco
Para a minha mãe, minha avó e meus dois irmãos
E toda a gente aí fora que está no coração
Toda a gente aí fora que luta a opressão
E toda a gente aí fora que está no coração
Toda a gente aí fora que luta a opressão
Vocês sabem quem são

 

28 Ago, 2016

Dealema - Tributo

 

Letra

 

Eu vi-te crescer mano tal e qual me vis-te a mim
Se estas ruas falassem contava uma história sem fim
Do centro ao jardim ou no liceu onde tudo começou
Recordo a imagem na face, tudo o que nos ajudou
14, 24 uma decada de inéditos passada no escuro sem receber créditos
por entre prédios, bairros e monumentos bizarros
quais instintos sao à prova colocados, nós
sobrevivemos algures entre o paraíso e o inferno
numa cidade cinzenta onde todo o ano é inverno.
vemos crescer como uma arvóre bem forte
germinada a partir de uma semente do norte.
Espansão geográfica
Comitiva dilemática
A simplicidade é táctica
Da verdade posta em práctica
Existe, muita gente ingrata, pouca gente honesta
Que desconhece as consequências de metade do que manifesta

REFRÃO:
Esta é p'ra todos, os meus verdadeiros amigos
Esta é p'ra todos, que estiveram lá quando foi preciso
Esta é p'ra todos, aqueles que acreditaram em nós
Os mesmos que nunca nos deixaram sós

Frio gélido, cenário de cerrado nevoeiro
Tabuleiro superior, Ponte D.Luiz I
Até ao minuto derradeiro, Nova Gaia, Porto
No coração, na alma, na mente, no meu corpo
Sonhos por concretizar, fazem-nos rimar
É a nossa vida, vamos ganhá-la custe o que custar
Temos cegos, surdos e mudos famintos
Do alimento p'ra alma que nós distribuímos
Elevamos a mentalidade em saltos quânticos
Invocando a liberdade nos nossos cânticos
Pesados como fardos, de responsabilidade
Que carregamos nas costas desde tenra idade
Crianças da cidade embriegadas em sonhos
Lembranças do passado hoje inundam-me os olhos
Enquanto mentes pobres, lançam boatos podres
Orgulho-me de nos ver lutar por causas nobres

REFRÃO

Eles ñ acreditavam numa segunda vinda fora de tempo
Pa moda antiga, mas ñ podem fechar a saída
Com mil chaves todas as oportunidades, vê-se muitas celebridades
Com escassas capacidades
Hoje em dia, podes crer é isso o que mais gira
Muita beleza em torno de uma cabeça vazia
Incapaz de entender o habitat no qual se encontra inserido
Ou incapaz de decifrar dois parágrafos de um livro
Mano ñ tenho mais que a escolaridade obrigatória
Mas a diferença de consciência entre nós é notória
Tens a memória curta com uma experiência na luta
Ou até mesmo na vida e de quem será a culpa
Da inociência que permanece após a adolescência
Que ñ permite olhar o mundo com a devida transparência
Tens de ser mestre do teu próprio templo
E com o tempo serás o próximo a dar o exemplo

REFRÃO
2x

 

 

Letra

 

Dexâ-m bem kontâ-bu um stória
D-um amor ki nasi oji
Entri um seu ki ka tem stréla
I um rubera só ku pedra…

Tantu stória pa-m kontâ-bu
Di fórsa di sentiméntu
Di kodé d-um rabeládu
K-um mosinhu di Mindélu
D-es amor ki djuntâ-s petu
Pa tudu eternidádi…

Dexâ-m bem kantâ-bu um stória
K-um sértu melankoliâ
Pa-m fla-u kusé k’é sodadi
Di nha kábu k’é ka verdi…

Tantu stória pa-m kantâ-bu
Sobri fidjus di Atlántiku
Kotchi pedra tra aligriâ di ses gronzinhu di téra
Ka parsi lugar na mundu
Más di nós ki Kabu-Verdi…

Dexâ-m bem kantâ-bu um stória
Tantu stória pa-m kantâ-bu
Dexâ-m bem kontâ-bu um stória…..

 

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