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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

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A MARAFONA é um quinteto acústico composto por cordófones (viola, guitarra portuguesa/cavaquinho/campaniça e contrabaixo), percussões encimadas pela voz poderosa de Artur Serra e amiúde recorre ao seu coro masculino.


Como conta histórias as canções são quase visuais e a junção tímbrica de instrumentos e a varidade de arranjos transportam-nos por um périplo de cenários musicais inesperados ou para memórias escondidas.


A MARAFONA realiza também uma viagem pelas recolhas poeirentas de textos e canções do cancioneiro popular português, colhendo do património cultural que nos define, abraçando a sua condição de povo.


Somam-se depois, necessariamente, um pouco do ser e percurso de cada músico. Encontram-se a espaços as influências de géneros musicais que marcaram as mais recentes gerações, mas vincadas numa criação de autor.


Por último, assoma-se que o périplo da MARAFONA assenta na procura de um rumo imaginário para a música popular portuguesa, um caminho de regresso à criação popular, a emergir e com ela, da esmagadora globalização.

Guitarra Portuguesa, Cavaquinho, "Braganiça", Trancanholas, Gaita de Foles -Gonçalo Almeida; Viola Clássica - Daniel Sousa; Percussões - Ian Carlo Mendoza;contrabaixo - Cláudio Cruz; Voz , Adufe, Berimbau de boca - Artur Serra

 

MÚSICA
06 AGOSTO | 22:00H
6€

 

Letra

 

O meu amor tem lábios de silêncio
E mão de bailarina
E voa como o vento
E abraça-me onde a solidão termina

O meu amor tem trinta mil cavalos
A galopar no peito
E um sorriso só dela
Que nasce quando a seu lado eu me deito

O meu amor ensinou-me a chegar
Sedento de ternura
Separou as minhas feridas
E pôs-me a salvo para além da loucura

O meu amor ensinou-me a partir
Nalguma noite triste
Mas antes, ensinou-me
A não esquecer que o meu amor existe

 

ritaguerra.png

 

 

Os  HMB vão partilhar o palco com Rita Guerra nos espetáculos comemorativos dos seus 30 anos de carreira! É a segunda vez que os HMB são convidados de Rita Guerra depois de, em 2013, terem tocado no CCB, no concerto "Rita Guerra e Amigos”.
 

Autores de hits como “Dia D”, “Feeling”, “Naptel Xulima” ou mais recentemente, “O Amor é Assim”, os HMB são atualmente uma das bandas que mais toca nas rádios e, indiscutivelmente, uma das mais bem sucedidas ao vivo.
 

À voz única de Rita Guerra, vai juntar-se a soul e r’n’b dos HMB, num encontro de sintonia perfeita, que promete  ser inesquecível e será, certamente,  um dos momentos altos dos concertos dos 30 anos de carreira de Rita Guerra. 


COLISEU LISBOA | 4 DE NOVEMBRO
Camarotes 1ª - €50
Camarotes 2ª - €40
Cadeiras de Orquestra - €50
1ª Plateia - €40
2ª Plateia - €35
Balcão visib. reduz. Impar/Par - €24
Balcão Central lmpar/Par - €27

MULTIUSOS GUIMARÃES | 12 DE NOVEMBRO
Cadeiras Vip - €35
1ª Plateia - €30
2ª Plateia - €19
Bancadas - €25

 

Letra

 

Este som é a re-mistura do Break U,
Podemos chamar esta re-mistura de:
"O mundo muda a cada gesto teu"
Assimila bem estas palavras,
Espalha esta mensagem pelos teus manos bro.
O mundo muda a cada gesto teu
(O mundo muda a cada gesto teu)



Será que consegues viver assim sem remorsos,
Quando vês a fome a adormecer aqueles olhos,
Quando vês o sangue a alagar a terra daqueles povos,
E a deixar tudo resumido a desespero e destroços,
Será que ouves os gritos que o sofrimento não cala,
dessa gente que vive entre insónias e estrondos de
balas,
Será que sentes a pulsação do planeta, desacelera,
porque o teu amor por ele nunca chega.

O que é que há para sorrir quando meio mundo sangra?
Como é que tu não olhas quando meio mundo te chama?
Como é que vives sem dar aos teus um minuto?
Diz-me o que é que há pa celebrar quando o mundo tá de
luto?
Delegas poderes aos políticos mas eles são camaleónicos,
Não representam as nossas massas anónimas,
Eles representam corporações económicas,
Que representam lucro acima dos Homens,
Tu podes ser a mutação a cura e a salvação, lembra-te,

Não há revolução sem a tua contribuição, (Não há),
Partilha o afecto porque há sempre alguém que tu
ajudas,
Espalha a verdade porque há sempre alguém que tu
educas,
Denuncia o mal porque há sempre alguém que te escuta
mano,
Há sempre alguém que te segue quando acreditas na
luta,
Muda tu o mundo não fiques à espera de Deus,
O mundo muda a cada gesto teu,

Isto não é nenhuma sugestão pa tu seres o maior
revolucionário do mundo,
Não é nenhuma sugestão pa tu seres um Che Guevara ou
um zapata,
O mundo muda a cada gesto teu,
O mundo também muda com as pequenas coisas que tu
fazes mano,
Se tu fores sempre verdadeiro com os teus manos,
Se tu passares boas vibrações aqueles que te rodeiam,
A probabilidade de eles te retribuírem da mesma forma é imensa,
Mas se tu fores falso, e distribuíres ondas
negativas pelas pessoas,
É muito provável que eles te atinjam com mais
negatividade ainda,
O mundo tá conectado mano,
Cada gesto teu influencia o gesto do outro,
Cada gesto teu é um exemplo pó outro,
Amor gera amor,
Ódio gera ódio,
E a revolução ás vezes passa por tu seres um bom pai,
Um bom amigo, um bom filho, um bom Homem, um bom
cidadão,
Isso faz muita diferença,
O mundo muda a cada gesto teu,
(O mundo muda a cada gesto teu),

Mano o mundo muda a cada gesto teu,
Dá o que tens de ti e não esperes por Deus,
Não há revolução sem a tua acção,
Olha cada Homem como um teu irmão,
Nutre amor por cada ser e cada povo,
O caminho só acaba quando formos todos,
Um só, um só, um sóóóóóóóó

 

 

 

Letra

 

97...
Eu era um puto já todo hiphopiano,
24 horas a ouvir rap como um insano,
Ouvia desde Reacon a Master Ace, Sapasse On
Melodee, Abonda, Big Pana, Marrabadia..
Hum.. Tambem queria ser um rapper,
E por outros rappers a gritar Mamamia..
Mas fiquei logo desencorajado
Quando Marinho passou na radio aquela maquete de mafila.
Dealema e Ace na mesma faixa,
Trazer aquela cena que racha,
Rima suprema que esborracha bro..
Manos traziam eloquência nunca antes vista,
Era um novo tipo de liricistas com a escrita vanguardista..
Achava que nunca ia chegar aquele nível,
Seria mais um invisível,
Nunca seria protagonista..
Depois disso ainda fui ao Johnny Guitar,
Ver uns niggas a rimar,
E lá vi o Nigga War e os Next..
Fiquei perplexo,
War tinha um flow possesso,
E os Next cuspiam versos com a energia de Daza Fex..
Ainda havia o Boss,
Com a rima causava hipnose
Sunrise do flow complexo rimava tipo um T-Rex..
Como é que eu ia brilhar no meio de tantos monstros?
Conseguir fazer o estrondo,
E ter sucesso com os meus raps..
Mas tu disseste que um grande homem não esmorece,
E para eu acreditar na tese que é na fé que esta o progresso.
Disseste-me,
Para eu ter auto-estima
E ser persistente,
Porque eu ainda iria fazer a melhor rima de sempre..

Comecei a escrever rimas de forma alucinante,
Com a fé incessante que um dia seria predominante..
Conheci o Sam,
Fazia maquetes e jams,
Em casa dele com o Black Master, Master Pula e o S.A.M..
Largava umas bombas mas ainda cheirava a leite..
Mesmo assim o Bomberjack convidou-me para as mixtapes..
Cuspia com fome em cada mix,
Obelix do microfone era o ciclone,
Valete com o rap Matrix..
O meu nome espalhou-se de Monção a Portimão,
Eu trouxe aquele rap habilidoso,
Que causava a sensação..
Mas muitos diziam que Valete era muito incompleto,
Que eu só tinha flow,
Que o meu rap não tinha intelecto.
O que é que eles queriam?
Que eu fosse Alexandre Herculano?
Que eu fosse um grande carola?
Cuspisse knowledge com 17 anos?
Ai tu disseste-me para não ligar as criticas,
Porque isso só me ia causar danos,
E afectaria todos os meus planos.
Criamos canal 115,
Rimas em série..
Éramos Jery, Gary, Lyricer,
Cuspíamos intempéries.
Convidaram-nos para uma actuação em Almada,
Nós e os Next ia ser lotação esgota.
Tava la toda a gente do movimento,
Desde manos de Benavente,
Até acho que manos de Lousada.
Era talvez o nosso concerto mais importante,
Ensaiamos quase um mês ia ser carga pesada.

Concerto falhado,
Eu destroçado,
E as ruas a dizer que os Next tinham fuzilado..
Entrou o ano de 99,
Hip-hop cresceu mais,
Black Company e Boss já eram grupos transversais..
Dealema e Sunrise tinham o culto de imortais.
Micro e Sam batiam até em vivendas de Cascais,
Mind da Gap já rebentava em festivais,
Chullage e Xeg na altura eram as promessas nacionais.
Já ninguém falava de Valete,
Estava desconsiderado e desprezado como um hack..
Sem auto-estima,
Larguei as rimas,
Larguei a paixão que alimentava a minha rotina..
Sempre que te ouvia a rimar eu recordava,
Sempre que ouvia uma batida, amargurava,
Sempre que ouvia uma musica minha chorava,
Quase dois anos longe daquilo que mais amava..
Aí tu disseste-me de forma dolorida,
Que sem o rap eu nunca teria uma vida,
Sem o rap seria uma alma obscurecida,
Perdida nos traumas e derrotas sofridas.
Disseste-me,
Que o meu destino era ser um Mc influente,
E que eu ainda iria fazer a melhor rima de sempre...

Voltei as barras em maio de 2001,
Ainda eram ensaios de escarra,
Para rappers era sayonara..
Decidi lançar um Cd,
E ser o Mc do R.A.P que narra tudo aquilo que a TV mascara.
Gravei Educação visual com dinheiro emprestado,
Do meu nigga Vado, Sam, Bomberjack e do Cruzado.
O álbum saiu em Setembro de 2002,
Impacto tremendo,
Ainda me lembro como se fosse hoje.
Recebia props de todo o movimento hiphop,
Portugal, Macau, Brasil,
Principalmente os palops..
2006 lancei Serviço Público,
E o Blitz e o público chamaram-me novo rei do anti-pop..
Milhões de audições no Myspace e Youtube,
Sem rádios nem televisões,
Sem nunca vender o cu..
2008 tive uma proposta de angola,
Para bulir numa grande empresa,
Ganhar por mês 10.000 Dólares..
Seria auditor das fabricas de Luanda e Huambo,
E assessor do director da fabrica de Cuando-Cubango..
Trabalharia horas infinitas
Já não teria mais tempo para a escrita
Mas era muita guita
Podia ficar com a vida resolvida e dar um casarão a minha mãe..
Ai tu disseste que eu tinha uma missão
Que era dar instrução as ruas e espalhar informação
Disseste-me que eu não podia abandonar o movimento
Porque eu ainda iria fazer a melhor rima de sempre...

Fiquei apavorado quando me disseste que já não ias rimar mais
Já não ias cuspir instrumentais
Que ias seguir a vida dos iguais
Agora vejo-te a trabalhar 12 horas por dia
Nesse trabalho que te explora
E devora a tua alegria.
Já não tens tempo pá quase nada
O pouco que tens é para a tua avó adoentada
E para a tua namorada
Amanha vais fazer um filho
E vais seguir o trilho dos que deixaram a vida hipotecada.
O teu nome ainda é enorme nas ruas,
Cospes rap com o uniforme da verborreia mais crua..
Adamastor,
Todos adoram,
Todos imploram,
Pelas tuas rimas que as ruas condecoram.
Sem o rap nunca terás uma vida mano
Sem o rap serás uma alma obscurecida.
E não tens forma de deixar o movimento
Porque ainda tens de vir fazer a melhor rima de sempre...
E não tens forma de deixar o movimento
Porque ainda tens de vir fazer a melhor rima de sempre...

 

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