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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

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O Brasil em destaque no Terras sem Sombra
 
Uma brilhantíssima interpretação de Alberto Zedda na igreja matriz de Santiago do Cacém, a 2 de Abril, elevou o Alentejo à primeira linha da música sacra internacional. Este concerto memorável correspondeu, em pleno, ao que o director do Festival, Juan Ángel Vela del Campo, definiu como a essência do Terras sem Sombra: “uma experiência única dos sentidos”. O programa segue, agora, com outros músicos de excepção, na igreja matriz de Ferreira do Alentejo.
 
A 12.ª edição do Festival Terras sem Sombra recebe, como país convidado, o Brasil – uma escolha que reflecte a sua ligação histórica, construída ao longo de séculos e renovada nos últimos tempos, ao Alentejo. Desde a era de Quinhentos que o território brasileiro tem sido o destino de inúmeros alentejanos, boa parte dos quais (ou dos seus descendentes) voltaram à região onde tinham as origens.
Tudo isto viria a traduzir-se num verdadeiro movimento de “torna-viagem”: muitas das ideias, das crenças, das manifestações artísticas e culturais e, particularmente, das tradições musicais que transitaram de Portugal para o Brasil, regressaram até nós, já transformadas e já profundamente enriquecidas, não só pelos contributos das nações ameríndias e da extraordinária herança africana, mas também pela afirmação da própria identidade brasileira.
 
Jean-Christophe Frisch e Le Baroque Nomade desvendam diálogos musicais
 
Foi a consciência destas e de outras ligações, profundas, mas esquecidas, que levou o director artístico a traçar, dentro da programação do Festival em 2016, um ciclo coerente que permite ao público europeu ter uma perspectiva bastante completa da identidade musical brasileira, desde o tempo do Barroco até aos grandes criadores actuais.

A igreja matriz de Ferreira do Alentejo, localidade que o Terras sem Sombra visita este ano pela primeira vez, acolhe a 16 de Abril, às 21h30, o primeiro concerto dedicado ao Brasil, a cargo doensemble francês Le Baroque Nomade, um dos agrupamentos mais famosos, pela interpretação historicamente informada do extraordinário diálogo que ocorreu, no século XVIII, entre o repertório europeu e as tradições musicais de outros tempos e de outros lugares, como a China, a Turquia, a Etiópia – e, claro está, o Brasil.

Dirigido por Jean-Christophe Frisch e norteado pelo propósito de revelar autores e partituras votados ao esquecimento, Le Baroque Nomade apresenta um projecto cheio de significado: convida a conhecer o extenso período de intercâmbios musicais que medeia entre o século XVIII e a actualidade. A presença de intérpretes de excepção, como a soprano Cyrille Gerstenhaber, a meio-soprano Sarah Breton, o tenor Vincent Lièvre-Picard, o barítono Emmanuel Vitorsky e o organista Mathieu Dupouy, todos eles personalidades bem conhecidas do meio artístico internacional, oferece um passaporte seguro para esta singular “torna-viagem”.

Pelo Mar, pelo Sertão: Música do Brasil nas Épocas do Reino Unido e do Império é o título do concerto que coloca, lado a lado, obras de Luís Álvares Pinto, um dos primeiros compositores brasileiros, natural de Recife e formado na catedral de Lisboa; do P.e José Maurício Nunes Garcia, o grande mestre do Rio de Janeiro no tempo em que D. João VI estabeleceu a sua corte nesta cidade, alguém que ombreou com alguns dos melhores músicos da época; e de um artista europeu, o austríaco Sigismund von Neukomm que viveu na capital brasileira entre 1816 e 1821 e conheceu de perto as tradições musicais do Novo Mundo.
Preservar uma ilha de biodiversidade no meio do oceano da agro-indústria
 
Na manhã de domingo, 17 de Abril, às 10h00, músicos, espectadores e comunidade local vão associar-se para uma acção de salvaguarda da biodiversidade, sob o mote Hospedaria de Peregrinos: A Lagoa dos Patos, Ilha de Biodiversidade no Oceano Olivícola, que procura identificar práticas de gestão favoráveis à biodiversidade num contexto de agricultura intensiva dos blocos de rega beneficiados pela albufeira de Alqueva.

Embora conhecida como Lagoa dos Patos, a zona húmida alvo da iniciativa, na fronteira dos concelhos de Ferreira do Alentejo e Alvito, agrupa duas albufeiras, resultantes de açudes destinados a acumular água para abastecer os arrozais situados a sul e oeste destas. Esta actividade visa caracterizar a diversidade primaveril de aves aí existentes, relacionando-a com as características muito próprias de um local tão singular, mas ameaçado pela multiplicação das áreas consagradas à agro-indústria e aos seus potentes meios tecnológicos, por vezes problemáticos para a conservação da natureza.

A acção, aberta a todos os interessados, é coordenada pelo Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, em parceria com o Município de Ferreira do Alentejo.

De entrada livre, o Festival é organizado pelo Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja prolonga-se até  2 de Julho e segue para Odemira, Serpa, Castro Verde e Beja. Um hino ao Baixo Alentejo: à beleza dos seus espaços naturais e ao prazer da descoberta cultural.

Programa FERREIRA DO ALENTEJO

16 de Abril de 2016 [21H30]
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção
Pelo Mar, pelo Sertão: A Música do Brasil no Tempo do Reino e do Império
 
XVIII-21/Le Baroque Nomade
Soprano Cyrille Gerstenhaber
Meio-soprano Sarah Breton
Tenor Vincent Lièvre-Picard
Barítono Emmanuel Vitorsky
Órgão e piano Mathieu Dupouy
Flautas, serpentão e direcção musical Jean-Christophe Frisch
 
17 de Abril [10:00]
Hospedaria de Peregrinos: A Lagoa dos Patos, Ilha de Biodiversidade no Oceano Olivícola

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A 39ª edição decorre de 7 de Maio a 24 de Junho e é dedicado aos Grandes Intérpretes.

Santa Maria da Feira vai receber diversos concertos com solistas internacionais premiados nos concursos Tchaikovsky e Queen Elisabeth acompanhados por orquestras e maestros portugueses.

O Concerto inaugural vai ter a estreia da Orquestra Euro-Atlântica no Europarque  e espectáculo de encerramento com a fadista Cuca Roseta.

O Festival Internacional de Música de Verão de Paços de Brandão (FIMUV) é um projeto cultural, que visa promover uma cultura de qualidade, que potencializa a capacidade criativa local e nacional, e diversifica a oferta cultural, alargando-a aos diversos tipos de público. Aposta na difusão de projetos em diversas vertentes musicais, tais como a música erudita, ligeira, étnica, o jazz e o fado.

Mais informações do cartaz brevemente!
 

www.fimuv.cirac.pt

 

Letra

 

Ô Marcolino, sempre a gritar
Longos pregões sem descansar
Diz Marcolino então o que fazes tu?

"Afio navalhas, facas
E outras coisas mais
Objetos de uso vulgar,
Mas que também podem ser fatais
Limpo chaminés e arranjo
Os vossos jardins,
Mas quando preciso e posso
Também assalto os vossos quintais"

Ô Marcolino, das longas viagens
Diz Marcolino se outra vida tiveste
O que fizeste, o que te fez mudar?

"Já fui camponês, soldado
E a vida foi sempre igual
Insultei patrões, oficiais
E nunca me senti mal
Ganhava pouco, fome de cão
E enchia a pança aos canibais e ainda encho
Fui sempre indisciplinado, pois claro
Que outra coisa posso ser então?"

Ô Marcolino das longas viagens
Da rosa dos ventos com direção
Diz Marcolino, que já viste então?

"Vi um patrão fugir ao som
De uma explosão
Vi uma cadela com dores
Parindo polícias com cabeças de cão
Contra a tese de certos doutores
Vi um povo de armas na mão
E um padre gritando 'socorro, ai ai'
Que me corta o coração"

Ô Marcolino sem medo da morte
Com teu braço forte, o que vais tu fazer?
Diz Marcolino, tens algo a perder?

"A perder nada tenho
Talvez a vida, tanto faz
E na vida tenho a ganhar lutando
Sozinho é que não sou capaz
Mas há muitos como eu,
Talvez centenas de milhares
Dispostos a lutar e vencer
Tudo pra frente, nunca pra trás"

 

 

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Festival de Sintra regressa para a 51ª edição

 

- Festival decorre de 12 a 29 de maio

- Concertos em vários espaços do concelho de Sintra

- Programação musical complementada com palestras

 

Sintra, 11 de abril de 2016 - O Festival de Sintra regressa a 12 de maio para a sua 51ª edição, que decorre até ao dia 29 do mesmo mês nos Palácios Nacionais de Sintra, Pena e Queluz e no Centro Cultural Olga Cadaval. Organizado pela Câmara Municipal de Sintra e com direção artística de Adriano Jordão, o histórico festival abre-se a um público mais jovem e aposta no ecletismo musical, com um programa que é descrito pelo diretor artístico e pianista como “um passeio musical através do tempo e do espaço”.

 

Este ano, o festival começa com dois concertos do consagrado compositor e pianista Michael Nyman, que decorrem a 12 e 13 de maio, no Centro Cultural Olga Cadaval. Autor de bandas-sonoras para filmes como “O Piano” e de óperas como “Facing Goya”, Nyman tem uma vasta carreira discográfica e apresenta-se em Portugal a solo e ao piano.

 

No dia seguinte, 14 de maio, o concerto faz-se com dois pianos e quatro mãos. Mário Laginha e Pedro Brumester proporcionarão, também no Centro Cultural Olga Cadaval, uma viagem da Cuba de Copland à Lisboa de Esteves da Silva, do Brasil de Pixinguinha à França de Debussy e Ravel.

 

 

 

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6, 7 e 8 de maio 2016 | Praça de Santa Cruz e Travessa Padre Abílio Mendes

 

VII FESTIVAL ENCONTROS – Cores, Sons, Sabores e Saberes

 

O programa do VII Festival Encontros – Cores, Sons, Sabores e Saberes foi apresentado, em conferência de imprensa, no dia 8 de abril, com a presença de dois dos artistas que vão atuar no evento – Bonga e Valete. O VII Festival Encontros terá lugar a 6, 7 e 8 de maio, na Praça de Santa Cruz e Travessa Padre Abílio Mendes, e procurará, fundamentalmente, refletir o dia-a-dia dos imigrantes na cidade de acolhimento – o Barreiro –, servindo complementarmente como forma de enaltecer as suas imensas e variadas riquezas culturais e sociais. Este Festival conta com um leque de atividades de cariz desportivo, gastronómico e cultural: apresentações de danças típicas; espetáculos de música, atuações de ranchos e coros; workshops de dança; um espaço destinado à infância; entre muitas outras atividades.

 

A Vereadora da CMB Regina Janeiro, responsável pela Cultura e Intervenção Social, explicou a evolução do Festival desde a sua primeira edição, considerando que atualmente tem uma dimensão muito maior. Realçou o papel das associações de imigrantes na organização do Festival e destacou algumas atividades do programa.

O músico Valete realçou a importância do Festival para a divulgação e partilha de culturas que, na sua opinião, “devia ser reproduzido noutros concelhos”.

 

Ver mais )

 

 

CMB 2016-04-11

 

Letra

 

Se me tiras o ar
A ti, tiro-te a vida
Uma malha não me vai bastar
Tenho muita garganta
Pouca guita pra tinta
Só descrevo o que quiser cantar
Podes ver-me falhar
Até te mostro uma lista
A vaidade não me vai largar
Amanhã tou melhor
Tenho outras coisas em vista
E a vergonha atrás vou deixar
(Vou mas é decidir o que vou parecer)
Vou mas é decidir o que vou parecer
(Não quer dizer que eu vá ser)
Não quer dizer que é o que eu vá ser
(Vou mas é decidir o que vou parecer)
Vou mas é decidir o que vou parecer
(Não quer dizer que eu vá ser)
Não quer dizer que é o que eu vá ser
Amanhã tou melhor
Mas ontem tive na merda
Sem emenda, pra variar
Já não vou entregar o peso desta encomenda
Com trabalho hei de compensar
Faço caras ao espelho
Todas postas à venda
Espero que o preço venha a aumentar
Já nem sei se esta letra
Alguma vez vai tar certa
São só sílabas pra te enganar
(Vou mas é decidir o que vou parecer)
Vou mas é decidir o que vou parecer
(Não quer dizer que eu vá ser)
Não quer dizer que é o que eu vá ser
(Vou mas é decidir o que vou parecer)
Vou mas é decidir o que vou parecer
(Não quer dizer que eu vá ser)
Não quer dizer que é o que eu vá ser
Não vou tentar ser alguém, meu amor
Que esta essência nunca vai mudar
Não vou tentar ser alguém, meu amor
Que esta essência nunca vai mudar
(Vou mas é decidir o que vou parecer)
Vou mas é decidir o que vou parecer
(Não quer dizer que eu vá ser)
Não quer dizer que é o que eu vá ser
(Vou mas é decidir o que vou parecer)
Vou mas é decidir o que vou parecer
(Não quer dizer que eu vá ser)
Não quer dizer que é o que eu vá ser

 

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envie um email para: olharparaomundo (arroba) sapo.pt
Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email