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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

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Encontros de Fado de Almada

Inscrições Abertas para a Décima Edição

A décima edição dos Encontros de Fado de Almada vai voltar a ocupar o palco do Auditório Fernando Lopes-Graça, em Almada, durante três noites de Maio e Junho. Iniciativa da Câmara Municipal de Almada, os Encontros de Fado destinam-se mais uma vez à descoberta de fadistas pouco conhecidos ou ainda desconhecidos do grande público e proporcionando atraentes prémios para o vencedor, segundo e terceiro classificados: a gravação de um CD-EP com cinco temas em estúdio profissional para o primeiro classificado e um concerto, em Outubro e no mesmo auditório, dos três primeiros.

O calendário de 2016 dos Encontros de Fado de Almada é cumprido a 27 de Maio (Primeira Eliminatória, com oito concorrentes e o fadista convidado António Pinto Basto), 11 de Junho (Segunda Eliminatória com oito concorrentes e a fadista convidada Luísa Basto) e 18 de Junho (Final, com os oito fadistas apurados nas duas eliminatórias, quatro em cada, e a fadista convidada Teresa Tapadas). Durante todo o concurso os fadistas (concorrentes e convidados) serão acompanhados por André M. Santos (viola de fado), Hugo Edgar (guitarra portuguesa), Vasco Sousa e Rodrigo Serrão (contrabaixo).

Os interessados em concorrer à edição 2016 já podem consultar o regulamento no site da Câmara Municipal de Almada e inscrever-se, até dia 6 de Maio, através desta ligação na internet: http://www.m-almada.pt/encontrosfado

Para se inscreverem os concorrentes têm de preencher e enviar dois fados gravados com as suas próprias vozes para a organização do evento até ao próximo dia 6 de Maio (data de correio). As gravações podem ser entregues em mão ou enviadas via CTT para:

Câmara Municipal de Almada

FÓRUM MUNICIPAL ROMEU CORREIA

Praça da Liberdade – 2800 648 – Almada

Horário de 3ª a Sábado das 10h às 18h

Tel. 21 272 4920 ou 21 272 49 27

As gravações também podem ser enviadas em mp3 via e-mail para –fadoalmada@gmail.com

Os 10ºs Encontros de Fado na Agenda Electrónica da C.M. de Almada:http://www.m-almada.pt/xportal/xmain?xpid=cmav2&xpgid=cmaform&id=encontrosfado2016

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“The Name of Love”

Nas plataformas digitais

 

O projecto Urban Tales nasceu pela mão de Marcos César em 2005, mas foi em 2007 que se tornou notória a sua importância com o primeiro álbum "Diary of a No" distribuido mundialmente pela internacional Burning Star Records.

 

O segundo álbum de originais, de cariz mais agressivo e orgânico,  é editado em 2011 e é considerado pela imprensa nacional como um dos álbums metal rock, mais importantes do ano.

 

Após 5 anos de interregno os Urban Tales estão de volta.

 

O novo single chama-se "The Name of Love" e  promete surpreender.

 

De toada bem diferente dos trabalhos iniciais, o novo single mais calmo mas com o mesmo registo melódico, pretende mostrar um novo rumo no som da banda.

10 Abr, 2016

BISPO - LEMBRA-TE

 

Letra

 

Foram dias bem passados, apaixonados numa cama
Dois corpos colados debaixo de uma manta
Não encaro sem espaço
Um sorriso, um abraço
Eu peço bis depois do tetris que contigo faço
Dou mais um nó no laço contigo no quentinho
Não quero só um espaço, quero-te num espaço comigo
Num pedaço imagino sozinho com saudade
Como tudo era bonito mas acabou faz parte
Para nós é tarde, não vale a pena 'tar
A lutar por um passado porque nada vai mudar
Eu sei onde queria estar
Um dia subir ao altar
Dar-te putos traquinas
Contigo cuidar de um lar
Mas para nós é tarde
O nosso tempo acabou
Eu não te posso levar (xau)
Eu não sei onde vou

[Refrão] (x2)
Para nós é tarde
O nosso tempo acabou
Não te posso levar
Não sei pra onde vou

[Verso 2: Bispo]
Não há noutra pessoa aquilo que já se perdeu
Sei que a intenção é boa mas ninguém é como eu
Ando ver que eu toco
Dá-me um toque e sobe
Só não somo logo
Enche mais o copo
Tira o que te cobre
Já te sei de cor
Também sinto o que sentes, pensar não mata saudade
E sei que no olhar não mentes, memo que tentes é forçado
Horas e horas no carro, só Deus sabe
Perdeste o amor de uma vida depois de o teres encontrado
E apesar de querer o teu bem, não tou do teu lado
Por isso lembra-te de mim a cada passo mal dado
Namoro falhado
Sorriso forçado
Em cada show disfarçado (fuck)
Mas para nós é tarde
Lembra-te e imagina um final feliz
Eu já não o quero mas lembra-te que quis

[Refrão] (x4)
Para nós é tarde
O nosso tempo acabou
Não te posso levar
Não sei pra onde vou

[Outro: Bispo] (x2)
Olha, acredita, eu só vou lembrar
Que para ti, imagino, não dá pra voltar
Foi tudo cor-de-rosa mas olha acabou
Não te posso levar, não sei pra onde vou

 

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AQUI" é este lugar e é este tempo. É Lisboa, Portugal e o mundo vistos pelos olhos -- e os sentidos -- de uma fadista que canta o que é de hoje mas o que também é de ontem e de amanhã, o que é local e universal, o que nos une e nos separa, o que se deixou de celebrar mas que é cada vez mais necessário celebrar, lembrar e pensar. "AQUI", o novo disco da fadista Carla Pires, é um álbum de fado pleno e inteiro, sim, mas também um trabalho em que o fado se abre definitivamente a outros universos musicais que lhe são esteticamente próximos e a ideais que lhe são caros.

Em "AQUI", Carla Pires recupera um fado clássico de Alfredo Marceneiro mas, acima de tudo, apresenta fados novos que sentiu ser urgente dar a conhecer, temas em que o fado se une naturalmente a outros géneros como o tango ou o samba e canções exteriores ao fado mas que com ele se casam, naturalmente, na voz de Carla Pires e nos instrumentos dos seus músicos. Para começar, "Utopia", de José Afonso, em que se celebra a igualdade, a solidariedade, a aceitação dos outros, do diferente, e a necessidade de se construírem pontes e não muros. Numa altura em que o mundo se debate com gravíssimas crises políticas e sociais - geradoras de intolerância e desprezo pela vida humana - é importante ouvir as palavras imortais de José Afonso: "Cidade sem muros nem ameias / Gente igual por dentro / Gente igual por fora...". Mas também a celebração da liberdade e da alegria que é "O Povo Canta na Rua" (marcha popular com música de Eduardo Paes Mamede para o histórico GAC – Vozes na Luta) ou a sublime visão do amor, amargo e doce, de "Cavalo à Solta" (Fernando Tordo e Ary dos Santos).


E o fado? Está aqui, sempre. Nesta sua releitura das canções já referidas. E nos fados que são fado mesmo. Fados que cantam a cidade de Lisboa, feminina, livre, diversa e onde tantas músicas se encontram com o fado: "Se Lisboa Sonhasse" (de José Manuel Coelho, que para Carla já tinha escrito "Canção do Vento e da Terra"), "Há Samba nas Colinas de Lisboa" (onde o poema de Paulo Abreu Lima encontra a música do luso-moçambicano Mingo Rangel), "Tango Quase Fado" (com poema de Rosa Lobato de Faria e música do guitarrista e compositor Mário Pacheco) e "Cidade Bela do Fado" (do enorme poeta David Mourão-Ferreira com, de novo, música de Mário Pacheco). Fados que cantam o amor, a paixão e a saudade: "Nos Rios Dessa Boca" (de Paulo Abreu Lima para música de António Zambujo), "Noites Perdidas" (com poema da própria Carla Pires em parceria com Carlos Leitão e música de Pedro Pinhal), "Voltar a Ser Criança" (com poema de Tiago Torres da Silva e música de outro grande cantautor português, Samuel Quedas). E um fado que nos relembra o passado do fado mas que também lança pontes com o presente: "Aqui", com música do lendário Alfredo Marceneiro (Fado Versículo) e letra de Carla Pires. Um poema, pessoalíssimo, em que neste "aqui" se juntam Lisboa, o amor e tudo o mais que ficou aqui atrás.

Com produção e direcção musical de Marino de Freitas, Carla Pires teve consigo em estúdio os músicos Luís Guerreiro (guitarra portuguesa), Pedro Pinhal (guitarra clássica) e André Moreira (baixo), para além dos convidados Edu Miranda (violão de 7 cordas, cavaquinho e bandolim em “Há samba nas colinas de Lisboa”), Filipe Raposo (piano em “Voltar a Ser Criança”), Marcelo Mercadante (bandoneon em “Tango Quase Fado”) e de três ex-integrantes do GAC – Vozes na Luta -- Rui Vaz e Pedro Casaes, dos Gaiteiros de Lisboa, e Margarida Antunes da Silva, do Cramol - nos coros de “O Povo Canta na Rua”. "Aqui" tem edição da Ocarina Music e lançamento oficial marcado para dia 8 de Abril.

 

Letra

 

Faço do corpo volante
Senhor de si para qualquer feito
Se a cabeça não tem juízo,
o corpo é que paga.

Cheia de vida dentro
não deixo de estar vigilante
Marco o passo ao meu andar
sei do que me faço acompanhar

Vou beber de todas as fontes
dar de beber a quem puder
Conto enriquecer a viagem
das lições por aprender

Há esperança a querer falar
com arte, amor, com graça
Contra a contrariedade
ando p'ra me entender

Eu vou a pé
eu vou a pé

Saúdo, vinde companheiros
há lugar p'ra quem vier
Chega de Avé-Marias
mão na rédea do querer

Dito feito aqui vou eu
sorte a minha a de poder
oxalá venha a voltar
mais melhor que'ó que fui

Eu vou a pé
Eu vou a pé

Caminhando se faz caminho
Andando me entendo e te encontro


música - Sara Yasmine / António Serginho / Retimbrar
letra - Sara Yasmine

CONTACTOS

retimbrar.bandcamp.pt
facebook.com/retimbrar.pt

 

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