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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

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O Projecto «RAPortugal 1986 - 1999» candidato em 2015 aos apoios pontuais da Direcção Geral das Artes (DGArtes) pela Associação Mural Sonoro esteve entre os mais bem avaliados e foi seleccionado mesmo nos últimos dias do ano para apoiar em 2016. Da equipa central fazem parte Soraia Simões (Direcção de Investigação e Coordenação Geral), Carlos Gomes (Direcção de Produção e Direcção Artística) e Makkas (Rapper, ex integrante do grupo Black Company, Direcção Musical e Direcção Pedagógica).
 
Entre as suas parcerias, o projecto conta com a do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, da Transibéria, mas também, entre outros, com as da Câmara de Almada, do Festival Temps D'Images e da Associação Moinho da Juventude. Trata-se de um projecto de criação e investigação que incide sobre a prática do rap e o impacto da cultura hip-hop no período descrito na sociedade portuguesa, com 3 eixos de intervenção e apresentação finais. Será apresentado no próximo ano.
 
O projecto RAPortugal 1986 - 1999 é simultaneamente um projecto de investigação, de documentação, de formação, de intervenção social e de criação artística. Alicerça-se no estudo e investigação sobre o primeiro período bem definido da história do RAP em Portugal, entre 1986 e 1999, da iniciativa de Soraia Simões na sequência do trabalho que tem vindo a desenvolver no projecto Mural Sonoro e desde Fevereiro de 2015 no âmbito da sua integração como investigadora do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
 
O projecto concretiza-se em várias frentes, destacamos as principais:
 
- Um e-book. Compilatório dos testemunhos dos protagonistas do movimento RAP em Portugal, devidamente contextualizado como parte integrante do património musical, sonoro e cultural português e dos movimentos sociais que transformaram a sociedade portuguesa (coorden. textos e de investigação: Soraia Simões).
 
- O registo audiovisual dos testemunhos. Peça fundamental da comunicação do projecto, a disponibilizar como registo sonoro através do Europeana Sounds e do Mural Sonoro e na sua versão vídeo no site da Transiberia (coords: Soraia Simões, Makkas. Realização Doc final: Carlos Gomes)
 
- Um workshop. Para um grupo de 12 jovens entre os 15 e os 20 anos. 
 
Terminará com uma apresentação pública de resultados. A selecção será feita a partir de carta de motivação e/ou envio de registo sonoro, sendo o único critério de selecção os materiais apresentados. Makkas, um dos percursores da prática, profundamente conhecedor das suas fontes primárias, das suas influências, das suas causas, das suas ânsias, das suas técnicas e das suas diversas expressões artísticas, será o orientador, com o apoio de Soraia Simões, Carlos Gomes e outros convidados.
 
- Um ciclo de debates (coorden. Soraia Simões). Estes debates, procurarão dar a conhecer a música que se fez na época e o contexto social e político em que a mesma eclodiu. Congregarão intervenientes de várias áreas disciplinares no campo das ciências sociais e humanas e protagonistas directos deste expressivo movimento, no período abordado.
 
- A edição de um CD/colectânea que reunirá os principais protagonistas que fizeram parte da primeira colectânea, neste domínio, editada em Portugal no ano 1994 (Direcção de Prod: Carlos Gomes).
 
- Um concerto. A partir da reunião do grupo Black Company.
 

 

Letra

 

Vem ao baile vem ao baile
Pelo braço ou pelo nariz
Vem ao baile vem ao baile
E vais ver como te ris

Deixa a tristeza roer
As unhas do desespero
Deixa a verdade e o erro
Deixa tudo vem beber
Vem ao baile das palavras
Que se beijam, desenlaçam
Palavras que ficam passam
Como a chuva nas vidraças

Vem ao baile oh tens de vir
E perder te nos espelhos
Há outros muito mais velhos
Que ainda sabem sorrir

Vem ao baile da loucura
Vem desfazer te do corpo
E quando caíres de borco
A tua alma é mais pura

Vem ao baile vem ao baile
Pelo chão ou pelo ar
Vem ao baile baile baile

E vais ver o que é bailar

 

Um Carnaval (Letra de Alexandre O'Neil e música de Jaime Santos Júnior)

 

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We Are Open Season é um colectivo artístico que promove eventos incidentes no Hip-Hop e na Electrónica. 

 

Os dois produtores portuenses (Pedro Rafael e David Félix), que dão a cara pelo conceito, comprometem-se a celebrar os novos tempos em que vivemos, na sua casa, oMaus Hábitos - Espaço de Intervenção Cultural. 
 
Até agora, as edições WROS já contaram com nomes como: No Future, Maze, Expawn, White Haus, Ontem Sound System, Gusta-vo (Freshkitos / NEOPOP).
 
Dia 5 de Fevereiro preparam-se para a sua quarta aparição no Porto, levando desta vez na bagagem: 

DJ SlimCutz (Woofer
 | Monster Jinx | Numark), 4x campeão de scratch, DJ oficial de Mind da Gap e colaborador com Taseh, num dos mais criativos projectos do momento, Roger Plexico;

O produtor / beatmaker Raez (Cosmonostro | Biruta | Monster Jinx), já com 10 anos de música, lançou pela editora francesa Cosmonostro, o álbum colaborativo "Connecting Miles" (2014) e vários singles destacados em imprensa de renome internacional  (ex.: "Do It Well" na BBC Radio 1Xtra).

O evento irá começar às 23h30, com a dupla residente, Drop the Saiyan, a acolher o público com o seu auto-denominado, Namekian Trap. 

 

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Três autores, dois escritores e um músico/cantor, sem pátria definida. Uma pitanga de verde mar construída como uma narrativa de histórias e mistérios de Mia Couto e de José Eduardo Agualusa com a musicalidade de João Afonso.


São canções de amizade, fraternidade, de amor e contos sobre o paradigma perdido da infância. São afirmações com melodia de uma identidade lusófona, sem raça, com estradas de terra, cacimbo e lagartos ao sol numa grande casa branca. Um domínio de afetos humanos musicais entre Portugal, Moçambique e Angola.


É um trabalho de sonoridades híbridas, mas únicas, que ficaram no subconsciente coletivo de pessoas que se cruzaram num espaço nosso e que existe entre os três povos tal como entre os autores.


Há como a invenção de um novo território, onírico, traduzida nas diversas colaborações entre autores e músicos, com a riqueza dos arranjos de Vitor Milhanas a realçar esta sonoridade lusófona.


A voz de João Afonso, também ele fruto da história pois é um músico luso/moçambicano, numa combinação perfeita com dois amigos, dois escritores, poetas consagrados e de grande qualidade: José Eduardo Agualusa, de Angola, e Mia Couto, de Moçambique.

 

Música
30 Jan. | 21:30H | 10

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