O Projecto “THE CROW” consiste num invulgar grupo de cordas e bateria, desde logo pela sua formação. As sonoridades de violinos, violoncelo (duas mulheres e dois homens) e bateria permitem descobrir todo o potencial artístico da música electro-acústica. A nova banda tem um espectáculo versátil e original, que permite aliar no palco actuações bem ao estilo do quarteto de cordas feminino "Bond" de Inglaterra e dos portugueses "Corvos". Os "The Crow" prometem extasiar o público com a sua energia contagiante!
“THE CROW”
Tocam versões das melhores bandas internacionais de música moderna – XUTOS E PONTAPÉS, U2, Muse, Madonna, Guns n’ Roses, The Rolling Stones, The Doors, Red Hot Chilli Peppers, The White Stripes, Coldplay, e apostam na interpretação dos temas sensação do Verão do house mais comercial, bem como no improviso em pano de fundo dos mais recentes hits da música electrónica. Tocam ainda originais de Nuno Flores. O primeiro CD da banda tem data prevista de lançamento ainda durante o corrente ano.
A envolvência sensorial com o público ganha um novo fulgor místico pelo ambiente do negro romantismo, aliando castiçais, velas e veludos em cada actuação do grupo. Na estação mais quente, o cenário transforma-se e o branco impera nas vestimentas, para uma maior frescura e vivacidade tão características da sensualidade das noites de Verão.
O novo "Buraka" estará disponível em todo o mundo a 8 de setembro.
O momento é de celebração com o acordo entre a Universal Music Group e a banda Buraka Som Sistema para edição em todo o mundo do mais recente disco do grupo, intitulado "Buraka". O trabalho chega às lojas de todo o mundo a 8 de Setembro.
O trabalho levado a cabo nos últimos anos chamou a atenção da Universal Music, através dos escritórios internacionais de Miami. "Buraka" marca então a ligação à família da major label, estendendo a relação que já estava criada com Universal Portugal e Espanha.
Depois de 3 discos no mercado, o quarto trabalho da banda chega agora ao mundo via a Universal Music Group. As novidades continuam a ser constantes com a banda portuguesa mais internacional de sempre.
É, morena, tá tudo bem Sereno é quem tem A paz de estar em par com Deus Pode rir agora Que o fio da maldade se enrola
Pra nós, todo o amor do mundo Pra eles, o outro lado Eu digo mal me quer Ninguém escapa o peso de viver assim Ser assim, eu não Prefiro assim com você Juntinho, sem caber de imaginar Até o fim raiar
Eu digo mal me quer Ninguém escapa o peso de viver... Eu não Prefiro assim junto com você Até o fim raiar
A comemorar os 30 anos de existência, o Festival do Crato, que se realiza de 27 a 30 de agosto, preparou um programa especial de receção ao campista no dia 26 de agosto, no parque de campismo do festival.
A partir das 23:30 horas a noite contará com as atuações dos brasileiros DJ Patife e DJ João Dinis, que assegurarão festa e alegria pela madrugada.
O Parque de Campismo do festival fica situado a 400 metros do recinto do festival, numa área criada ocasionalmente para esse efeito; é acessível aos titulares de passe para os 4 dias do Festival, até ao limite da sua lotação. É possível aceder ao parque a partir das 10 horas do dia 26 de agosto, mediante a apresentação da pulseira devidamente colocada, que pode ser comprada/trocada nas bilheteiras (entradas do Festival e do Camping):
O parque tem um espaço útil de aproximadamente 10.000 m2, tendo sido reforçadas a área de sombra e a segurança para que o bom ambiente e a boa disposição prevaleçam. Foi, também, criada uma zona reservada para fogareiros elétricos e lava-loiças. Haverá sanitários e chuveiros no parque, acessíveis 24 horas por dia. O Snack-Bar está aberto das 6h às 21h.
O serviço de Camping encerra (check-out) no domingo (31 de agosto) às 17h.
Para além de muita e boa música, os festivaleiros poderão praticar desportos radicais, como escalada, segway e slide, no Fun Park junto à zona de campismo.
Não faço nada que alguém não tenha feito não Não falo nada que alguém não tenha dito então Não penso nada, nosso futuro é imprevisão Alguém me de a mão
Nessa calçada vejo que os anos vão chegar Cada pegada me mostra um jeito de encontrar Todo esse nada, o medo de se machucar Porque tudo isso então
Se não há nada porque todos temem perder Todo esse nada será vontade de viver Na mesma casa na mesa que reparte o pão Por isso tudo então
Quem é você que se esconde Atrás de um nome qualquer Não aparece pra mim Estende a mão trazendo a chuva Tocando o som do trovão Será que vamos saber
Não faço nada que alguém não tenha feito não Não falo nada que alguém não tenha dito então Não penso nada, nosso futuro é imprevisão Alguém me de a mão
Se não há nada porque todos temem perder Todo esse nada será vontade de viver Na mesma casa na mesa que reparte o pão Por isso tudo então
Quem é você que se esconde Atrás de um nome qualquer Não aparece pra mim Estende a mão trazendo a chuva Tocando o som do trovão Será que vamos saber
Mar de mágoas sem marés Onde não há sinal de qualquer porto De lés a lés o céu é cor de cinza E o mundo desconforto No quadrante deste mar que vai rasgando Horizontes sempre iguais à minha frente Há um sonho agonizando Lentamente, tristemente
Mãos e braços para quê E para quê os meus cinco sentidos Se a gente não se abraça não se vê Ambos perdidos Nau da vida que me leva Naufragando em mar de trevas Com meus sonhos de menina Triste sina
Pelas rochas se quebrou E se perdeu a onda deste sonho Depois ficou uma franja de espuma A desfazer-se em bruma No meu jeito de sorrir ficou vincada A tristeza de por ti não ser beijada Meu senhor de todo o sempre Sendo tudo não és nada.
Meus lindos olhos, qual pequeno deus Pois são divinos, de tão belos os teus. Quem, tos pintou com tal feição Jamais neles sonhou criar tanta imensidão.
De oiro celeste, Filhos de uma chama agreste Astros que alto o céu revestem E onde a tua história é escrita.
Meus lindos olhos, de lua cheia Um esquecido do outro, a brilhar p´rá rua inteira. Quem não conhece o teu triste fado Não desvenda em teu riso um chorar tão magoado.
Perdões perdidos Num murmúrio desolado Quando o réu morava ao lado Mais cruel não pode ser.
Este fado que aqui canto Inspirou-se só em ti Tu que nasces e renasces Sempre que algo morre em ti Quem me dera poder cantar Horas, dias, tão sem fim Quando pedes só pra mim Por favor só mais um fado.
Ando cansada das horas que não vivo de calar dentro de mim a solidão das promessas e demoras sem motivo e de sempre dizer sim em vez de não
Morro em cada despedida ao abandono paro o tempo à tua espera nos desejos a estação da minha vida é o outono não existe primavera sem teus beijos
Ergo a minha voz aos céus teimosamente e depois deste meu rogo ao deus senhor não sei se te diga adeus ou, simplesmente deva dizer-te até logo, meu amor
Com o seu chicote o vento Quebra o espelho do lago Em mim foi mais violento o estrago Porque o vento ao passar Murmurava o teu nome Depois de o murmurar, deixou-me
Tão rápido passou Nem soube destruír-me As mágoas em que sou tão firme Mas a sua passagem Em vidro recortava No lago a minha imagem de escrava
Ó líquido cristal Dos meus olhos sem ti Em vão o vendaval pedi Para que se quebrasse O espelho que me enluta E me ficasse a face enxuta
Ai meus olhos sem ti sem ti Em mim foi mais violento, o vento
O FADO DE CADA UM Letra: Silva Tavares Música: Frederico de Freitas Repertório: Amália Rodrigues
Bem pensado Todos temos nosso fado E quem nasce mal fadado Melhor fado não terá Fado é sorte E do berço até à morte Ninguém foge, por mais forte Ao destino que Deus dá
No meu fado amargurado, a sina minha Bem clara se revelou Pois cantado, seja quem for adivinha Na minha voz, soluçando Que eu finjo ser quem não sou
Que bom seria poder um dia, trocar-se o fado Por outro fado qualquer Mas a gente, já traz o fado marcado E nenhum mais inclemente Do que este de ser mulher
Por la blanda arena Que lame el mar Su pequeña huella No vuelve más Un sendero solo De pena y silencio llegó Hasta el agua profunda Un sendero solo De penas mudas llegó Hasta la espuma.
Sabe Dios qué angustia Te acompañó Qué dolores viejos Calló tu voz Para recostarte Arrullada en el canto De las caracolas marinas La canción que canta En el fondo oscuro del mar La caracola.
Te vas Alfonsina Con tu soledad ¿Qué poemas nuevos Fuíste a buscar? Una voz antigüa De viento y de sal Te requiebra el alma Y la está llevando Y te vas hacia allá Como en sueños Dormida, Alfonsina Vestida de mar.
Cinco sirenitas Te llevarán Por caminos de algas Y de coral Y fosforescentes Caballos marinos harán Una ronda a tu lado Y los habitantes Del agua van a jugar Pronto a tu lado.
Bájame la lámpara Un poco más Déjame que duerma, nodriza en paz Y si llama él no le digas que estoy Dile que Alfonsina no vuelve Y si llama él no le digas nunca que estoy Di que me he ido.
Te vas Alfonsina Con tu soledad ¿Qué poemas nuevos Fueste a buscar? Una voz antigüa De viento y de sal Te requiebra el alma Y la está llevando Y te vas hacia allá Como en sueños Dormida, Alfonsina Vestida de mar.
Adeus oh minha gente Vou fazer-me à dura estrada Minh’alma ardentemente Quer erguer-se e está prustrada Longe está meu horizonte Uma luz resta-me ao longe Qual fogueira em alto monte
Adeus oh minha gente A quem vejo arrependidos As mãos que me negaram Já me as deram como amigos Mas dentro de mim arde Um sossego abrasador Do Alentejo em fim de tarde
Adeus oh minha gente Venham ver-me à despedida Nasci no lado errado No lado errado da vida Partindo fico ausente Nem memória vou guardar Ai! Adeus oh minha gente…
Mora num beco de Alfama E chamam-lhe a madrugada Mas ela de tão estouvada Nem sabe como se chama. Mora numa água-furtada, Que é mais alta de Alfama A que o sol primeiro inflama Quando acorda a madrugada.
Nem mesmo na Madragoa Ninguém compete com ela, Que do alto da janela Tão cedo beija Lisboa. E a sua colcha amarela Faz inveja à Madragoa: Madragoa não perdoa Que madruguem mais do que ela.
Mora num beco de Alfama E chamam-lhe a madrugada, São mastros de luz doirada Os ferros da sua cama. E a sua colcha amarela A brilhar sobre Lisboa É como estátua de proa Que anuncia a caravela...
Primeiro foram as mãos que me disseram que ali havia gente de verdade depois fugi-te pelo corpo acima medi-te na boca a intensidade senti que ali dentro havia um tigre naquele repouso havia movimento olhei-te e no sol havia pedras parámos ambos como se parasse o tempo parámos ambos como se parasse o tempo
é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas
atrevi-me a mergulhar nos teus cabelos respirando o espanto que me deras ali havia força havia fogo havia a memória que aprenderas senti no corpo todo um arrepio senti nas veias um fogo esquecido percebemos num minuto a vida toda sem nada te dizer ficaste ali comigo sem nada te dizer ficaste ali comigo
é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas
falavas de projectos e futuro de coisas banais frivolidades mas quando me sorriste parou tudo problemas do mundo enormidades senti que um rio parava e o nevoeiro vestia nos teus dedos capa e espada queria tanto que um olhar bastasse e não fosse no fundo preciso queria tanto que um olhar bastasse e não fosse preciso dizer nada
é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas é tão dificil encontrar pessoas assim pessoas
Notei pelos sítios fora, nos abraços que me davam malta daqui e de agora, daqueles que não voltavam.
Eram homens e mulheres de muitos anos ou não feitos Portugal de novo na escuta de uma canção
(Refrão) Mas lugar, precisa-se Para albergar esta nação... Lugar, lugar, precisa-se Para receber e entender esta multidão.
Não sei onde, sessenta e tal. Para fugir naquela altura Deixei filhos e mulher, o pai, a mãe e o irmão. Passei vida muito dura a pensar neles, lá longe, as saudades a roer aqui dentro, não sei onde, mas perto do coração.
(Refrão)
Paris, mil novecentos e setenta e dois, e eu, eu sou o Antunes pedreiro de profissão. Na terra, aquilo não dava nada, mal pagava o próprio pão... As forças vão indo fracas que isto do "bâtiment" é muito duro! Vivo pior do que... do que um cão, passa-se mal nas barracas...
(Refrão)
Bruxelas, mil novecentos e setenta e três. Eu cá, chamo-me Augusto e vim para aqui da Beira Baixa e um dia, pensei comigo: - Isto, agora, ou vai ou racha! E agarrei na mala pobre, carteira lisa e um pão, vim de salto e aqui estou. Trabalho com um camião...
(Refrão)
Neimegan, mil novecentos e setenta e cinco. Eu, por acaso, até estou bem. Mulher e filhos, tudo, tudo felizmente. Só tenho uma coisa na vida que me faz sentir doente: é a lembrança lá da aldeia, do meu sol, do meu rincão, dos outeiros, das ribeiras, de tudo o que aqui não tenho, não...
(Refrão)
Somos muitos mil no mundo com uma história sempre igual de trabalho e, lá no fundo, saudades de Portugal... de trabalho e, lá no fundo, Saudades de Portugal!
Porque nasceste, vives Porque vivias cresceste Porque cresceste tiveste A sorte que não sabias Porque estudaste aprendeste As coisas de se saber E outras inúteis de sobra As coisas de se esquecer As coisas de se esquecer
Porque cumpriste fizeste O que te mandaram fazer Os padres o pai a mãe O professor o mais velho O sargento o comandante O senhorio a porteira O ministro o governante O cobrador o pedreiro - esteja cá na terça-feira! O bancário o carpinteiro O homem do gás da luz Da água do pão do leite E acabaste cumprindo Cumprindo tudo a preceito
Encomendaste gravatas Fatos novos e sapatos Dedicaste-te ao chinquilho Talvez ao king Fizeste um filho e outro filho Nas horas livres, às vezes, Em havendo futebol Sentiste-te homem de tasca Sentiste que eras uma besta Mas segunda-feira cedo Bem cedo bem matinal Te achavas de novo pronto Partindo para o mesmo emprego Comprando o mesmo jornal
E sempre todos os dias Cobiçaste a secretária Do teu chefe o sr. Sousa Para à noite pernas moídas Tomares o trinta e sete O carrinho ou a bicicleta E regressando cansado Do barulho e da ausência Sentires-te reencontrado Da solidão na indolência De um canapé recostado Pijama e televisão Aquecedor e decência Tudo muito bem ligado Tudo muito bem sentado Em conforto e concordância Em conforto e anuência
Nas férias grandes redecoraste-te Bizarro na concepção E arriscaste um figurino Foste às compras de calção E sorriste aos teus parceiros De barraquinha na praia E à senhoria vizinha Que nunca tirou a saia Calculem só os senhores Agosto inteiro com saia
Aturaste a pequenada Brigas brirras fraldas caca Apreciaste o traseiro Da amiga do teu amigo Rechonchudinha mulata - já é preciso ter lata! Viraste a cara em decoro Não vão os putos ver isto Espalhaste óleo pelas espaldas Enquanto a tua mulher Um pouco desconfiada Desabrida e despeitada Te exigiu - Ó silva tu muda as fraldas!
Depois à noite porreiro Caminhaste na avenida Muito fresco e prazenteiro Com a pança bem comida Às vezes de um frango inteiro Que não és homem dos fracos Dos fracos não reza a história E o Silva é alguém na vida Homem de bem de memória Contabilista da firma Tal e tal rua da Glória - Sempre que quiser já sabe É uma casa às suas ordens…
E depois pelo caminho Regressas gritas dás ordens Recuas gritas dás ordens E ameaças o outro Que ginou para este lado - se calhar querias coitado! E o camião chateado De se ver ultrapassado
Regressas mais bronzeado Mais gordo talvez mais magro Mais velho um mês e quem sabe Mais cansado que à partida
Regressas ao rame rame Enquanto suspirarás Todo o ano por um mês Todo o mês por outra vida Toda a vida por viver Algo que te valha a pena Ou então tu já nem sentes E mentes-te enquanto sentes E mentes e já não sentes E já não sentes mas mentes
Ano a ano te esfolharam Te roubaram prestações Letras fantasmas viagens Cromos selos colecções Hálito fresco e saudável Graxa sabão brilhantina
Mudaste a cor do salão De azul para verde marinho Do verde para um branquinho E enfim para um castanho - o que é que achas? – mais clarinho… E ao fim de tanto trocares Baralhares e confundires Acabas por rebentar Evitando pelo menos Teres enfim de destruir Tudo o que creste ser belo Ser lindo ser valioso Acabaste confundindo Viver com reeducar-te
Passaste o tempo calcando O que podias ter sido tu Nu inteiro e pessoal Pois que assim afinal Foste um entre milhões Que de morte natural Tem uma cruz lega uns tostões E cai podre numa cova Em funeral
Não te ficou nem um gesto Que não façam mais milhares Não te ficou nem um risco Um grito para espalhares Não te ficou nem uma sobra Uma intenção uma raiva Isto é caso pra dizer Parvo incapaz e castrado Rastejante e tão honrado Foste um escravo do dever Um pobre mais um na selva
Repousa em paz bom rapaz.
“Balada do desespero”, Pedro Barroso (Do lado de cá de mim)
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