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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

FIME celebra 40 anos de música erudita em Espinho e leva concertos a espaços públicos

O Festival Internacional de Música de Espinho (FIME) realiza-se de 27 de junho a 25 de julho e, para assinalar a sua 40.ª edição, promove em espaços públicos três dos 13 concertos que tem previstos no programa.

 

O evento é organizado pela Academia de Música de Espinho e, numa antecipação à Lusa, o diretor artístico do certame afirma: "Desde 1964, aprendemos, crescemos, amadurecemos, ganhámos um espaço. Mantendo algumas linhas mestras de sempre, o FIME atual apresenta algumas diferenças e, se é verdade que continuamos a ser uma equipa pequena, mas ágil e coesa, também é um facto que temos agora a marca da diversidade na programação".

 

João Pedro Santos admite assim que uma das mudanças nesta edição do evento é que, "pela primeira vez, há uma intenção clara de abrir o festival à cidade de Espinho".

 

Esse alargamento ao público concretizar-se-á em três espetáculos, o primeiro dos quais tem entrada livre e traz o flamenco do septeto de Juan Carmona ao Parque João de Deus, a 28 de junho.

 

Os outros dois concertos que saem do cenário habitual do auditório da Academia irão verificar-se na Capela da Nossa Senhora da Ajuda, a 11 de julho, e na praça em frente à Câmara Municipal de Espinho, a 25 do mesmo mês.

 

No primeiro caso, o espetáculo é pago e apresenta Florian Birsak no cravo e Sergey Malov no violoncello da spalla, que tem a particularidade de ser executado com o instrumento apoiado no ombro. No segundo caso, o concerto é o do encerramento do festival, volta a ser gratuito e é protagonizado pela Orquestra Clássica de Espinho, com direção do maestro Rui Pinheiro e o solista holandês Carel Kraayenhof no bandoneón.

 

Todos os restantes espetáculos da 40.ª edição do FIME estão anunciados para o Auditório de Espinho, começando pela pianista russa Yulianna Avdeeva, que, a 27 de junho, dará a conhecer os motivos pelos quais foi a vencedora do Concurso Chopin 2010.

 

Segue-se o Brodsky Quartet a 3 de julho, com um repertório concentrado em dois compositores menos ouvidos nas salas portugueses - o polaco Andrzej Panufnik e o norueguês Henning Kraggerud.

 

A 6 de julho é dia de Festival Júnior e o palco cabe a "Bach Be Cue", com que o serviço de animação da Casa da Música irá demonstrará aos espetadores mais jovens o que acontece quando esse compositor alemão inspira o trabalho de uma churrascaria. No mesmo dia o Auditório recebe também a violinista alemã Isabelle Faust com o cravista Kristian Bezuidenhout.

 

O programa continua no dia 10 com os "Berlin Comedian Harmonists", que João Pedro Santos descreve como o coletivo que "pretende recordar e homenagear o grupo vocal que fez furor na Alemanha nos anos 20 e 30"; e a 13 regressa ao auditório o Festival Júnior com a versão original de "Babar, o pequeno elefante", pela Escola de Música do Conservatório Nacional.

 

A Orquestra Gulbenkian apresenta-se no dia 17 de julho, dirigida pelo maestro Pedro Neves e tendo como solista o oboísta François Leleux, que o diretor artístico do FIME se arrisca a definir como "parte do Top 5 da música clássica".

 

O festival faz-se ainda do Remix Ensemble Casa da Música, a 18 de julho; do duo composto pelo violoncelista Alexander Kniazev e pelo pianista Giovanni Belluccci, a 19; e do grupo de jazz liderado pelo camaronês Richard Bona, a 24.

 

"A exemplo dos anos anteriores, em que quase todos os concertos tiveram lotação esgotada, acreditamos que, também em termos de público, o sucesso se repetirá este ano", conclui João Pedro Santos.

 

Retirado do Sapo Música

 

 

Letra

 

 

Fala, desabafa diz-me o que tens, meu amor.
Não te feches nesse beiço glacial
E lá dizes que sou eu a causa de toda essa dor
Que se continuar assim vai acabar mal

 

Vou ouvindo feito pedra sem conseguir reagir
Que sou bronco, infantil, um anormal.
Já consigo adivinhar o choro que vem a seguir,
De onde veio tudo isto afinal?

 

Quando tudo fica tenso
E tu invades o que eu penso
Mas eu juro que nem penso em mais ninguém
Ficas triste e eu cansado
De coração amuado
Para quê tanto quando eu só te quero bem? 

 

Lembro-me do tempo em que um simples olhar
Trocava mais palavras do que eu já li
Mas isso era outrora e o que custa agora é fazer-te calar
E dizes que eu disse e eu nem lembro o que disse
E nem sei do que estás a falar

 

O amor é uma cama
Feita de pedras e lama
É o que há de mais negro em nós
É um corte, um percevejo
É o lado mau de um beijo
É uma valsa dançada a sós

Linda Martini e Black Bombaim confirmados no Festival Urbano de Música de Setúbal

A presença dos Black Bombaim e o regresso dos Linda Martini constituem a principal novidade da quinta edição do Festival Urbano de Música e Outras Coisas (FUMO), de 15 a 28 de junho, em Setúbal, anunciou hoje a organização.

 

A banda de Barcelos esteve para marcar presença em anteriores edições do festival, mas só este ano se estreia na cidade de Setúbal, no dia 27 de junho, pelas 21:30, no renovado Quartel do 11, um espaço que também é utilizado pela primeira vez para este tipo de concertos musicais.

 

Organizado pela Experimentáculo, associação cultural sem fins lucrativos, o festival tem um orçamento global de 15.000 euros, nos quais se inclui um apoio de 1.500 euros da Câmara de Setúbal, que também garante o apoio logístico.

 

Segundo Pedro Soares, da Experimentáculo, "tendo como referência o que se passou nas anteriores edições, o festival deste ano deverá ter cerca de 3.000 espetadores".

 

Na conferência de imprensa realizada na Casa da Cultura, o vereador da Cultura da Câmara de Setúbal, Pedro Pina, salientou a importância deste tipo de eventos, no âmbito de uma estratégia da autarquia para diversificar a oferta cultural no concelho.

 

"Trata-se de um festival que já vai sendo uma referência na região, atraindo público dos concelhos vizinhos e até de fora da Península de Setúbal", acrescentou o autarca setubalense.

 

Além da presença dos Black Bombaim, estão previstos os regressos dos Linda Martini, Noiserv e Nobodys Bizness, estes últimos com atuação prevista para 15 de junho, às 17:00, na Casa da Cultura, na abertura do FUMO 2014.

 

No dia 20 de junho, à noite, terá lugar um espetáculo com os Noiserv e Tio Rex & Hell Hound Banjo Duel, a partir das 21:30, no Auditório Municipal Charlot.

 

Os Tio Rex darão um concerto exclusivo no FUMO, ao lado de Hell Hound, apenas com banjos.

 

A banda Ash is a Robot, que também vai marcar presença no Fórum Luísa Todi, no dia 27 de junho, depois da atuação dos Black Bombaim e dos espanhóis Trono de Sangre, terá para oferecer um álbum de edição limitada, apenas disponível no festival.

 

Do programa desta quinta edição do FUMO faz ainda parte um espetáculo de Celina Piedade, no Museu do Trabalho, a partir das 21:30 do dia 21 de junho.

 

O festival termina dia 28 de junho, com um concerto dos Linda Martini, no Fórum Luísa Todi.

 

As entradas para os diferentes espetáculos custam entre os três e os dez euros, mas este ano a organização promete também disponibilizar uma "passe" válido para todos os concertos, com o preço único de 25 euros.

 

 

Letra

 

As pedras contam segredos do rio e guardam lembranças do mar 
O sul traz a alma e a cor do estio que a calma demora a espalhar 
A terra descobre tesouros que o vento nos vai contando devagar 
Mértola ai que tens tanto p´ra contar 

Irmã das areias que o tempo guardou na terra onde dorme o calor 
Destino de moura que o sol coroou e dizem que foi por amor 
Se o pulo do lobo te leva pró sul desertos de cobre a ferver 
Mértola ai que tens tanto p´ra dizer 

Pelo canto da tarde nas tardes do canto o encanto do sol a abalar 
Um deus ainda espreita p´la curva do rio que eu bem sei 
Mértola ai, Mértola ai 

A noite é uma história das arcas do tempo e nem dá p´lo mundo a rodar 
O pio da coruja descansa no vento invernos por adivinhar 
A vida tem gosto de mel e medronho caiada de paz e vagar 
Mértola ai que tens tanto p´ra contar 

Segredos do mundo guardados no trigo, eterna vontade a florir 
Museu de mistérios, terreiro de abrigo, vontade de nunca partir 
Serás alma gémea das terras do sul, o sul diz que sim a sorrir 
Mértola ai que tens tanto p´ra sentir


 

 

Letra

 

Dentro de ti ouço passar
o queixume dum quissange
uma guitarra que tange
uma cuica que ri

Escuto o alegre pulsar
de Lisboa, Rio, Luanda
o murmúrio da Kianda
o cantar do bem-te-vi

Dentro de ti vejo brilhar
palavras, como um tesouro
vaga-lume, ardor, besouro
ouço-as em seu fulgor

Auriflama, morança, vagar
palavras como um brinquedo
brucutu, malícia, folguedo
estropício, fagueiro, lavor

Dentro de ti ouço passar
o pregão da quitandeira
a reza da benzedeira
o golo do relator

Escuto o alegre pulsar
d'Alfama, Leblon, Marçal
os tambores de carnaval
o cantar do meu amor


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Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email

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