Em 2014, os Mler ife Dada voltam ao palco para a celebração dos 30 anos de uma banda que, pela sua criatividade e originalidade, se tornou um grupo de referência e de culto na música portuguesa. Na liderança do projeto mantem-se Nuno Rebelo e Anabela Duarte, dupla que constituiu igualmente o núcleo criativo dos Mler ife Dada, nos anos 80.
Para além de Anabela Duarte na voz e de Nuno Rebelo na guitarra, os novos Mler ife Dada contarão ainda com os músicos Francisco Rebelo (Orelha Negra, Cool Hipnoise) no baixo, Filipe Valentim (Rádio Macau, Wordsong) nos teclados e Samuel Palitos (Rádio Macau, A Naifa) na bateria. Esta formação ficará completa com a inclusão, e pela primeira vez, de um trio de sopros e um trio de cordas, pelo que se esperam surpreendentes e fascinantes versões das canções de sempre dos Mler ife Dada.
O concerto de celebração dos 30 anos dos Mler ife Dada acontecerá no dia 14 de Fevereiro de 2014 no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém,.
Os bilhetes encontram-se à venda nos locais habituais.
Letra
Eu sou a bala que fala, eu não te amo nem te odeio
Eu sou cego e não sei distinguir o bonito do feio
Não vejo branco nem preto, mato mas não te conheço
Vivo no escuro quando o ódio me chama eu apareço
Vontade própria não tenho, a meta é o alvo
Não sou amigo de ninguém comigo ninguém está a salvo
Mãos frias as que me tocam, quentes os corpos que atinjo
A tua dor eu não sinto, mostro um sorriso que finjo
Apago existências, troco futuros por memórias
Sou narrador, protagonista das minhas próprias histórias
Sou de todos os tamanhos, feitios, de todas as cores
Sou o primeiro a saber, sou testemunha de horrores
Sou projéctil, eu sou arma, a última notícia
Não sei distinguir o ladrão do polícia
Homens lutam comigo outros fogem de mim
Eu sou a bala que fala e quando falo anuncio o fim...
Pedro Abrunhosa
‘Contramão’ atinge o Galardão de Platina
Participação no Factor X, na SIC,
dia 2 de Fevereiro
Abrunhosa encontra-se actualmente em digressão pelo País, com concertos esgotados em todas as cidades que visita. Depois de Albergaria-a-Velha, Leiria e S. João da Madeira, a digressão de ‘Contramão’ chega amanhã a Faro e no sábado a Portimão. Ver todas as datas aqui.
No domingo, Abrunhosa é um dos convidados especiais da 10.ª gala do programa Factor X, transmitido na SIC.
A diversidade da origem musical de cada músico originando uma mestiçagem sonora com patente.
A história de Hot Pink Abuse começou a escrever-se em 2007, mas muitas são as páginas que se podem ler sobre este coletivo portuense, com raízes tão interculturais e geograficamente tão distantes.
Vítor Moreira, um dos fundadores da banda, iniciou os seus estudos musicais na Alemanha, com seis anos de idade. Dedica a sua vida profissional e académica à música. Geraldo Eanes, o outro membro da base inicial, é designer gráfico e a sua trajetória musical foi construída no rock industrial. Ricardo Neto é oriundo de uma família de músicos, fez formação na escola de Jazz do Porto e aventurou-se em vários solos, até mesmo no metal. Rebecca Moradalizadeh é vocalista e letrista dos Hot Pink Abuse. Com formação em Artes Plásticas, nasceu em Londres, mas é com passaporte luso-iraniano que se apresenta agora aos comandos da banda.
Esta diversidade de percursos e características individuais revela-se decisiva na construção de uma identidade musical que articula a linguagem da música eletrónica, da pop e do rock.
“…vivem a pop electrónica como quem respira e prova disso é o segundo álbum de originais da banda, “Sinuosity”, lançado no passado dia 12 de Novembro e com o qual têm vindo a pisar os palcos portugueses e a marcar presença nas rádios nacionais. Composto por 12 novíssimos temas, este disco mantém bem assente a linguagem por eles assumida no primeiro trabalho, “Nowadays” (2009), e que flui por entre traços de electrónica, rock e pop…”
Soraia Martins
Entrada gratuíta
Ficha Técnica
Vítor Moreira
Geraldo Eanes
Ricardo Neto
Rebecca Moradalizadeh
Letra
A letra está incluída no Vídeo
Letra
Não encontrei a letra desta música
Um dos grupos de referência da música tradicional portuguesa.
Galandum Galundaina é um grupo de música tradicional mirandesa criado com o objetivo de recolher, investigar e divulgar o património musical, as danças e a língua das terras de Miranda.
Em 15 anos de existência o grupo desenvolveu vários trabalhos. Para além da edição de três discos e do DVD ao vivo. Também são de sua responsabilidade a padronização da gaita-de-foles mirandesa e a organização do Festival Itinerante de Cultura Tradicional "L Burro i l Gueiteiro". Ao longo dos últimos anos o grupo interessou-se pela construção de instrumentos musicais de raiz tradicional e atualmente grande parte dos instrumentos usados em concerto são da sua autoria.
Os elementos do grupo nasceram e cresceram em Terras de Miranda (Fonte de Aldeia e Sendim) onde adquiriram conhecimento direto da música que interpretam através do ambiente familiar, do convívio com os velhos gaiteiros, e da consulta de velhas gravações.
Além da tradição musical familiar, os elementos do grupo têm também formação académica na área da música.
Os instrumentos usados são réplicas dos originais e mantém o aspeto e a sonoridade dos mesmos.
Associação Cultural e Recreativa de Tondela
Auditório 1
Sáb, 08 fev'14 às 21:45h
Preço: 5/7,5 €
Ficha Técnica
Paulo Preto - voz, sanfona, gaita de fole mirandesa, gaita sanabresa, dulçaina, flauta pastoril e tamboril.
Paulo Meirinhos - voz, bombo, rabel, gaita de fole galega, realejo, garrafa, gaita de fole mirandesa, castanholas, pandeireta, pandeiro mirandês, triângulo.
Alexandre Meirinhos - voz, caixa de guerra, bombo, bendir, almofariz, chacalacas, cântaro, pandeiro mirandês.
Manuel Meirinhos - voz, flauta pastoril, tamboril, flauta de osso, kaval, flauta transversal, bombo, pandeiro mirandês, tracanholas, charrascas.
«A BUNCH OF MENINOS»
É O REGRESSO DOS DEAD COMBO
Novo álbum vai ser editado a 10 de Março
Depois de um 2013 inesquecível, marcado pelas comemorações de uma década de carreira, os Dead Combo estão de volta aos álbuns: «A Bunch of Meninos» vai ser editado, pela Universal Portugal, no dia 10 de Março. Para apresentar o novo registo, a dupla de Tó Trips e Pedro Gonçalves faz as malas e parte para uma digressão nacional, que arranca no dia 8 de Março, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, e que se estenderá até ao próximo mês de Junho. Com passagem garantida pelos principais teatros portugueses, este périplo dos Dead Combo terá como momento especial o concerto de 21 de Março, onde, em formato intimista e para uma plateia com lotação limitada, a dupla irá, literalmente, ocupar o palco do Coliseu dos Recreios, uma das mais emblemáticas salas do país.
Composto por 13 novas canções, assinadas integralmente por Tó Trips e Pedro Gonçalves, «A Bunch of Meninos» foi gravado em Setembro de 2013, nos Atlantic Blue Studios. Produzido por Hélder Nelson e pelos Dead Combo, o álbum conta com as participações especiais de Alexandre Frazão (bateria e percussão) e António Sérginho (percussão).
«A Bunch of Meninos» é a narração de uma aventura de perseguição e sobrevivência, misto de dura realidade e estranho sonho, passado numa qualquer cidade sinuosa e cinzenta, como fica demonstrado no texto de Pedro Gonçalves que acompanha o disco:«Saíram pela porta das traseiras, no meio do espesso nevoeiro que se tinha colado à pele da cidade. A já ténue luz das ruas transformara-se em fantasmas que desapareciam. Eu fiquei sentada na poltrona cor de sangue, apontando o revólver àquela cambada de meninos. Eram seis, mal encarados, bem vestidos, mal cheirosos, lacaios como sempre. Enquanto eles os dois corriam pelas ruas em direcção ao infinito, eu mantinha-os à distância de uma bala. Depois entrou o de bigode, o mexicano do casaco de pele de coelho. Foi quando partiram os seis em busca deles. “Tus amigos…. Esos que se hacen llamar músicos, están muertos!” – disse. Ri-me. Levantei-me e saí. Dias mais tarde, encontrámo-nos num hotel distante e celebrámos termos escapado vivos daquele buraco em que se tinha transformado a cidade. “A Bunch of Meninos”, gritávamos, enquanto esvaziávamos mais uma garrafa. Quando acordei, com o sol a rasgar o branco das cortinas, estava só, mais uma vez…»
Estes são os primeiros espectáculos confirmados na digressão nacional dos Dead Combo:
8 Março - Centro Cultural Vila Flor (Guimarães)
14 Março - Fórum Municipal Luísa Todi (Setúbal)
15 Março - Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha
21 Março - Coliseu de Lisboa – Palco
22 Março - Teatro Aveirense (Aveiro)
29 Março - Escola de Artes e Ofícios (Ovar)
3 Abril - Oficina Municipal de Teatro (Coimbra)
5 Abril - Centro de Artes e Espectáculos de Portalegre
10 Maio - Teatro Faialense (Horta / Açores)
17 Maio - Auditório Municipal Augusto Cabrita (Barreiro)
22 Maio - Teatro Garcia de Resende (Évora)
23 Maio - Teatro Municipal de Faro
5 Junho - Teatro José Lúcio da Silva (Leiria)
7 Junho - Theatro Circo (Braga)
Letra
Não encontrei a letra desta música
Álbum de versões, «As Canções d'A Naifa», dá origem ao novo espetáculo do grupo
O grupo A Naifa inicia a 8 de fevereiro, no Barreiro, uma nova digressão pelo país, que assinala dez anos de vida e um novo espetáculo, com o repertório do álbum «As Canções d'A Naifa».
Entre fevereiro e maio, Mitó Mendes, Luís Varatojo, Sandra Baptista e Samuel Palitos celebrarão na estrada uma década d'A Naifa, que incluirá repertório de eleição de outros artistas, espelhado no mais recente álbum.
«As Canções d'A Naifa» reúne nove músicas, do pop rock português ao fado, entre as quais «Libertação», gravada por Amália Rodrigues, «Inquietação», de José Mário Branco, «Sentidos Pêsames», dos GNR, «Tourada», de Ary dos Santos e Fernando Tordo, e «Bolero do Coronel Sensível que Fez Amor em Monsanto», com letra de António Lobo Antunes.
Na digressão, o grupo irá ainda repescar temas dos álbuns «3 Minutos Antes de a Maré Encher», «Uma Inocente Inclinação Para o Mal» e «Não Se Deitam Comigo Corações Obedientes».
A digressão começa a 8 de fevereiro, no Auditório Municipal Augusto Cabrita, no Barreiro, seguindo depois para Coimbra, Ponta Delgada, Évora, Estarreja, Seixal, Almada, Caldas da Rainha e Braga, a 10 de maio.
Hoje acordei num dia cinzento
Desde o começo senti que era diferente
Tinha uma sensação de estranheza cá dentro
Como naqueles dias que tu pensas no antigamente
A minha mente dizia falta algo é tão claro como água
Refletia sobre o porquê da vida ser amarga, trava
A maior arma é não deixar esmorecer a alma
Acreditar que o jogo não está perdido
Continuar a sorrir por muito que possas estar fodido
Eis a questão eu não vejo ninguém a sorrir
Sem orientação já ninguém deixa fluir
Não encontrei a letra desta música
Letra
O DIA IMPOSSÍVEL QUE NUNCA CHEGARÁ
Passaram mil anos e eu parado no inverno,
gelado por dentro, a esperar pelo que não vem,
a memória mente, repete a tua pele a arder na minha,
gelado por dentro, ainda espero pelo que não vem,
pelo que nunca virá.
Parado no inverno, entre miragens da tua voz,
até o cinzento tem a forma da tua sombra,
No centro do inverno, na idade longa em que nada cresce,
espero por ti e sei que nunca virás.
Espero pelo dia impossível que não chegará
Dia impossível que não chegará.
Que nunca chegará
Nunca chegará.
O dia impossível.
E esperarei por mais mil anos.
José Luis Peixoto

A fadista Kátia Guerreiro, que atua em Madrid na sexta-feira, disse esta terça-feira numa conferência de imprensa na capital espanhola que “o fado é a canção que canta a vida”.
Kátia Guerreiro atua na sexta-feira no Teatro Nuevo Apolo, em que apresentará o CD “Live at Olympia”, que regista a atuação naquela sala parisiense, em janeiro de 2012.
A criadora de “Segredos” disse que o espetáculo em Madrid será “uma réplica” do concerto na sala das rue des Capucînes e constituirá uma possibilidade de partilhar com o público espanhol os seus “grandes êxitos”, assim como “temas que nao cantava há muito tempo”.
Distinguida com o Prémio Melhor Fadista, pela Fundação Amália Rodrigues, em 2010, Kátia Guerreiro referiu-se ao espetáculo no Olympia como uma noite “cheia de emoções e momentos mágicos que foram únicos”.
Sobre a ideia de gravar em disco o espetáculo, afirmou: "Tive um instinto de que seria uma noite especial, sentia-me inspirada. Foi o instinto mais acertado da minha vida".
A fadista destacou os muitos fãs de fado que há em Espanha, o que para si é “uma grande responsabilidade” e referiu que a convivência com o flamenco torna o público espanhol mais recetivo à “intensidade das emoções” do fado.
A fadista afirmou que os temas que canta “fazem parte da sua história” e que, cantando, “exorciza tudo o que alma quer dizer”. Neste sentido, a criadora de “Asas” nega que o fado seja apenas triste, e defendeu que também tem outras emoções, como a felicidade e a alegria. “O fado é vida e a vida é tudo”, rematou.
Segundo a Efe, Kátia Guerreiro está a preparar o novo álbum de estúdio que espera terminar no final da próxima primavera.
Retirado do Sapo Música
Letra
falam sempre mais feroz
os que mudam de sentidos
ganham olhos quando sós
metamorfose
ejá são bestas pelo medo
buscam nomes escondidos
estão escondidos desde cedo
assassinos
ficou
deitado pelo chão
o corpo do último deus
e se o tocar
mil vozesfalará
e se o tocar
mil rostos mudará
e se o tocar
morrerá
por fim
quatro patas a correr
quantas caçam o inimigo
e mais patas a nascer
resistindo
tantas feridas aqui florindo
quais jardins à flor da pele
como hienas já sorrindo
infinitas
ficou
deitado pelo chão
o corpo do último deus
e se o tocar
mil vozes falará
e se o tocar
mil rostos mudará
e se o tocar
morrerá
por fim
metamorfose
metamorfose
metamorfose
Valter Hugo Mãe

Rui Veloso leva o seu mais recente espetáculo, em formato trio, ao Porto e a Lisboa em março.
O músico sobe ao palco do Coliseu do Porto no dia 28, atuando no Coliseu dos Recreios no dia seguinte.
Na companhia dos músicos Alexandre Manaia e Berg, Rui Veloso irá apresentar, “num formato intimista e de grande cumplicidade entre músicos e público, os seus grandes êxitos e outros temas que há muito não sobem ao palco”.
Os bilhetes, já à venda nos locais habituais, custam entre €20 e €40.
Retirado de Palco Principal
Letra
Quando deus pôs o mundo
E o céu a girar
Bem lá no fundo
Sabia que por aquele andar
Eu te havia de encontrar
Minha mãe no segundo
Em que aceitou dançar
Foi na cantiga
Dos astros a conspirar
E do seu cósmico vagar
Mandaram teu pai
Sorrir para a tua mãe
Para que tu
Existisses também
Era um dia bonito
E na altura eu também
O infinito
Ainda se lembrava bem
Do seu cósmico refém
E eu que pensava
Que ia só comprar pão
E tu que pensavas
Que ias só passear o cão
A salvo da conspiração
Cruzámos caminhos
Tropeçámos no olhar
E o pão nesse dia
Ficou por comprar
Ensarilharam-se as trelas dos cães
Os astros, os signos
Os desígnios, as constelações
As estrelas, os trilhos
E as tralhas dos dois
Balada Astral
Letra e música: Miguel Araújo
Miguel Araújo: Voz e guitarra acústica
Inês Viterbo: Voz
Maria Vasquez: Acordeão
João Martins: Saxofone Alto e arranjo de sopros
Paulo Gravato: Saxofone Tenor
Rui Pedro Silva: Trompete
Paulo Perfeito: Trombone
David Lloyd: Violino
Pedro Romualdo: Guitarra acústica
Diogo Santos: Piano
Pedro Santos: Baixo Eléctrico
Mário Costa: Bateria
Bruno Ribeiro: percussões
Gravado, misturado e masterizado por João Bessa nos Boom Studios em Dezembro de 2013.
Produzido por João Bessa, João Martins e Miguel Araújo
Letra
Pertenço à geração de 76, armado até aos dentes
Palavra, a nova geração é desdentada
O holocausto cavou valas e usou-a como arma
Gandhi desarmou balas e usou-a com a alma
Palavra, na boca errada é fábula errada
Na boca certa é dádiva, fala saliva que salva
No tempo certo é intemporal e fica no mapa
Vinga na história e vinga na página da vida que arranca
Palavra de honra, cada frase dealemática é bomba
Não tive morte cerebral mas a vida é um coma
(?) fenómeno responsável pela informação ao núcleo
Formação do núcleo do furacão
Palavra, a oitava maravilha do mundo
Mudou o meu mundo, o meu carácter tornou-se maiúsculo
HIV de homem inteligente com palavra
A honestidade vale mais do que ouro ou prata
(Palavra é a arma)
(Maze)
Tensão na corda vocal, dinâmica celestial em ação
Mecânica quântica lirical
Análise morfológica, sintática, com tática, semântica, pedagógica, lógica na gramática
Afiada, espada forjada na mente
Honra de aço temperado, inquebrável, reluzente
Lámina fria que cintila, da escrita que mutila
Da sílaba que silva pode salvar uma vida
Pode ceifar uma alma, metáfora encriptada em cada
Anáfora, fura como uma adaga
Sussurrada ou gritada em plena ágora
Contida trará mágoa, deve fluir como água nascente
Do neologismo visionário, anti-analfabetismo, discurso incendiário
Sem carta, palavra madrasta ou alegria vasta
Para bom entendedor desde sempre meia basta
(Palavra é a arma)
(Mundo Segundo) Palavra é uma arma nas mãos de quem a sabe usar
Nas mãos erradas é uma bomba prestes a detonar
Palavra é arma nesta batalha existencial
Na cadência do instrumental o disparo é sequencial
Forjei a minha espada na chama de quem me ama
Na trama do drama afiei a lámina da minha katana
Mas antes a morte à desonra, palavra de honra
Não temos norte no idioma, é palavra hedionda
Ouve-se como uma Beretta sem munições
Essa pólvora seca afugenta multidões
MC's comediantes, fugantes, (?), com frases entediantes como filmes que já vi antes
Confirmo que já vi antes cartuchos desse calibre
Mas no estilo livre quero é um elefante (?)
Atordoados, tombados com dardos envenenados
E contaminados com dados com patos envenenados
(Palavra é a arma)
(Kid MC)
Maior que a definição convencional
A palavra é um instrumento de lavagem cerebral
O impacto começa na atitude da expressão
Usá-la para enganar alguém é um ato de submissão
Milhares de pensamentos vagueiam pela mente todos os dias
Num constante fluir de energia
Uma carga superior é automaticamente transferida quando o pensamento se verbaliza
Os filósofos a definem como uma forma poderosa de condensação da força criadora
Pois ela habitava no coração e codificava a mente do Sócrates
A Grécia testemunhou a história
Palavra faz do homem salvador e por outro lado assassino
Seres humanos já nascem políticos
Falar é um ato traiçoeiro
A boca que declama linda poesia é a mesma que traz o veneno
(Refrão)
Na nossa arma temos a força
Mereçemos tudo e mais alguma coisa
Tudo aquilo que passámos, sangue que derramámos
Pela paixão nós voltamos da nossa história, brilhamos
Nada nos fará recuar até estarmos livres
Dos fraudes da indústria que nos querem sugar
Palavra como arma, temos fogo na mente
E um exército na linha da frente
MARIA DE MEDEIROS REGRESSA
COM «PÁSSAROS ETERNOS»
Novo álbum chega a Portugal a 24 de Fevereiro
No terceiro registo, a actriz e cineasta apaixona-se
por uma nova aventura: a escrita de canções
O novo álbum de Maria de Medeiros, intitulado «Pássaros Eternos», vai ser editado, em Portugal, no dia 24 de Fevereiro. No seu terceiro disco, a actriz, cineasta, cantora e um dos mais importantes nomes da cultura portuguesa, reconhecida em todo o mundo, revela uma nova paixão – a maioria de «Pássaros Eternos» foi composta por Maria de Medeiros.
Ao longo de 10 canções, «Pássaros Eternos» desenha um retrato apaixonante da realidade contemporânea, espraiando-se por canções de amor e olhares femininos mas também por reflexões sociais e homenagens a obras alheias. Mas não é uma viagem feita a só: em «Aos Nossos Filhos», honram-se os lutadores pela liberdade, nas palavras de Vítor Martins e música de Ivan Lins; o italiano «Mila Bacci» marca o reencontro de Maria com The Legendary Tigerman, abraço repetido em «Shadow Girl», que conta com a assinatura dos dois portugueses; já «Por Delicadeza» revela Maria de Medeiros a musicar as palavras de Sophia de Mello Breyner Andresen que, por sua vez, homenageiam Rimbaud.
Do samba aos blues, do jazz ao flamenco, da bossa nova a um «sui generis» fado, as imagens vão passando, brilhantes, à medida que«Pássaros Eternos» se desvenda. Cada uma das canções do álbum tem, ainda, associada uma ilustração, assinada por diversos autores. Com a sua arte, o espanhol Javier Mariscal, a iraniana Marjane Satrapi, o mexicano Carlos Torres, o francês Joan Sfar ou o português Pedro Proença tornaram, assim, «Pássaros Eternos»um documento ainda mais valioso.
Além do álbum, Maria de Medeiros apresentou, também em 2013, o seu novo filme, o documentário «Repare Bem», onde narra uma história de sobrevivência, vivida por três gerações de mulheres, que lutam por uma realidade mais justa, entre o Brasil, o Chile, a Itália e a Holanda.
«Pássaros Eternos», o terceiro álbum de Maria de Medeiros e sucessor de «A Little More Blue» e «Penínsulas & Continentes», vai ser editado, pela Universal Portugal, no dia 24 de Fevereiro.
Letra
Come over to me
all my lovers
pagan kings
they melt away
without notice
so come over
lets swing along
we're not here
my daiquiri queen
lets run away now
lets miss the way now
sing louder to me
doesnt matter
out of tune
dont sneak away
to your sweet place
so come over
lets swing along
its all here
I'm all in
O meu agradecimento ao Rui que disponibilizou a letra
Sérgio Godinho
‘Liberdade’ dá o mote a 3 concertos
no Teatro S. Luiz, em Lisboa, em Abril
Sérgio Godinho
Ao longo de três dias, Sérgio Godinho revê, através do seu repertório, os quarenta anos do Portugal democrático. Desde a música empenhada, bandeira de causas e consciência social, ao diário íntimo e plural, uma visão de nós próprios a partir do trabalho de um dos mais importantes criadores de imaginário destas últimas quatro décadas.
Serão três concertos especiais, sempre às 21h30, na sala principal do Teatro Municipal de São Luiz, em Lisboa, em que as “liberdades” que desde sempre povoam a obra de Sérgio Godinho, definirão o corpo principal do repertório dos concertos. Para além das canções, “caríssimas” companheiras de Sérgio Godinho, contará com a presença de convidados especiais a anunciar oportunamente.
Em complemento, às apresentações na Sala Principal, Sérgio Godinho é ainda curador dos finais de noite no Jardim de Inverno do São Luiz e para os quais convidará três nomes emergentes do panorama nacional. A ligar estas apresentações, a (re)interpretação de “Liberdade”, tema composto exactamente em 1974 e publicado originalmente em “À Queima Roupa”.
O espectáculo “Liberdade” percorrerá ainda nos meses de Abril e Maio alguns teatros nacionais.
Sérgio Godinho editou no final do ano passado ‘Caríssimas Canções’, o CD ao vivo que resultou dos concertos que o artista deu com o mesmo nome, baseados no livro de crónicas “Caríssimas 40 Canções – Sérgio Godinho & As Canções dos Outros”. Aqui, Godinho, acompanhado por Nuno Rafael, Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves, interpretou músicas de intérpretes, compositores e autores que o marcaram no seu percurso artístico.
Canções de Bob Dylan, Serge Gainsbourg, Jim Morrison, Caetano Veloso, Ray Davies, Chico Buarque, The Rolling Stones, The Beatles, Violeta Parra ou Zeca Afonso tomam agora novos contornos, numa experiência surpreendente.
Letra
Mais uma promessa
Mais um dia a duvidar
Mais outro remendo à pressa
Mais uma forma de te procurar
A saudade não dá tréguas
Pede um sopro de ar
Para em mágoas repousar
Se eu falar talvez tu negues
Me chames a dançar
Sinta o corpo a voar
Só é dor se for vontade
De agarrar
Só é fogo se queimar
Só é felicidade
Enquanto durar
Só é fogo se queimar.
Só mais um momento
Lamento muito tempo, tanto tempo a mais
Mais que um sentimento
Mais que o segredo, ainda é cedo
A verdade mora a léguas
Faz cambalear
Tem, tem grades a penar
Se eu falar talvez tu negues
Me chames a dançar
Sinta o corpo a voar
Só é dor se for vontade
De agarrar
Só é fogo se queimar
Só é felicidade
Enquanto durar
Só é fogo se queimar.
Só é dor se for vontade
De agarrar
Só é fogo se queimar
Só é felicidade
Enquanto durar
Só é fogo se queimar.
Só é dor se for vontade
De agarrar
Só é fogo se queimar
Letra
Directamente da selva urbana onde a mente é insana
A katana que corta o cimento chama-se grana
Já não se ama, a fama chama, é só negócio
Sente-se o drama, vende-se a alma sócio
O indicador puxa o gatilho, da arma do Karma
Já nada alarma, é Mefistófeles que encarna
O marido encorna a esposa engana
O caldo entorna, desaba a cabana
Vidas de boémios com dividas d’empréstimos
Com trigémeos, vende os electrodomésticos
Jaguares, andares, brincos, anéis, colares
Comportamentos bipolares destroçam lares
Frieza extrema, apatia e indiferença
A ética padece duma terminal doença
Qualquer ofensa grave trará sentença
Sem indulgência do capitalismo, a nova crença
Eu já te tirei a pinta, cheiro-te à distância,
És só aparência sem substância, tu não és igual a mim,
Não sou igual a ti, não tamos para ai virados,
Comportamentos bizarros!
Trago versos emocionantes sem emulsionantes,
Digo-te antes somos diletantes,
Peso de elefantes, tesos elegantes
Pouco cativantes, vê-los cintilantes?
Versos são cutelos em trechos acutilantes,
Se és passivo agressivo toma um anti-depressivo,
O teu discurso é impeditivo ao meu sistema auditivo,
Fica de fora e racha lenha se não sabes a senha,
Não mostres esse projeto ao arquiteto que o desenha!
Triste façanha, viste que a manha nisto te apanha
Petisco de aranha,
És risco num disco que ninguém arranha,
Deliras em mentiras viras ministro em campanha,
Sinistramente tacanha a mente de quem te acompanha,
Minha escrita é estranha quando escrita da entranha
Esta bic nunca se acanha apetite de uma piranha,
Sócio vim com o beat mas tu vieste a convite,
Sempre em festas à borlice pareces a "Judite" juro digo-te!
Tás deslocado fora do circo, moço como um osso
Deslocado fora do sítio,
Sou vívido, nunca insípido ou pouco nítido,
Legitimo no íntimo sem equivoco recíproco,
Sim porque o respeito ganha quem mostra respeito,
Tu és suspeito pá se vens feito pai de peito feito
Defeito de fabrico o torto jamais se endireita
A tua posição preferida extrema-direita!
Trago a salvação façam fila eu sou a Luz divina
A fila termina na unidade de psiquiatria
Careca de barba bata branca fujo da médica
A Florbela já não me espanca, incendiei a biblioteca
Esquizofrénico suave no sentido mais leve
Psicótico marado no sentido mais grave
A tv comeu-me o cérebro, falo com o Tico e o Teco
Pai sou diplomado com atestado de epiléptico
Génio solitário o vosso mundo é um sanatório
Tornei-me no meu melhor inimigo imaginário
Caçador de político com fato de vampiro
Aprendiz de sonhador na caça de gambozinos
Sem roupa descalço atleta sonâmbulo
Vi o diabo de leggings a dar-me chapadas no rabo
Acordo babado encostado ao gajo do lado
E tudo isto foi um sono numa viagem de autocarro
São suaves prestações sem futuro,
... é o Camões onde grudam como refrões, juros
Aos aldeões que negarem grilhões, muros
Grades pra leões canos depois, furos
Ghettos impoem, becos cifrões, duro
Jogo ilusões aqui atiro não aturo,
No escuro corrupções grandes,
Num mundo imundo que mata miúdos
E diz ouçam Ghandi
O novo episódio da velha tragédia,
Ensina que sem ódio sem pódio,
Febre, ganância doença capital,
Grita hipocrisia podre surreal,
Liberdade é condicional de moralistas sem moral
Racistas machistas estes são os terroristas na real!
Que eles sorriem na tv,
Pensem quão desumano um ser humano pode ser!
Quando eles andavam de pátrol
Fizeram uma rusga enfaixaram o meu controle
E aquela miúda lá do bloco em frente que queria andar comigo
Mas eu sabia que ela dava a toda gente
E passado uns anos vi-a tinha 2 filhas
De um tipo a cumprir 3 sentenças em Caxias,
Na cara dela vi tristeza quando ele a deixou
Por uma brasileira com identidade portuguesa
Agora trata de ti por uns troquinhos
Ela gosta dos novinhos compra o vinho
Depois de ter roubado a peça aquele gordo
Que fez com o controle dele o mandasse directamente prós anjinhos. Vês?
É aquela vida diária no bairro filho
É o que elas fazem ás vezes só por uma de cinco
Comportamentos bizarros, acende um cigarro no carro
Quando ela olha meio de lado fico desconfiado
Letra
Não encontrei a letra desta música
O tempo passa
e lembras com saudade
o saudoso tempo da universidade
foste caloiro
e quintanista
já comes caviar
esquece o alpista
P`ra entrar na universidade
é preciso
prender o humor
na gaiola do riso
ter médias altas
hi-hon, ão-ão
zurrar, ladrar
lamber de quatro o chão
Mas há quem ache
graça à praxe
É divertida (Hi-hon)
Lição de vida (Ão-ão)
Maçã com bicho
acho eu da praxe
É divertida (Mé-mé)
Lição de vida (Piu-piu)
Maçã com bicho
acho eu da praxe
Chamar-se a si mesmo
besta anormal
dá sempre atenuante ao tribunal
é formativo
p`ró estudante
que não quer ser popriamente
um ingnorante
Empurrar fósforos com o nariz
tirar à estupidez a bissectriz
eis causas nobres
estruturantes
eis tradição
sem ser o que era dantes
Mas há quem ache
graça à praxe
É divertida (Hi-hon)
Lição de vida (Ão-ão)
Maçã com bicho
acho eu da praxe
É divertida (Mé-mé)
Lição de vida (Piu-piu)
Maçã com bicho
acho eu da praxe
Não vou usar
mais exemplos concretos
é rastejando
que se ascende aos tectos?
Então vejamos
preto no branco
as cores da razão
porque a praxe eu desanco
Mas há quem ache
graça à praxe
É divertida (Hi-hon)
Lição de vida (Ão-ão)
Maçã com bicho
acho eu da praxe
É divertida (Mé-mé)
Lição de vida (Piu-piu)
Maçã com bicho
acho eu da praxe

Os Planeta Fluffen são um quarteto musical composto por quatro pessoas. Isto porque os elementos sentiram a necessidade de se distinguir de outros quartetos musicais compostos por três pessoas e um bacalhau. Os Planeta Fluffen são uma banda de música trágico-cómica. Trágico porque ninguém sabe cantar nem tocar como deve ser e cómica porque isso é engraçado.
A banda juntou-se pela primeira vez em 1975, quando ainda nenhum dos quatro era nascido, e separou-se pouco tempo depois porque ninguém aparecia aos ensaios. Voltaram a reunir-se em 2010, já então totalmente nascidos, para formarem o Agrupamento Recreativo e Musical Planeta Fluffen.
Na próxima quarta feira dia 30 pelas 21 e 30 é a estreia Oficial no teatro Villaret num espectáculo solidário em que toda a bilheteira reverte a favor da Casa dos Rapazes e contarão com a presença de alguns convidados especiais, entre os quais o Ricardo Carriço, a Lola (guitarrista das Anarchicks) e outros convidados-mistério.

A cantora Mafalda Arnauth apresenta em fevereiro o novo álbum, “Terra da Luz”, em Itália, onde o CD foi editado este mês, e também em Braga, no Theatro Circo, e em Lisboa, no Teatro da Trindade.
Mafalda Arnauth atua em fevereiro, no dia 15 no Auditorium Parco della Musica, em Roma, no dia seguinte no Teatro Manzoni, em Bolonha, no dia 22 sobe ao palco do Theatro Circo, em Braga, e no dia 28 ao palco do Trindade em Lisboa.
Em Braga e Lisboa a intérprete é acompanhada pelos músicos Pedro Santos (acordeão), Pedro Viana (guitarra portuguesa), Marco Oliveira (viola), Fernando Júdice (baixo) e João Ferreira (percussão).
Em declarações à Lusa, Mafalda Arnauth afirmou que “Terra da Luz”, produzido pelo músico e compositor Tiago Machado, “é também a vontade de um impulso para Portugal mudar a situação que atravessa". "Nós temos de mudar e acredito que somos capazes, temos de dar um futuro, e daí dedicar este álbum aos meus sobrinhos", realçou.
“Terra da Luz” é o quarto álbum de Mafalda Arnauth editado em Itália. À Lusa, Mafalda Arnauth disse que, em “Terra da Luz” optou por um alinhamento que reflita “um Portugal sonoro mais alargado e um acreditar em nós”. “Sou uma fadista que gosta de 'piscar o olho' a outras áreas, e o universo sonoro de Portugal é muito mais alargado que o fado, daí propor uma linha melódica que, aliás, tinha já evidenciado em anteriores álbuns, nomeadamente no ‘Rua da Saudade’”, afirmou a intérprete.
Dos doze temas que constituem “Terra da Luz”, editado no final do ano passado em Portugal, Mafalda Arnauth está associada à autoria de dez, em alguns partilhando a composição com Tiago Machado, mas, noutros, assumindo a letra e música.
“Luz”, “À espera de um Deus”, “Onde mora a vida”, “Infância” e "Coisas do Coração" são alguns temas do álbum que aponta para uma linha que não é fadista, mas aquela com a qual a fadista mais se identifica nesta altura. “Neste momento é esta linha melódica com a qual me identifico, mas não renego todo o fado que cantei e provavelmente vou cantar”, rematou.
Retirado do Sapo Música
Letra
Querida pequenina
És o sol
Que me ilumina
Tens a luz
Que me fascina
Onde estás?
Passa tempo passa
Cai fundo
No esquecimento
Não oiças
O meu lamento
Onde estás?
Onde estás?

O pianista Kenny Barron, com o contrabaixista Dave Holland, e o pianista Uri Cane, com o trompetista Dave Douglas, são dois diálogos musicais que vão acontecer em maio no festival Estoril Jazz, no Casino Estoril, anunciou a organização.
Nesta edição do festival, que conta com mais de trinta anos de existência, organizado pelo promotor Duarte Mendonça, estão previstos apenas quatro concertos, nos dias 3, 4, 10 e 11 de maio, no auditório do Casino Estoril (Cascais).
O Estoril Jazz abrirá com o saxofonista norte-americano Eric Alexander, à frente de um combo intitulado "UK All Stars", com Mark Nightingale (trombone), Arnie Somogyi (contrabaixo), Winston Clifford (bateria) e John Donaldson (piano).
A 4 de maio, apresentam-se em duo o pianista norte-americano Kenny Barron, improvisador de 70 anos, e o contrabaixista britânico Dave Holland, de 67 anos, tendo a atuação de ambos já sido descrita como "um 'pas de deux' instrumental", um encontro entre virtuosos.
A 10 de maio acontecerá a estreia em Portugal do quarteto do saxofonista italiano Francesco Cafiso, de 24 anos, "revelação da cena jazzística italiana e discípulo do génio Charlie Parker", descreve a organização.
O Estoril Jazz termina com outro dueto entre dois nomes do jazz instrumental norte-americano, que já gravaram juntos, entre o trompetista Dave Douglas, 50 anos, e o pianista Uri Cane, 57 anos, ambos conhecedores do público português.
Retirado do Sapo Música
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