Com um longo e marcante percurso com o nome de BBR, Zé Pedro resolve mudar o rumo do seu trabalho apresentando-se em nome próprio. Mais maduro, mais sério e com mais conhecimentos musicais, o autor de temas como “Olhares Incandescentes”, inicia um projecto com outro tipo de raízes e de sua total autoria, quer a nível de composição quer a nível interpretativo.
Com traços da Pop/Rock apimentadas pelas raízes do Hip-Hop, Zé Pedro define-se pela atitude, pela humildade e pela vontade de marcar as pessoas.
O trabalho do compositor e vocalista da banda Zepher passa não só pela música, mas também pela escrita e por alguns projectos audiovisuais.
Vídeo de O Tuga:
Letra
Nós estamos fartos de estudar para ir para o desemprego, Nós matamos a cabeça mas para quê!? Eu não percebo, mano. Estes políticos e este governo que não motiva, O povo está na lama e não arranjam alternativas. Grandes carros, para eles é uma delícia, E alguém tem que ter culpa então malhamos na polícia, não, Não é assim, não é assim que mudas o rumo, Levanta-te do café e vem mas é mudar o mundo.
Temos amor, temos raça, temos arte, Conhecidos em todo o mundo, conhecidos em toda a parte, mas, Temos inércia e só queremos as revistas, Só queremos fofoquices e cagamos nos artistas.
Tem que mudar, isto vai ter que mudar, Deixem de ser doutores e comecem a trabalhar. Agarra a esperança mesmo quando não te ris, Não quero mudar de país, eu quero mudar o meu país, yes!
Refrão:
Diz-me, que tudo o que passou não volta mais aqui, Então tu diz-me, que o meu país não vai ficar por aqui, por aqui, por aqui.
Versos:
Adoramos estupidez, nós juntamos-mos aos molhos, Se o Camões voltasse aqui queria ser cego dos dois olhos, mano, Não queria ver naquilo em que nós nos transformamos, Não queria ver que o que ele disse piorámos, Não queria ver o meu povo a desistir, A perder tudo aquilo que demorou anos a conseguir. E os políticos que caguem lá na ideologia, Porque essa porra não interessa a quem tem fome todo o dia!
Temos calor, temos terra, temos mar, Temos tudo o que é preciso para podermos triunfar, mas, Não queremos história e só queremos o que é vosso, Só queremos estrangeirada e que se lixe o que é nosso.
A voz do povo ainda é quem mais ordena, Cultiva-te, vê lá se sais dessa caverna. Vai votar e toma iniciativa, E caga lá nas eleições de sessenta cêntimos, mais iva.
Refrão:
Diz-me, que tudo o que passou não volta mais aqui, Então tu diz-me, que o meu país não vai ficar por aqui, por aqui, por aqui.
im alone in my room and the night hasn't come what a strange emptiness what the hell should i do
i feel cold as your life and dark as your air this days i've been through i feel nothing but death
i could be what you want i could marry with you i would change everything if i ever had to
my love...i am about you... my love...i am about you...
you sing the songs i wrote you play my old guitar i use the clothes you like i smoke a cool cigar we feel so free... is this for real? or is it a dream..
Da Chick, Xinobi, Moullinex, Mirror People e Mr. Mitsuhirato são outros dos artistas confirmados para o festival a realizar a 29 e 30 de novembro
A organização do Vodafone Mexefest anunciou, esta quinta-feira, os primeiros artistas nacionais para o cartaz do festival a realizar em Lisboa a 29 e 30 de novembro. The Legendary Tigerman encabeça a lista com um concerto que deverá revelar já alguns dos novos temas do próximo disco do músico.
Com lançamento previsto para fevereiro de 2014, o novo álbum chama-se «True» e sucederá a «Femina», registo editado em 2009. No Facebook, Paulo Furtado já revelou que uma das convidadas do novo disco é Rita Redshoes.
O Mexefest 2013 será também animado por vários artistas da editora Discotexas, nomeadamente Da Chick, Xinobi, Mirror People (Rui Maia, dos X-Wife) e Mr. Mitsuhirato. O coletivo Discotexas Picnic Live assegurará que a música eletrónica nacional ficará em boas mãos durante o festival.
Os novos nomes no cartaz juntam-se assim aos já anunciados Autre Ne Veut, Daughter, John Grant, Savages, Silva, Tropics, e Woodkid.
Tal como nas edições anteriores, o Vodafone Mexefest terá vários concertos em simultâneo em salas na periferia da Avenida da Liberdade. A lista dos espaços que irão receber as atuações deverá ser revelada em breve, mas certo é que o Coliseu dos Recreios será, pela primeira vez, um dos palcos do festival.
O Vodafone Mexefest 2013 realiza-se nos dias 29 e 30 de novembro, em Lisboa. Até ao momento, estes são os nomes que fazem parte do cartaz:
- Autre Ne Veut - Daughter - Discotexas Picnic Live (Da Chick + Mirror People + Moullinex + Mr. Mitsuhirato + Xinobi) - John Grant - Savages - Silva - The Legendary Tigerman - Tropics - Woodkid
See my dreams Through someone I love And your little hand We are quiet now When you laugh the world gets beautiful so beautiful
Promess to me you will someday be a good man And that you will fullfil your deams as I did one day And when you feel your heart beating too fast Your life is good, complete my beloved sun
Celebração do 10º aniversário da dupla inclui um livro de fotos, em novembro, e quatro atuações em dezembro para recordar os quatro álbuns de estúdio
O grupo português Dead Combo lançará a 7 de novembro uma fotobiografia que regista dez anos de carreira e fará quatro concertos em dezembro, em Lisboa, para tocar na íntegra todos os álbuns, escreve a agência Lusa.
Os Dead Combo, formados pelo guitarrista Tó Trips e pelo contrabaixista Pedro Gonçalves, têm estado a celebrar o aniversário ao longo deste ano - deram um concerto esgotado em abril, em Lisboa -, mas reservam para novembro a edição da fotobiografia que reúne imagens de bastidores, concertos e ensaios, captadas por fãs e profissionais.
O lançamento acontecerá a 7 de novembro na Galeria Zé dos Bois, em Lisboa, onde inaugurará uma exposição com algumas das fotografias que integram o livro.
Será também na Zé dos Bois - sala que está associada à criação da banda - que os Dead Combo atuarão, entre 12 e 15 de dezembro, reservando para cada uma das noites a interpretação de cada álbum editado: «Vol. 1» (2004), «Vol. 2 - Quando a Alma Não é Pequena» (2006), «Lusitânia Playboys» (2008) e «Lisboa Mulata» (2011).
Até lá, os Dead Combo prosseguem o desejo de internacionalização, com atuações em outubro no festival de jazz de Salzburgo (Áustria) e no Festival Cervantino (México).
Para 2014 fica reservada a edição do novo álbum.
O contrabaixista Pedro Gonçalves, vindo do jazz, e o guitarrista Tó Trips, do universo do rock, juntaram-se no começo do século para formar os Dead Combo, assumindo duas personagens - um cangalheiro e um gangster - que interpretam temas nos quais ecoa música portuguesa, africana e americana.
Começaram por gravar uma música para uma compilação dedicada a Carlos Paredes antes de editar o álbum de estreia, «Vol. 1».
Aos quatro trabalhos de estúdio juntam-se ainda os registos ao vivo «Dead Combo & Royal Orquestra das Caveiras ao Vivo no São Luiz» (2009) e «Live @ Hot Clube» (2010).
É já no próximo dia 23 de outubro que os espectáculos voltam ao MEO LIKE MUSIC, a maior sala de concertos interativa do país. Os Azeitonas serão os primeiros a atuar nesta edição de 2013/2014.
Destinada aos fãs do MEO no Facebook e a todos os clientes MEO (ADSL e Fibra com MEOBox), o MEO LIKE MUSIC transmite mensalmente e de forma gratuita concertos interativos, em exclusivo e em direto no Facebook do MEO e na TV, através do MEO Interativo.
Depois da última atuação “sem crise” de Gabriel O Pensador em maio deste ano, é a vez de os Azeitonas subirem ao palco do MEO Like Music, no dia 23 de outubro, pelas 22 horas.
A banda, que ficou conhecida pelo grande sucesso popular “Anda Comigo Ver os Aviões” do seu terceiro álbum “Salão América” (2009), vem apresentar-nos o seu novo trabalho “AZ”, o quarto registo de originais lançado no passado mês de julho.
Deste álbum, que entrou diretamente para o 3º lugar do top nacional de vendas, destaca-se o single “Ray-Dee-Oh”, um dos temas portugueses mais tocados nas rádios nos últimos meses.
Os fãs do MEO no Facebook terão a possibilidade de ver o concerto em várias câmaras e de interagir com a banda através de ações digitais como “palmas”, “isqueiro”, “só mais uma” e comentários live.
Para além disso, o concerto será posteriormente disponibilizado na TV em alta definição, através da aplicação interativa e no Facebook.
Todos os concertos MEO LIKE MUSIC contam com o apoio do serviço music box.
Por trás do espelho quem está De olhos fixados nos meus? Alguém que passou por cá E seguiu ao deus-dará Deixando os olhos nos meus. Quem dorme na minha cama, E tenta sonhar meus sonhos? Alguém morreu nesta cama, E lá de longe me chama Misturada nos meus sonhos. Tudo o que faço ou não faço, Outros fizeram assim Daí este meu cansaço De sentir que quanto faço Não é feito só por mim.
Buraka Som Sistema apresentam o documentário 'Off The Beaten Track' na Aula Magna a 22 de Novembro. A conceituada sala recebe uma noite especial em que a banda apresenta o documentário (21h30) seguido de um concerto na mesma sala (22h45).
O filme apresenta uma viagem sobre o grupo mais improvável do panorama musical português. Realizado por João Pedro Moreira, o documentário retrata o percurso da banda desde os tempos de formação até aos dias de hoje, dos primeiros passos no Clube Mercado até aos grandes palcos dos festivais internacionais, dando a conhecer uma visão global do percurso do grupo, assim como as experiências pessoais e o contexto geográfico dos membros da banda e da comunidade de artistas que os rodeia e apoia. O documentário conta com a cooperação da Red Bull Music Academy.
A estreia em Lisboa vem no seguimento de uma digressão europeia que leva os Buraka Som Sistema a cidades como Londres -cidade onde se dá a estreia oficial no London Film Festival a 10 de Outubro - assim como Paris, Berlim, Amesterdão ou Leuven, sendo a apresentação na capital portuguesa complementada por uma after-party no Lux Frágil, onde a pista de dança será comandada pelos Buraka DJS.
Bilhetes já disponíveis (18€)
Trailer do filme
Horários para 22 de Novembro:
Aula Magna:
21h30 - projecção do documentário 'Off The Beaten Track'
Estou na estrada p'ra onde eu já não quero ir No escritório esta tarde foi tudo p'ra me deprimir A buzina apressada de um carro que me quer passar Na portagem um rosto indiferente diz-me para pagar
Rumo ao sul, sem amor, devagar O meu sonho faz-se ao mar Seu amor rumo ao sul O meu céu perdeu o azul
Volto as costas às luzes brilhantes da cidade mãe Sou sombra impiedosa do apego a quem já não se tem Sei que ao fim desta estrada há uma casa que suponho ter E a vontade indomável que teima em me querer perder
A Sala Grande, do Teatrão acolhe pelas 21:30 do dia 28 de Setembro, J.P. Simões que acompanhado da sua Banda Radioactiva apresentará o seu novo trabalho, “Roma”.
Trata-se de um disco que pela imediata aceitação que teve junto do público e pelos elogios da crítica, esgotou rapidamente pelo que será objecto de uma reedição.
JP Simões apresenta-se em palco com oito músicos e promete uma noite muito mexida, com batidas que vão do afrobeat ao glam rock, passando pelo samba e o jazz, uma viagem pela música, voando pelos vários tons.
Será ainda um espectáculo multimédia, totalmente ilustrado ao vivo e em tela pelo artista plástico Luís Lázaro.
Decorre nos próximos dias 4 e 5 de Outubro a 3ªedição do Smed Fest Festival, na Vila do Coronado, nas antigas instalações da empresa Pesafil, na Trofa.
Como propostas musicais terão em cartaz os Peixe:Avião, O Bisonte, Mr. Miyagi, as Anarchicks, Salto e Equations.
No entanto, a música não será o único enfoque. O Festival contará, como em edições anteriores, com o mercado de artesanato, várias instalações artísticas e performances.
Este evento é organizado por uma associação cultural, a Quebra Sentidos, sediada em S. Mamede, na Trofa, a fim de fazer face à carência de produções culturais locais.
A entrada custa 7.5€ para um dia, 10€ para os dois. Além dos concertos, o bilhete dá ainda acesso a exposições de fotografia, pintura, graffiti e uma mostra de cinema.
A caminhada de «Quinto» tem sido marcada pelo sucesso: editado no ano passado, o magnífico álbum de António Zambujo, e a primeira aventura discográfica do artista sob a chancela da Universal Music Portugal, liderou o top iTunes, entrou directamente para o 2º lugar da tabela nacional de vendas e atingiu a marca de Disco de Platina. Há 77 semanas no top de vendas, «Quinto» chega agora ao nº 1 da tabela.
Do Alentejo para o mundo, «Quinto» foi elogiado nos quatro cantos do globo e o cantautor alentejano continua a levá-lo além-fronteiras. Até ao final deste ano António Zambujo vai actuar no México, no Brasil, em França e na Noruega. Já em Portugal, regressará a Lisboa no dia 25 de Outubro, num espectáculo marcado para o Centro Cultural de Belém, onde vai partilhar o palco com a fadista Ana Moura. No inicio de 2014 está agendada uma digressão americana, que inclui um concerto no mítico Carnegie Hall de Nova Iorque. António Zambujo prepara-se ainda para editar um disco ao vivo. O sucessor de «Quinto», que será editado em Novembro, foi gravado no concerto do Coliseu dos Recreios em Dezembro do ano passado.
‘Fado é Amor’, o novo disco de Carlos do Carmo, tem data de edição marcada para 4 de Novembro. Neste álbum de duetos, o fadista reuniu os melhores intérpretes de fado da actualidade e a si juntam-se Aldina Duarte, Ana Moura, Camané, Carminho, Cristina Branco, Mafalda Arnauth, Marco Rodrigues, Mariza, Raquel Tavares e Ricardo Ribeiro, acompanhados sempre pelo trio milagroso formado por José Manuel Neto (guitarra portuguesa), Carlos Manuel Proença (viola de fado) e José Marino Freitas (baixo acústico).
A encerrar o disco, Carlos do Carmo junta-se à sua mãe, Lucília do Carmo, para um dueto póstumo no tema ‘Loucura’, cuja gravação original da sua voz data de 1960.
O primeiro single, ‘Por Morrer Uma Andorinha’, cantado por Carlos do Carmo e Camané estreia em exclusivo na Antena 1 no próximo dia 1 de Outubro, ficando disponível em todas as plataformas digitais dia 7.
Para já, é conhecido o primeiro de onze vídeo-teasers com excertos dos temas e uma amostra das imagens captadas para os formatos especiais deste disco em DVD.
Hoje o dia é mortal Já não tenho tempo O papel já chegou e ninguém me avisou Esta casa mudou Sangrava por dentro Eu vi a razão. Não vou deixar Que o medo Te vá levar para longe de mim. Vou tatuar, sem segredo O que eu, sinto por ti. _ Fica, não sentes É o alarme total O tempo, não mente É o aviso final Luto, em frente Hoje o dia é mortal É o aviso final. _ Não me calo de vez Nem disfarço o momento Tens o meu coração. Não vou deixar que o medo Te vá levar para longe de mim. Vou tatuar sem segredo O que eu sinto por ti. _ Fica, não sentes É o alarme total O tempo, não mente
É o aviso final Lutamos, em frente Hoje o dia é mortal É o aviso final.
Yo..mantenho-me fiel a mim próprio e aos meus Princípios Quero que saibam que:
Não devo nada a ninguém Ninguém nunca me deu nada Não nasci em berço de ouro Não tenho nada de mão beijada E quando paro e penso Sinto um orgulho imenso Quando as portas se fecham sigo em frente e venço Currículo extenso Tou a parte não pertenço, Bom senso, diz-me que nunca haverá consenso
Escrevo rimas desde puto, Sou o boss quem diria Acho que gosto disto muito mais do que devia Até um dia, A retirada está prevista Tantos palcos depois nunca me senti artista
Sou realista o entusiasmo é moderado, O que digo é sagrado vivo no século errado, Posso não ter mais nada mas a honra ninguém me tira Desconfio de tudo, a minha volta é só mentira Hipocrisia, falsidade é o vosso joguinho Cheguei aqui sem ninguém, hei-de sair daqui sozinho
[Hook] De pedra e cal Pó bem e pó mal Cabeça erguida até ao final O mesmo de sempre, pronto a lutar Só paro quando quiser parar
Nasci pobre, mas honesto Às vezes quando acordo o espelho diz-me que não Presto Duvido do que vejo, Ninguém é mais critico Rejeito o que faço Perfeccionismo é mítico
Dou tudo o que tenho, juro que o faço com amor Cada vez escrevo menos mas acho que o faço melhor Ainda nem tive tempo para saborear as minhas vitorias E acho que só o farei quando não passarem de memórias Eis a história de um MC Subi ao palco era mais um preto, Agora subo e sou o AC
Agora oferecem-me amizade Nada se alterou Não me esqueço com facilidade Não me iludo É suposto a vida ser um vai e vem E sei que só são amigos quando isso lhes convém Tudo bem Eu só quero acordar feliz Eu já não tenho idade para brincar aos MC's
[Hook] De pedra e cal Pó bem e pó mal Cabeça erguida até ao final O mesmo de sempre, pronto a lutar Só paro quando quiser parar
Eu sou música e a minha musica é de paz Se rimar é fácil rima então se fores capaz E nem me fales em movimento A última coisa que preciso é do teu consentimento A memória é curta, a realidade é crua O pai constrói a casa e os filhos põem-no na rua
Dor de cotovelo ossos do oficio Se liga-se ao que dizem era ver-me num hospício E quem pensa que mudei Não me conhece O mesmo AC de sempre só mudou o IRS Caguei para a fama, é bem mais nobre que me move O amor pela camisola que visto desde oitenta e nove Não me vendo nem faço musica à medida E cada som neste álbum é uma foto da minha vida Não preciso das luzes da ribalta Não quero que notem a minha presença, mas que sintam a Minha falta
[Hook] De pedra e cal Pó bem e pó mal Cabeça erguida até ao final O mesmo de sempre, pronto a lutar Só paro quando quiser parar
QUARTA 2 OUTUBRO 21h30 “Iberia, a Harmonia Impossível” - Carlos Santiago (Galiza) Com uma 12ª edição exclusivamente luso-espanhola, O Gesto Orelhudo convidou um especialista... galego. Qual cicerone, o humorista Carlos Santiago dissertará sobre a musicomédia no espaço ibérico - implicações orelhudas e disfunções transfronteiriças - com base nos problemas de afinação política e espiritual próprios da velha Iberia. Auto-intitulado filósofo galaico da escola do materialismo pantomímico, Santiago apresentará o festival que o apresenta. 22h00 “Os Poetas” - Rodrigo Leão / Gabriel Gomes O projecto músico-teatral “Os Poetas” surgiu, nos anos noventa, de experiências musicais de Rodrigo Leão e Gabriel Gomes à volta de poemas ditos. Nesta contemporânea versão do espectáculo, a presença e a voz do actor Miguel Borges alia-se à projecção vídeo, numa das mais belas performances de fusão da música com a poesia concebidas em Portugal. Um regalo para os sentidos. Uma outra faceta do sublime espírito orelhudo, entre nós e as palavras. QUINTA 3 OUTUBRO 21h30 “MacBeth” - Companhia do Chapitô O inconfundível humor visual da Companhia do Chapitô regressa, anos depois e de forma muito aguardada, à tenda orelhuda. Nesta adaptação cómica da tragédia “MacBeth” de Shakespeare, os actores utilizam microfones, tripés, mesa de mistura e há som! Reconhecida pela escassez de recursos em palco, isto é uma perfeita novidade nas encenações de John Mowat. O que oculta um kilt, o microfone pode desvendar. Eis a Companhia do Chapitô em versão sonoro-teatral. 23h00 “Reportório Osório” - d'Orfeu Colecção de canções, aliando a magistral música de Luís Cardoso à escrita sagaz de Luís Fernandes. Um desfiar de histórias pessoais no masculino, quase sempre íntimas, do dilema ao dilúvio em poucas estrofes. O quotidiano das relações afectivas transformado em canções irónicas (para não lhes chamar heróicas), em que a teatralidade da interpretação só reforça o perfil de cada personagem. Estreia em casa da novíssima - e já premiada - criação d’Orfeu. SEXTA 4 OUTUBRO 21h45 “Tubos do Mundo” - Bufa & Sons (Barcelona) Três experimentados músicos sobem ao palco orelhudo com um concerto tão divertido como didáctico. Um humor musical delicioso, acessível a todos os públicos e idades. A flauta, neste concerto singular, pode ser um tijolo, uma cadeira, uma baia das obras, uma muleta, uma mangueira ou uma vassoura. Quem diz estes, diz (ouve) outros. Bufa & Sons apresentam uma original proposta de excelente música com imaginação e criatividade. Ninguém indiferente. 23h15 “Música Maravilhosa para Gente Maravilhosa” - JP Simões e Manuel João Vieira À voz e à guitarra, dois nomes conhecidos do grande público, cada qual com o seu registo, chegam a Águeda com o propósito de cantar música maravilhosa para gente orelhudamente maravilhosa. JP Simões e Manuel João Vieira, liricistas de língua afiada, fazem de cada canção uma crónica da nossa desengonçada portugalidade. Trocam canções como galhardetes, as deles próprios e as dos outros, para uma noite que se espera, também ela, maravilhosa. SÁBADO 5 OUTUBRO 21h45 “A Viagem do Elefante - o concerto teatral!” - Trigo Limpo teatro ACERT e Luís Pastor Vai agora aconchegar-se em palco, após digressão de estreia, o espectáculo de rua que a ACERT concebeu a partir da obra de José Saramago. As fascinantes canções escritas por Luis Pastor para A Viagem do Elefante ganham destaque nesta versão exclusiva, que canta e conta a viagem épica de um elefante chamado Salomão. Paquiderme mais orelhudo não há. 23h30 A Charanga[17º OuTonalidades] http://www.dorfeu.pt/outonalidades Projecto de música electrónica fortemente ligado às raízes da cultura tradicional portuguesa. Ao mesmo tempo que utiliza computadores, beatboxes, sintetizadores, ferramentas virtuais e influências musicais globalizadas, utiliza também o bombo, a gaita-de-Fole, o violino, a D. Ermelinda que canta a moda da ceifa, os adufes e as construções melódicas, harmónicas e rítmicas do cancioneiro de todo o país. Uma bomba orelhuda outonal para a noite de encerramento!
OsInnerthoughtsirão apresentar-se em concerto no próximo dia 1 de Outubro, às 21h30, na Casa das Artes de Miranda do Corvo, em comemoração do Dia Mundial da Música. A entrada é livre.
Innerthoughtsé um projecto musical que surgiu em Coimbra, há mais de um ano, estando neste momento a apresentar o seu primeiro CD homónimo.
É constituído por Adílio Sousa (voz, guitarra eléctrica e guitarra semiacústica); Francisca Marques (violoncelo, voz e percussão); Gabriel Salgado (piano) e Renato Costa (bateria e percussão).
O que fizemos de nós? O que fizemos de nós? O que fizemos de nós? Nunca soubemos dar nós. Apertámos demais, Apertámos demais, deixámos tudo p'ra depois sempre depois!
E o que fizemos de nós? Nunca soubemos dar nós. Apertámos demais, apertámos demais.
A XI Mostra Portuguesa apresenta Rodrigo Leão como cabeça de cartaz
Rodrigo Leão leva ao Circulo de Bellas Artes de Madrid, a 18 de Novembro, o seu último projecto "Os Poetas - Entre nós e as palavras", definido como um encontro da música "com os versos de algumas das vozes mais importantes da paisagem poética portuguesa, como Mário Cesariny, Herberto Helder, Luísa Neto Jorge e Adília Lopes".
Uma exposição sobre o pintor Domingos Antonio Sequeira, que arranca já a 23 de Outubro no Museu Romântico de Madrid, dará início ao festival, onde haverá ainda, entre outras, propostas do mundo da arte, da literatura e da gastronomia.
Resultando da organização conjunta da Embaixada de Portugal em Madrid e do Instituto Camões, em Lisboa, a mostra é actualmente o principal centro de expansão "dos latidos culturais e humanos portugueses" em Espanha.
Em finais de Outubro realizar-se-á uma conferência de Imprensa que dará a conhecer mais pormenores sobre o evento.
A mulher a dias faz dias que nao vem, Perdeu a conta as horas e meses que o dia tem. O tempo que passou, passou a ferro, A roupa que lavou, tingiu de medo. Um dia perecer, a dancar no vendaval, Como um pano amarrotado que se esquece no estendal.
O tempo que passou, passou a ferro, A roupa que lavou, tingiu de medo. Vi o dia percer, a dancar no vendaval, Como um pano amarrotado que se esquece no estendal.
Depois de um percurso por várias salas do país, Carlos Daniel, João Ricardo Pateiro e Filipe Fonseca chegam a Guimarães com a Tertúlia dos 40. Um espetáculo que revive as memórias dos anos 80, cujos temas de abordagem são variados, desde as grandes músicas que marcaram a época, a temas de desenhos animados, séries de TV ou ao Festival da Canção, passando também, por algumas hilariantes histórias do futebol e do jornalismo. Numa interação constante com o público, sempre com boa disposição contagiante, este é um espetáculo de puro entretenimento que vale a pena ver ou rever, no dia 27 de Setembro, pelas 22h00, Café Concerto do CC Vila Flor, em Guimarães.
Estreia com sabor agridoce para o músico português, feliz por se juntar ao maestro venezuelano e à Filarmónica da cidade, mas triste por não poder ter o compositor Peter Lieberson na plateia.
Pedro Carneiro tem 38 anos e estuda música desde os cinco
O músico Pedro Carneiro (percussão) actua pela primeira vez no Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles, em Outubro, num concerto dirigido por Gustavo Dudamel, no qual estreia a peçaShing Kham, disse o músico à agência Lusa.
O concerto realiza-se já no dia 3, repetindo-se de 4 a 6. Pedro Carneiro, 38 anos, estreia-se neste palco californiano com a Orquestra Filarmónica de Los Angeles e sob a direção do maestro venezuelano.
Pedro Carneiro será o solista num concerto que assinala a estreia mundial da peça que lhe foi dedicada pelo compositor Peter Lieberson, que ficou incompleta devido à morte deste norte-americano em Abril de 2011.
Falando sobre este concerto que chegou a estar programado para 2011, o intérprete expressou “orgulho” por, pela primeira vez, ser dirigido pelo maestro Dudamel, razão pela qual definiu o concerto como “um momento com dois significados”: “É fantástico por ir tocar com a Filarmónica de Los Angeles e com Gustavo Dudamel, [mas também] por ir tocar uma obra do Peter [Lieberson], cuja música eu conhecia e apreciava e com quem ao longo dos anos fui conversando sobre a possibilidade de ele escrever uma peça para mim.” Por outro lado, acrescentou, “vamos celebrar a vida e a obra do Peter [Lieberson] sem a sua presença, pelo que vai ser um momento agridoce, mas bonito e que nos inspira”, acrescentou.
Segundo Pedro Carneiro, Shing Kham, cuja orquestração foi concluída pelo compositor escocês e amigo de Lieberson Oliver Knudssen, é uma peça com “uma série de elementos experimentais” que o “obrigou a criar novas baquetas e técnicas para tocar a marimba”.
Para interpretar esta peça, Carneiro concebeu ainda um instrumento novo que designa por “pedal abafador de marimba”.
Shing Kham foi encomendada pela Orquestra Filarmónica de Los Angeles e pela Fundação Calouste Gulbenkian ao compositor nascido a 25 de outubro de 1946, em Nova Iorque, e que morreu em Telavive, a 23 de abril de 2011, na sequência de um linfoma.
Instrumentista, chefe de orquestra e compositor, Pedro Carneiro estudou piano, violoncelo e trompete desde os cinco anos, tendo sido bolseiro da fundação que, em 2011, lhe atribuiu o Prémio Gulbenkian Arte.
Como solista já tocou com orquestras como as sinfónicas de Seattle e da Islândia, a Filarmónica de Helsínquia, a English Chamber Orchestra, a Orquestra de Câmara de Viena e as sinfónicas de São Paulo e da Rádio de Leipzig.
O percussionista é também co-fundador, director artístico e maestro titular da Orquestra de Câmara Portuguesa que, a 2 de Novembro, dirigirá num concerto no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
Trata-se do concerto de encerramento do ciclo Espírito Beethoven! Música e Liberdade!, em que será interpretada uma das últimas obras do compositor italiano Luigi Nono (1924-1990) e a 9.ª Sinfonia de Beethoven.
Os músicos José Barros, Rui Vaz, José Manuel David e Pedro Mestre compõem o quarteto que retoma a tradição do cante alentejano
O grupo português Quatro ao Sul venceu o Prémio José Afonso 2013, atribuído a um álbum de música portuguesa, com o disco de estreia Demudado em tudo, anunciou esta quarta-feira a câmara municipal da Amadora.
Para o júri, o álbum “é uma revelação extraordinária, uma oportunidade rara” para conhecer “a enorme riqueza do cante alentejano, membro de pleno direito da antiquíssima tradição das polifonias vocais da região mediterrânica”.
Os Quatro ao Sul são formados pelos músicos José Barros (José Barros e Navegante), Rui Vaz e José Manuel David (dos Gaiteiros de Lisboa) e por Pedro Mestre (tocador e construtor de violas campaniças). O grupo tem por base a tradição do cante sul, as modas do Alentejo, mas também a música tradicional do Mediterrâneo.
O júri que escolheu, por unanimidade o álbum Demudado em tudo, integrou o compositor Sérgio Azevedo, a pianista Olga Prats, o vereador da Cultura da autarquia da Amadora António Moreira, e a chefe da divisão de Intervenção Cultural, Vanda Santos.
Este ano eram candidatos aos Prémio José Afonso os álbunsDesfado, de Ana Moura, Cuca Roseta, de Cuca Rosera, Ruído do silêncio, dos Dazkarieh, Tarara, dos Diabo a Sete, Em busca das montanhas azuis, de Fausto Bordalo Dias, Avis Rara, dos Gaiteiros de Lisboa, e Carlos do Carmo - Maria João Pires, que juntou o fadista com a pianista.
O Prémio José Afonso foi criado pela autarquia para “incentivar a criação musical de raiz portuguesa, bem como fomentar o turismo e a cultura na cidade da Amadora”.
Deolinda, Dulce Pontes, Né Ladeiras, José Mário Branco, Sérgio Godinho, Fausto, Júlio Pereira, Mafalda Veiga, Vitorino e António Pinho Vargas foram alguns dos músicos distinguidos em edições anteriores.
DAVID FONSECA “Seasons Tour” de regresso às salas nacionais
Depois de nos últimos meses ter concentrado as suas apresentações ao vivo em eventos e festivais de Verão, David Fonseca regressa com a “Seasons Tour - Rising : Falling” às salas nacionais, retomando a tournéeindoors iniciada em Março de 2011 e que teve, entre muitos outros pontos altos, os concertos realizados nos Coliseus de Lisboa e Porto em Abril passado ou, em Espanha, nas apresentações que tiveram lugar em Madrid e Barcelona.
Assim, nos meses de Novembro e Dezembro, David Fonseca levará as canções do seu último trabalho de originais de Norte e Sul do país:
16/11 - Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz
29/11 – Centro de Artes de Ovar
7/12 – Cine-Teatro Alba, em Albergaria-a-Velha
20/12 – TEMPO-Teatro Municipal de Portimão
Os ingressos estão já à venda com preços a partir de 10€. Como habitualmente, os membros do Amazing Cats Club poderão adquirir os ingressos com desconto especial e ainda assegurar lugar na 1ª fila.
Até lá, David Fonseca participará ainda no ciclo “Conta-me Histórias”, a 4 de Outubro na Casa da Cultura de Paredes; e será um dos artistas presentes na “Festa da Latas”, a recepção ao caloiro promovida pela Associação Académica de Coimbra, a 20 de Outubro.
Agenda:
4/10 – Casa da Cultura / Paredes / 21H30 (“Conta-me Histórias”)
20/10 - Festa das Latas /Coimbra / 22H30
16/11 - CAE / Figueira da Foz / 21H30
29/11 - Centro de Artes / Ovar /21H30
7/12 - Cine-Teatro Alba / Albergaria-A-Velha /21H30
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