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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

Feira de Santiago

 

A Serra da Arrábida dá a tónica a esta edição da Feira de Sant’Iago, certame a realizar entre 20 e julho e 4 de agosto, nas Manteigadas, em Setúbal, com mais de quarenta concertos, diversões, gastronomia e novos espaços temáticos.

O evento, organizado pela Câmara Municipal de Setúbal e pela Associação Parque Sant’Iago, tem como cabeças de cartaz Deolinda, David Carreira, António Zambujo, Blasted Mechanism e Anjos, além de Rita Guerra, cujo espetáculo pode ser visto logo na noite de abertura do maior certame regional a sul do Tejo.

 

“A grande festa dos setubalenses está de volta, sem esquecer as suas tradições, mas afirmando-se como uma festa moderna, que sabe e deve renovar-se”, salientou a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, na apresentação do programa, hoje à tarde, na Casa da Baía.

A autarca, sublinhando a importância da Feira de Sant’Iago para a promoção do que melhor existe na região, destacou a temática do certame. “Este ano mostraremos com detalhe uma das nossas maiores riquezas. Associamos a divulgação da nossa Serra-Mãe no contexto da candidatura da Arrábida a Património Mundial da Unesco.”

Durante 16 dias, o tema “À Luz da Arrábida”, retratado num pavilhão próprio, instalado perto da entrada junto da Escola Secundária D. Manuel Martins, dá conta das várias vertentes pelas quais a serra deve ser considerada um tesouro a usufruir e preservar pela humanidade.

 

“Este será mais um excelente motivo para ir à feira, para que voltemos a bater recordes de visitantes, como aconteceu em 2012, quando cerca de 410 mil pessoas visitaram o certame”, reforçou Maria das Dores Meira, adiantando mais algumas novidades desta edição.

 

Ao lado do pavilhão sobre a Arrábida fica um espaço do artesanato, uma das novas áreas presentes da Feira de Sant’Iago, que conta, igualmente, na zona do miradouro, com uma feira medieval, com algumas atividades pagas, que inclui um acampamento civil e militar, um mercado, torneios, ceias e artes performativas.

 

Já no pavilhão Setúbal Contemporânea, subordinado ao tema “Participação e Cidadania”, é feita uma retrospetiva do percurso de Setúbal nos últimos quatro anos, com referências aos projetos implementados pela Câmara Municipal durante o atual mandato.

 

No recinto instalado nas Manteigadas marcam presença mais de três centenas de feirantes, assim como algumas empresas que voltam este ano à feira, comprovando a importância deste certame no panorama nacional.

 

Durante 16 dias, há divertimentos, gastronomia, animação e momentos musicais, num cartaz que inclui, no Palco Setúbal, o principal do recinto, nomes como Trio Odemira, More Than a Thousand, Wraygunn, Ana Laíns, Miguel Araújo, Celina da Piedade, João da Ilha e José Malhoa.

 

“Outra das novidades deste ano é a introdução de uma área junto do palco principal, na qual o público pode conviver e interagir de perto com os artistas, também com sessões de autógrafos”, revelou o coordenador-geral da Feira de Sant’Iago, Sérgio Mateus.

 

Numa iniciativa promovida pela rede social Facebook, a organização vai realizar concursos que dão a oportunidade de alguns grupos de pessoas, com número limitado, de visitar os camarins dos artistas e de conhecer os bastidores do palco Setúbal.

 

Já o Palco Mundo está reservado para espetáculos dinamizados por artistas da cidade e da região, com noites de fado e sonoridades tradicionais, música multicultural por associações de imigrantes sediadas no concelho setubalense e momentos de animação teatral e de dança.

 

Do programa da Feira de Sant’Iago 2013, além de atuações de teatro de rua, de eventos desportivos no Pavilhão Municipal das Manteigadas e de aulas abertas de grupo no recinto, faz parte uma tourada, a realizar a 3 de agosto, na Praça de Touros Carlos Relvas.

 

A Feira de Sant’Iago, a celebrar este ano 431 anos de existência, adiantou Sérgio Mateus, “segue a linha de conceção iniciada em 2010, com as contratações de artistas fechadas muito cedo, que permite a redução de custos, nalguns casos muito significativo”, acrescentando: “Apesar de ainda não estar fechado, o orçamento deste ano poderá ser um dos mais baixos de sempre.”

 

Com inauguração no dia 20 de julho, às 20h00, o recinto funciona das 14h00 à 01h00 de domingo a quinta-feira, encerrando às 02h00 às sextas e sábados. A programação completa está disponível em www.feira-santiago.org.

 

Cartaz do Palco Setúbal

 

JULHO

Dia 20, Sab
22h00 – Rita Guerra

 

Dia 21, Dom
22h00 – Quim Gouveia Rock’n’Roll
23h00 – Trio Odemira

 

Dia 22, Seg
22h00 – More Than a Thousand
23h00 – Hills Have Eyes

 

Dia 23, Ter
22h00 – “Viagem ao Mundo da Música”, com Carla Ribeiro, Noah, Ana Rita Inácio, Telmo Neto, Filipe Delgado e Be4rs

Dia 24, Qua
22h00 – David Carreira

 

Dia 25, Qui
22h00 – Noite de Bandas Jovens, com Mundo Escuro, Surveillance e Skills and the Bunny Crew

Dia 26, Sex
22h00 – Wraygunn

 

Dia 27, Sab
22h00 – Ana Laíns
23h00 – Miguel Araújo

 

Dia 28, Dom
20h30 – Dia das Famílias – Winx e Vila Moleza
22h00 – Leandro

 

Dia 29, Seg
22h00 – Bandas Rap

Dia 30, Ter
22h00 – Blasted Mechanism

 

Dia 31, Qua

21h30 – Noite de fado setubalense, com Georgette de Jesus, Piedade Fernandes, Deolinda de Jesus, Maria Madalena, Inês Duarte, Fernando Machado, Ramiro Costa, Luís Moreno, Diana Soares e Pedro Calado. Os fadistas são acompanhados à guitarra e viola por Custódio Magalhães e Vítor Pereira

 

AGOSTO

Dia 1, Qui
22h00 – José Malhoa

 

Dia 2, Sex
22h00 – João da Ilha
23h00 – Deolinda

 

Dia 3, Sab
22h00 – Teresa Lopes Alves
23h30 – António Zambujo

 

Dia 4, Dom
22h00 – Celina da Piedade
23h00 – Anjos

 

Retirado de Local.pt

MEO Marés Vivas 2014 anunciado para 17, 18 e 19 de julho

A próxima edição do Festival Marés Vivas em Gaia já está agendada para os dias 17, 18 e 19 de julho de 2014, anunciou hoje o vice-presidente da câmara que traçou um balanço “francamente positivo” da 11.ª edição.

“O balanço que fazemos da 11.ª edição é francamente positivo, quer em termos da adesão do público, que esgotou os três dias de concertos, com 75 mil espetadores, quer em termos de excelência e qualidade das bandas que passaram” pelos palcos, afirmou à Lusa Firmino Pereira.

O autarca, que lembrou estar envolvido no projeto do festival desde 1998, aproveitou para anunciar estarem já marcadas as datas da próxima edição: 17, 18 e 19 de julho de 2014.

“Estou convencido de que, nos próximos anos, esta marca vai continuar”, assinalou o vice-presidente da Câmara de Gaia, que se diz com “força para preparar mais 12 edições” de Marés Vivas.

Durante três dias, a praia do Cabedelo em Gaia foi palco da 11.ª edição do festival MEO Marés Vivas que terminou no sábado, em euforia, com o concerto dos norte-americanos 30 Seconds to Mars.

Depois de Smashing Pumpkins, Bush, David Guetta, James Morrison e 30 seconds to Mars, o palco do Cabedelo é hoje dedicado aos mais novos, com a primeira edição de “O meu primeiro festival”.

Com uma animação “muito própria”, e a música de “Sónia e as Profissões”, o recinto recebeu hoje cerca de 15 mil crianças da pré-primária e do primeiro ciclo do concelho.

 

Retirado do Sapo Música

 

Letra

 

Trabalha noites inteiras

o Almeida Varredor

enxotando a varejeira

pelas ruas ao rigor.

Perguntei-lhe a começar

pela vida e ele disse:

“(…)Eu danço quando ouço cantar

Afina a corda, ó tocador

Que eu vou-me pôr a contar

a vida dum varredor.

Tudo se passa e resume

entre um esgoto que arrota,

o cheirete e o azedume sem sabor

desta vida que se enxota,

e Portugal tem o costume.

 

E varre, varre senhor varredor,

pois com o teu varrer

assim faz outro mundo

 

Portugal tem o costume

de viver com dois extremos

os que lucram com o estrume

do lixo em que nós vivemos.

Também nos caixotes de lixo

tem o País seu retrato

ao lixo atira o rico e muito mais

o que lhe ofende o olfacto –

para o pobre é mata-bicho.

 

Para o pobre é mata-bicho

o que à fome vai sobrando

mas faz das sobras do rico

o bicho que vai matando.

Não tem a cara lavada

quem vive desta sujeira

que é ver gente governada assim,

por outra viver da lixeira,

e ser Almeida sem mais nada.”

 

E varre, varre senhor varredor,

pois com o teu varrer

assim faz outro mundo

Disse então a despedir-me

“muita coisa há p’ra varrer”

Respondeu-me “uma das coisas é

Quem nos faz apoderecer;

Neste trabalho braçal

de tudo varre o varredor :

gato morto e um aborto semanal

o que nos falta em rigor, sim senhor,

é varrer o capital.”

                                (Fausto)

JP Simões quer «voltar a andar pela rua a assobiar»

JP Simões, que atuou no sábado no Festival Músicas do Mundo, em Sines, admitiu que quer “voltar a andar pela rua a assobiar” porque neste momento não tem “coragem”, por causa do “ambiente tão tristonho”.


Em entrevista aos jornalistas, o músico disse que não consegue “estar desligado da vida dos outros” e assobiar poderia parecer que está “a gozar com a realidade social”.

 

Reconhecendo que “é difícil aguentar esta situação”, JP Simões sublinhou: “Eu tenho trabalhado imenso e vou conseguindo pagar a renda, mas sei que há milhões de pessoas que não estão nessa circunstância.”

 

Portanto, e assumindo o objetivo “egoísta” de querer “voltar a andar pela rua a assobiar”, diz que “alguma coisa tem de ser feita”.

 

Viver em paz exige “muito trabalho” e “mil golpes de cintura” e “uma paciência incrível”, na tentativa de concretizar “expectativas e sonhos”, destacou. “O meu país é a coisa mais linda que existe. Um dia, quando eu morrer, vou ficar em paz com ele. Só nessa altura”, ironizou.

 

JP Simões é um assíduo espetador do Festival de Músicas do Mundo, mas nunca tinha tocado no festival. “De repente, dar por mim, aqui, neste palco que eu tanto adoro e respeito, é... enfim, é do caraças”, confessou o músico, que desconcertou muitos durante o concerto, dedicando uma música ao “ditador Berluscão, que fugiu de um canil” e inventando expressões como “Sinestesias” e “Sines qua non”.

 

Na terceira noite do festival de Sines atuaram ainda o brasileiro Hermeto Pascoal e o coletivo luso-angolano Batida.

 

Retirado do Sapo Música

Boss AC, Pedro Abrunhosa e Marco Rodrigues atuam em Avis

Boss AC, Pedro Abrunhosa e o fadista Marco Rodrigues vão atuar na feira de Avis, no distrito de Portalegre, que decorre de 26 a 28 deste mês com um programa dominado pela música, divulgou hoje o município.


Os espetáculos decorrem nas três noites do evento, no parque de feiras e exposições da vila, com Boss AC a atuar no dia de abertura, Pedro Abrunhosa, dia 27, e o fadista Marco Rodrigues, no encerramento.

 

O presidente do município, Manuel Coelho, explicou hoje à agência Lusa que o certame constitui "o maior evento do concelho e um dos mais emblemáticos do norte alentejano", oferecendo aos visitantes três dias de uma oferta cultural variada dirigida a públicos de todas as idades.

 

Segundo o autarca, o certame representa "uma aposta na valorização das potencialidades naturais, culturais e económicas do concelho" e que oferece aos visitantes muita música, atividades desportivas, exposições, mostra de artesanato e tasquinhas.

 

Segundo o município, a Feira de Avis, apesar de o programa ser dominado pela música, é um certame apostado numa envolvente económica, "interagindo de forma dinâmica com a comunidade residente, com o turismo e com os agentes culturais".

 

O certame, promovido pelo município, conta com o apoio das juntas de freguesia, associações e coletividades daquele concelho do distrito de Portalegre.

 

Retirado do Sapo Música

 

Letra

 

Sete saias tem Mariana 
e um emprego em Miraflores 
viveu ontem de recados 
mas hoje vive de amores 

sete carros vão chegando 
pelas tardes de Belém 
com sete homens que a beijam 
entre Sintra e o Cacém 

não tenho amores 
nem tenho amantes pois 
quantos amados não sei 
tenho alguns amadores 
olha para mim 
lá na terra onde morei 
escutava 
pela rádio o folhetim 

sete saias tem Mariana 
à noite no Parque Mayer 
dança bolero em dó menor 
ali num cantinho qualquer 

«ai de mim» - diz Mariana 
se um dia amor me faltar 
ao almoço eu já não como 
e como menos ao jantar 

não tenho amores 
nem tenho amantes pois 
quantos amados não sei 
tenho alguns amadores 
e sustento dois 
lá na terra onde morei 
sem trabalho 
que é da vida p´ra depois 

sete saias tem Mariana 
nesta roda de contraste 
a tua vida serve bem 
aqueles que nunca amaste 

Mariana das sete saias 
se sopra o vento suão 
deixas de ser uma almofada 
entre o mandado e o mandão 

cai-te essa flor do cabelo 
e amores do coração


Portugueses Brass Wires Orchestra em destaque na revista New Musical Express


O grupo folk português Brass Wires Orchestra é um dos artistas em destaque na publicação inglesa New Musical Express, depois de ter atuado no domingo no festival Optimus Alive (Algés), onde esteve uma equipa de jornalistas do semanário britânico.


Na página da New Musical Express (NME) na Internet, surge um vídeo com uma entrevista a dois dos elementos do grupo, na qual explicam a participação no festival e como têm sido alguns dos concertos do curto percurso.

 

Os Brass Wires Orchestra vão editar em setembro o álbum de estreia, em edição própria, com canções folk que remetem para o universo, por exemplo, dos Mumford & Sons, uma das referêncas assumidas pelos músicos portugueses.

 

O grupo começou, por brincadeira, em setembro de 2011, com uns concertos de rua, com Miguel da Bernarda a convocar músicos amigos para tocar versões de artistas de que gostava. Só depois foram surgindo músicas de um "folk mais moderno" como "Wash my soul" e "Tears of liberty".

 

Os Brass Wires Orchestra já atuaram em Londres, por via do concurso de música "Hard Rock Calling Lisboa", e fizeram parte dos festivais Paredes de Coura, Mexefest e agora do Optimus Alive.

 

Em 2012, a NME também esteve presente no festival Optimus Alive, tendo entrevistado e dado destaque aos portugueses Paus.

 

Este ano, a revista inglesa entrevistou sobretudo artistas estrangeiros, como os Japandroids, Jamie Lidell, Phoenix, AlunaGeorge, Flume e Biffy Clyro, que falaram sobre Portugal, sobre o festival e sobre as digressões de verão pela Europa.

 

Os vídeos das entrevistas - assim como várias galerias de fotografias do festival - estão em destaque na página oficial da NME, assim como uma entrevista com o promotor do festival, Álvaro Covões, que manifestou o desejo de ter em 2014, em Portugal, o grupo Atoms for Peace, de Thom Yorke, vocalista dos Radiohead.

 

Retirado do Sapo Música

21 Jul, 2013

Os Azeitonas - Zão

 

Letra

 

Dir-me-ão se não é uma situação tão caricata
É o fim, e a mim, estar assim, mal do rim, enfim, quase mata
Meu amor é a dor deste choro de amor qual suor desidrata
É um jeito no peito desfeito que contrafeito aceito, gata
Aliás dir-me-ás se és capaz de ir atrás ver que estás sendo assaz insensata
Situação caricata como nó de gravata que não ata nem desata
Não me dão razão mas eles não saberão vê-lo
Criticam instigam e picam e ficam com dor de cotovelo

 

Zão zão zão quero ver-te
Zão zão zão quero ter-te
Zão zão zão quero dar-te
Zão zão zão obter-te, zão

 

é um mal tão fatal, de tal modo infernal, tal e qual o de Dantes
rocambolesco, dantesco, pior que ceausescu é a unesco que garante
berbicacho sem tacho nem pacho, golpe baixo, que eu acho irritante
o que sinto, não minto, só finto ao quinto absinto com espumante
perco a fé, marcha a ré, mas prá frente é que é já diz che, el comandante
dir-me-ão se não é uma situação desconcertante

Não me dão razão mas eles não saberão vê-lo
Criticam instigam e picam e ficam com dor de cotovelo

Zão zão zão quero ver-te
Zão zão zão quero ter-te
Zão zão zão quero dar-te
Zão zão zão obter-te, zão

Não vai servir resistir vais ouvir repetir um zunir incessante
Meu pedido sentido repetido ao ouvido como altifalante
Podes fugir ir e vir a Alcácer Quibir, nada que te adiante
Ter mais desdém que ninguém aquém e além ousou antes
Será dado este ousado recado em todo o lado que é mais forte e pesado que elefante
é assim que no fim voltarás para mim e não há querubim que não cante


Não me dão razão mas eles não saberão vê-lo
Criticam instigam e picam e ficam com dor de cotovelo

Zão zão zão quero ver-te
Zão zão zão quero ter-te
Zão zão zão quero dar-te
Zão zão zão obter-te

Clã com um laboratório de canções novas no SBSR

Os Clã estão a preparar um novo álbum, mas têm saído do estúdio para experimentar as canções ao vivo, como acontecerá na sexta-feira, no festival Super Bock Super Rock (SBSR), no Meco, Sesimbra.


"Queremos saber a reação das pessoas. É um exercício saudável que já tínhamos feito com o 'Rosa Carne' e que nos levou a perceber algumas coisas", disse a vocalista, Manuela Azevedo, à agência Lusa.

 

A banda atuará perto das 23:00, no palco onde mais tarde estará o cantor "new soul" norte-americano Miguel, e tem preparado um concerto "mais físico, mais rock n'roll", até porque já tem experiência do tipo de público que ruma a este festival de música.

 

Uma das músicas novas que os Clã vão interpretar será "Apolo em Ascensão", com a participação do músico Samuel Úria (que também subirá ao palco, horas antes, no festival).

 

Além do concerto no SBSR, os Clã têm mantido uma agenda discreta pelo país - o tal laboratório de experimentação ao vivo - para que possam finalizar o novo álbum, que sucederá a "Disco Voador", de 2011, com canções feitas a pensar nos mais novos. O anterior, "Rosa Carne", data de 2007.

 

De acordo com Manuela Azevedo, para o novo disco foram convidados os letristas com quem têm trabalhado ao longo dos últimos anos, como Regina Guimarães, Carlos Tê e o brasileiro Arnaldo Antunes.

 

Os Clã têm dez canções prontas e outras "20 a 30 canções em mãos", mas o grupo ainda está a descobrir a linha musical do disco, porque "as músicas são bastante diferentes umas das outras", disse a cantora.

 

Entre concertos, vão-se mantendo em estúdio, em Vila do Conde, que tem funcionado como um prolongamento da casa do grupo.

 

Os Clã surgiram em 1992 e integram Manuela Azevedo, Helder Gonçalves, Miguel Ferreira, Fernando Gonçalves, Pedro Biscaia e Pedro Rito.

 

A 19.ª edição do Festival Super Bock Super Rock começa hoje e termina no sábado.

 

Além dos Clã, há outros artistas portugueses que atuarão no festival, entre os quais Samuel Úria, Mazgani, Oscat Push, Miss Lava, Anarckicks, Tara Perdida e Manuel Fúria.

 

Retirado do Sapo Música

 

Letra

 

Canto enquanto só
Campari sem dó
É sem gelo e é sem jeito
Quando a eito é o que me ampara no peito nó

Danço e danço só
Tequila sem dó
Vai a eito e é sem gelo
Desenvencilha o novelo que há em nós

É nó cego no meu peito
Quando em oito fica feito
Digo bom dia à noite e canto
Em qualquer canto na praça
No largo ou no salão de desportos
Ou debaixo da ponte

Quem quer, quem quer? Pander se houver
Quem vem, quem vem? Pander, alguém?

Canto e canto só
Talvez se outra voz
Se juntasse ao coro o quanto
Do meu canto ia fazer eco entre vós

Danço e danço só
Mais um passo e passar bem
Esta vida é uma noite
Pé na tábua, pó na estrada e pouco mais

E o nó cego no meu peito
Num outro fica desfeito
Digo bom dia a qualquer canto
Onde me acoito, na estrada no carro
Ou no colchão ou no chão
Ou debaixo da ponte

Quem quer, quem quer? Pander se houver
Quem vem, quem vem? Pander, alguém?

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Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email