Terça-feira, 7 de Maio de 2013

Dear Telephone editam «Taxi Ballad», álbum de estreia influenciado pelo cinema

Os portugueses Dear Telephone editam esta segunda-feira o álbum de estreia, "Taxi Ballad", uma música "austera nos arranjos", interpretada por duas vozes em diálogo, e que é influenciada pelo cinema, disse à Lusa o músico André Simão.


A banda de Barcelos surgiu em 2010, com elementos dos La La Ressonance e Astonishing Urbana Fall, e lançou em 2011 o EP "Birth of a Robot", com uma "agenda precocemente definida, que procurava não redundar em estéticas musicais já existentes".

 

André Simão, guitarrista e vocalista dos Dear Telephone, recorda que o grupo queria uma sonoridade que espelhasse "o mínimo de recursos formais e técnicos", assente na bateria, baixo e guitarra elétricas, mas com uma carga dramática influenciada pelo cinema.

 

O nome da banda é inspirado num filme de Peter Greenaway - "Dear Phone", de 1977 -, e na ideia do vazio, da ausência de comunicação, da distância.

 

O guitarrista descreve uma imagem para explicar o título do álbum e como funciona o processo criativo da banda: "Imagina alguém a sair de um táxi (amarelo, do imaginário cinematográfico norte-americano) no meio de uma cidade; é como uma espécie de espaço de meditação no meio do caos".

 

O caminho para aquela identidade - marcada por imagens cinematográficas - foi dado agora com o álbum "Taxi Ballad", "mais expressionista e ruidoso", interpretado por André Simão e Graciela Coelho, duas vozes que encarnam personagens em cada música.

 

"As duas vozes estão agora sempre em diálogo, são personagens que vão interligando histórias, conversas mais complexas", em torno daqueles temas, referiu, explicando que as letras do álbum são assinadas por alguém chamado H. Gonelightly, um heterónimo em nome de toda a banda-

 

Os Dear Telephone são formados por André Simão, Pedro Oliveira, Ricardo Cibrão e Graciela Coelho, que tem aqui a primeira experiência profissional na música portuguesa.

 

"Taxi Ballad", que inclui temas como "That violin lesson sucks", "Everything we know" e "Sunset print on postcard", será apresentado hoje no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, no dia 11 no MusicBox, em Lisboa, e no dia 31, no festival Optimus Primavera Sound.

 

 

Videoclip de "That Violin Lesson Sucks":

Retirado do Sapo Música


publicado por olhar para o mundo às 12:59 | link do post | comentar

Moonspell e Ramp abrem Festival Rock no Rio Sado
As bandas Moonspell e Ramp abrem, dia 7 de Junho, a primeira edição do Festival Rock no Rio Sado, que decorre até dia 10 de Junho no Parque Santiago, em Setúbal.

"Na sexta-feira, dia 7 de Junho, temos Ramp e Moonspell, no sábado, dia 8, temos Kandia e Noidz e, no dia 9, a Quinta do Bill e UHF", disse à Lusa o produtor executivo do festival, Carlos Oliveira, salientando que se trata de uma iniciativa "exclusivamente com bandas nacionais".

 

"Passamos do rock mais pesado para o rock contemporâneo, acabando com o rock 'old fashion'", acrescentou Carlos Oliveira, adiantando que o encerramento do festival, em que participam 14 bandas nacionais, estará o cargo dos Alcoolémia.

 

De acordo com a organização, está igualmente confirmada a presença dos DJ António Freitas, Rui Santos e Joana, que também prometem muita animação neste primeiro Festival Rock no Rio Sado.

 

Segundo Carlos Oliveira, o objetivo dos promotores do evento, que terá exclusivamente bandas rock portuguesas, é "colocar a cidade de Setúbal e a região no mapa dos grandes festivais nacionais".

 

O local escolhido para o certame, Parque Santiago, onde também se realiza todos os anos a Feira de Santiago, dispõe de todas as infraestruturas necessárias para este tipo de eventos e tem capacidade para acolher cerca de 60 a 70 mil pessoas. 

 

Retirado do Sol



publicado por olhar para o mundo às 10:23 | link do post | comentar

 


Letra


A letra está incluída no vídeo


publicado por olhar para o mundo às 08:30 | link do post | comentar

Segunda-feira, 6 de Maio de 2013

Awolnation, Rui Veloso e Buraka Som Sistema nas Festas da Praia 2013, na Terceira

A banda norte-americana Awolnation é cabeça de cartaz das Festas da Praia 2013, que decorrem em agosto na ilha Terceira, nos Açores.


O cartaz musical, apresentado hoje, em conferência de imprensa, na Praia da Vitória, conta ainda com o músico portuense Rui Veloso e com as bandas nacionais Buraka Som Sistema, Kussondulola, Mundo Secreto, Ar de Rock e Tara Perdida.

 

O recinto principal das Festas da Praia abre com uma noite dedicada ao rap, com atuações de oito músicos regionais, marcando também presença a banda RAM, da ilha Terceira.

 

Segundo o presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Roberto Monteiro, a comparticipação da autarquia nas festas do concelho representa “o maior investimento público na dinamização económica local”. O autarca garantiu, ainda assim, que o orçamento é cumprido com “rigor”, porque “não há hipótese de haver derrapagens”.

 

Roberto Monteiro defendeu que as Festas da Praia são muito “atrativas” para os jovens do arquipélago, salientando, no entanto, que tem aumentado o número de famílias açorianas que optam por passar férias na Praia da Vitória nessa altura do ano, por falta de rendimentos para sair da região.

 

O autarca frisou que o número de famílias que viajou de barco com destino à Praia da Vitória nos dias das festas “duplicou” entre 2010 e 2012, citando números da transportadora marítima Atlânticoline.

 

As Festas da Praia são organizadas, este ano, pela primeira vez, pela Cooperativa Praia Cultural, liderada pela vereador da autarqia Paulo Codorniz, em colaboração com um grupo de voluntários.

 

O orçamento ronda os 650 mil euros, sem contar com a tauromaquia, sendo que a comparticipação da autarquia é de 250 mil euros.

 

O orçamento dos espetáculos pagos representa “a maior fatia” da despesa total, correspondendo a 335 mil euros. No entanto, é também a maior fonte de receita, estimando a organização angariar entre 220 e 230 mil euros.

 

O preço dos ingressos mantém-se igual ao do ano passado, com os passes semanais a 35 euros, os bilhetes diários a 15 e as entradas só a tempo da atuação dos DJ a 10.

 

Em 2012, foram vendidas cerca de 10 mil pulseiras semanais, duas mil diárias e entre duas a três mil para DJs.

 

A par dos espetáculos, as Festas da Praia contam ainda com touradas, cortejos e gastronomia, entre outras atividades.

 

Retirado do Sapo Música



publicado por olhar para o mundo às 23:57 | link do post | comentar

Coldfinger em estreia no Musicbox para a apresentação do seu novo CD “The seconds”


Coldfinger em estreia no Musicbox para a apresentação do seu novo CD “The seconds”

Casa cheia no Musicbox acolhe Coldfinger com uma melodia de aplausos. O show abriu com a primeira música do álbum “Playing the fire”. Este álbum conta com nove faixas musicais e com um estilo que varia entre pop e electrónica.

 

Ao longo do espetáculo fizeram-se soar todas as músicas que compõe este álbum com os pricncipais destaques para “Shades” e “You should fall”. Êxitos como “Supacial” e “Cove Sleeve” também não faltaram.

 

Quando todos pensavam que os Coldfinger já tinham cumprido a sua missão, os mesmos acharam que ainda nos podiam dar mais um pouco; assim, o final da noite foi marcado pela saída dos Coldfinger do palco após “Beatkick” e o seu regresso, quase exigido pelos aplausos, para terminar em grande com “Dragonfly”.

 

Retirado de HardMúsica



publicado por olhar para o mundo às 19:52 | link do post | comentar

 

Letra

 

Sell the kids for food
Weather changes moods
Spring is here again
Reproductive glands

He’s the one
Who likes all our pretty songs
And he likes to sing along
And he likes to shoot his gun
But he knows not what it means
Knows not what it means
when I say
He’s the one
Who likes all our pretty songs
And he likes to sing along
And he likes to shoot his gun
But he knows not what it means
Knows not what it means
when I say yeeeaaahhh



We can have some more
Nature is a whore
Bruises on the fruit
Tender age in bloom

He’s the one
Who likes all our pretty songs
And he likes to sing along
And he likes to shoot his gun
But he knows not what it means
Knows not what it means
when I say
He’s the one
Who likes all our pretty songs
And he likes to sing along
And he likes to shoot his gun
But he knows not what it means
Knows not what it means
when I say yeeeaaahhh

*Guitar solo*

He’s the one
Who likes all our pretty songs
And he likes to sing along
And he likes to shoot his gun
But he knows not what it means
Knows not what it means
when I say
He’s the one
Who likes all our pretty songs
And he likes to sing along
And he likes to shoot his gun
But he knows not what it means
Knows not what it means 
Knows not what it means
Knows not what it means and I say yeeeaaahhh
mmmmmmmm
mmmmmmmmm



publicado por olhar para o mundo às 18:54 | link do post | comentar

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música



publicado por olhar para o mundo às 17:28 | link do post | comentar

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música



publicado por olhar para o mundo às 08:47 | link do post | comentar

Domingo, 5 de Maio de 2013

Samuel Úria


O regresso desejado do reconhecido músico de Tondela num concerto de afectos e talento. Preparem-se os aplausos!

Nascido no decote da nação, entre o Caramulo e a Estrela (Tondela), Úria leva para os palcos o blues do Delta do Dão. De lenda rural para lenda urbana, tudo está certo: meio homem meio gospel, mãos de fado e pés de roque enrole.
Com uma proveniência marcada pelo punk, pelo rock’n’roll e pela estética low-fi, Samuel Úria tem ganho notoriedade desde 2008, altura em que, entre edições caseiras e concertos em que apenas se acompanhava pela guitarra acústica, se nos deu a conhecer. Singular na língua materna, singular nas melodias e singular na relação com o público, aos poucos se gerou o culto e assomou a expectativa, consagrando Samuel Úria como o mais interessante cantautor do século XXI português.
Sucedendo aos promissores “Em Bruto” (EP, 2008), “Nem Lhe Tocava” (2009) e “A Descondecoração de Samuel Úria” (2010), publicou recentemente “O Grande Medo do Pequeno Mundo”, uma verdadeira “jewel-case” (leia-se “caixa de jóias”) em que o talento do “trovador de patilhas”, como é frequentemente intitulado, convive com um conjunto de participações de nomes aparentemente tão distantes como Manel Cruz, Márcia, António Zambujo ou Miguel Araújo, entre outros, que a música e as palavras de Samuel Úria aproximam.
Para além dos registos discográficos, a identidade de Samuel Úria está ainda vincada nos concertos surpreendentes que dá. Desacompanhado e íntimo, com banda e explosivo, não há fórmula que desinteresse. Nesta passagem pelo Novo Ciclo Acert, agendada para o dia 8 de Junho, Samuel Úria apresentar-se-á com a sua banda, autênticos cúmplices de cada palavra ou acorde, para um concerto assente nas canções de “O Grande Medo do Pequeno Mundo” mas em que evocará ainda alguns dos temas incontornáveis dos seus anteriores discos - “Teimoso”, “Não Arrastes O Meu Caixão” ou “Barbarella e Barba Rala” conviverão com os mais recentes “Espalha Brasas”, “Em Caso de Fogo” ou “Lenço Enxuto”.
Preparem-se os aplausos.
Tondela
Acert Auditório 1
Data/Hora:  Sáb, 8 Jun’13, às 21:45
Preço: 5€/7,5€ €
Duração: 75 minutos
Classificação: M/3


publicado por olhar para o mundo às 21:49 | link do post | comentar

 

 

letra

 

Não encontrei a letra desta música



publicado por olhar para o mundo às 17:18 | link do post | comentar

 

Letra

 

She used to be my only enemy and never let me be free 
Catching me in places that I knew I shouldn't be 
Every other day I crossed the line 
I didn't mean to be so bad 
I never thought you would 
Become the friend I never had 

Back then I didn't know why 
Why you were misunderstood (Mama) 
So now I see through your eyes 
All that you did was love 

Mama I love you, Mama I care 
Mama I love you, Mama my friend 
You're my friend 

I didn't want to hear it then but 
I'm not ashamed to say it now 
Every little thing you said and did was right for me 
I had a lot of time to think about 
About the way I used to be [harmony] 
Never had a sense of my responsibility 

Back then I didn't know why 
Why you were misunderstood 
So now I see through your eyes 
All that you did was love 

Mama I love you, Mama I care 
Mama I love you, Mama my friend 
You're my friend, you're my friend 

But now I'm sure I know why (I know why) 
Why you were misunderstood 
So now I see through your eyes 
(See through your eyes) 
All I can give you is love 
(All I can give you is love) 

Mama I love you, Mama I care 
Mama I love you, Mama my friend 

Mama I love you, Mama I care 
Mama I love you, Mama my friend 
Oh (you're my friend) 
Ma Mama, oh (you're my friend) 
Oh Ma Mama, oh 
Oh Ma Mama, oh
Mama I love you, Mama I care 
Mama I love you, Mama my friend 
Mama I love you, Mama I care 
Mama I love you, Mama my friend
Me loving you, you loving me 
A love that's true and guaranteed 
Me loving you, me loving you 
You loving me, you loving me 
A love that's true, a love that's true 
And guaranteed, so true 
Me loving you, you loving me 
A love that's true and guaranteed 
Me loving you, me loving you 
You loving me, you loving me 
A love that's true, a love that's true 
And guaranteed, so true



publicado por olhar para o mundo às 14:30 | link do post | comentar

Helder Moutinho em fado maior no São Luiz

Sexta-feira, 3 de Maio às 21h, com a sala a três quartos, Helder Moutinho apresentou 1987, ao vivo, em Lisboa, no Teatro Municipal São Luiz. 4,5 estrelas

Helder Moutinho já está fadado para cantar em dias assim. Lembra-se que, noutra vez, estava ele a cantar no CCB e estava o primeiro-ministro a anunciar “coisas horríveis” ao país. Na noite de sexta-feira, 3 de Maio, sucedeu o mesmo. Cantava ele o segundo fado da História de um desencontro quando o país lá fora escutava os fados da austeridade.

 

Mas isso não perturbou, de modo algum, a estreia ao vivo de 1987. Dias depois da confirmação na excelência de Camané (o seu irmão mais velho) num CCB superlotado e na mesma sala do São Luiz onde, na véspera, Anamar assinalara com um concerto enérgico e muito aplaudido o seu regresso aos palcos e aos discos, Helder Moutinho apresentou com sobriedade, elegância e sobretudo um grande espírito fadista, 1987, disco arrojado onde se alinham quatro histórias cada qual composta por quatro fados, todos eles escritos com um empenho e uma emoção que transparecem na música e no canto.

 

O roteiro, distribuído à entrada da sala, com a ficha do espectáculo e a sequência dos fados, foi cumprido à risca. O que quer dizer que os fados foram “baralhados” na sua sequência original, acabando as histórias por darem origem a uma história nova. E essa história é a do canto de Helder, cada vez mais depurado e perto da perfeição. Do início, com Pequeno amor, ao final, com Escrito no destino, temas de João Monge com música de Helder (o primeiro) e do Fado menor (o segundo), ouviu-se a quase totalidade dos temas do disco (só ficou de fora Maria da Mouraria, primeiro tema da história homónima, escrita por Pedro Campos) tendo, pelo meio, A saudade, de Linhares Barbosa e Fontes Rocha, que Helder foi buscar ao seu terceiro disco,Que fado é este que trago? (2008). Foi buscar e bem, porque entre a Noite em claro (da História de um desencontro) e o Luto inteiro (do Luto de uma relação), a saudade foi o sentimento exacto. E ele deu a este fado a alma e a garra que o fado pedia.


De resto, Helder começou a ser aplaudido efusivamente logo ao segundo fado,Vida, ouvindo vários “bravo!” inteiramente merecidos, como em Volta a darou em Já não te espero. Num cenário sóbrio mas engenhoso, com vários patamares (palcos dentro do palco) a sugerirem as “casas” das diferentes histórias, Helder teve o suporte condigno no trabalho dos músicos que o acompanharam, também eles já com trabalhos a solo ou projectos próprios: Ricardo Parreira, na guitarra portuguesa; Marco Oliveira, na viola de fado; e Ciro Bertini, na viola baixo. E que brilharam quando a voz lhes cedeu o lugar.

 

Dificilmente se arranjariam melhores palavras do que aquelas com que Helder fechou o espectáculo, antes de voltar para o encore. Foi João Monge que as escreveu para aquele que para muitos é o fado dos fados, o Menor: “Pus um escrito no destino/ Ninguém o quer habitar/ Só o fado é inquilino/ E paga a renda a chorar”. Que dizer, depois disto?

 

Talvez esperança, ou festa. Porque o fado, do outro lado da tristeza é também vida. E Helder Moutinho, que já recordara o seu pai, Manuel Paiva (que morreu em Agosto de 2012, precisamente quando ele se encontrava a masterizar este disco), homenageou ainda no encore Alfredo Marceneiro, cantando o Fado bailado (que gravara em Luz de Lisboa, de 2004), e Beatriz da Conceição, no Fado da Bia, escrito por Fernando Tordo e que surge no disco como tema extra-histórias, a título de post-scriptum.

 

Se para Helder este 1987 ao vivo foi uma noite de fados com F grande (a austeridade, do lado de fora, escreve-se com outras letras), para o público foi também o memorável momento em que o “irmão do meio” do clã Moutinho se fez maior no palco do fado.

 

Retirado do Público



publicado por olhar para o mundo às 12:56 | link do post | comentar

 

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música



publicado por olhar para o mundo às 08:12 | link do post | comentar

Sábado, 4 de Maio de 2013

Cuca Roseta canta novo álbum no Mosteiro dos Jerónimos


A fadista Cuca Roseta apresenta o seu novo álbum, “Raiz”, na segunda-feira e afirmou à Lusa que “o fado é a procura da verdade” - refletindo, este disco, essa busca.


“Raiz”, constituído por 14 temas, maioritariamente de autoria - letra e música - de Cuca Roseta, é apresentado segunda-feira, às 18:30, nos claustros do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, “um local simbólico da coragem e força dos portugueses, que faz sentido evocar, numa altura de baixa autoestima e autoconfiança nacionais”, justificou a intérprete.

 

A fadista afirmou à Lusa que o fado é a sua “paixão”, um género que “não é superficial, é muito profundo, não é para mostrar voz”. “O fado – afirmou – é a voz da alma, exige silêncio para se ouvir porque é reflexivo”. “Estudo muito o fado, vou muito aos antigos, aprofundo o que faço”, disse.

 

Referindo-se ao facto de assinar a letra e música de dez temas e ainda a música para um poema de Florbela Espanca e duas letras, para quais compuseram André Sardet e Pedro Lima, Cuca Roseta afirmou que o processo “surgiu de forma natural". “As músicas que compus para o primeiro disco tiveram boa aceitação e muitas pessoas pediam-me para compor mais, e comecei por tentar fazer um fado menor, e um a um foram surgindo naturalmente”, disse a intérprete. “Tentei fazer uma marcha, depois escrever uma letra sobre a Amália [Rodrigues], em seguida compor um fado menor, que é o meu preferido, e depois um mais alegre, e foi uma surpresa pois fui criando e foi surgindo”, contou.

 

No álbum, “queria falar do fado, do que sinto e como me expresso no fado, o que ele representa para mim, que é tudo; queria falar de Lisboa e de Amália, é claro”, disse a fadista.

 

“Fado do Cansaço” abre o CD, que inclui ainda o “Fado da Essência”, o “Fado do Contra”, “Fado do Abraço”, “Fado Proibido” e o “Fado do Perdão”, entre outros, como a “Marcha da Esperança”, uma homenagem à fadista Amália Rodrigues, falecida em outubro de 1999.

 

Além de Cuca Roseta, os dois autores escolhidos são o “chef” José Avillez, que Tozé Brito musicou, e Florbela Espanca, poetisa que a fadista considera “imprescindível” nos seus discos e da quem escolheu o “Fado da Vaidade”, que musicou.

 

“O tema da Florbela é como olhar-me ao espelho, pois é um atrevimento escrever, compor e lançar um álbum, e no poema ela afirma que é a poetisa eleita, aquela que diz tudo e tudo sabe, até que acorda do sonho e nas suas palavras afirma: ‘não sou nada’”, disse a intérprete. “Quanto ao ‘chef’ Avillez, ele escreveu um poema de índole católica, o que me levou a escolhê-lo, e também porque no anterior álbum também encerrei com o fado ‘Avé Maria’, e é algo que faz parte da minha vida”, disse. “Cada um destes temas conta uma história de vida que se passou comigo, e as outras pessoas acabam por se encontrarem também nelas e partilhá-las”, sustentou.

 

A fadista é acompanhada, no álbum, por cinco guitarristas - Bernardo Couto, Luís Guerreiro, Eurico Machado, José Manuel Neto e Bruno Costa -, por Pedro Pinhal, em viola, e pelo contrabaixista Rodrigo Serrão.

 

Segunda-feira, nos claustros dos Jerónimos, Cuca Roseta será acompanhada por Bernardo Couto e Luís Guerreiro, na guitarra portuguesa, Bruno Costa, na guitarra de Coimbra, Pedro Pinhal, na viola de fado, e Frederico Gato, no baixo acústico.

 

Retirado do Sapo Música



publicado por olhar para o mundo às 21:25 | link do post | comentar

 

 

Letra

 

There's no need to pretend
Finally those days have come to an end.
It's been a difficult road,
Waiting makes it better, that's what I've been told.

The sun is fading away,
But the moon has come to brighten my day.
I am up for a beer,
Feeling good inside, I've nothing to fear.

Now I'm going.
The joy of knowing.
At last I'm growing.
That's why I have a smile on my face.

Mates,
Mates



publicado por olhar para o mundo às 17:56 | link do post | comentar

Quarteto Vintage apresenta novo CD

Um CD dedicado à música francesa não podia ser apresentado num lugar melhor do que o bar “Era uma vez em Paris”, no centro da cultura do Porto, nas Galerias de Paris. Foi num ambiente informal e descontraído, em véspera de Páscoa, que o Quarteto Vintage apresentou o seu segundo disco - Clair de Lune.

 

“Temos consciência de que isto é um repertório erudito mas o facto de ser um CD muito ecléctico, com a colaboração de um actor, com textos, foi pensado para chegarmos a um público mais abrangente”, explica Iva Barbosa do Quarteto Vintage.

 

Clair de Lune é uma homenagem aos compositores franceses que se interessaram particularmente pelo clarinete, como Roger Boutry e Jean Françaix. “A formação de quarteto de clarinetes tem muita literatura de compositores franceses. Quanto mais os compositores escrevem mas o instrumento se desenvolve e fica conhecido”, sublinha.

 

E a realização desta ideia foi ainda reforçada aquando a época da gravação, em 2012, ano em que se comemorou os 150 anos do nascimento de Debussy e 75 anos da morte de Ravel, dois compositores em destaque no CD, que conta também com obras de Pierre Passereau, Jacques Bondon, Thoinot Arbeau e Eric Satie.

 

Este disco é também uma aposta na internacionalização do Vintage: “achamos também que este projecto, por ser de música francesa, pudesse ser mais internacional do que o nosso primeiro álbum, que tinha música portuguesa, mais conhecida do público em geral”

 

“O quarteto quer, a caneta sonha, o texto nasce”


De Ravel apresentam um arranjo da “Suite ma mère l’óye”, com textos de Mário João Alves e narração do actor António Durães. O original foi escrito por Ravel para piano a quatro mãos, mais tarde com versão para orquestra, e foi dedicado a duas crianças amigas da família.

 

“O quarteto quer, a caneta sonha, o texto nasce. O Ravel é sublime e o quarteto também. As palavras que a voz grave do Durães gravou neste disco encontrei-as na música, nas entrelinhas, já lá estavam, não tive que inventar muito”, garante Mário João Alves a propósito dos contos que escreveu para a “Suite ma mère l’óye”.

 

“Um projecto arrojado, um acto de coragem”


Não obstante ser dedicado à música francesa, este trabalho é 100 por cento português, além dos intérpretes Iva Barbosa, José Eduardo Gomes, João Moreira e Ricardo Alves, todos os colaboradores são portugueses.

 

“Nesta altura em que quase desconfiamos do nosso país, que estamos numa fase menos boa, também tentamos contribuir para valorizar a nossa arte. O facto de concretizarmos este sonho mostra que ainda há gente que tem vontade e força para continuar porque é difícil, a dinamização é pouca. É um projecto arrojado, um acto de coragem, que fica caro”, afirmam.

 

Apesar dos apoios, o Quarteto Vintage não conseguiu a totalidade do financiamento. A quantia em falta foi investida pelos próprios membros do grupo, tal como muitos outros projectos semelhantes de música erudita. Iva Barbosa diz que é mais um motivo para as pessoas comprarem: “Eu compro os CD’s dos meus colegas portugueses, sobretudo quando sei que é assinatura de autor”.

 

Concertos no Porto e em Itália


Outro dos investimentos do grupo passa pelo agenciamento, que praticamente não existe em Portugal, na área da música erudita. A agência que os representa (Artway) tem agora o papel de divulgar e promover o disco: “Temos esperança que este ar fresco que a Artway está a tentar criar dê frutos”.

 

Assim, é já em Junho, no dia 22, que o Quarteto Vintage fará um concerto de apresentação do Clair de Lune, no auditório da FEUP, no Porto. Um mês mais tarde, no dia 28 de Julho, repetem o programa em Assis, Itália.

 

Quarteto Vintage


O Quarteto Vintage foi fundado há 12 anos e integra alguns dos mais representativos músicos de uma magnífica geração de clarinetistas portugueses. Os seus elementos possuem uma sólida carreira profissional e foram premiados em numerosos concursos em Portugal, Espanha, República Checa, Roménia, EUA e Japão.

 

Aborda já um repertório muito alargado, desde a Música Antiga, passando pela Música Barroca, Clássica, até à Música Contemporânea e Popular. Explorando sempre as várias possibilidades idiomáticas do instrumento, o Quarteto Vintage utiliza os vários instrumentos da família do clarinete (clarinete em sib, requinta, Cor de Basset, clarinete alto e clarinete Baixo). A interpretação de obras acompanhadas por instrumentos de percussão surge na constante procura de novos ambientes e coloridos tímbricos – os percussionistas Luís Oliveira e Luís Neiva colaboram regularmente com o Quarteto.

 

Com inúmeros concertos realizados, destacam-se as participações nos eventos: "Noites de Massarelos", "Festival Internacional de Música para Jovens de Gaia", "Festival Foz do Cávado" (Esposende), "Clarinetfest 2005" (Tama-Tokyo), "Festival do Palácio da Bolsa 2006", "Encontros Internacionais de Música da Guimarães", "Clarinetfest 2007" (Vancouver), EURORADIO 2008", "European Festival for Clarinet Ensembles 2008" (Gent-Bélgica), Festival de música de Grosseto (Itália) e “ClarinetFest 2009” (Porto).

 

O Quarteto dedica particular importância à experimentação sonora, à criação de novas obras e ao diálogo com os compositores. Foram-lhe dedicadas as peças "Ostinando" de Bruno Ribeiro, "Fado a Quatro" e "Tributo a Zeca" de Vítor de Faria, e a adaptação para quarteto de clarinetes, marimba e vibrafone da peça de Luís Tinoco "Short Cuts", estreada no primerio CD com o percussionista Pedro Carneiro. 

 

Retirado de Dacapo



publicado por olhar para o mundo às 12:22 | link do post | comentar

Terras sem Sombra: Marc Mauillon na Igreja Matriz de Grândola


Terras sem Sombra: Marc Mauillon na Igreja Matriz de Grândola

A vila de Grândola recebe na sua Igreja Matriz a nona edição do Festival Terras sem Sombra, no próximo dia 04 de maio pelas 21:30.

 

A obra deste notável compositor e poeta constitui o fio condutor para uma estreia prometedora, com Marc Mauillon, um dos mais famosos barítonos da actualidade, acompanhado por músicos de excepção, como a violetista Vivabiancaluna Biffi, o alaudista Michaël Grébil e o flautista Pierre Hamon.

 

Ouvir-se-á, pela primeira vez em Portugal, um repertório de incomparável beleza.

 

Em “Mon chant vous envoy” (Envio-vos o meu canto), numa vertente poética, está o Amor como sentimento causador de sofrimentos e de queixas que domina o protagonista, por não ser correspondido pela sua amada.

 

Esta obra revela uma inclinação, ainda desconhecida, da obra de Machaut, que os músicos frequentemente consideravam como intelectual e de difícil acesso. Foi, muito certamente, o primeiro compositor a redigir peças com um virtuosismo e uma ambição intelectual comparáveis apenas à Arte da Fuga de J. S. Bach.

 

Guillaume de Machaut, que viveu entre 1300 e 1377, foi o grande responsável pela definição das bases rítmicas da composição polifónica e o primeiro compositor a adquirir verdadeira consciência da importância do livro para a transmissão e a difusão do seu trabalho.

 

Em Grândola, o Festival apresenta, com membros de Le Poème Harmonique, um concerto dedicado às suas canções trovadorescas, que misturam o Sagrado e o Profano, um fenómeno característico da Ars Nova, tirando partido da poesia musicada.

 

Regressa-se, assim, entre cavaleiros e damas, ao ambiente das cortes dos finais da Idade Média, um tema muito adequado a Grândola.

 

Esta localidade, famosa pelos recursos cinegéticos, foi escolhida por D. Jorge, duque de Coimbra e mestre das Ordens de Santiago e Avis, para instalar, ao redor de 1500, um dos seus paços, ponto de apoio para a caça grossa, actividade tradicional no quotidiano da nobreza.

 

Essa mansão senhorial tornar-se-ia, aliás, um foco fundamental para o desenvolvimento de Grândola, que veio a ser elevada a vila e sede de concelho, em 1544, por iniciativa de D. Jorge. 

 

Desaparecido o palácio do mestre de Santiago, permanece outro monumento por ele mandado reconstruir, a igreja matriz, uma referência do património local, que tem vindo a ser alvo de recuperação por parte da paróquia.

 

À semelhança dos outros espaços visitados pelo Terras sem Sombra, possui brilhantes condições acústicas para a interacção dos instrumentos medievais com a voz humana. 


Isto faz dela uma atmosfera ideal quando se trata da execução de peças da tradição trovadoresca, realçando a aura da luzida corte que acompanhava o duque-mestre.

 

Compositor, multi-instrumentista e cantor, Michaël Grébil dança sobre um estreito fio entre diferentes universos sonoros e poéticos. Há longos anos que colabora com agrupamentos de renome internacional, mormente Hesperion XXI.

 

Tem igualmente realizado recitais a solo em que dá a conhecer as suas pesquisas sobre a prática instrumental medieval e como ela pode ser entendida, hoje em dia, com grande modernidade. 


Foi esta modernidade, aliás, que o conduziu a terrenos ainda mais escarpados, explorando timbres estratos e dinâmicas através da música electroacústica.

 

Após ter participado com Les Arts Florissants e o ensemble Gilles Binchois no renascimento na música antiga, tornou-se um colaborador privilegiado e fiel de Jordi Savall, tocando e gravando ao seu lado em diferentes partes do mundo.

 

Co-dirigiu, com Brigitte Lesne, o ensemble Alla Franscesca. A partir de 2007, consagrou-se, com Marc Mauillon e Vivabiancaluna Biffi, a projectos em torno do músico-poeta Machaut, alvo de concertos e gravações que mereceram o aplauso da crítica internacional.

 

Retirado do HardMúsica



publicado por olhar para o mundo às 10:18 | link do post | comentar

 

Letra

 

We ran ageless by the shore
Life was then a metaphor
Now we bend our own rules, and pay the price
Now we cut the cake and starve ourselves for a slice

Lets lose ourselves again. Lets be ourselves again
Somehow I find
I'm done falling to pieces it's a waste of my time
Lets lose ourselves again. Lets be ourselves again
Somehow I find
I'm done falling to pieces I'll just leave it behind

Everything was but a game
Sleeping in the bed our parents made
I could pretend time plays no part in this, and pay the price
I could cry over all the souls I miss

Lets lose ourselves again. Lets be ourselves again
Somehow I find
I'm done falling to pieces it's a waste of my time
Lets lose ourselves again. Lets be ourselves again
Somehow I find
I'm done falling to pieces I'll just leave it behind
I'm done falling to pieces, it's a waste of my time

Woooooo
Somehow I find
I'm done falling to pieces it's a waste of my time
Lets lose ourselves again. Lets be ourselves again
Somehow I find
I'm done falling to pieces I'll just leave it behind
I'm done falling to pieces, it's a waste of my time



publicado por olhar para o mundo às 08:54 | link do post | comentar

Sexta-feira, 3 de Maio de 2013

Marcia


Terá sido em 2007. Mas também pode ter acontecido em 2006. Ou até 2005. O ano é impreciso porque não importa assim tanto. O que interessa é que, por essa altura, Márcia Santos fizera um documentário sobre a irmã e estava ainda convencida de que o seu futuro seria gasto a desenterrar histórias como documentarista e a tentar pôr o mundo em confronto com as zonas gangrenadas de que habitualmente desvia o olhar. Foi para França, integrada no Programa Erasmus, e dedicou-se a planear e concretizar um outro filme sobre a vida severa da emigração portuguesa naquele país, sentindo-se investida de “uma missão social”. Terminou o vídeo, entregou-o na Faculdade de Belas Artes e deixou a poeira assentar. Com a passagem dos meses, começou a sentir que a sua “voz” estava mais nessoutro filme sobre a irmã, anterior, que à primeira lhe parecera “demasiado íntimo” mas que, no fim de contas, se revelava mais universal. “Percebi que o primeiro dizia mais de mim aos outros e que acabei por ser mais generosa ao revelar a minha família e a minha intimidade de uma forma tão despida”, conclui hoje.

Pode não ser óbvio, mas Casulo, o seu segundo álbum, tem tudo a ver com isto. É um disco sem a preocupação de passar uma mensagem, permanentemente atravessado pela maternidade que entretanto invadiu a vida da cantora, mas também cheio de frases soltas que se engancham numa vontade política de “dar ânimo e vontade às pessoas, fazê-las descansar, sossegar ou trazer mais luz”. Mas nada aqui é de interpretação inequívoca, nenhuma canção oferece a mira e o alvo, delegando no ouvinte apenas o disparo. Nada disso. “Eu não consigo falar de fora para dentro”, defende Márcia. “Tenho de falar de dentro para fora, já depois de mastigar as coisas”. E voltamos à ideia do início: Casulo alude directamente à sua recente condição de mãe, escreve-se na primeira pessoa, parte do íntimo e só depois se desprende rumo a terceiros.

E funciona. Peguemos no single Deixa-me Ir. Aquilo que na origem é uma canção de desesperança amorosa, de querer partir da influência de alguém, de cortar tristemente com uma relação, foi interpretado pelo realizador Miguel Gonçalves Mendes e passado a videoclip como “retrato de um dos momentos mais confrangedores e lamentáveis que se vive actualmente em toda a Europa, e sobretudo em Portugal”. A desistência vencida do outro pode, afinal, ler-se como a desistência de um lugar, de uma relação quebrada entre indivíduo e colectivo. Nos pontos de vista políticos, de resto, as visões dos dois coincidem. Márcia, simplesmente, não quer acrescentar ruído. “O problema hoje é que há palavras a mais, toda a gente acha que a liberdade de expressão é suficiente. Ajuda muito, mas a verdade é que toda a gente fala demais. Há muito comentário político e não serve de nada. As pessoas vão para a rua, como na manifestação de 2 de Março, e não houve reacção do governo, foi uma coisa praticamente ignorada”.

Atenção: ler apenas o que acima se diz. Márcia não critica manifestações que não geram reacção, mas sim a ausência de consequências. Ou seja: não tem paciência para o queixume, mas junta a sua voz quando as queixas se fazem com um propósito. Algures no meio, no entanto, encontrou uma forma de resistência que estende a cada canção de Casulo. Por isso, enquanto cidadã defende o protesto e recusa um “silêncio que permita um avanço ainda maior para um terreno invasivo”. Mas, ao mesmo tempo, recusa permitir a essa invasão um ascendente que comprometa a sua felicidade: “Esta governação não pode também poluir todos os meus momentos de qualidade. Há esta pressão da palavra horrorosa – crise – que nos está constantemente a empurrar para baixo. Acha-se que tem de se pactuar com essa palavra e já não se pode ser feliz porque pode estar alguém a ver. Esse é o mais atroz dos crimes que este governo está a fazer, a injectar-nos essa palavra como se cada português tivesse essa missão de ser miserável”. É nesse sentido que assume Casulo como um disco de resistência, reflexo de uma procura por paz que lhe permitisse viver com felicidade, sem recear hostilizar alguém sempre que não esconda as suas pequenas ou grandes alegrias. É isso, diz, que se ouve no final do tema de abertura, Decanto: “uma bateria toda torta”, sugerida na sua cabeça pelo som de livros a cair, tudo a desmoronar sem que, na verdade, os outros instrumentos pareçam dar-se conta disso. Nem tudo desmorona, afinal.

A dança liberta

Ao regressar de França, em 2009, Márcia começou a investir nas canções, acumulando-as em número suficiente para marcar um primeiro concerto no Maxime, em Lisboa. Nessa ocasião, quis tentar dividir os nervos com Samuel Úria, já figura de referência da constelação FlorCaveira. Ela, a sofrer com a ansiedade, “aos saltinhos atrás do pano”, e ele a oferecer-lhe palavras de incentivo e de confiança, a empurrá-la para o palco com as liberdades que se permitem a um quase desconhecido. A partir dessa noite, Úria passou a figurar na galeria de “pessoas favoritas” de Márcia, como ela lhes chama, com uma aura de personagem que aparece nos momentos certos para ajudar a assumir novos passos. Foi a esse momento do Maxime que a cantora quis que o seu convidado recuasse, ao juntar a sua voz no final de Menina, dizendo à menina que se faça mulher, que vá dançar, rasgar marasmos, virar do avesso enguiços, matar indecisões. “Essa dança há-de encontrar-se nas letras todas”, confessa. “Acho que a dança é mesmo a libertação quando há muitas coisas a prender-nos os movimentos”.

Uma dessas coisas capazes de prender movimentos foi o medo de que Casulo pudesse ser lançado como disco sem o ser verdadeiramente. Partido ao meio pelo nascimento da sua filha, o período de composição poderia resultar em duas metades não comunicantes, em canções que não se quisessem ouvir umas às outras, duas faces para outras tantas moedas que perderiam um centro gravitacional comum. A consequência poderia ser algum caos largado em cima de um álbum que não acabara de desenhar-se, um borrão sem nexo. “Senti imenso medo” – não lhe custa a admissão. “Mas também não queria ficar fechada no meu casulo, não queria guardá-lo só para mim, ficar o Verão todo recolhida”.

O perigo era ficar com mais um disco à espera de espaço e momento adequados. Como acontece com dois álbuns outros que tem parados. Um primeiro, a chamar-se Marítimo, mais próximo de uma expressão musical de raízes portuguesas (onde poderá entrar a sua interpretação de Até ao Verão, tema composto para o Desfado de Ana Moura); um outro, em sentido inverso, integralmente cantado em inglês. Este último, quando vier à tona, não deixará de carregar consigo uma certa provocação ao rótulo “menina que faz canções em português e com abordagem indie” que Márcia diz ter passado a ser a descrição oficial da sua música pela boca de terceiros. Ela não foge à questão principal: “É óbvio que corro o risco de vulgarizar as minhas canções. Mas, desde que me faça sentido, não vou deixar-me aprisionar. Não gosto de estar fechada em lado nenhum e gosto de me libertar de algumas amarras. E algumas estão na nossa cabeça e somos nós as que as fazemos porque achamos que temos de cumprir a imagem que nos vestiram. Por isso, tento fugir a algumas coisas de que estou farta e tento encontrar coisas que me surpreenderam noutros discos”.

Nos discos de Jim O’Rourke, por exemplo, descobriu há anos o som da pedal steel e desde então que procura forma de o trazer para as suas canções. Em Casulo, está por todo o lado, atravessa o disco de uma ponta à outra sem eclipsar tudo à volta, graças ao seu marido, Filipe Cunha Monteiro, e ajuda-a a procurar pausas para a voz, para também ela fugir à tentação de dizer demais. No disco anterior, a estrutura de canção exigia fazer-se notar e Márcia queria sobretudo cumprir a vontade de ter em cada tema um universo individual, distinto. Agora não, interessou-lhe mais a contemplação, conquistar espaço para os instrumentos, deixar que a voz se faça esperar e desejar, mais do que estar sempre em cena. Como acto artístico mas também de liberdade. Casulo – já o dissemos, não foi? – é um disco de resistência. Um disco em que, com alguma boa vontade, se ouve Márcia a sussurrar em fundo: aqui ninguém mexe.


Retirado do Público



publicado por olhar para o mundo às 20:20 | link do post | comentar

Letra
Like a fool I went and stayed too long
Now I'm wondering if your love's still strong
Oo, baby, here I am, signed, sealed, delivered, I'm yours!

Then that time I went and said goodbye
Now I'm back and not ashamed to cry
Oo, baby, here I am, signed, sealed, delivered, I'm yours!

Here I am baby
Signed, Sealed, Delivered, I'm yours
(You got my future in your hands)
Here I am baby
Signed, Sealed, Delivered, I'm yours
(You got my future in your hands)

I've done a lot of foolish things
That I really didn't mean, didn't I?

Seen a lot of things in this old world
When I touch them, they mean nothing, girl
Oo, baby, here I am, signed, sealed, delivered, I'm yours!

Oowee baby, you set my soul on fire
That's why I know you're my heart's only desire

Here I am baby
Signed, Sealed, Delivered, I'm yours
(You got my future in your hands)
Here I am baby
Signed, Sealed, Delivered, I'm yours
(You got my future in your hands)


publicado por olhar para o mundo às 17:50 | link do post | comentar

Pedro Abrunhosa & Comité Caviar dão espetáculo contra consumo abusivo de álcool

Pedro Abrunhosa & Comité Caviar fecham, no próximo sábado, 4 de maio, a 5ª edição dos Mocktails, iniciativa de educação e promoção de saúde de Torres Vedras.

Os Mocktais, promovidos pela Dianova em colaboração com cerca de 34 parceiros públicos e privados, têm por objetivo consciencializar os jovens e jovens-adultos para os efeitos e consequências do consumo abusivo de álcool e sinistralidade rodoviária.
 
Este ano, a iniciativa arrancou na última semana de abril com diversas ações de sensibilização junto dos alunos em meio escolar (nas sete escolas aderentes) realizadas pela Equipa de Profissionais na área da Prevenção da Dianova. 

Já no dia 3 de maio, e após um jantar com os voluntários embaixadores de Saúde na Quinta das Lapas, decorre, a partir das 22h00, a ação de promoção de saúde em meio comunitário, envolvendo dezenas de embaixadores de saúde e parceiros  através de uma abordagem de proximidade cara-a-cara sobre os efeitos e consequências do consumo abusivo de álcool e sinistralidade rodoviária junto dos clientes jovens e jovens-adultos dos espaços de lazer noturnos (bares e discotecas) de Torres Vedras.

No sábado, 4 de maio, pelas 21h30, realiza-se no Pavilhão Multiusos o concerto solidário pela prevenção com Pedro Abrunhosa & Comité Caviar, que regressa a Torres Vedras para interpretar os maiores sucessos da sua carreira, desde o seu primeiro trabalho, “Viagens" (1994), até "Longe" (2010). 

O preço dos bilhetes é de 10 euros e as receitas angariadas serão investidas na continuidade das iniciativas comunitárias e escolares de Educação e Promoção de Saúde Dianova.

 

Retirado do Sapo Música



publicado por olhar para o mundo às 12:13 | link do post | comentar

Casual attraction

 

Durante o mês de Maio os Casual attraction irão ter os seguintes concertos:

 

dia 04 - Fnac Vasco da Gama

dia 11 - Fnac Leiria
dia 25 - República da Musica



publicado por olhar para o mundo às 10:08 | link do post | comentar

 


Letra


A letra está incluída no vídeo


publicado por olhar para o mundo às 08:26 | link do post | comentar

Quinta-feira, 2 de Maio de 2013

Adufe Bar


Concertos


4 de Maio –  Sábado - 22:30 - Rat Swinger  (Swing Manouche)

11 de Maio – Sábado - 22:30 - Senhor Castanho & Senhor Preto (Spoken Word)

18 de Maio– Sábado - 22:30 -  Mário Trovador  (Cantautor)

25 de Maio – Sábado - 22:30 - Urbano Cabrera  (Galiza – Cantautor)

31 de Maio – Sexta - 22:30 - Monsieur Pierre  (França, Jazz, Bossanova, Canção Francesa) 


-Dj Set's


3 de Maio – Sexta - 22:00 - Festa da Sheika valer – Selecta Dores (World Music)

10 de Maio – Sexta - 22:00 - R3 soldiers (Reggae)

17 de Maio – Sexta - 22:00 - The Lisbonians (Ska, Early Reaggeae, Rocksteady)

24 de Maio – Sexta - 22:00 - Batida Balkânica (Festa Balcânica)

 

Exposições


8 de Maio - Quarta - 21:30 - Inauguração da Exposição  "Uma Mesa e Três Copos" de Patricia Guimarães, Rita Nobre e Joana Simões.


Adufe Bar - Sons do Mundo
Beco do Arco Escuro,1 - Lisboa
Aberto de 4ª a Sábado, das 21:00 às 02:00


publicado por olhar para o mundo às 22:01 | link do post | comentar

Sabão Macao

Sexta 3 Maio, 23h00
SABÃO MACACO ao vivo!
Espaço d’Orfeu | entrada livre
http://www.inca-agueda.com/

O pátio do Espaço d'Orfeu, em Águeda, vai ser palco do concerto do grupo “Sabão Macaco”, esta sexta-feira 3 Maio pelas 23 horas. Os Sabão Macaco criam a partir da tradição oral portuguesa, com um som entre o tradicional e o eléctrico, cruzando samplers com o rabel, as flautas pastoris e a gaita-de-foles. Um grupo da nova safra para uma bela noite de música ao vivo no pátio, numa iniciativa do projecto “[re]Habitar o Parque” (parceria Incubadora Cultural / CM Águeda), com entrada livre!
 

Mais sobre os Sabão Macaco:
https://www.facebook.com/sabaomacaco
http://www.youtube.com/watch?v=DxjePcjVZRk


http://www.dorfeu.pt/
http://dorfeu.blogspot.com/
http://www.facebook.com/dOrfeuAC


publicado por olhar para o mundo às 19:21 | link do post | comentar

 

 

Letra

 

Tens olhos felinos,
Transpiras prazer...

O que ambicionas
Acabas por ter...

Não tens inimigos,
Nem tempo p'ra amar...

Sorris como um anjo / na rua
És Diabo a andar!

Será que não vês
Que estás a perder?
É medo o que sentes?
Ou não queres saber?
Do que é que precisas?
Porque é que não dás
Um momento, um segundo...
Abre a porta e verás
Um mundo a teus pés!
Estão a chamar por ti,
Não vale a pena lutar,
Para quê fugir?
É mais forte que a razão...
E tu não vais resistir...

Independente,
Não queres ninguém.

Controlas o tempo
De quem te detém!

Em tudo o que fazes
Não há emoção...

Nada te assusta, não tremes,
Pedra no coração!

Será que não vês
Que estás a perder?
É medo o que sentes?
Ou não queres saber?
Do que é que precisas?
Porque é que não dás
Um momento, um segundo...
Abre a porta e verás
Um mundo a teus pés!
Estão a chamar por ti,
Não vale a pena lutar,
Para quê fugir?
É mais forte que a razão...
E tu não vais resistir...

Todo o tempo a pensar – tudo estava vencido;
Todo o tempo a correr – nada me vai prender;
Todo o tempo do mundo – preso na minha mão;
O que foi um segundo é ilusão!

Será que não vês
Que estás a perder?
É medo o que sentes?
Ou não queres saber?

Um mundo a teus pés!
Estão a chamar por ti,
Não vale a pena lutar,
Para quê fugir?
É mais forte que a razão...
E tu não vais resistir...

Um mundo a teus pés!
Estão a chamar por ti,
Não vale a pena lutar,
Para quê fugir?
É mais forte que a razão...
E tu não vais resistir...



publicado por olhar para o mundo às 17:36 | link do post | comentar

 

Letra

 

Rua do Carmo, rua do Carmo
Mulheres bonitas, subindo o Chiado
Mulheres alheias, presas ás montras,
Alguns aleijados em hora de ponta

Refrão

Olha como é, a Rua do Carmo
Olha como é, a Rua do Carmo 
Jurás com a saia, do Bairro Alto
Putos estendidos, travando o passo
Onde o comércio, cativa turistas
Quem come com os olhos, ja enche a barriga

Refrão (4x)

Soprando a vida, passa estudantes
Gingando as ancas, lábios ardentes
Subindo com pressa, abrindo passagem
Chocamos de frente, seguimos viagem

Refrão (4x)

Yeh, yeh, yeh
Ioah




publicado por olhar para o mundo às 17:19 | link do post | comentar

Luís Andrade é o único português dos dez finalistas do Prémio Jovens Maestros

Proveniente de uma família de músicos, violinista madeirense dirige a Orquestra de Câmara Enigma em Stokkem, Bélgica. Os dez jovens vão dirigir a Metropolitana.

A lista dos dez directores de orquestra escolhidos, entre os 145 candidatos, foi divulgada esta terça-feira pela Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML). Os finalistas irão dirigir a OML, em provas eliminatórias públicas, a realizar entre 15 e 18 de Maio, no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, permitindo ao júri eleger os três finalistas para novas provas, com orquestra e solista.

 

Além de Luís Andrade, natural da Madeira, o júri – constituído pelos maestros Cesário Costa e Joana Carneiro e pelo violinista Aníbal Lima – escolheu, entre os 35 candidatos representativos de diferentes nacionalidades: Andris Rasmanis, da Letónia; Azis Sadikovic, da Áustria; Benjamin Rous, dos Estados Unidos; Chaowen Ting, da China; Danko Drusko, da Alemanha; Hyun-Jin Yun, da Coreia do Sul, actualmente a estudar na Alemanha; Kornel Thomas, dos Estados Unidos, de origem húngara; Marius McGuinness, de Espanha, e Sebastian Perlowski, da Polónia.

 

O vencedor, que receberá o Prémio Caixa Geral de Depósitos, apresentar-se-á num concerto único à frente da OML, no dia 18 de Maio, no palco principal do São Luiz, em Lisboa, e será convidado a fazer parte da programação da temporada 2013/2014 da orquestra.

 

O concurso destina-se a maestros em início de carreira, até aos 35 anos de idade, e é apresentado pela OML, que o organiza, como "uma oportunidade rara para quem tenta começar na área da direcção musical".

 

Proveniente de uma família de músicos, Luís Andrade nasceu na Madeira a 4 de Março de 1979. Aos quatro anos começou a estudar violino com a sua mãe, Zita Gomes e, aos sete, violoncelo no Conservatório de Música da Madeira. Filho do contrabaixista e musicólogo Artur Andrade, já falecido, é irmão de Norberto Gomes, concertino da Orquestra de Câmara da Madeira e possivelmente seu próximo director.

 

Luís Andrade deixou a sua ilha-natal em 1995 para estudar violoncelo em Kiev, capital da Ucrânia, onde se graduou com distinção em 2001. Em 2003 terminou o curso de direcção de orquestra pela Academia Nacional da Ucrânia P. I. Tchaikovsky, e, um ano depois, também com distinção, concluiu uma pós-graduação em violoncelo no Conservatório de Maastricht, na Holanda.

 

Como violoncelista obteve vários prémios em concursos nacionais e internacionais, entre os quais o primeiro prémio no concurso Juventude Musical Portuguesa em 1990, 1992 e 1996; o segundo prémio no concurso Jovens Músicos, em 1997 e o segundo prémio no Concurso Internacional de Jovens Intérpretes na Ucrânia, em 1999.

 

Neste momento Luís Andrade é maestro da Orquestra de Câmara Enigma em Stokkem, na Bélgica, e desde Março de 2007 pertence ao Ensemble Walter Boeykens, tendo participado no Festival Internacional de Música em Bornem, na Bélgica, em 2007, 2008 e 2009.

 

Retirado do Público



publicado por olhar para o mundo às 12:03 | link do post | comentar

 

Letra

 

Pela janela mal fechada
Entra já a luz do dia
Morre a sombra desejada
Numa esperança fugidia
Foi uma noite sem sono
Entre saliva e suor
Com um travo de abandono
E gosto a outro sabor
Dizes-me até amanhã
Que tem de ser que te vais
Porque amanhã sabes bem
É sempre longe demais
Acendo mais um cigarro
Invento mil ideais
Só que amanhã sei-o bem
É sempre longe demais
Pela janela mal fechada
Chega a hora do cansaço
Vai-se o tempo desfiando
Em anéis de fumo baço



publicado por olhar para o mundo às 08:31 | link do post | comentar

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música



publicado por olhar para o mundo às 08:14 | link do post | comentar

Quer ver a sua banda ou espectáculo divulgados aqui?,
envie um email para: olharparaomundo (arroba) sapo.pt
Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email
mais sobre mim
posts recentes

O Blog Mudou de casa

Fado Insulano - José Mede...

Cantiga da terra - Zeca M...

"Aprendiz de Feiticeiro -...

Milhafre das Ilhas - Luis...

Sara Tavares - Ter Peito ...

Banho Maria - Não Há Amor...

Sara Tavares - Fitxadu ft...

JUNGLE EVA - TT SYNDICATE

João Granola estreia vide...

arquivos

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

tags

todas as tags

links
comentários recentes
Pena estes rapazes não terem mais popularidade. A ...
Nome do autor da letra?Não se escreve?Falta de res...
A LETRA É ASSIM!!!E NÃO ASSADO!!!!MaMãe, tu estás ...
As partes que não consegui perceber estão com reti...
https://www.google.pt/amp/s/www.musixmatch.com/pt/...
Vou adicionar nos meus favoritos, sou brasileira, ...
" Para que o tremoço o almoço e o alvoroço demorem...
Letra e música do SiulProdução do Siul Sotnas e Mi...
que puta de letra fdx
Epá, o que é isto?Borrei-me todo com este "Mal des...
Posts mais comentados
blogs SAPO
subscrever feeds