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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

António Zambujo

 

 

ANTÓNIO ZAMBUJO A DAR CARTAS INTERNACIONALMENTE

 

António Zambujo continua a sua imparável carreira internacional com um ano de 2013 cheio de concertos fora de Portugal. O artista alentejano acaba de chegar do Brasil onde realizou 2 concertos englobados na Virada Cultural de São Paulo. De resto, os primeiros meses do ano do cantor português foram marcados por muitas actuações "fora de portas", nomeadamente com espectáculos em Espanha, França, Bélgica, Holanda, Inglaterra, para lá do
Brasil.

Até final do ano, António Zambujo tem ainda 4 viagens previstas ao Brasil, com destaque para a presença no prestigiado Prémio da Música Brasileira, já em Junho, onde cantará apoiado por uma orquestra dirigida por Jaques Morelenbaum. O autor do aclamado"Quinto", visitará ainda a Finlândia, Noruega, Alemanha ou o México, para além de regressos a Espanha e a França. Do calendário de António Zambujo fazem parte importantes eventos internacionais como os festivais La Mar de Musicas (em Cartagena, Espanha),Helsinki Festival ou o Oslo World Music Festival. O início de 2014 será assinalado com uma digressão pelos Estados Unidos e pelo Canadá.

Na mala, António Zambujo leva as canções de "Quinto", o disco de 2012 que liderou praticamente todas as tabelas nacionais de melhor do ano. “Quinto” já valeu ao cantor alentejano o galardão de ouro e está já muito perto de atingir a marca de platina. O artista, que foi nomeado recentemente para o Globo de Ouro de Melhor Intérprete Individual, tem conquistado o público dentro e fora de portas. O próprio Caetano Veloso não esconde a admiração por Zambujo: “António Zambujo é um caso especial na história do fado… aos meus ouvidos, Zambujo é um dos melhores cantores do mundo na actualidade."


Próximos concertos

Maio 30 - Ourique, Portugal
Jun 01 - António Zambujo Solo - Galeria Zé Dos Bois - Lisboa, Portugal
Jun 04 - Un Monde... Des Cultures - St. Gratien - Paris, França
Jun 07 - Dortmund, Alemanha
Jun 09 - Händel Festival Halle , Alemanha
Jun 12 - Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Brasil
Jun 13 - Bourbon Street Music Club - São Paulo, Brasil
Jun 18 - Espaço Miranda - Rio De Janeiro, Brasil
Jun 19 - Espaço Miranda - Rio De Janeiro, Brasil
Jun 22 - António Zambujo Solo - Auditório Municipal Olhão, Portugal
Jun 25 - Teatro La Criée - Marselha, França
Jul 03 -  Festival de la Guitarra de Córdoba - Cordoba, Espanha
Jul 24 -  Festival La Mar de Músicas - Cartagena, Espanha
Jul 26 - Teatro Guimerá - Santa Cruz De Tenerife, Espanha
Jul 27 -   Castillo de Santa Catalina - Cadiz, Espanha
Ag 31 - Helsinki Festival - Finlândia
Set 26  - Festival de Musique de Besançon - França
Dez 05  - Le Rocher de Palmer - Cenon, França
Fev 08  - Carnegie Hall - Nova Iorque, EUA

Ricardo Oliveira


Ricardo Oliveira com actuação no dia 6 de Junho no TMN Ao Vivo

 

No próximo dia 6 de Junho, Ricardo Oliveira que lançou recentemente o álbum “O Vento Mudou”, apresenta um espectáculo musical que é, ao mesmo tempo, uma viagem por temas intemporais da música portuguesa.

Como convidados especiais, Ricardo Oliveira irá contar com os Anjos e também com Paulo de Carvalho, num momento que promete ser único!

Bilhetes já à venda nas lojas FNAC e no TMN Ao Vivo.

TMN Ao Vivo
6 de Junho 2013
22h30

 

Letra

 

Viver sempre sossegado
Cada amor em cada lado
Mas ele mesmo, até morrer
Vá-se lá saber
O que sentia todo o dia, até anoitecer

Viveu sempre, em todo o lado
Com seus dons de namorado
Sempre, sempre a envelhecer
Vá-se lá dizer
O que fazia todo o dia, até amanhecer

É bom ter má fama
Dá para ter vazia a cama
E nesta solidão de Kant
Ser tido um grande amante

É bom ter de fundo
Que anda pelas bocas do mundo
E quem quizer acreditar
Ao menos não vem cá espreitar

Sobra-me tempo para cantar
O tempo para cantar
O tempo para cantar

Fez de tudo, até calçado
Mas seu jeito de empregado
Só deixava perceber
Para quem queria ver
De cada dia uma alegria, para desaparecer

Fez de tudo, de empregado
Só não fez do seu passado
Um segredo para esconder
Já não vai vencer
Mas respondia para se defender:

É bom ter má fama
Dá para ter vazia a cama
E nesta solidão de Kant
Ser tido um grande amante

É bom ter de fundo
Que anda pelas bocas do mundo
E quem quizer acreditar
Ao menos não vem cá espreitar

Sobra-me tempo para cantar
O tempo para cantar
O tempo para cantar

É bom ter má fama
Dá para ter vazia a cama
E nesta solidão de Kant
Ser tido um grande amante

É bom ter de fundo
Que anda pelas bocas do mundo
E quem quizer acreditar
Ao menos não vem cá espreitar

Sobra-me tempo para cantar
O tempo para cantar
O tempo para cantar

 

letra

 

I’m playing a song about a song when I was dead alone but I’m again, he said:
“Hide, he’s to forget, it’s an old man and this is not in plan”

This is one by one in pairs
This is one by one in pairs

They took the girls, they took the boys,
They took a thousand even more but
There’s no time to regret the saddest part was left in death

It’s all nonsense when you draw your death.
It’s all nonsense when you draw your death, it’s how we ended

I will try again but I don’t understand that with a smile they will come in,
There’s no time to decide where you go,
Defenders failed, they will have shot my head

It’s all nonsense when you draw your death
It’s all nonsense when you draw your death, it’s how we ended

In the end they float again,
I will think about a present tense with more
Time to surprise the saddest part in our dance

Pedro Barroso


Memória do futuro...


 Subir a um palco é uma experiencia que, na infância, enche-nos de surpresa e encanto; na juventude, enche-nos de vaidade; e que, com o andar dos tempos e o amadurecer do tempo e de nós próprios, nos enche de dúvidas e emoção.


 Ao fim de mais de quarenta anos a reunir música e palavras, calculam facilmente o mundo de memórias repartidas, o número de peripécias sentidas e o profundo acervo de experiências humanas acumuladas.


 Corri um país real e fantástico; nos perfumes e sabores; nas paisagens e gentes; nos abraços recebidos e nas histórias de uma humanidade convivida.


 Foi um mundo profundamente português, embora derramado por vezes, por países de lonjura e extravagância.


 Onde representei, pobre de mim, o alento de uma saudade trazida na viola, uma referência doce da pátria mãe deixada há tanto tempo, um relembrar de sons e palavras em concertos que nunca poderei esquecer. Esses, existem hoje apenas na minha memória e dos que lá estiveram comigo. E é pena. Porque muitas vezes foram noites de maravilha.


 Depois comecei a compreender que, por cada mil que ali estavam comigo, numa qualquer dessas noites, haveria decerto muitos mil que gostavam de ter estado e não puderam.


 De facto, nunca em todo este tempo, tinha gravado grande testemunho dessas noites fascinantes e prenhes de emoções.


 E era injusto.


 Apontamentos aqui e ali, programas como convidado, actuações maiores ou mais curtas, reportagens, muito bem, mas raramente um testemunho assim, ao vivo, do que se diz e se sente num Concerto maior, actual, com gente dentro.


 Gente que gosta de nós e nos retribui o suor e a entrega. Como aqui, desta vez, foi possível.


 Com efeito, nunca tal me tinha preocupado sobremaneira. Mas com o passar da idade - e a responsabilidade que advém de sabermos quanto somos breves e efémeros nestas coisas da arte e do viver - creio que este Rivoli pleno de gente mereceu a distinção, e fica assim para a historia de um sentir e de um pulsar colectivo, que representa, de facto, uma “Memória para o futuro”. Agradeço ao Porto Canal pela iniciativa de filmar o Concerto; à RDP, que o gravou; e à Ovação por ter entendido, julgo eu, o testemunho intemporal que representa.


 A todos os músicos envolvidos, ao público atento e amigo que tornou essa noite especial. E a todos os que gostam, entendem e saboreiam o que faço, contra a corrente do que se consome e pandemicamente se alastrou pelo mundo da música e não só.
 Eis a prova provada de que afinal, existo.


 Para consumo apaixonado de viveres próprios e alheios. Truculências demais, talvez, mas emoção em estado puro, exactamente tal e qual como vo-la gosto de oferecer. E que, desta vez, extravasou da noite bonita que vivemos.

 Aqui deixo, pois, um abraço imenso a todos os que possa estar a esquecer e que de algum modo tenham ajudado a tornar esta edição possível.

Pedro Barroso


Menina dos Olhos de água:

 

Letra
Etelvina Com Seis Meses Já Se Tinha De Pé
Foi Deixada Num Cinema Depois Da Matinée
Com Um Recado Na Lapela Que Dizia Assim:
"Quem Tomar Conta De Mim
Quem Tomar Conta De Mim
Saiba Que Fui Vacinada
Saiba Que Sou Malcriada"

Etelvina Com Dezasseis Anos Já Conhecia
Todos Os Reformatórios Da Terra Onde Vivia
Entregaram-Na A Uma Velha Que Ralhava Assim:
"Ai Menina Sem Juízo
Nem Mereces Um Sorriso
Vais Acabar Num Bueiro
Sem Futuro Nem Dinheiro"

Eu Durmo Sozinha À Noite
Vou Dormir À Beira Rio À Noite À Noite
Acocorada Com O Frio À Noite À Noite

Etelvina Era Da Rua Como Outros São Do Campo
Sua Cama Era Um Caixote Sem Paredes Nem Tampo
Sua Janela Uma Ponte Que Dizia Assim:
"Dentro Das Minhas Cidades
Já Não Sei Quem É Ladrão
Se Um Que Anda Fora Das Grades
Se Outro Que Está Na Prisão"

Etelvina Só Gostava Era De Andar Pela Cidade
A Semear Desacatos E A Colher Tempestade
A Meter Com Os Ricaços A Dizer Assim:
"Você Que Passa De Carro
Ferre Aqui A Ver Se Eu Deixo
Venha Cá Que Eu Já O Agarro
Dou-Lhe Um Pontapé No Queixo"

Eu Durmo Sozinha À Noite ...

Etelvina Já Cansada De Viver Sem Ninguém
A Não Ser De Vez Em Quando Amores De Vai E Vem
Pôs Um Anúncio No Jornal Que Dizia Assim:
"Mulher Desembaraçada
Quer Viver Com Alma Irmã
De Quem Não Seja Criada
De Quem Não Seja Mamã"

Etelvina Já Sabia Que Não Ia Encontrar
Nem Um Príncipe Encantado Nem Um Lobo Do Mar
Só Alguém Com Quem Pudesse Dizer Assim:
"O Amor Já Não É Cego
Abre Os Olhinhos À Gente
Faz Lutar Com Mais Apego
A Quem Quer Vida Diferente"

O Seu Homem Encontrou-O À Noite
A Dormir À Beira Rio À Noite À Noite
Acocorado Com O Frio À Noite À Noite

Ultraleve


ULTRALEVE
5 de Junho – TMN Ao Vivo
A estreia em Lisboa

 

“Em Busca da Canção Pop Perfeita” poderia muito bem ser o título do álbum de estreia dos Ultraleve, o colectivo que reúne Nuno Figueiredo (Virgem Suta) e Bruno Vasconcelos (Pinto Ferreira). Escolheram “Ultraleve” e percebe-se porquê. Afinal, se o desiderato existia, ele foi alcançado! Não uma vez, nem duas, nem três, mas na totalidade dos dez temas que compõem o seu disco debutante. Dez canções repletas de cânones, dos bons, daqueles que nos habituámos a associar às “canções pop perfeitas”.

No próximo dia 5 de Junho, o TMN Ao Vivo assistirá à primeira grande apresentação dos Ultraleve nos palcos lisboetas. Um concerto aguardado com enorme expectativa em que a banda, complementada por Sérgio Nascimento (bateria) e Nuno Simões (baixo e programações), percorrerá todas as canções de “Ultralave” e surpreenderá os presentes com algumas surpresas recolhidas no “baú pop” dos Ultraleve.

Para celebrar, os Ultraleve convidam todos a levarem a sua chata (ou chato) ao concerto - 1 bilhete equivale a 2 entradas! E, quem mais rapidamente o fizer beneficiará de preços especiais na aquisição dos ingressos que aumentam 1€ por dia até à data do concerto. As bilheteiras estão abertas a partir de hoje em www.ticketline.pt sendo o valor inicial de 1€!!!

Se “A Chata”, o primeiro single publicado no final de Fevereiro, agitou a crítica e o público, o que deveremos esperar do restante elenco de canções que compõem “Ultraleve” é um forte abanão que será impossível contrariar. Uma irresistível vontade de bater o pé, gingar o corpo e cantar os refrões destas pérolas coloridas (afinal existem) que os Ultraleve nos trouxeram para animar 2013.

Nas palavras de Nuno Markl,” Os Ultraleve levam a sério a nobre arte de não levar a vida a sério, por muito miserável que ela seja, seja por culpa da crise ou dos males de amor ou desamor. É um disco feliz da primeira à última canção, mesmo quando fala de relações falidas, neuroses da meia-idade ou paranóias das sociedades modernas, e não é toda a gente que consegue cantar sobre tais temas com esta euforia e humor, transformando nuvens negras em algodão doce.”

Agenda concertos:

2/06 – Évora/Semana Académica
5/06 – Lisboa/TMN Ao Vivo

A Chata
Cabeça No Ar

Serralves em Festa já à espreita este sábado com ópera para bicicletas

A britânica Kaffe Matthews compôs uma ópera para ouvir em movimento - em cima de uma bicicleta e ao longo do rio Douro.

 

O Serralves em Festa tem hoje um pré-arranque no Porto, com a estreia de uma ópera para bicicletas para ser ouvida pedalando ao longo do rio Douro, conforme a partitura vai sendo acionada através de GPS

 

Ópera Fixi é uma encomenda de Serralves à britânica Kaffe Matthews que, a partir das 13h e até 9 de Junho, pode ser ouvida por quem conduzir uma das 12 bicicletas amarelas que estão estacionadas no antigo posto de turismo na praça do Infante.
Em cada bicicleta proveniente da Bélgica estão montadas duas colunas estéreo, apontadas para a cara do condutor e na traseira uma caixa negra, onde está instalado o GPS e os ficheiros com o mapa e a música, os sons compostos por Kaffe Matthews com a colaboração do grupo de teatro Visões Úteis.
No computador, a artista britânica, munida de um software próprio, pôde definir “diferentes áreas e ligá-las a trechos de som que vão corresponder a diferentes momentos”.
“Nesta área, por exemplo”, explica, “há uma parte rítmica que toca e dentro dela, em diferentes locais, há vozes de seis homens que declamam um texto sobre amor”.
Esta é uma partitura que se vai “lendo” em movimento. Conforme se avança ao longo do rio Douro, até ao farol do molhe, as colunas vão debitando diferentes sons, que variam conforme o local onde se esteve ou a direção que se vai tomar.
Logo à saída, montado na bicicleta amarela, o condutor ouve a gravação dos sinos da igreja de S. Francisco e, mais à frente, já perto da Alfândega, um coro de mulheres. O som que sai das colunas confunde-se com o ruído de fundo da rua, numa mistura entre o real e a criação artística.
“A música que toca numa bicicleta permite-nos ver as coisas de uma maneira muito diferente e transforma completamente o que nos envolve”, explica Kaffe Matthews.
“Quando vamos em direcção ao mar não vemos a cidade, de tal forma somos atraídos magneticamente para o mar, para a luz. Queremos chegar lá. Mas quando voltamos somos empurrados pelo vento, vamos para casa”, acrescenta.
O rio e os peixes tornaram-se “a principal fonte de inspiração” para a artista, que, apesar de já ter feito trabalho com tubarões e com salmões, confessa que quando foi para o Porto “não tinha qualquer intenção de fazer uma peça sobre peixes”.
Contudo, cedo descobriu que “o único local onde se pode andar de bicicleta é mesmo ao longo do rio - o resto é muito inclinado e há ainda os paralelos, terríveis para a bicicleta”.
Depois foi percebendo “o papel central que o peixe tem na vida em Portugal” e os Visões Úteis levaram-na a descobrir factos como o de o rio estar “tão poluído que os peixes macho se estão a tornar em peixes fêmea”.
O encontro com a comunidade piscatória da Afurada, “uma coisa extraordinária para uma rapariga de Londres poder visitar e descobrir”, foi outro dos momentos do trabalho de pesquisa. São as vozes de alguns dos seus moradores que contam uma história “onde as mulheres são pescadores e os homens são sereias”.
Foi com muitos quilómetros de bicicleta para descobrir o trajecto e a ajuda de João Martins, músico que trabalha com os Visões Úteis, que Kaffe Matthews escreveu esta Ópera Fixi, que conta com a participação, entre outros, de Adolfo Luxúria Canibal, Angélica Vázquez Salvi, do Núcleo de Etnografia e Folclore da Universidade do Porto, do Grupo Coral da Afurada e do Instituto Orff do Porto.
Retirado do Público
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Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email