O Serralves em Festa tem hoje um pré-arranque no Porto, com a estreia de uma ópera para bicicletas para ser ouvida pedalando ao longo do rio Douro, conforme a partitura vai sendo acionada através de GPS
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Letra
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Letra
Viver sempre sossegado
Cada amor em cada lado
Mas ele mesmo, até morrer
Vá-se lá saber
O que sentia todo o dia, até anoitecer
Viveu sempre, em todo o lado
Com seus dons de namorado
Sempre, sempre a envelhecer
Vá-se lá dizer
O que fazia todo o dia, até amanhecer
É bom ter má fama
Dá para ter vazia a cama
E nesta solidão de Kant
Ser tido um grande amante
É bom ter de fundo
Que anda pelas bocas do mundo
E quem quizer acreditar
Ao menos não vem cá espreitar
Sobra-me tempo para cantar
O tempo para cantar
O tempo para cantar
Fez de tudo, até calçado
Mas seu jeito de empregado
Só deixava perceber
Para quem queria ver
De cada dia uma alegria, para desaparecer
Fez de tudo, de empregado
Só não fez do seu passado
Um segredo para esconder
Já não vai vencer
Mas respondia para se defender:
É bom ter má fama
Dá para ter vazia a cama
E nesta solidão de Kant
Ser tido um grande amante
É bom ter de fundo
Que anda pelas bocas do mundo
E quem quizer acreditar
Ao menos não vem cá espreitar
Sobra-me tempo para cantar
O tempo para cantar
O tempo para cantar
É bom ter má fama
Dá para ter vazia a cama
E nesta solidão de Kant
Ser tido um grande amante
É bom ter de fundo
Que anda pelas bocas do mundo
E quem quizer acreditar
Ao menos não vem cá espreitar
Sobra-me tempo para cantar
O tempo para cantar
O tempo para cantar
letra
I’m playing a song about a song when I was dead alone but I’m again, he said:
“Hide, he’s to forget, it’s an old man and this is not in plan”
This is one by one in pairs
This is one by one in pairs
They took the girls, they took the boys,
They took a thousand even more but
There’s no time to regret the saddest part was left in death
It’s all nonsense when you draw your death.
It’s all nonsense when you draw your death, it’s how we ended
I will try again but I don’t understand that with a smile they will come in,
There’s no time to decide where you go,
Defenders failed, they will have shot my head
It’s all nonsense when you draw your death
It’s all nonsense when you draw your death, it’s how we ended
In the end they float again,
I will think about a present tense with more
Time to surprise the saddest part in our dance
Memória do futuro...
Subir a um palco é uma experiencia que, na infância, enche-nos de surpresa e encanto; na juventude, enche-nos de vaidade; e que, com o andar dos tempos e o amadurecer do tempo e de nós próprios, nos enche de dúvidas e emoção.
Ao fim de mais de quarenta anos a reunir música e palavras, calculam facilmente o mundo de memórias repartidas, o número de peripécias sentidas e o profundo acervo de experiências humanas acumuladas.
Corri um país real e fantástico; nos perfumes e sabores; nas paisagens e gentes; nos abraços recebidos e nas histórias de uma humanidade convivida.
Foi um mundo profundamente português, embora derramado por vezes, por países de lonjura e extravagância.
Onde representei, pobre de mim, o alento de uma saudade trazida na viola, uma referência doce da pátria mãe deixada há tanto tempo, um relembrar de sons e palavras em concertos que nunca poderei esquecer. Esses, existem hoje apenas na minha memória e dos que lá estiveram comigo. E é pena. Porque muitas vezes foram noites de maravilha.
Depois comecei a compreender que, por cada mil que ali estavam comigo, numa qualquer dessas noites, haveria decerto muitos mil que gostavam de ter estado e não puderam.
De facto, nunca em todo este tempo, tinha gravado grande testemunho dessas noites fascinantes e prenhes de emoções.
E era injusto.
Apontamentos aqui e ali, programas como convidado, actuações maiores ou mais curtas, reportagens, muito bem, mas raramente um testemunho assim, ao vivo, do que se diz e se sente num Concerto maior, actual, com gente dentro.
Gente que gosta de nós e nos retribui o suor e a entrega. Como aqui, desta vez, foi possível.
Com efeito, nunca tal me tinha preocupado sobremaneira. Mas com o passar da idade - e a responsabilidade que advém de sabermos quanto somos breves e efémeros nestas coisas da arte e do viver - creio que este Rivoli pleno de gente mereceu a distinção, e fica assim para a historia de um sentir e de um pulsar colectivo, que representa, de facto, uma “Memória para o futuro”. Agradeço ao Porto Canal pela iniciativa de filmar o Concerto; à RDP, que o gravou; e à Ovação por ter entendido, julgo eu, o testemunho intemporal que representa.
A todos os músicos envolvidos, ao público atento e amigo que tornou essa noite especial. E a todos os que gostam, entendem e saboreiam o que faço, contra a corrente do que se consome e pandemicamente se alastrou pelo mundo da música e não só.
Eis a prova provada de que afinal, existo.
Para consumo apaixonado de viveres próprios e alheios. Truculências demais, talvez, mas emoção em estado puro, exactamente tal e qual como vo-la gosto de oferecer. E que, desta vez, extravasou da noite bonita que vivemos.
Aqui deixo, pois, um abraço imenso a todos os que possa estar a esquecer e que de algum modo tenham ajudado a tornar esta edição possível.
Pedro Barroso
Menina dos Olhos de água:

ULTRALEVE
5 de Junho – TMN Ao Vivo
A estreia em Lisboa
A britânica Kaffe Matthews compôs uma ópera para ouvir em movimento - em cima de uma bicicleta e ao longo do rio Douro.
O Serralves em Festa tem hoje um pré-arranque no Porto, com a estreia de uma ópera para bicicletas para ser ouvida pedalando ao longo do rio Douro, conforme a partitura vai sendo acionada através de GPS
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