O Serralves em Festa tem hoje um pré-arranque no Porto, com a estreia de uma ópera para bicicletas para ser ouvida pedalando ao longo do rio Douro, conforme a partitura vai sendo acionada através de GPS

Optimus Primavera Sound regressa com mais um bom cartaz
Sob o nome Optimus Primavera Sound, este evento musical apresenta-se como o homólogo português
do festival open-air Primavera Sound, que se realiza em Barcelona desde 2001.
Pelo segundo ano consecutivo celebramos este novo evento na cidade do Porto que, pelas suas características e qualidades, se apresenta ideal para acolher um evento com a marca “Primavera Sound”.
A primeira edição do festival, que se realizou de 07 a 10 de Junho de 2012, teve lugar no Parque da Cidade, um parque urbano, de grandes dimensões, localizado ao largo da costa atlântica e com capacidade para receber cerca de 30.000 pessoas por dia.
O cartaz do Optimus Primavera Sound conta com uma ampla selecção de artistas internacionais, a par de uma significativa representação do panorama musical português.
A linha artística segue as mesmas directrizes do evento musical barcelonês, que se distingue pela variedade de estilos e pela aposta em novas bandas, destacando tanto o panorama local como artistas internacionais, com longas e respeitadas carreiras.
Depois do sucesso da primeira edição, o Optimus Primavera Sound é já uma paragem obrigatória no panorama de festivais do sul da Europa.
Em 2012, o Parque da Cidade recebeu mais de 75.000 pessoas, 60% das quais provenientes de países estrangeiros.
A par da excelente localização e comunicação da cidade dentro do continente europeu, a entrada do festival no panorama musical português contribuiu para o crescimento do Porto, para a sua projecção enquanto capital cultural e para a sua dinamização internacional como destino turístico.
A primeira edição do festival Optimus Primavera Sound foi um verdadeiro sucesso.
Durante os três dias do festival passaram pelo recinto mais de 75 mil pessoas, das quais mais de 60% provenientes de países estrangeiros, de mais de 40 nacionalidades diferentes.
Entre os vários factores de sucesso do festival encontra-se a qualidade do cartaz, responsável pela actuação, no Porto, das melhores bandas de música independente e alternativa da actualidade, a par de nomes já consagrados, comprovando que este festival continua a ser a referência mundial no panorama musical.
Por todos estes motivos a organização orgulha-se de trazer o Optimus Primavera Sound de volta à cidade do Porto, entre os dias 30 de Maio e 01 de Junho, no Parque da Cidade, cumprindo assim a promessa de trazer à cidade a melhor música independente do mundo e contribuindo, uma vez mais, para a dinamização cultural e socio-económica da cidade.
Entre 30 de Maio e 01 de Junho passarão 52 nomes pelo Parque da Cidade do Porto (ordem alfabética): Blur, The Breeders, Dan Deacon, Daniel Johnston, Daughn Gibson, Dead Can Dance, Dear Telephone, Deerhunter, Degreaser, Dinosaur Jr., Do Make Say Think, Explosion In The Sky, Fidlar, Four Tet, Foxygen, Fuck Buttons, Fucked Up, Ghostigital, Glass Candy, The Glockenwise, Grizzly Bear, Guadalupe Plata, Hot Snakes, James Blake, Julio Bashmore, L’Hereu Escampa, Liars, Local Natives, Los Planetas, The Magician, Manel, Meat Puppets, Melody’s Echo Chamber, Memória de Peixe, Merchandise, Metz, My Bloody Valentine, Neko Case, Nick Cave & The Bad Seeds, Nurse With Wound, OM, Paus, Pegasvs, Rodriguez, Roll The Dice, Savages, The Sea And Cake, Shellac, Swans, Titus Andronicus, White Fence e Wild Nothing.
Retirado do HardMúsica
Letra
Pela estrada desce a noite
Mãe-Negra, desce com ela ...
Nem buganvílias vermelhas,
nem vestidinhos de folhos,
nem brincadeiras de guisos,
nas suas mãos apertadas.
Só duas lágrimas grossas,
em duas faces cansadas.
Mãe-Negra tem voz de vento,
voz de silêncio batendo
nas folhas do cajueiro ...
Tem voz de noite, descendo,
de mansinho, pela estrada ...
Que é feito desses meninos
que gostava de embalar? ...
Que é feito desses meninos
que ela ajudou a criar? ...
Quem ouve agora as histórias
que costumava contar? ...
Mãe-Negra não sabe nada ...
Mas ai de quem sabe tudo,
como eu sei tudo
Mãe-Negra! ...
Os teus meninos cresceram,
e esqueceram as histórias
que costumavas contar ...
Muitos partiram p'ra longe,
quem sabe se hão-de voltar! ...
Só tu ficaste esperando,
mãos cruzadas no regaço,
bem quieta bem calada.
É a tua a voz deste vento,
desta saudade descendo,
de mansinho pela estrada.

O Centro Cultural de Belém (CCB) recebe esta sexta-feira as Caríssimas Canções de Sérgio Godinho, espetáculo que também passa pela Casa da Música, no Porto, a 15 de junho. O cantautor vai arriscar universos diferentes do seu e correr riscos, sabendo porém que há canções "onde não cabe uma segunda interpretação".
"É um desafio, é um risco, mas se não corremos riscos na vida andamos sempre a moer territórios demasiado conhecidos, naquilo que já está seguro e sabemos que as pessoas vão gostar", começa por dizer Sérgio Godinho, anunciando-nos que nesta Carta Branca dará voz não só às suas canções como às de alguns dos interpretes que o acompanharam toda a vida.
No palco do CCB canções de "universos diferentes" unem-se para dar corpo a um espetáculo que nasceu de um conjunto de crónicas escritas no Expresso e mais tarde publicadas em livro. "São memórias cruzadas que fazem o meu estímulo para criar as minhas próprias canções e saber melhor como fazer canções", explica o músico.
O convite para este concerto, chamado Carta Branca a Sérgio Godinho, surgiu exatamente da vontade de "corporizar em palco" aquilo que já vivia no papel.
"Eu achei que o convite veio mesmo a calhar porque estas canções têm como vocação primeira serem habitadas por outros intérpretes, serem ouvidas pelos intérpretes originais, agitarem a memória dos outros", diz Sérgio Godinho, que vai ter ao seu lado Hélder Gonçalves, Nuno Rafael e Manuela Azevedo, que assume aqui o papel de instrumentista.
A vocalista dos Clã quer "experimentar coisas novas", conta Sérgio Godinho, crente de que "as pessoas também se vão surpreender com o explorar de muitas facetas musicais que não estão à espera".
O músico assume que vai correr riscos e aventurar-se por "universos diferentes" do seu, salvaguardando porém que "há certas coisas que não ousaria cantar. Há canções como o 'Fever', da Peggy Lee, cuja versão é absolutamente final".
Sérgio Godinho procura neste espetáculo reservar "uma memória da canção original, mas adotar uma outra atitude", como se estivesse a olhar para "uma outra face" do mesmo tema.
A expectativa do músico é que este concerto, cujo preço varia entre os 5€ e os 18€, seja, acima de tudo, um "prazer partilhado".
retirado do Sapo Música
letra
salomé queria mais da vida
mas duvida que hoje morra
e que um mosquito lhe poupe a mordida
e o amor diga que chegou a hora
de passar à acção
e encontrar acção às 3 horas na fonte
para afogar as mágoas nessas águas cristalinas
que são as tuas lágrimas
salomé,
perdi-te ali em frente ao cais
para não te ver chorar
não nunca mais
guardou só p?ra si as mentiras das amigas
que em falso alvoroço
rompiam em pranto
só enquanto salomé olhava
e depois na sua ausência
maldicência era um sentimento
que habitava o seu coração
sem compaixão por salomé
e as suas lástimas
salomé,
perdi-te ali em frente ao cais
para não te ver chorar
não nunca mais
Letra
Não me resta nada, sinto não ter forças para lutar
É como morrer de sede no meio do mar e afogar
Sinto-me isolado com tanta gente à minha volta
Vocês não ouvem o grito da minha revolta
Choro a rir, isto é mais forte do que pensei
Por dentro sou um mendigo que aparenta ser um rei
Não sei do que fujo, a esperança pouca me resta
É triste ser tão novo e já achar que a vida não
presta
As pernas tremem, o tempo passa, sinto cansaço
O vento sopra, ao espelho vejo o fracasso
O dia amanhece, algo me diz para ter cuidado
Vagueio sem destino nem sei se estou acordado
O sorriso escasseia, hoje a tristeza é rainha
Não sei se a alma existe mas sei que alguém feriu a
minha
Às vezes penso se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz?
Chorei
Mas não sei se alguém me ouviu
E não sei se quem me viu
Sabe a dor que em mim carrego e a angústia que se
esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo
Busquei
Nas palavras o conforto
Dancei no silêncio morto
E o escuro revelou que em mim a Luz se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo
Não há dia que não pergunte a Deus porque nasci
Eu não pedi, alguém me diga o que faço aqui
Se dependesse de mim teria ficado onde estava
Onde não pensava, não existia e não chorava
Prisioneiro de mim próprio, o meu pior inimigo
Às vezes penso que passo tempo demais comigo
Olho para os lados, não vejo ninguém para me ajudar
Um ombro para me apoiar, um sorriso para me animar
Quem sou eu? Para onde vou? De onde vim?
Alguém me diga porque me sinto assim
Sinto que a culpa é minha mas não sei bem porquê
Sinto lágrimas nos meus olhos mas ninguém as vê
Estou farto de mim, farto daquilo que sou, farto
daquilo que penso
Mostrem-me a saída deste abismo imenso
Pergunto-me se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz?
Chorei
Mas não sei se alguém me ouviu
E não sei se quem me viu
Sabe a dor que em mim carrego e a angústia que se
esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo
Busquei
Nas palavras o conforto
Dancei no silêncio morto
E o escuro revelou que em mim a Luz se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo
Tento não me ir abaixo mas não sou de ferro
Quando penso que tudo vai passar
Parece que mais me enterro
Sinto uma nuvem cinzenta que me acompanha onde estiver
E penso para mim mesmo será que Deus me quer
Será a vida apenas uma corrida prá morte
Cada um com a sua sina, cada um com a sua sorte
Não peço muito, não peço mais do que tenho direito
Olho para trás e analiso tudo o que tenho feito
E mesmo quando errei foi a tentar fazer o bem
Não sei o que é o ódio, não desejo mal a ninguém
Ha-de surgir um raio de luz no meio da porcaria
Porque até um relógio parado está certo duas vezes por dia
Vou-me aguentando
A esperança é a última a morrer
Neste jogo incerto o resultado não posso prever
E quando penso em desistir por me sentir infeliz
Oiço uma voz dentro de mim que me diz
Mantem-te firme
“Dia de Portugal com show de Fado”
Rodrigo Costa Félix e Lina Rodrigues
No âmbito das comemorações do “Dia de Portugal”, apresentam-se pela primeira vez no Brasil, dois dos mais importantes nomes da nova geração de intérpretes do “Fado” – a velha canção de Lisboa, recentemente declarada pela UNESCO, “Patrimônio Cultural da Humanidade”!
Lina Rodrigues e Rodrigo Costa Félix estarão acompanhados por um conjunto de jovens instrumentistas com destaque na Guitarra Portuguesa para Marta Pereira da Costa, - a “primeira guitarrista portuguesa profissional” na história do Fado!
Esta será mais uma oportunidade para, em torno da data festiva da nacionalidade portuguesa, juntarmos amigos e apreciadores da “Nossa Canção”, numa confraternização da Comunidade Luso Brasileira na cidade de São Paulo!
Festejar Portugal e o Brasil, refazer nossos velhos valores de fraternidade e eterna crença no nosso futuro comum, é uma das razões que nos inspira a mais este encontro!
Casa de Portugal
7 de Junho de 2013 às 20 horas
Local: Av. da Liberdade, 602 – São Paulo
Informações: Tel. (11) 3273 5555 – E-mail: casadeportugalsp@casadeportugalsp.com.br
http://www.casadeportugalsp.com.br
Letra
Vermelho
Sangue derramado
Enterro
Corpo não cremado
Magnifico material inútil
Faz-me querer tornar-me num fóssil
A atrapalhar
P'ra compensar
E me habituar
A sufocar
Adormece comigo para sempre
Deixa-me entrar no teu sonho para sempre
Depois de morto
Serei prudente
Machado para cortar o tronco
Safado é permanecer manco
Coxo que é coxo não cede à morte
Lança sobre a cruz toda a sua sorte
A lamentar
P'ra disfarçar
E me ensinar
A chorar
Adormece comigo para sempre
Deixa-me entrar no teu sonho para sempre
Depois de morto
Serei prudente
Adormece comigo para sempre
Deixa-me entrar no teu sonho para sempre
Depois de morto serei prudente
Deixa-me entrar no teu sonho para sempre
Depois de morto serei prudente
Letra
Não encontrei a letra desta música
Letra
Não encontrei a letra desta música
Letra
Viver sempre sossegado
Cada amor em cada lado
Mas ele mesmo, até morrer
Vá-se lá saber
O que sentia todo o dia, até anoitecer
Viveu sempre, em todo o lado
Com seus dons de namorado
Sempre, sempre a envelhecer
Vá-se lá dizer
O que fazia todo o dia, até amanhecer
É bom ter má fama
Dá para ter vazia a cama
E nesta solidão de Kant
Ser tido um grande amante
É bom ter de fundo
Que anda pelas bocas do mundo
E quem quizer acreditar
Ao menos não vem cá espreitar
Sobra-me tempo para cantar
O tempo para cantar
O tempo para cantar
Fez de tudo, até calçado
Mas seu jeito de empregado
Só deixava perceber
Para quem queria ver
De cada dia uma alegria, para desaparecer
Fez de tudo, de empregado
Só não fez do seu passado
Um segredo para esconder
Já não vai vencer
Mas respondia para se defender:
É bom ter má fama
Dá para ter vazia a cama
E nesta solidão de Kant
Ser tido um grande amante
É bom ter de fundo
Que anda pelas bocas do mundo
E quem quizer acreditar
Ao menos não vem cá espreitar
Sobra-me tempo para cantar
O tempo para cantar
O tempo para cantar
É bom ter má fama
Dá para ter vazia a cama
E nesta solidão de Kant
Ser tido um grande amante
É bom ter de fundo
Que anda pelas bocas do mundo
E quem quizer acreditar
Ao menos não vem cá espreitar
Sobra-me tempo para cantar
O tempo para cantar
O tempo para cantar
letra
I’m playing a song about a song when I was dead alone but I’m again, he said:
“Hide, he’s to forget, it’s an old man and this is not in plan”
This is one by one in pairs
This is one by one in pairs
They took the girls, they took the boys,
They took a thousand even more but
There’s no time to regret the saddest part was left in death
It’s all nonsense when you draw your death.
It’s all nonsense when you draw your death, it’s how we ended
I will try again but I don’t understand that with a smile they will come in,
There’s no time to decide where you go,
Defenders failed, they will have shot my head
It’s all nonsense when you draw your death
It’s all nonsense when you draw your death, it’s how we ended
In the end they float again,
I will think about a present tense with more
Time to surprise the saddest part in our dance
Memória do futuro...
Subir a um palco é uma experiencia que, na infância, enche-nos de surpresa e encanto; na juventude, enche-nos de vaidade; e que, com o andar dos tempos e o amadurecer do tempo e de nós próprios, nos enche de dúvidas e emoção.
Ao fim de mais de quarenta anos a reunir música e palavras, calculam facilmente o mundo de memórias repartidas, o número de peripécias sentidas e o profundo acervo de experiências humanas acumuladas.
Corri um país real e fantástico; nos perfumes e sabores; nas paisagens e gentes; nos abraços recebidos e nas histórias de uma humanidade convivida.
Foi um mundo profundamente português, embora derramado por vezes, por países de lonjura e extravagância.
Onde representei, pobre de mim, o alento de uma saudade trazida na viola, uma referência doce da pátria mãe deixada há tanto tempo, um relembrar de sons e palavras em concertos que nunca poderei esquecer. Esses, existem hoje apenas na minha memória e dos que lá estiveram comigo. E é pena. Porque muitas vezes foram noites de maravilha.
Depois comecei a compreender que, por cada mil que ali estavam comigo, numa qualquer dessas noites, haveria decerto muitos mil que gostavam de ter estado e não puderam.
De facto, nunca em todo este tempo, tinha gravado grande testemunho dessas noites fascinantes e prenhes de emoções.
E era injusto.
Apontamentos aqui e ali, programas como convidado, actuações maiores ou mais curtas, reportagens, muito bem, mas raramente um testemunho assim, ao vivo, do que se diz e se sente num Concerto maior, actual, com gente dentro.
Gente que gosta de nós e nos retribui o suor e a entrega. Como aqui, desta vez, foi possível.
Com efeito, nunca tal me tinha preocupado sobremaneira. Mas com o passar da idade - e a responsabilidade que advém de sabermos quanto somos breves e efémeros nestas coisas da arte e do viver - creio que este Rivoli pleno de gente mereceu a distinção, e fica assim para a historia de um sentir e de um pulsar colectivo, que representa, de facto, uma “Memória para o futuro”. Agradeço ao Porto Canal pela iniciativa de filmar o Concerto; à RDP, que o gravou; e à Ovação por ter entendido, julgo eu, o testemunho intemporal que representa.
A todos os músicos envolvidos, ao público atento e amigo que tornou essa noite especial. E a todos os que gostam, entendem e saboreiam o que faço, contra a corrente do que se consome e pandemicamente se alastrou pelo mundo da música e não só.
Eis a prova provada de que afinal, existo.
Para consumo apaixonado de viveres próprios e alheios. Truculências demais, talvez, mas emoção em estado puro, exactamente tal e qual como vo-la gosto de oferecer. E que, desta vez, extravasou da noite bonita que vivemos.
Aqui deixo, pois, um abraço imenso a todos os que possa estar a esquecer e que de algum modo tenham ajudado a tornar esta edição possível.
Pedro Barroso
Menina dos Olhos de água:

ULTRALEVE
5 de Junho – TMN Ao Vivo
A estreia em Lisboa
A britânica Kaffe Matthews compôs uma ópera para ouvir em movimento - em cima de uma bicicleta e ao longo do rio Douro.
O Serralves em Festa tem hoje um pré-arranque no Porto, com a estreia de uma ópera para bicicletas para ser ouvida pedalando ao longo do rio Douro, conforme a partitura vai sendo acionada através de GPS
Letra
Não encontrei a letra desta música

Letra
I'm so happy with my feet on the ground
So happy, my head spins around
Quite content to sit on this fence
Quite content now a little bit older
The mirror people one day shall be free
The mirror people laugh at you and laugh at me
The mirror people, know not how to cry
So they scream, the mirror people scream inside
Because I could be nothing at all
Because I should be nothing at all
I wish I could be nothing at all
I wish I could be nothing at all
Time goes by so slow
When your stuck to me
Time goes by so slow
When your stuck to me
Yes it's true we're all in a gutter
And yes it's true please set me free
The christian says
I love love everybody
And you and you and you can be free
But I'm so happy with my feet on the ground
So happy my head spins around
Quite content to sit on this fence
Quite content
Now a little bit older
Because I could be nothing at all
Because I should be nothing at all
I wish I could be nothing at all
I wish I could be nothing at all
Time goes by so slow
When your stuck to me
Time goes by so slow
When your stuck to me
Letra
Não encontrei a letra desta música
Diversidade nas Festas de Lisboa
Este ano, a festa da cidade de Lisboa chega cheia de novidades, com uma programação vasta e diversificada a preencher todo o mês de Junho.
A diversidade territorial constitui uma das novidades mais mediáticas, pois desta vez as festas vão-se estender “de Carnide à Baixa e de Belém ao Parque das Nações”, de modo a integrar toda a cidade nas celebrações.
Como não poderia deixar de ser, a matriz tradicional da cultura popular lisboeta, assinalada com o Desfile das Marchas Populares, continua a ser a maior atracção e o momento mais alto das celebrações.
Este ano, as marchas têm como temáticas: os “500 anos do Bairro Alto”, os “125 anos de Fernando Pessoa” e os “500 anos do Encontro Cultural China-Portugal”.
Esta última será marcada pela presença especial de um grupo de marchantes chineses que apresentarão a Dança do Dragão e um outro grupo que apresentará a dança folclórica japonesa Cavalo Selvagem.
Como símbolo tradicional das festividades lisboetas, não faltarão os Arraiais, em que se celebram os santos populares, tendo a sardinha e os manjericos como convidados habituais, nem os Casamentos de Santo António, em que este ano o copo de água será na Estufa Fria.
O fado, emblema da cidade de Lisboa, estará inserido no projecto “Lisboa Loves Fado”.
Este ano celebrar-se-ão os 50 anos de carreira do fadista Carlos do Carmo. Ainda no âmbito do fado serão feitos vários concertos especiais dedicados à guitarra que carrega o nome do nosso país - a guitarra portuguesa.
Num formato mais dinâmico e criativo, as Festas de Lisboa incluirão projectos como o Festival de Tango, o Festival de Teatro, a celebração do aniversário da pintora Vieira da Silva, o Meo OutJazz, o Faz Música Lisboa! e o Olhar Lisboa. Esse último conta com cinema ao ar livre e actividades em família tudo num conceito de lounge.
Para renovar o formato disciplinar das festas, às artes visuais (exposições), cinema (Cine Conchas e Festival Cinema de Surf) e ao Lazer e desporto juntam-se a Ciência com uma programação científica no Pavilhão do Conhecimento e a Literatura com o Festival do Desassossego, a Festa da Poesia Luso-brasileira.
O Concurso das Sardinhas, com a participação de concorrentes de 40 nacionalidades diferentes, assinala a inclusão dos cidadãos nas festividades. E como a sardinha é o prato preferido das Festas de Lisboa, chegou a altura de celebrar a primeira década da existência das sardinhas como marca das festas. A exposição “A Sardinha é de todos” fará uma retrospectiva da vida das sardinhas como símbolo das Festas de Lisboa.
Nas actividades da programação destacam-se projecto de animação nos transportes públicos Andar em festa e o Teatro das Compras que acentua o comércio tradicional da baixa de Lisboa.
Depois da sessão de apresentação, a cerimónia continuou com uma pequena amostra do Teatro de Rua com os P.I.G.S., que marcará a abertura das festas. Os P.I.G.S. farão uma alegre inauguração das festas da cidade, retratando ironicamente a figura de um banqueiro deprimido devido aos problemas económicos que os países mais fragilizados da zona euro atravessam. São eles Portugal, Irlanda, Grécia e Portugal.
A animação musical foi entregue a Gimba & Os Bandidos, que acompanharam a noite de sardinhada no jardim do Palácio Galveias.
Marisa Campos
Retirado do HardMúsica
Letra
Entre a rosa desfolhada
e o espinho que fere a mão
entre a poeira da estrada
e a escada sem corrimão
Entre a mancha na parede
e a falha no vitral
entre o deserto de sede
e a montanha de sal
Entre o estore avariado
e o moscardo na vidraça
entre o cigarro apagado
e o veneno na taça
Entre a arma que se aponta
e a mão que não se estende
entre o mal com que se conta
e o bem que não se defende
Entre o grito e o segredo
presença tão calculada
entre a loucura e o medo
ausência tão arriscada
Entre o disco repetido
e o silêncio pesado
a mesa de pé partido
e o verso de pé quebrado
Entre a margem e o fundo
entre mim e tanta gente
entre esta casa e o mundo
entre tanto, tão diferente
Em constante recomeço
passa o tempo, muda o espaço
entretanto eu entristeço
mas não cedo no que faço
E entre o que não é nada
e tudo aquilo que enfrento
há uma rima encontrada
um novo fado que invento.
Ary, o poeta das canções, homenageado no Malaposta
Surpreendentemente, as músicas da Ary dos Santos, escritas, na sua maioria, há quatro décadas , parecem continuar a fazer todo o sentido na actualidade.
QuimZé Lourenço protagonizou o papel de Ary dos Santos, oferecendo uma versão das músicas históricas do poeta com arranjos mais sofisticados. Esta nova versão incorpora as sonoridades da musica clássica e contemporânea, do jazz e do fado.
QuimZé Lourenço contou com a companhia dos músicos João Ricardo Almeida no contrabaixo, Tiago Ramos na percussão e o maestro João Guerra Madeira no piano.
Como convidados especiais, contou com um saxofone tocado por Náná Sousa Dias e uma guitarra portuguesa por Guilherme Banza.
Catarina Gonçalves esteve em palco para interpretar algumas das músicas tocadas através de dança contemporânea.
“Eu sinto-me mesmo muito honrado por estar aqui esta noite”, apresentou-se assim QuimZé depois de dar início ao espectáculo com “O amigo que eu canto”.
“Eu acho que [Ary dos Santos] não morreu. Morreu fisicamente há 28 anos mas eu acho-o cada vez mais vivo”, continuou o cantor.
As músicas tocadas nesta noite seguiram uma linha cronológica e depois uma localização espacial.
QuimZé levou a plateia numa viagem no tempo, apresentando as músicas de Ary dos Santos que passaram pelo Festival da Canção entre 1969 e 1975.
São elas a “Desfolhada”, “A canção de madrugar”, “Cavalo à solta”, música esta que, considerou o cantor, faz o "retrato do poeta tal e qual como ele era". Seguiram-se também “Tourada” e “Estrela da tarde”, uma linda música de amor "de fazer chorar as pedras da calçada", afirmou QuimZé.
Na viagem no espaço, Lisboa foi eleita como destino. Entre as músicas que retratam a grande aproximação e afinidade que Ary dos Santos sentia pela cidade de Lisboa estavam “Um homem na cidade”, retratando o Rossio; “O Cacilheiro”, a zona ribeirinha; “Tango Ribeirinho”, Cais do Sodré ou mais precisamente o Mercado da Ribeira.
“O homem das Castanhas” também retrata Lisboa ou o país no geral, trata-se de uma "canção alegre que denuncia a não existência de emprego”, disse QuimZé.
A conhecida “Lisboa menina e moça” percorreu a cidade inteira, entrando pelos bairros mais mediáticos da cidade. Já com a viagem quase dada por terminada, ainda houve tempo para “Retalhos” e “Os putos”.
“Estamos aqui a celebrar um homem imortal, um génio”, disse QuimZé em gesto de despedida.
A sala do Malaposta serviu de espaço de lembranças, onde o público pôde reviver momentos em que estas músicas eram ouvidas pela voz de Ary dos Santos. Quase nenhum refrão das músicas foi desperdiçado, a plateia aproveitou-os para mostrar a sua identificação com a música portuguesa.
Retirado do HardMúsica
Letra
Do Chiado ao Bairro Alto
Traço as linhas pra te ver
Do eléctrico a correr, saio tropeço no asfalto
Que mais vai acontecer?
Boina torta, bota suja
Espero que ela não fuja de coração na mão
Hoje vou-te conhecer
Vou gostar de ti ou não
Amanheceu e a sorrir eu acordei, atordoado
Vá lá que o sonho já tinha acabado
A imaginar o teu rosto e a cantar, aperto o laço
Vou pôr a minha boina preferida
Pego a carteira, já estou pronto pra saída
Do Chiado ao Bairro Alto
Traço as linhas pra te ver
Pró eléctrico a correr, entro e tropeço no salto
Que mais vai acontecer?
Boina torta, bota suja
Espero que ela não fuja de coração na mão
Hoje vou-te conhecer
Vou gostar de ti ou não
Um malmequer como sempre na lapela fica-me bem
Roubei-o porque não tinha um vintém
Pus o perfume que nunca me deixou mal, é o costume
Mas desta vez parece ser diferente
Ou serei eu que vejo amor em toda a gente
Do Chiado ao Bairro Alto
Traço as linhas pra te ver
Do eléctrico a correr, saio tropeço no asfalto
Que mais vai acontecer?
Boina torta, bota suja
Espero que ela não fuja de coração na mão
Hoje vou-te conhecer
Vou gostar de ti ou não
Sempre a subir, cabelo despenteado e atrasado
Vá lá que o Bairro Alto é aqui ao lado
A tua voz não me sai do pensamento e dá-me alento
Pra descobrir os olhos que imagino
Valer a pena tropeçar em desatino
Vejo-te então e o bater do coração chegou enfim
És mais do que sonhava para mim
E o mal querer do malmequer chegou ao fim
O vocalista da banda diz que ”não podia ser melhor altura” para a banda celebrar 20 anos.
A banda punk Renegados de Boliqueime vai regressar aos concertos no sábado, no Hard Club, do Porto, para comemorar a sua fundação há 20 anos e voltar a mostrar o seu “sexo, política e álcool” em palco.
Quando se formaram, em 1993, Cavaco Silva era primeiro-ministro. Hoje, 20 anos depois, é Presidente da República e para Frágil, o vocalista dos Renegados de Boliqueime, ”não podia ser melhor altura” para a banda celebrar 20 anos.
Na altura, afirma ele, os Renegados “personificavam os filhos da crise e Cavaco uma espécie de Thatcher à portuguesa”, de forma que lhes pareceu lógico “misturar no nome da banda a terrinha do homem que comandava” os destinos nacionais. “Ele seria o nosso papá, mas nós é que o renegamos”, brinca.
A banda, que acabaria por cessar actividade em 2006, ficou conhecida por temas como “Troco Deus por uma cerveja” e pelos seus concertos caóticos. “Não éramos aquela banda de “sexo, drogas e rock ‘n’roll”, mas antes de “sexo, política e álcool”, afirma Frágil.
O mais importante que Frágil retém dessa altura era “a união, o punk, acima de tudo tentar que o punk não morresse em Portugal”. Para ele, os Renegados foram sempre “uma conjugação de amizade com música com festa, com loucura pelo meio, mas acima de tudo tentar unir os punks”. “Acho que conseguimos isso”, afirma.
A banda “acabou porque cada um quis fazer outros projectos e não tinha muita lógica continuar, porque ou nos vendíamos ao sistema do Cavaca Silva ou acabávamos. Por isso acabamos”.
Para memória futura ficaram duas maquetes passadas de mão em mão em cassetes, um disco caseiro gravado em casa e uma colectânea editada por elemento da banda.
Ainda hoje Frágil continua ligado à música como produtor de um clube de rock, enquanto Guerra (guitarra) é tradutor, Rui (baixo) é jornalista e Giró (bateria) que é ‘chef’ de cozinha em Inglaterra continua a tocar nos Freedoom e nos AIDS.
Questionado sobre como é que alguém se torna punk em Torre de Moncorvo, Trás-os-Montes - de onde é natural -, Frágil responde rapidamente que “nasce no meio da pobreza, pelo gosto pela música, pela excentricidade, pela raiva com que a música era cantada”. Depois, lembra que tudo começou por “escutar rádio, ouvir Dead Kennedys e a partir daí estabelecer uns contactos no Porto, receber fanzines, cassetes e começar a levar a coisa mais a sério”.
No concerto deste sábado também actuam os Freedoom, Estado de Sítio e Hellcharge. A entrada custa cinco euros.
Retirado do Público
Letra
De que vale o céu azul e o sol sempre a brilhar,
Se você não vem e eu estou a lhe esperar.
Só tenho você, no meu pensamento,
E a sua ausência, é todo meu tormento.
Quero que você, me aqueça neste inverno,
E que tudo mais vá pro inferno.
De que vale a minha boa vida de play-boy,
Se entro no meu carro e a solidão me dói.
Onde quer que eu ande, tudo é tão triste,
Não me interessa, o que de mais existe.
Quero que você, me aqueça neste inverno,
E que tudo mais vá pro inferno.
Não suporto mais, você longe de mim,
Quero até morrer, do que viver assim.
Só quero que você me aqueça neste inverno,
E que tudo mais vá pro inferno.
INSTRUMENTAL
Não suporto mais, você longe de mim,
Quero até morrer, do que viver assim.
Só quero que você, me aqueça neste inverno,
E que tudo mais vá pro inferno.
E que tudo mais vá pro inferno.
UOOOOOO
E que tudo mais vá pro inferno.
UOOOOO
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Ken Boothe, Tiken Jah Fakoli e Junior Kelly constituem as derradeiras confirmações no cartaz do festival Musa Cascais, que regressa a Carcavelos nos dias 5 e 6 de junho.
Ken Boothe, uma das maiores lendas da história do early reggae, ska e rocksteady, responsável por inúmeros clássicos, como Everything I Own, When I Fall In Love, Freedom Street ou Artibella, passa pelo evento a 6 de julho. No mesmo dia, atuam Max Romeo e Busy Signal.
Marcam presença no primeiro dia do certame Tiken Jah Fakoly, Junior Kelly e o anteriormente confirmado Chronixx and Zinc Fence Band.
Além destes, também os projetos Pás de Probléme, The Gypsies, Mundo Escuro, Artmata, The Bridge Under Water e Bang Bang Romance atuam no certame, que conta com um palco principal, dois palcos secundários – Arena SoundSystem e Arena Bass Station -, um Espaço Ozono e um parque de campismo.
Organizado de forma independente pela Criativa em regime de voluntariado e sem quaisquer fins lucrativos, o Musa Cascais, que comemora este ano a sua 15ª edição, tem a intenção de “promover uma sociedade mais consciente dos desafios globais, aliando música e criatividade numa experiência de cidadania global”.
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