Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

Os Poetas, de Rodrigo Leão e Gabriel Gomes, regressam com o álbum «Autografia»

O grupo Os Poetas, que Rodrigo Leão e Gabriel Gomes criaram nos anos 1990 em torno da poesia, regressa nos próximos dias com um álbum novo, "Autografia", com concertos e a reedição do primeiro disco, há muito esgotado.


Os Poetas apresentaram-se em 1997 com "Entre nós e as palavras", disco que juntava música inédita de Rodrigo Leão (teclados) e Gabriel Gomes (acordeão) à poesia portuguesa dita pelos próprios autores - como Herberto Helder, Luísa Neto Jorge e Mário Cesariny.

 

Na fundação do projeto - com os dois músicos acabados de sair dos Madredeus - estiveram ainda o violoncelista Francisco Ribeiro e o editor Hermínio Monteiro, que sugeriu os poemas e deu a descobrir as gravações das vozes dos poetas.

 

Dezasseis anos depois, durante os quais viram desaparecer Hermínio Monteiro e Francisco Ribeiro, Rodrigo Leão e Gabriel Gomes recuperam o projeto e redescobriram essa "cumplicidade entre a música e o poema", disseram em entrevista à agência Lusa.

 

Na verdade, o pretexto para fazer renascer Os Poetas deu-se em 2012, quando os dois músicos foram convidados pelo Festival Silêncio a fazer uma performance em Lisboa.

 

Mergulharam novamente na poesia portuguesa, selecionaram mais escritores, como Adília Lopes e António Ramos Rosa, e convidaram o ator Miguel Borges para dizer os poemas.

 

Daí até à gravação de novas composições foi um passo rápido - explicaram - e eis que surge o álbum "Autografia", cujo título recupera um poema de Mário Cesariny e no qual participam ainda as instrumentistas Sandra Martins e Viviena Tupikova.

 

O álbum, por enquanto, só estará à venda nos três concertos que Os Poetas vão dar nas próximas semanas: a 3 de março na Casa da Música (Porto), dia 8 no Centro Cultural de Belém (Lisboa) e dia 16 no Teatro Aveirense (Aveiro).

 

A ideia de Os Poetas era dar corpo musical a poemas ditos pelos próprios autores - de uma série de gravações que Hermínio Monteiro deu a conhecer a Rodrigo Leão e a Gabriel Gomes.

 

Nos anos 1990 não era muito comum ter registos discográficos em que se dava primazia à palavra dita, ainda que com um sustento musical com instrumentos que quase se deixam ficar na sombra dos poemas. Hoje já estão disponíveis, ainda que escassos, mais registos semelhantes.

 

A grande diferença, segundo Rodrigo Leão e Gabriel Gomes, entre o primeiro álbum e este segundo é o ator a dizer as palavras em tempo real, neste caso, Miguel Borges. "Aqui o ator junta-se a nós e ao mesmo tempo entra nessa cumplicidade e adapta a sua cadência e nós adaptamo-nos a cada palavra. Naquela altura existiam os poemas já gravados, estavam a ser debitados pelo CD e nós tínhamos que arranjar a cadência", disse Gabriel Gomes.

 

Já sem Hermínio Monteiro, editor da Assírio & Alvim que morreu em 2001, para lhes sugerir mais poemas, Rodrigo Leão e Gabriel Gomes foram eles próprios selecionando a literatura que queriam musicar. "Eu acho que os poemas tinham intenção de nos procurar para falarmos sobre eles", rematou o acordeonista Gabriel Gomes.

 

Retirado do Sapo Música

  

Letra

 

Mom says it's cold outside
And she worries waiting at cold
Dad says its dark outside
Shouldn't be there on our own

Because the mysteries in the wonders of the world
Are too hard
Are too hard
And someday we all be on our own
And you'll be too much
Too much

I'm not afraid outside
Because the thing doesn't hurt no more
She knows my name by heart
I've seen her many times before

Because the mysteries in the wonders of the world
Are too hard
Are too hard
And someday we all be on our own
And you'll be too much
Too much

Músicos alentejanos recuperam cantigas tradicionais «esquecidas no tempo»

Quatro músicos alentejanos "abriram o velhinho baú" da música tradicional portuguesa e criaram um grupo, em Beja, para dar "nova vida" a cantigas "esquecidas no tempo", sobretudo a "modas" do cancioneiro popular do Baixo Alentejo.


O grupo Cantigas do Baú, que recentemente editou o álbum de estreia, é constituído por Clara Palma (voz), Gabriel Costa (baixo), João Nunes (guitarra) e Luís Melgueira (percussões).

 

O projeto nasceu para "agarrar" em temas "menos conhecidos e rodados" da música tradicional portuguesa e "transportá-los para os nossos dias, reinventá-los", contou à agência Lusa Luís Melgueira.

 

"O baú é o cancioneiro tradicional português, essencialmente o alentejano", que tem temas "tão lindos, tão puros, de uma beleza extraordinária, que quisemos recuperar" para "homenagear" os poetas populares que os escreveram, explicou à Lusa Clara Palma.

 

O repertório do grupo, apesar de ser constituído sobretudo por "modas" do Baixo Alentejo, faz "uma viagem" pela música tradicional do interior de Portugal, desde a serra do Algarve até Trás-os-Montes, precisou Luís Melgueira.

 

Por outro lado, o repertório, focado no universo feminino, presta homenagem às mulheres, que, na área da música tradicional, só a partir dos anos 80 do século XX começaram a cantar organizadas em grupos corais, disse o músico, justificando assim a escolha de uma voz feminina para o grupo.

 

Após um ano e meio de trabalho, o grupo, que nasceu no verão de 2011, lançou no final do passado mês de janeiro o álbum de estreia, homónimo e composto por 11 cantigas, que "falam de amor", disse Clara Palma.

 

O álbum, editado para promover de forma "mais fácil" o trabalho do projeto, inclui sobretudo "baladas muito bonitas, com letras extraordinárias", mas também algumas cantigas "para dançar", precisou a vocalista.

 

O grupo lançou o álbum através de uma edição de autor, mas se aparecer uma editora que queira investir no projeto e torná-lo "maior", "estaremos abertos", disse Luís Melgueira.

 

"O que marca a diferença" no grupo Cantigas do Baú "talvez seja uma certa simplicidade na forma como apresentamos o nosso trabalho", disse Clara Palma.

 

A ideia é "criar uma sonoridade própria, não carregar muito as músicas e fugir um bocadinho aos instrumentos tradicionais muito usados no Alentejo", disse Luís Melgueira.

 

Por isso, as cantigas interpretadas pelo grupo, embora criadas a partir das letras e melodias originais dos temas, resultam de novos sons construídos apenas com recurso a uma guitarra clássica, um baixo elétrico e percussões, aos quais se junta a voz de Clara Palma, explicou Luís Melgueira.

 

Após a edição do álbum de estreia, o grupo está a promover as "cantigas do baú", sobretudo através da Internet, em redes sociais como Facebook e Youtube, de meios de comunicação social e de concertos, disse Clara Palma.

 

"O que pretendemos mesmo é que as pessoas se deixem apaixonar pelos temas da mesma maneira que nós nos apaixonámos", frisou a vocalista.

 

Segundo Luís Melgueira, o grupo quer, "essencialmente", o que está refletido no "slogan" do álbum, que é um excerto da letra de um dos temas: "Levar minhas cantigas prò lugar onde tu estás".

 

Retirado do Sapo Música

 

Deolinda

 

 

 

 

‘Mundo Pequenino’  em pré-venda no iTunes a partir de hoje
Os fãs recebem um novo tema no momento em que encomendam o álbum digitalmente

 

Chama-se ‘Quem Tenha Pressa’ a nova canção dos Deolinda a que os fãs terão acesso a partir de hoje, no momento em que fizerem a encomenda do novo álbum, ‘Mundo Pequenino’, no iTunes. Este tema só está disponível na edição digital do iTunes e é o bónus imediato para quem  faça a pré-compra do 3.º álbum de originais da banda.

No texto de apresentação do álbum, o jornalista João Gobern refere-se assim a ‘Mundo Pequenino’: ‘Se estivéssemos a raciocinar noutros parâmetros, dir-se-ia que os Deolinda seguem as mais modernas e ousadas teorias económicas, e não apenas as cartilhas que por aí vão aparecendo traduzidas: em tempo de crise, investem.  Em época de aperto, diversificam. Em momento de aflição, como já vimos, cantam a defesa da felicidade. Ao ponto de, sem venderem a alma aos diabos nem aceitarem miscigenar os seus códigos de linguagem, vão à procura de um parceiro estrangeiro que os enriqueça sem lhes tolher as decisões de fundo, que converse sem impor, que sugira sem ordenar. Aposto, singelo contra dobrado, que Jerry Boys – o homem que, aos botões de uma mesa de som e muito mais, ajudou Ry Cooder a boicotar o boicote a Cuba, permitindo a esplendorosa revelação de Compay Segundo, Omara Portuondo, Eliades Ochoa, Ruben Gonzalez e todos os outros jovens anciãos que arquitectaram o Buena Vista Social Club, música de dolências e esplendores que não merecia estar fechada e muito menos esquecida – foi sobretudo um leal conselheiro, um génio da lâmpada ao dispor dos desejos dos Deolinda.’

‘Mundo Pequenino’  tem edição prevista para dia 18 de Março e dele já se conhece o single ‘Seja Agora’.

Jazz ao Centro cria orquestra para estimular nas crianças o gosto pela música

O Jazz ao Centro Clube de Coimbra anunciou, esta quinta-feira, a constituição de uma Orquestra dos Pequenos Improvisadores, constituída por 20 crianças dos seis aos 10 anos, com o objetivo de estimular a curiosidade e o interesse pela música.


"Trata-se de um projeto lúdico/pedagógico dirigido às crianças da Baixa e Alta da cidade de Coimbra, que vai ter início em março e se vai estender, nesta primeira fase, por um período de dois anos", disse à agência Lusa José Miguel, do Jazz ao Centro Clube.

 

O objetivo passa por estimular a curiosidade e o interesse pela música dos mais pequenos através de um programa que inclui oficinas de trabalho e sessões musicais sob a direção pedagógica do músico Álvaro Rosso.

 

A Orquestra dos Pequenos Improvisadores insere-se no projeto cultural Linhas Cruzadas, que, além do Jazz ao Centro Clube, envolve a companhia O Teatrão, a Casa da Esquina e o Círculo de Artes Plásticas, e que tem como parceira a Câmara de Coimbra.

 

O projeto foi apresentado quinta-feira à tarde, no Salão Brazil, sede do clube, na presença da vice-presidente da Câmara de Coimbra Maria José Azevedo Santos.

 

Na mesma conferência, a vice-presidente da autarquia anunciou a realização do I Ciclo de Requiem em Coimbra, da autoria do Coro Sinfónico Inês de Castro, que vai decorrer em março, na Sé Velha e Conservatório de Música de Coimbra.

 

O projeto musical consta de um conjunto de cinco concertos de Requiem, para coro e orquestra, compostos por diferentes autores e protagonizados por quatro coros a que se junta, em dois dos concertos, a Orquestra do Norte.

 

A autarca anunciou ainda a realização da terceira edição do Mercado Solidário das Confrarias, no sábado, entre as 09:00 e as 13:00, na Praça 8 de Maio, em Coimbra, com a participação de 13 confrarias.

 

Além de promoverem os seus produtos, trajes e símbolos, as confrarias concretizam um mercado gastronómico com fins solidários, cujas receitas revertem, na íntegra, a favor da Congregação das "Criaditas dos Pobres" - Cozinhas Económicas Rainha Santa Isabel.

 

Retirado do Sapo Música

 

letra

 

Há uma estrada enorme a percorrer
Há um horizonte mas o sol n me deixa ver
Há tanta coisa por descobrir
Há uma ponte mas eu não sei se a travessia me vai sorrir


Eu não sei
O que irá acontecer
Eu não sei

Eu não sei
Se o karma me irá vencer
Eu não sei

Eu não sei
O que o vento me irá trazer
Eu não sei

Como vai ser eu sei lá
Só o amanha me dirá



Porque a vida é uma viagem
E ninguém te dá boleia
Em frente há uma paisagem
Que n sei se é verdadeira
Parece uma miragem
Desenhada á minha ideia
E eu creio ter
Eu creio ter
Creio ter forças para andar
Wow oh
Para andar
Wow oh 
Para andar
Wow oh
Para andar
Wow oh
Para andar


E há uma estrada enorme a percorrer
Há montes e vales que só mais tarde eu irei perceber
E eu vejo vidas a passar por mim
E todas elas são uma história sem fim


E eu nao sei
Como irão acabar
Eu não sei

Eu não sei
Se é seguro viajar
Eu não sei

Eu não sei
O que o futuro irá deixar
Eu não sei


Como vai ser eu sei lá
Só o amanhã o dirá

Concertos portugueses para bebés nomeados para prémio europeu

A nomeação foi proposta pela Filarmónica do Luxemburgo. O professor e musicólogo Paulo Lameiro, o mentor do projecto, recorda que este nunca recebeu quaisquer financiamentos

O projecto “Concertos para bebés”, produzido pela companhia Musicalmente, de Leiria, está nomeado para o prémio Young EARopean Award 2013, cujo vencedor será conhecido em Setembro, na cidade alemã de Osnabrück, recebendo um prémio de oito mil euros.

 

Original do professor e musicólogo Paulo Lameiro, Concertos para bebés foi um dos 15 selecionados de um júri internacional entre 136 projetos de mais de 20 países europeus.


Paulo Lameiro diz que ficou “surpreendido” com a nomeação, uma vez que entre os concorrentes estão “instituições musicais que fazem parte de grandes orquestras, salas de música e concertos”.

 

Para o mentor do projecto, esta nomeação vem “reconhecer” o trabalho “nascido numa pequena aldeia de Leiria” e é “mais um factor importante”, tendo em conta que Concertos para bebés “nunca recebeu qualquer apoio ou reconhecimento financeiro em Portugal”.

 

Para Paulo Lameiro, este é mais um “estímulo para não desistir e continuar em frente, numa altura em que cada vez se luta com mais dificuldades para manter os projectos”.

 

Com um júri constituído por especialistas na área da música erudita, Paulo Lameiro considerou que a nomeação se torna ainda mais relevante. “Não se tratou de votações na Internet. Foram especialistas que fizeram a sua seleção”, sublinhou.

 

O musicólogo revelou que o projecto foi proposto ao Young EARopean Award 2013 pela Filarmónica do Luxemburgo. “Fomos fazer um concerto e estranharam nunca termos ganho nada, pois consideravam que já deveríamos ter sido premiados. Foi o diretor que sugeriu o nosso nome.”

Os Concertos para Bebés foram idealizados por Paulo Lameiro e tiveram a sua primeira apresentação pública no dia 29 de Novembro de 1998. É o desenvolvimento de dois projetos anteriores, Berço das artes e Músicos de Fraldas. Nos concertos, os bebés são convidados a ouvir e a música é partilhada entre intérpretes e bebés, pais e irmãos, avós e amigos.

O YEAH Prémio EARopean jovem é uma competição europeia destinada a destacar programas criativos e ideias musicais, que despertem o entusiasmo dos jovens pela música.

 

Retirado do Público

Quer ver a sua banda ou espectáculo divulgados aqui?,
envie um email para: olharparaomundo (arroba) sapo.pt
Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email