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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

 

Letra

 

As Histórias que contavas lá da aldeia 
a bola no telhado da vizinha 
o branco no amarelo da eira 
e a calça sem bainha 

A varanda e a calça sem bainha 
a semana 
na baía a pesca à linha 
a vizinha, o que querias da montanha 

Que pensamento querias da montanha 
fugiste um dia p´ra Kilimanjaro 
seria o jeito sábio dum cocoana 
a falar sob um céu claro 

a marimba, a falar sob um céu claro 
a madeira, de pau preto um aparo 
a montanha 
vou de boleia em boleia 

Agora vou de boleia em boleia 
agora vou voltar a ser menino 
parar, ouvir silêncios sobre a areia 
visitar-te em S. Francisco 

Sobre a areia, visitar-te em S. Francisco 
lua cheia 
a subir tudo o que lembro 
a gavinha, numa noite de Dezembro 


Deixaste o sol na praia de Inhambane 
no cais da ponte o dia do vapor 
amigos que p´ra longe a pátria bane 
num retrato de esplendor 

Ventoinha, num retrato de esplendor 
cazuarina, quinino saga e calor 
a cantina 
com o sabor ,o leitor 

e fico com o sabor das leituras 
percorro a vossa esteira pelo mar 
com um baú de histórias de aventuras 
vou morrer em Zanzibar

Festival Para Gente Sentada

Patrick Watson, Mélanie Pain, Little Friend e Emmy Curl são os nomes do festival realizado desde 2004 em Santa Maria da Feira

 

No ano em que o festival dedicado à sensibilidade singer songwriter terá apenas um dia dia de duração, os canadianos Patrick Watson destacam-se. A francesa Mélanie Pain, cantora durante anos nos Nouvelle Vague e os portugueses Little Friend e Emmy Curl também se apresentarão no próximo dia 8 de Março em Santa Maria da Feira.

 

Será a 8 de Março e, à 9.ª edição, concentra-se num único dia. O Festival Para Gente Sentada, dedicado a cantautores e criado para que os espectadores fruam a música deixando o corpo no conforto das cadeiras do Cine-Teatro António Lamoso, em Santa Maria da Feira, e a cabeça e vaguear onde a leve ritmos e palavras, já tem cartaz fechado. Os canadianos Patrick Watson, figuras de grandíssimo culto em Portugal, são as figuras principais. A francesa Mélanie Pain e os portugueses Little Friend e Emmy Curl completam o alinhamento.

 

O festival que trouxe em edições anteriores nomes como Richard Hawley, Woven Hand ou Bill Callahan, apostando numa visão abrangente do que consideramos a tradição singer-songwriter (e por isso coube no cartaz uma banda pop como os Camera Obscura ou o blues de Legendary Tiger Man), aposta em 2013 em Patrick Watson. O músico canadiano, líder de uma banda a que deu o seu nome, é famoso pelo carácter emotivo, catártico, dos seus concertos. O tom confessional da sua música, ora delicada como folk de câmara, ora melancólica quando guiada por piano, ora procurando uma intensidade mais exposta, não anda longe do universo de um Sufjan Stevens (sem a ambição orquestral) ou de Beirut (sem o trompete e as tentações world music). Regressam a Portugal depois da edição, em 2012, de Adventures In Your Own Backyard.

 

A francesa Mélanie Pain, depois de um estágio de alguns anos como cantora dos Nouvelle Vague, a banda celebrizada pelas versões lounge de clássicos punk e new wave, inverteu papéis e seguiu o seu próprio caminho. Tem dois álbuns, My Name (2009) e Bye, Bye Manchester (2012), onde se revela cantora que ouvimos como herdeira indie do yé-yé francês de décadas antigas.

 

Em Emmy Curl, pseudónimo da transmontana Catarina Miranda, não se vislumbram vestígios de yé-yé. Alguma exuberância visual transporta-se para o romantismo sonhador de música que habita um imaginário construído sobre a imponência da paisagem natural. Origins, o seu segundo álbum, foi editado na recta final de 2012.

 

Por fim, Little Friend. Que é John Almeida, nascido em Londres e de origem portuense, colaborador dos We Trust de André Tentúgal. Uma voz que se vira para o interior, perscrutando intimidades à guitarra acústica (que, quando a inspiração se transforma em canção, se rodeia de mais instrumentos).

 

O Festival Para Gente Sentada tem início marcado para as 21h de 8 de Março. Os bilhetes custam 22€.

 

Noticia do Público

 

 

letra

 

Uma noite escrevi o teu nome 
num café 
a cafeteira adormece breve 
mesmo ao pé 


O mar que passa 
pela vidraça 
senta-se à mesa 
cheira a café 


Não me enjeites quando te escrevo 
o que à memória me vem 
contas contadas, contas da história 
que a ninguém devo, a ninguém 


Já não vejo razão para calar 
as múrmures águas na areia 
sobre a praia a maré cheia 
enche toda antes de vazar 


A noite dura para além da tarde 
cerveja com levedura 
vaga de espuma entre o meio dia 
calma a garganta que arde 


O tesouro no ventre do mar 
não será para quem mareia 
como é bom dormir, acordar 
preguiçar em branca açoteia 


O sentido que eu tive da vida 
num café 
o que foi certo para mim um dia 
já não o é 


O mar que passa 
pela vidraça 
senta-se à mesa 
cheira a café 


Cão vadio, cão sem raça 
pela rua a vaguear 
candeeiro de luz baça 
café moído a exalar 


À noite os casais devassam 
os enigmas duma luz mansa 
os sonhos idos de criança 
como farrapos soltos que passam.

Opus Ensemble toca Lopes-Graça e Manuel de Falla


Opus Ensemble toca Lopes-Graça e Manuel de Falla

Olga Prats ao piano, Ana Bela Chaves na viola, Pedro Ribeiro no oboé e Alejandro Erlich Oliva no contrabaixo, o “Opus Ensemble”, estarão pelas 21:00 de 02 de Fevereiro, no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém para interpretarem obras de Manuel de Falla, de Fernando Lopes-Graça e do próprio Alejandro Ehrlich Oliva e ainda de Laurent Philippe, Antonio Victorino de Alameida e Vasco Martins.

 

Será uma viagem pelas composições vindas de um universo diferente onde Portugal, Espanha e América do Sul se ouvirão. 


Em palco, a interpretá-las, estará o mais conceituado co0njunto de música de câmara português.

 

Retirado do HardMúsica

 

 

Letra

 

O homem voltou ao solar do amigo 
O homem queimou um cigarro na testa 
O homem voltou calculando o destino 
Andou mais um passo e não viu

 

Matava ele o tempo numa outra azinhaga 
E a voz era fraca ninguém o ouvia 
A larva estendia e o sol abrasava 
A marcha do tempo parou

 

Havia uma vala na rua comprida 
E a porta travava ninguém o espera 
O homem cavava uma cova na vida 
Ali nem o céu se calou

 

Trazia uma ruga na cara comprida 
Não vinha pra nada não vinha por nada? 
E a rua era larga e a rua era fria 
Andou mais um passo e tombou

 

Havia uma hora que havia uma vida 
Que o homem andava que o homem corria 
E a porta travava e um tiro partia 
A marcha do tempo parou

 

O homem voltou ao solar do amigo 
E a casa era escura e a porta batia 
O homem queimou um cigarro na testa 
Andou mais um passo e tombou

 

Na volta era a noite 
Chupava-se a vida 
Que há tempo e medida 
Chupava-se a vida 


O homem precisa é dum´outra cantiga 
Agora que o frio voltou

Andou mais um passo e tombou
Na volta era a noite

Chupava-se a vida
Que há tempo e medida
Chupava-se a vida
O homem precisa é dum'outra cantiga
Agora que o frio voltou

David Fonseca


DAVID FONSECA

COLISEUS A 2 E 9 Março
Público escolhe alinhamento

A propósito dos concertos que realizará nos próximos dia 2 e 9 de Março no Coliseus de Lisboa e Porto, respectivamente, David Fonseca lançou recentemente o desafio ao público para escolher um dos temas que irá interpretar nestas apresentações.

 

A partir da selecção de 10 das canções que mais marcaram a adolescência de David Fonseca decorre uma votação online na página oficial do facebook e que integra temas de Nirvana a The Smiths, de Jeff Buckley a R.E.M., ou mesmo de The Pixies a Smashing Pumpkins. A participação tem sido massiva esperando-se a comunicação do resultado em vésperas dos concertos nos Coliseus.

 

As apresentações em Lisboa e Porto realizam-se um ano depois de David Fonseca ter iniciado a aventura musical “Seasons – Rising : Falling”. Um regresso aos Coliseus naqueles que serão os pontos altos da “Seasons Tour – Rising : Falling” depois de ter percorrido o país durante 2012. A celebração junto do público de um trajecto musical único passada que está uma década desde a sua estreia a solo com “Sing Me Something New”, em 2003.

 

David Fonseca nos Coliseus - a “Seasons Tour – Rising : Falling” e a celebração de 10 anos de canções!


Music Box apresenta:

Coliseu de Lisboa – 2 de Março
Plateia(em pé)/Geral – 20€
Camarotes 1ª – 24€

Coliseu do Porto – 9 de Março
Plateia (em pé) – 20€
Tribuna (com marcação) – 24€

 

 

Letra

 

Cobre-te canalha
Na mortalha
Hoje o rei vai nu
Os velhos tiranos


De há mil anos
Morrem como tu
Abre uma trincheira
Companheira


Deita-te no chao
Sempre à tua frente
Viste gente
Doutra condiçao


Ergue-te ó Sol de Verao
Somos nós os teus cantores
Da matinal cançao


Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores


Livra-te do medo
Que bem cedo
Há-de o Sol queimar


E tu camarada
Poe-te em guarda
Que te vao matar


Venham lavradeiras
Mondadeiras
Deste campo em flor
Venham enlaçadas


De maos dadas

Semear o amor
Ergue-te ó Sol de Verao
Somos nós os teus cantores
Da matinal cançao


Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores


Venha a maré cheia
Duma ideia
P'ra nos empurrar
Só um pensamento


No momento
P'ra nos despertar
Eia mais um braço
E outro braço
Nos conduz irmao


Sempre a nossa fome
Nos consome
Dá-me a tua mão


Ergue-te ó Sol de Verao
Somos nós os teus cantores


Da matinal cançao
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores

Em ‘Capicua goes West

 

O registo, sucessor do seu álbum de estreia homónimo, inclui seis temas, “com letras inéditas e beats atrevidamente roubados a Kanye West”, e é hoje disponibilizado gratuitamente num novo site, que estreia em simultâneo.

 

“Em ‘Capicua goes West’, Capicua aproveita a versatilidade de Kanye West enquanto produtor, para se experimentar em registos diferentes e para continuar a trilogia começada em 2008 com ‘Capicua goes Preemo’, em que explorou o espólio do mítico Dj Premier, conseguindo alcançar mais de dez mil downloads em duas semanas”, pode ler-se em comunicado, sobre o registo, que contou com “a mestreia de D-One na gravação, mistura e pós-produção e tem três convidadas especiais: M7 (a grande companheira de palco deCapicua) Tamin (diva da Soul lisboeta e membro dos Cais do Sodré Funk Connection) e Eva (a Mc de freestyle com mais carisma e “buzz” da lusofonia)”.

 

No novo site, além da nova mixtape, também estará disponível para download gratuito toda a discografia da rapper do Porto, que inclui ainda os primeiros EPS, a primeira mixtape e o álbum homónimo.

 

“Capicua goes West” será apresentado em Lisboa e Porto nas próximas semanas: dia 22 de fevereiro na Galeria Zé dos Bois; e dia 1 de março no Plano B. Em palco, Capicua vai “consumar os novos sons ao vivo”, mas também “recordar os temas do último álbum e experimentar novas roupagens em algumas músicas, tocando-as em formato acústico”.

 

Sara Novais

 

 

Retirado do Sapo Música

 

 

letra

 

Atira-te ao mar e diz que t'empurrarem.
Beija-me da boca e chama-me Tarzan

Mo', qué que fazes aqui?
Ma' p'qué que tu me deixaste da mão?
Já tou fart' de pensar em ti.
Tens uma mania qu' até dá dó.

Refrão:
Atira-te ao mar e diz que t'empurrarem. (bis)
Beija-me da boca e chama-me Tarzan (bis)

Mo', tá o mar feito um cão.
Na choc' nem barbigão.
E ê nem sou mau pescador
Mai tu só queres é um dador.

Refrão:
Atira-te ao mar e diz que t'empurrarem. (bis)
Beija-me da boca e chama-me Tarzan (bis)

Refrão: (Repete até ao fim)


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envie um email para: olharparaomundo (arroba) sapo.pt
Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email

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