Ana Moura inicia hoje digressão de 24 concertos nos EUA e Canadá
A mais internacional artista portuguesa da actualidade continua a digressão de apresentação do aclamado disco "Desfado" agora pela América do Norte. Após uma tour internacional com espectáculos esgotados em todo o país, incluindo dois Coliseus de Lisboa e um do Porto, Ana Moura fez as malas e partiu para uma digressão internacional como há muito não se via em Portugal. A fadista ribatejana iniciou em Genébra uma série de concertos espalhados pela Suiça, Alemanha, França e Espanha que contou com mais de 17 datas.
Findo este primeiro período, é agora a vez de Ana Moura cruzar o Atlântico e confirmar nos EUA e Canadá o avassalador sucesso que "Desfado" tem sido em Portugal e restante Europa. A digressão da fadista passará pelas mais importantes salas das principais cidades do continente americano como São Francisco, Nova Iorque, Boston, Washington, Seattle, Vancouver. A cantora portuguesa regressa por poucos dias ao nosso país em meados de Abril para depois dar seguimento à tour internacional com apresentações já confirmadas em Inglaterra, Colômbia, México, Brasil, França, Bélgica, Luxemburgo, Holanda, Marrocos e Venezuela entre muitos outros.
A imprensa internacional tem-se mostrado rendida ao talento de Ana Moura e ao seu mais recente álbum com referências muito elogiosas nos principais meios de comunicação de que daremos conta em breve.
Entretanto a canção que deu nome ao disco, da autoria de Pedro da Silva Martins, foi premiada esta semana como a melhor canção de 2012 pela SPA.
Apostando nos Estados Unidos da América como cenário e sitío ideal para gravar o seu videoclipe, o qual dá o mote à tour internacional, e aproveitando para promover o seu novo disco “Dissertação Sobre Tudo e Coisa Nenhuma”, o resultado do mesmo só pode ser surpreendente e repleto de imagens de fazer ínveja a qualquer pessoa.
Nesta passagem pelos Estados Unidos, o “Homem dos 7 Instrumentos” encantou o público presente aquando do seu concerto no afamado restaurante “El Pastor”, em Newark. Aqui, o seu talento criou entusiasmo, quer na comunidade Portuguesa, como nos demais Americanos presentes, funcionando assim, como uma excelente promoção deste artista.
A edição deste videoclipe é feita pela “Simple Vision Films”, e vai ser oficialmente apresentado no programa da RTP, “Portugal no Coração”, entre 11 e 15 de Março, onde na rúbrica “Mi Casa Es Tu Casa”, o músico irá surpreender um fã numa casa desconhecida.
A Tour Internacional vai avançar com a reedição do disco que traz de volta o dueto com Luanda Santos, filha de Tozé Santos, no tema “Tu Vais Querer”. Esta tour vai também dar a conhecer e colocar grande ênfase no tema, “Pudera”, em formato CD e Vinil.
Este Tour vai ter passagem obrigatória por Londres, onde no dia 01 de Março, em Harlesden UK, e dia 02 de Março no centro de Londres, o “Homem dos 7 Intrumentos” já tem concertos agendados.
Paris, Suiça e Luxemburgo são também outros paises por onde o “Homem dos 7 Intrumentos” irá passar, entusiasmando o público presente nos seus concertos.
Desculpem, doutos homens, estetas, Espíritos poetas, almas delicadas, A falsidade do meu gênio e das minhas palavras.
Que é a erudição que eu canto, Que é da vida, o espanto, que é do belo, a graça, Mas eu só ambiciono a arte de plantar batatas.
-desculpem lá qualquer coisinha Mas não está cá quem canta o fado. Se era p'ra ouvir a Deolinda, Entraram no sítio errado. Nós estamos numa casa ali ao lado. Andamos todos uma casa ao nosso lado.
Bem sei que há trolhas escritores, Letrados estucadores e serventes poetas; E poetas que são verdadeiros pedreiros das letras. E canta em arte genuína, o pescador humilde, A varina modesta; E tanta vedeta devia dedicar-se à pesca.
[refrão]
Por não fazer o que mais gosto Eu canto com desgosto, o facto de aqui estar; E algures sei que alguém mal disposto Ocupa o meu lugar.
Ninguém está bem com o que tem... E há sempre um que vem e que nos vai valer; Porém quase sempre esse alguém não é quem deve ser.
[refrão]
E é a mudar que vos proponho! Não é um passo medonho em negras utopias; É tão simples como mudar de posto na telefonia. Proponho que troquem convosco e acertem com a vida!
Maze Lab significa rock genuíno. Embalados por uma voz que nos transporta para uma atmosfera intensa, estes quatro músicos - que desde há duas décadas trabalham juntos - geram uma energia ímpar capaz de por uma sala de espectáculo a estremecer e ansiosa de mais emoções.
Será certamente isto que irá acontecer no dia 2 de Março,Sábado, no Cine Incrível em Almada - os Maze Lab vão mostrar aquilo que de melhor sabem fazer, tocar ao vivo, num espectáculo poderoso e imperdível a que ninguém ficará indiferente. Os concertos de Maze Lab distinguem-se pela excelência de execução dos seus músicos e pela fantástica voz e performance de um dos maiores cantores em Portugal, Paulo Ramos.
De 2003 até hoje, esta banda de Paço d'Arcos vem percorrendo o seu labirinto por todo o país. Com dois discos já publicados em dez anos de carreira, a banda é composta por Zé Moreira (bateria), Luís "Nené" Peleira(guitarra), Leopoldo Gouveia (baixo); e pela excepcional e incomparável voz de Paulo Ramos. Fica assim completo um palco em que a música, poderosa e directa, assenta numa teia labiríntica de riffs e ritmos aprumados do rock orgânico, com influências que podem ser traçadas desde rock dos anos 70, passando por alguns territórios dentro do jazz e blues.
Ricardo Oliveira apresenta “O Vento Mudou”, onde empresta o seu olhar a pedras basilares da música portuguesa. Ao fazê-lo, leva-as mais além e isso torna-o único. «Nem Às Paredes Confesso», «20 Anos», «Pensando em Ti» alinham em «O Vento Mudou», produzido pela Blim Records, por Ricardo Ferreira e João Matos, com arranjos de Rui Ribeiro e direcção musical de Hélder Godinho.
Alinhamento do álbum:
1 – Pensando em Ti 2 – O Vento Mudou 3 – Olhos Castanhos 4 – Só Nós Dois 5 – Estou Além 6 – Flor Sem Tempo 7 – No Teu poema 8 – Nem às Paredes Confesso 9 – Sol de Inverno 10 – 20 Anos 11 – Cinderela 12 – Adeus Tristeza
Poderá descarregar gratuitamente o medley de apresentação do disco aqui.
Um homem contou-me Que da montanha Se toca o céu, Que se encontrou ao subi-la Mas ao descê-la Se perdeu. Viu rastos de cobra E pegadas de leão: "Esta vida não sobra Quando se olha só para o chão!"
E tentou fugir do trilho, Beijou o tempo como a um filho, Acordou numa alvorada, Já sem nada pr'a esconder E então falou assim:
"Se houver Um Anjo da Guarda Que me abrace E se guarde dentro de mim, É tão só estar só no fim".
Outro homem contou-me Que da cidade Se vê o mundo, Que é tão doce o desejo, Que nenhum beijo É profundo. Viu escadas de ouro E telhados de rubi, Pensou que o maior tesouro É cada qual saber de si.
E tentou fugir da sombra, Dizer à luz que não se esconda, Correu as ruas, uma a uma, Já sem nada pr'a perder E então gritou assim:
"Se houver Um Anjo da Guarda, Que me abrace E se guarde dentro de mim, É tão só estar só no fim".
"Se houver Um Anjo da Guarda, Que me abrace E se guarde dentro de mim, Porque é tão só estar só no fim.
"Se houver Um Anjo da Guarda, Que me abrace E se guarde dentro de mim, É tão só estar só no fim". Porque é tão só estar só no fim.
Então faz por isso Dá-me mais do que isso Eu sei Que és tão difícil Por seres obra digna De um rei
Não precisas de dizer nada Estou perdido no teu olhar Não vejo o fim desta estrada Que acaba em ti Mas onde estás?
Não te vejo há tanto tempo Quando vejo não posso ficar Precipício, sacrifício yeeh
Se o tempo não pára e devora Limpa a mente e deixa o corpo são Teu sorriso deita cá para fora O que eu já esqueci desde então Podia ser tudo perfeito Mas há sempre um senão... eyeeh
Então faz por isso Dá-me mais do que isso Eu sei, eu sei Que tu és tão difícil Por seres obra digna De um rei yeeyeh
(ZIM) ? Quem tudo quer tudo perde É verdade Quem tudo sente pouco sente É verdade Eu quero sentir tudo mas não sinto É verdade Eu vou sentindo a cada olhar que me dás Na verdade Mas eu quero tudo com cada coisa a seu tempo Eu sei que há falhas a diferença é que eu emendo porque Por ti eu posso, por ti faço eu não tento Diz que é difícil, que és difícil e eu entendo yeh É desafiante ver-te longe e sentir-te perto Angustiante, ansioso se te tenho a um metro? Mas o que é certo é que a ânsia da paixão é que é certo Tudo a seu tempo repito, quero tudo mas excepto Todo esse tempo que tu me fazes querer sem ponderar O que é eterno ou de passagem eu sei que é sem pensar Eu sei que é tudo feeling, adoro todo esse feeling ? Então vive esse feeling E tu, faz por isso
Então faz por isso Dá-me mais do que isso Eu sei, eu sei Que tu és tão difícil Por seres obra digna De um rei yeeyeh
(BRIDGE) eeyh eeyh eeyh eeyh eeyh ayeeyh
Entraste de rompante E quiseste assim (haha) Sem sequer pensar Tinhas-me na mão (Na tua mão) Quis o mundo girar Em torno de ti E agora peço-te um pouco de atenção Vamos fazer por isso E chegar ao fim (Chegar ao fim) Da estrada da qual te falei de antemão (Yeh) Deitar abaixo o muro que vai de mim a ti (De mim a ti) Faz por isso e dá-me a tua mão yeeyh (Dá-me a tua mão yeeyh)
Então faz por isso Dá-me mais do que isso Eu sei, eu sei Que tu és tão difícil Por seres obra digna De um rei yeeyeh
Isabel Ventura vai apresentar na quarta-feira o seu novo disco, "Encontro em Dois Momentos", num concerto nos Maus Hábitos, Espaço de Intervenção Cultural, no Porto, anunciou hoje o produtor cultural Lino Teixeira.
"Encontro em Dois Momentos" é "um projeto arrojado" de Isabel Ventura, que conta com a participação do pianista Mário Figueiredo, Zé Carlos Barbosa, no contrabaixo e Michel Marques, na bateria.
No concerto que se realizará nos Mau Hábitos, no Porto, vão estar presentes dois convidados, Gileno Santana, trompete e Miguel Pedrosa, guitarra e soarão grandes clássicos do jazz e temas portugueses assinados por Fausto, Jorge Palma, Sérgio Godinho ou Rui Veloso.
A cantora, que iniciou a sua atividade musical em 1984, participa, três anos depois, no Festival da Canção RTP com a banda portuense Trabalhadores do Comércio, tendo depois integrado o grupo rock GNR.
A voz portuguesa já marcou presença no 4.º ciclo de Jazz Guarda, Centro Cultural de Belém, Cassa da Música, Rota Jazz, Porto Blue Jazz, entre outros.
Quarta-feira é a vez dos Maus Hábitos receberem Isabel Ventura num concerto, marcado para as 22:00, em que vai apresentar o seu disco a solo, "Encontro em Dois Momentos".
O grupo Os Poetas, que Rodrigo Leão e Gabriel Gomes criaram nos anos 1990 em torno da poesia, regressa nos próximos dias com um álbum novo, "Autografia", com concertos e a reedição do primeiro disco, há muito esgotado.
Os Poetas apresentaram-se em 1997 com "Entre nós e as palavras", disco que juntava música inédita de Rodrigo Leão (teclados) e Gabriel Gomes (acordeão) à poesia portuguesa dita pelos próprios autores - como Herberto Helder, Luísa Neto Jorge e Mário Cesariny.
Na fundação do projeto - com os dois músicos acabados de sair dos Madredeus - estiveram ainda o violoncelista Francisco Ribeiro e o editor Hermínio Monteiro, que sugeriu os poemas e deu a descobrir as gravações das vozes dos poetas.
Dezasseis anos depois, durante os quais viram desaparecer Hermínio Monteiro e Francisco Ribeiro, Rodrigo Leão e Gabriel Gomes recuperam o projeto e redescobriram essa "cumplicidade entre a música e o poema", disseram em entrevista à agência Lusa.
Na verdade, o pretexto para fazer renascer Os Poetas deu-se em 2012, quando os dois músicos foram convidados pelo Festival Silêncio a fazer uma performance em Lisboa.
Mergulharam novamente na poesia portuguesa, selecionaram mais escritores, como Adília Lopes e António Ramos Rosa, e convidaram o ator Miguel Borges para dizer os poemas.
Daí até à gravação de novas composições foi um passo rápido - explicaram - e eis que surge o álbum "Autografia", cujo título recupera um poema de Mário Cesariny e no qual participam ainda as instrumentistas Sandra Martins e Viviena Tupikova.
O álbum, por enquanto, só estará à venda nos três concertos que Os Poetas vão dar nas próximas semanas: a 3 de março na Casa da Música (Porto), dia 8 no Centro Cultural de Belém (Lisboa) e dia 16 no Teatro Aveirense (Aveiro).
A ideia de Os Poetas era dar corpo musical a poemas ditos pelos próprios autores - de uma série de gravações que Hermínio Monteiro deu a conhecer a Rodrigo Leão e a Gabriel Gomes.
Nos anos 1990 não era muito comum ter registos discográficos em que se dava primazia à palavra dita, ainda que com um sustento musical com instrumentos que quase se deixam ficar na sombra dos poemas. Hoje já estão disponíveis, ainda que escassos, mais registos semelhantes.
A grande diferença, segundo Rodrigo Leão e Gabriel Gomes, entre o primeiro álbum e este segundo é o ator a dizer as palavras em tempo real, neste caso, Miguel Borges. "Aqui o ator junta-se a nós e ao mesmo tempo entra nessa cumplicidade e adapta a sua cadência e nós adaptamo-nos a cada palavra. Naquela altura existiam os poemas já gravados, estavam a ser debitados pelo CD e nós tínhamos que arranjar a cadência", disse Gabriel Gomes.
Já sem Hermínio Monteiro, editor da Assírio & Alvim que morreu em 2001, para lhes sugerir mais poemas, Rodrigo Leão e Gabriel Gomes foram eles próprios selecionando a literatura que queriam musicar. "Eu acho que os poemas tinham intenção de nos procurar para falarmos sobre eles", rematou o acordeonista Gabriel Gomes.
Quatro músicos alentejanos "abriram o velhinho baú" da música tradicional portuguesa e criaram um grupo, em Beja, para dar "nova vida" a cantigas "esquecidas no tempo", sobretudo a "modas" do cancioneiro popular do Baixo Alentejo.
O grupo Cantigas do Baú, que recentemente editou o álbum de estreia, é constituído por Clara Palma (voz), Gabriel Costa (baixo), João Nunes (guitarra) e Luís Melgueira (percussões).
O projeto nasceu para "agarrar" em temas "menos conhecidos e rodados" da música tradicional portuguesa e "transportá-los para os nossos dias, reinventá-los", contou à agência Lusa Luís Melgueira.
"O baú é o cancioneiro tradicional português, essencialmente o alentejano", que tem temas "tão lindos, tão puros, de uma beleza extraordinária, que quisemos recuperar" para "homenagear" os poetas populares que os escreveram, explicou à Lusa Clara Palma.
O repertório do grupo, apesar de ser constituído sobretudo por "modas" do Baixo Alentejo, faz "uma viagem" pela música tradicional do interior de Portugal, desde a serra do Algarve até Trás-os-Montes, precisou Luís Melgueira.
Por outro lado, o repertório, focado no universo feminino, presta homenagem às mulheres, que, na área da música tradicional, só a partir dos anos 80 do século XX começaram a cantar organizadas em grupos corais, disse o músico, justificando assim a escolha de uma voz feminina para o grupo.
Após um ano e meio de trabalho, o grupo, que nasceu no verão de 2011, lançou no final do passado mês de janeiro o álbum de estreia, homónimo e composto por 11 cantigas, que "falam de amor", disse Clara Palma.
O álbum, editado para promover de forma "mais fácil" o trabalho do projeto, inclui sobretudo "baladas muito bonitas, com letras extraordinárias", mas também algumas cantigas "para dançar", precisou a vocalista.
O grupo lançou o álbum através de uma edição de autor, mas se aparecer uma editora que queira investir no projeto e torná-lo "maior", "estaremos abertos", disse Luís Melgueira.
"O que marca a diferença" no grupo Cantigas do Baú "talvez seja uma certa simplicidade na forma como apresentamos o nosso trabalho", disse Clara Palma.
A ideia é "criar uma sonoridade própria, não carregar muito as músicas e fugir um bocadinho aos instrumentos tradicionais muito usados no Alentejo", disse Luís Melgueira.
Por isso, as cantigas interpretadas pelo grupo, embora criadas a partir das letras e melodias originais dos temas, resultam de novos sons construídos apenas com recurso a uma guitarra clássica, um baixo elétrico e percussões, aos quais se junta a voz de Clara Palma, explicou Luís Melgueira.
Após a edição do álbum de estreia, o grupo está a promover as "cantigas do baú", sobretudo através da Internet, em redes sociais como Facebook e Youtube, de meios de comunicação social e de concertos, disse Clara Palma.
"O que pretendemos mesmo é que as pessoas se deixem apaixonar pelos temas da mesma maneira que nós nos apaixonámos", frisou a vocalista.
Segundo Luís Melgueira, o grupo quer, "essencialmente", o que está refletido no "slogan" do álbum, que é um excerto da letra de um dos temas: "Levar minhas cantigas prò lugar onde tu estás".
‘Mundo Pequenino’ em pré-venda no iTunes a partir de hoje Os fãs recebem um novo tema no momento em que encomendam o álbum digitalmente
Chama-se ‘Quem Tenha Pressa’ a nova canção dos Deolinda a que os fãs terão acesso a partir de hoje, no momento em que fizerem a encomenda do novo álbum, ‘Mundo Pequenino’, no iTunes. Este tema só está disponível na edição digital do iTunes e é o bónus imediato para quem faça a pré-compra do 3.º álbum de originais da banda.
No texto de apresentação do álbum, o jornalista João Gobern refere-se assim a ‘Mundo Pequenino’: ‘Se estivéssemos a raciocinar noutros parâmetros, dir-se-ia que os Deolinda seguem as mais modernas e ousadas teorias económicas, e não apenas as cartilhas que por aí vão aparecendo traduzidas: em tempo de crise, investem. Em época de aperto, diversificam. Em momento de aflição, como já vimos, cantam a defesa da felicidade. Ao ponto de, sem venderem a alma aos diabos nem aceitarem miscigenar os seus códigos de linguagem, vão à procura de um parceiro estrangeiro que os enriqueça sem lhes tolher as decisões de fundo, que converse sem impor, que sugira sem ordenar. Aposto, singelo contra dobrado, que Jerry Boys – o homem que, aos botões de uma mesa de som e muito mais, ajudou Ry Cooder a boicotar o boicote a Cuba, permitindo a esplendorosa revelação de Compay Segundo, Omara Portuondo, Eliades Ochoa, Ruben Gonzalez e todos os outros jovens anciãos que arquitectaram o Buena Vista Social Club, música de dolências e esplendores que não merecia estar fechada e muito menos esquecida – foi sobretudo um leal conselheiro, um génio da lâmpada ao dispor dos desejos dos Deolinda.’
‘Mundo Pequenino’ tem edição prevista para dia 18 de Março e dele já se conhece o single ‘Seja Agora’.
O Jazz ao Centro Clube de Coimbra anunciou, esta quinta-feira, a constituição de uma Orquestra dos Pequenos Improvisadores, constituída por 20 crianças dos seis aos 10 anos, com o objetivo de estimular a curiosidade e o interesse pela música.
"Trata-se de um projeto lúdico/pedagógico dirigido às crianças da Baixa e Alta da cidade de Coimbra, que vai ter início em março e se vai estender, nesta primeira fase, por um período de dois anos", disse à agência Lusa José Miguel, do Jazz ao Centro Clube.
O objetivo passa por estimular a curiosidade e o interesse pela música dos mais pequenos através de um programa que inclui oficinas de trabalho e sessões musicais sob a direção pedagógica do músico Álvaro Rosso.
A Orquestra dos Pequenos Improvisadores insere-se no projeto cultural Linhas Cruzadas, que, além do Jazz ao Centro Clube, envolve a companhia O Teatrão, a Casa da Esquina e o Círculo de Artes Plásticas, e que tem como parceira a Câmara de Coimbra.
O projeto foi apresentado quinta-feira à tarde, no Salão Brazil, sede do clube, na presença da vice-presidente da Câmara de Coimbra Maria José Azevedo Santos.
Na mesma conferência, a vice-presidente da autarquia anunciou a realização do I Ciclo de Requiem em Coimbra, da autoria do Coro Sinfónico Inês de Castro, que vai decorrer em março, na Sé Velha e Conservatório de Música de Coimbra.
O projeto musical consta de um conjunto de cinco concertos de Requiem, para coro e orquestra, compostos por diferentes autores e protagonizados por quatro coros a que se junta, em dois dos concertos, a Orquestra do Norte.
A autarca anunciou ainda a realização da terceira edição do Mercado Solidário das Confrarias, no sábado, entre as 09:00 e as 13:00, na Praça 8 de Maio, em Coimbra, com a participação de 13 confrarias.
Além de promoverem os seus produtos, trajes e símbolos, as confrarias concretizam um mercado gastronómico com fins solidários, cujas receitas revertem, na íntegra, a favor da Congregação das "Criaditas dos Pobres" - Cozinhas Económicas Rainha Santa Isabel.
Há uma estrada enorme a percorrer Há um horizonte mas o sol n me deixa ver Há tanta coisa por descobrir Há uma ponte mas eu não sei se a travessia me vai sorrir
Eu não sei O que irá acontecer Eu não sei
Eu não sei Se o karma me irá vencer Eu não sei
Eu não sei O que o vento me irá trazer Eu não sei
Como vai ser eu sei lá Só o amanha me dirá
Porque a vida é uma viagem E ninguém te dá boleia Em frente há uma paisagem Que n sei se é verdadeira Parece uma miragem Desenhada á minha ideia E eu creio ter Eu creio ter Creio ter forças para andar Wow oh Para andar Wow oh Para andar Wow oh Para andar Wow oh Para andar
E há uma estrada enorme a percorrer Há montes e vales que só mais tarde eu irei perceber E eu vejo vidas a passar por mim E todas elas são uma história sem fim
A nomeação foi proposta pela Filarmónica do Luxemburgo. O professor e musicólogo Paulo Lameiro, o mentor do projecto, recorda que este nunca recebeu quaisquer financiamentos
O projecto “Concertos para bebés”, produzido pela companhia Musicalmente, de Leiria, está nomeado para o prémio Young EARopean Award 2013, cujo vencedor será conhecido em Setembro, na cidade alemã de Osnabrück, recebendo um prémio de oito mil euros.
Original do professor e musicólogo Paulo Lameiro, Concertos para bebés foi um dos 15 selecionados de um júri internacional entre 136 projetos de mais de 20 países europeus.
Paulo Lameiro diz que ficou “surpreendido” com a nomeação, uma vez que entre os concorrentes estão “instituições musicais que fazem parte de grandes orquestras, salas de música e concertos”.
Para o mentor do projecto, esta nomeação vem “reconhecer” o trabalho “nascido numa pequena aldeia de Leiria” e é “mais um factor importante”, tendo em conta que Concertos para bebés “nunca recebeu qualquer apoio ou reconhecimento financeiro em Portugal”.
Para Paulo Lameiro, este é mais um “estímulo para não desistir e continuar em frente, numa altura em que cada vez se luta com mais dificuldades para manter os projectos”.
Com um júri constituído por especialistas na área da música erudita, Paulo Lameiro considerou que a nomeação se torna ainda mais relevante. “Não se tratou de votações na Internet. Foram especialistas que fizeram a sua seleção”, sublinhou.
O musicólogo revelou que o projecto foi proposto ao Young EARopean Award 2013 pela Filarmónica do Luxemburgo. “Fomos fazer um concerto e estranharam nunca termos ganho nada, pois consideravam que já deveríamos ter sido premiados. Foi o diretor que sugeriu o nosso nome.”
Os Concertos para Bebés foram idealizados por Paulo Lameiro e tiveram a sua primeira apresentação pública no dia 29 de Novembro de 1998. É o desenvolvimento de dois projetos anteriores, Berço das artes e Músicos de Fraldas. Nos concertos, os bebés são convidados a ouvir e a música é partilhada entre intérpretes e bebés, pais e irmãos, avós e amigos.
O YEAH Prémio EARopean jovem é uma competição europeia destinada a destacar programas criativos e ideias musicais, que despertem o entusiasmo dos jovens pela música.
Samuel Úria edita, na segunda-feira, o álbum "O grande medo do pequeno mundo", com canções que falam sobre a condição de sermos humanos, num tom irónico, mas não pessimista, disse à agência Lusa.
Samuel Úria, 33 anos, editou o primeiro disco há pelo menos dez anos, mas foi em 2009 que o álbum "Nem lhe tocava" lhe serviu de apresentação, como músico influenciado pela tradição do blues-rock, de Elvis a Bob Dylan e Johnny Cash.
Quatro anos depois, lança "O grande medo do pequeno mundo", estruturado numa semana de férias, na primavera de 2011, numa altura em que decidiu deixar de dar aulas e passar a viver apenas para a música.
A partir desse primeiro esqueleto das novas canções, feitas à guitarra, Samuel Úria pensou nos arranjos, no tom que elas pediam - fora das "músicas ‘quadradonas’ de guitarra, baixo e bateria" -, chamou os músicos, amigos de longa data, e gravou.
Ao contrário de "Nem lhe tocava", "O grande medo do pequeno mundo" mostra-se com muito mais colaborações, com nomes como António Zambujo, Manel Cruz, Armando Teixeira, Miguel Araújo, Márcia Santos, João Só, Jorge Rivotti e Gonçalo Tocha, que aqui assume o ‘alter ego’ Gonçalo Gonçalves. "O meio musical é pequeno. São pessoas que fui conhecendo, cada uma delas acrescentou a sua arte", explicou.
Do álbum sobressai, por exemplo, "Lenço enxuto", que Samuel Úria canta com Manel Cruz, dos Ornatos Violeta, "um dueto ‘hipermasculino’, mas nada machista", e "Triunvirato", com António Zambujo e Miguel Araújo, que é uma homenagem disfarçada a três homens que o influenciam: Leonard Cohen, Dylan e Johnny Cash.
Samuel Úria reconhece, nas letras, uma abordagem sobre a humanidade das pessoas, a subjugação aos medos e a escassez de soluções para superar esses medos. "São temas moderadamente generalistas que podem depois ser apropriados da maneira que cada um quiser, mas eu não estou interessado em que saibam a minha verdade, mas que entendam que estou a ser verdadeiro", afirmou.
Em "O grande medo do pequeno mundo", no qual participam ainda elementos do grupo Pontos Negros, Joaquim Albergaria, dos Paus, e Filipe Cunha Monteiro, há ainda referências aos Clash e ao poeta António Pocinho.
Ana Bacalhau, dos Deolinda, foi convidada pela Organização das Nações Unidas (ONU) a gravar um tema, juntamente com vários artistas internacionais, para assinalar, a 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, foi hoje anunciado.
O tema "One Woman", que será divulgado naquele dia, foi gravado com a participação de cantoras e músicos de 20 nacionalidades diferentes. Ao lado de Ana Bacalhau estão, por exemplo, Angelique Kidjo (Benin), Anoushka Shankar (Índia), Rokia Traoré (Mali), a espanhola Concha Buika e a brasileira Bebel Gilberto.
A iniciativa partiu da UN Women, agência da ONU para a igualdade de género e capacitação das mulheres, que subordinará este ano a efeméride a um compromisso: "É tempo de agir para por fim à violência contra as mulheres".
O tema, da autoria de Graham Lyle e Fahan Hassan, foi interpretado pela primeira vez em 2011, na apresentação da agência UN Women, na assembleia geral da ONU, tendo sido regravado em 2012 e 2013, com artistas diferentes.
Em declarações à agência Lusa, Ana Bacalhau manifestou-se honrada por ter sido convidada pela ONU para participar na gravação, por se identificar com a mensagem e com o trabalho desenvolvido pela UN Women.
"Somos todas uma e só mulher, os nossos problemas são comuns, diferentes em grau e gravidade, em circunstância e cultura, mas estamos juntas nisto de ser mulher. A nossa força, juntas, é ainda maior. É a mensagem a canção", disse.
Ana Bacalhau canta em inglês no tema, tendo gravado a sua participação quando esteve em estúdio com os Deolinda a gravar o novo álbum, a editar em março.
A cantora reconheceu que se empenha e preocupa com as questões de direito de género, porque ainda há desigualdades.
"Uma das questões que me foi colocada para responder, quando fiz a canção, foi se eu sentia ainda alguma desigualdade, sendo mulher (...). Sinto em menor grau em relação a mulheres de outros países, mas ainda há resquícios, alguns mais evidentes; alguma desigualdade na forma de tratamento, no acesso ao mundo do trabalho, à forma como fazemos as nossas escolhas pessoais e de vida, ainda somos um bocadinho condicionadas por alguns estereótipos", disse a cantora.
Na interpretação da música participam o músico maliano Bassekou Kouyate, o cantor israelita Idan Raichel, a cantora etíope Meklit Hadero e a malaia Yuna.
Ana Bacalhau recorda que, por trás da ideia dos Deolinda está uma personagem feminina: "Uma mulher forte, uma mulher observadora e uma mulher com voz. As personagens femininas que cantam, todas têm uma enorme força e uma voz ativa a olhar a sociedade, e é assim que eu sou e quero ser. Obviamente que ponho um bocadinho disso, e de mim, na Deolinda".
A ONU associou-se ao Dia Internacional da Mulher em 1975, assinalando-o a 08 de março, mas a assembleia geral da organização só decretou oficialmente a celebração, em todos os Estados-membros, em 1977.
A UN Women foi criada em 2010, para auxiliar os membros da ONU a cumprirem compromissos pela defesa dos direitos das mulheres e da igualdade de géneros.
A residência inicia-se em Março juntará Halloween a nomes em ascensão "do rap português, ou underground, ou crioulo"
Allen Halloween, nome maior do hip hop português da actualidade, autor de "Árvore Kriminal", um dos álbuns de destaque de 2011
Allen Halloween, nome maior do hip hop português da actualidade, autor deÁrvore Kriminal, um dos álbuns de destaque de 2011, assegurará a partir de Março uma residência mensal no Musicbox, no Cais do Sodré, em Lisboa. Não será simplesmente o rapper em cima do palco, será divulgador, será curador de noites que se propõem apresentar uma realidade do hip hop português que se mantém nas ruas, em desenvolvimento subterrâneo, mas ainda longe dos palcos.
A primeira residência tem lugar a 9 de Março. Seguir-se-ão duas, em Abril e em Maio. Allen Halloween chamou-lhes “A Noite da Lisa”, título da uma das canções de A Árvore Kriminal. “A ideia”, diz ao PÚBLICO o autor de Drunfos, é “dedicar cada mês ao rap português, ou underground, ou crioulo, que tenha algum nome nas ruas”. Conceito simples: “Chegar ao Musicbox e mostrar o trabalho”.
Sempre com a participação de Allen Halloween, certamente a início dos concertos, provavelmente juntando-se mais tarde aos convidados de cada uma das noites. Para já, não avança nomes convidados. Prefere destacar aquilo que serviu de motivação para a criação da residência: “A lacuna na zona de Lisboa para o movimento rap”. Explica: “Vão aparecendo festas aqui e ali, mas nada de consistente. Ter uma casa habitual num sítio como o Cais do Sodré é o ideal para atrair muita gente do movimento e para chamar a atenção de outros para as bandas”. Uma vez por mês, resume, “A Noite da Lisa” será “uma pequena Meca do hip hop”.
Não surpreende, portanto, que os concertos sejam alvo de gravação vídeo, forma de reunir uma documentação que escasseia e cuja utilização, explica, tanto pode assumir a forma de teledisco quanto a de material para um futuro documentário. “Queremos captar” - para já, essa é a única certeza.
Allen Halloween prepara neste momento o sucessor de Árvore Kriminal, o seu segundo álbum, cuja edição prevê para Junho. É certo que ouviremos novas canções durante a residência, mas isso não implica que a sua recepção pública interfira na elaboração do novo disco. “O meu processo criativo nunca esteve relacionado com o feedback que recebo”. É trabalho mais íntimo, uma conversa de Allen Halloween com Allen Halloween. Algo que parece confirmar-se, de resto, no véu que levanta sobre o álbum em preparação. “Irei abandonar o som mais polido do Árvore Kriminal. Será mais na linha do primeiro [Projecto Mary Witch], um regresso às raízes com alguns sons mais experimentais mas, no geral, mais caseiro, com produção mais seca”.
Quando o dia entardeceu E o teu corpo tocou Num recanto do meu Uma dança acordou E o sol apareceu De gigante ficou Num instante apagou O sereno do céu
E a calma a aguardar lugar em mim O desejo a contar segundo o fim. Foi num ar que te deu E o teu canto mudou E o teu corpo do meu Uma trança arrancou O sangue arrefeceu E o meu pé aterrou Minha voz sussurrou O meu sonho morreu
Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada. Dá-me o quarto vazio da minha casa Vou deixar-te no fio da tua fala. Sobre a pele que há em mim Tu não sabes nada.
‘Mom Says’ estreia em exclusivo na Rádio Comercial dia 25 de Fevereiro
O álbum, ‘There’s a Flower in My Bedroom’, estará disponível a 8 de Abril
‘Mom Says’ é o primeiro single a ser retirado do novo álbum de Luisa Sobral. O tema terá estreia em exclusivo na Rádio Comercial já na próxima segunda-feira, dia 25 de Fevereiro. Em simultâneo, a rádio estreará no seu site o vídeo que acompanha a canção, e que mostra alguns dos momentos em estúdio na altura da gravação do disco. ‘Mom Says’ estará disponível digitalmente a partir de 28 de Fevereiro.
‘There’s a Flower in My Bedroom’ é o segundo álbum de Luisa Sobral. Produzido por Mário Barreiros, sucede ao multi-galardoado álbum de estreia, ‘There’s a Cherry in My Cake’.
O novo álbum de Luisa Sobral chega às lojas a 8 de Abril.
TEM MUITOS SAPOS NA LAGOA TEM MUITO BICHO SANGUESSUGA MAS HOJE SÓ PENSO EM FUGA COMPREI UM CARRO E VOU VIAJAR NÃO VOU PRENDER MEU SABIÁ NÃO VOU PRENDER MEU SABIÁ
HOJE CORRO O DIA INTEIRO ATRÁS DA FÊMEA E DO DINHEIRO VEJO A PORTA DO INFERNO MAS NELA NÃO VOU ENTRAR E VOCE TAMBÉM NÃO VAI E VOCE TAMBÉM NÃO VAI
A VACA GORDA NÃO DEU LEITE A TERRA SECA NÃO DEU SORTE MAS HOJE ESTOU MAIS FORTE JURUBEBA LEÃO DO NORTE NÃO TENTARÁS SATANÁS NÃO TENTARÁS SATANÁS
A COBIÇA NÃO ME ATINGIU SEI QUE TUDO VOCE FINGIU AGORA O QUE VAI FAZER MAS NESSA NÃO VOU ENTRAR E VOCE TAMBÉM NÃO VAI E VOCE TAMBÉM NÃO VAI
ESTÁ ESCRITO NA PALMA DA TUA MÃO ESTÁ ESCRITO NA PALMA DA TUA MÃO ESTÁ ESCRITO NA PALMA DA TUA MÃO ESTÁ ESCRITO NA PALMA DA TUA MÃO DA TUA MÃO DA TUA MÃO
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