Os últimos dias do próximo mês de Fevereiro serão tempo de "Alegria", de Cristina Branco. O novo disco da cantora, quase todo composto por originais (com excepção de três temas, de Sérgio Godinho, Chico Buarque e Joni Mitchell), tem pontos de contacto com os seus trabalhos anteriores, designadamente nas autorias das letras e das músicas, mas obedece a um novo e ousado conceito: Aurora, Cândida, Carolina, Deolinda, Miriam ou Louise são mulheres emblemáticas saídas de um tempo que pode bem ser o português mas que se projecta para além dele; lutadoras, românticas, vítimas, marginais, sonhadoras, há de tudo um pouco no painel de personagens maioritariamente femininas imaginado por Cristina Branco e construído pela conjugação feliz das palavras de Manuela de Freitas, Miguel Farias, Pedro Silva Martins ou Jorge Palma, e os sons criados por estes dois últimos autores e ainda os de Mário Laginha, João Paulo Esteves da Silva e Ricardo Dias.
A produção de "Alegria" é de Ricardo Dias, contando ainda com a participação de músicos que têm acompanhado Cristina Branco em dezenas de palcos espalhados pelos quatro cantos do mundo: Bernardo Couto (guitarra portuguesa), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Carlos Manuel Proença (guitarra), para além do próprio Ricardo Dias (piano e acordeão) e os convidados Mário Delgado (guitarra elétrica) e João Moreira (trompete).
Os lisboetas Uni_Form iniciam, já no próximo mês, uma digressão que os leva a palcos holandeses, belgas e franceses.
A banda, que editou dois álbuns, "Mirrors" (2010) e "1984" (2012), vai apresentá-los fora de portas em Roterdão (1 de fevereiro), Bruxelas (2 de fevereiro, na primeira parte dos O.Children) e Paris (3 de fevereiro).
Os Uni_Form são Billy, o vocalista, BlackSkull no baixo e teclados, Exploding Boy, na bateria, e Mike, nos teclados e guitarra. A banda aponta diversas influências do rock gótico e industrial, desde bandas como Editors, Depeche Mode e Joy Division até Pink Floyd ou Bauhaus.
Em Portugal, os Uni_Form asseguraram já as primeiras partes dos concertos dos She Wants Revenge no TMN ao Vivo, em Lisboa, e no Hard Club, no Porto, em junho de 2012, e de Peter Hook & The Light no Centro Cultural de Belém, em novembro do mesmo ano.
At the door of the kingdom Life is put In the mirror Reflection off deeds As the void succeeds We come into being Darma As master creator Feeling humble I surrender To the force Of contemplation
Oo to you I surrender Oo my heart filled with splendor
A dream of the past We wish to remember To sublime the unity From freedom or error Darma as liberator Show the signs To fade the pretender Reveal me the truth That my heart Keeps in tender
Oo to you I surrender Oo my heart filled with splendor
Razing the blade Cuting all the matter Play with the elements Improve make it better Darma please plant the seed Grow the will Inside of me To live in love Despite of all the fear
Oo to you I surrender Oo my heart filled with splendor
Reaching the end In each breath the last What stayed undone Bite my flesh and bone And dreams very fast Leaving all despair I feel the wounds laying there As I cross the veil Fading still To the form of constellations
Oo to you I surrender Oo my heart filled with splendor
Já sei que não gostas da minha maneira de falar Mas eu tenho de te dizer, Tu para mim, És boa comó milho! Há bocado passaste por mim e chamaste-me Vaidoso! É grupo, pois contigo, vai doze, vai treze, vai catorze, Vai aquelas que conseguires aguentar! Minha Linda! Se a gente se pudesse encontrar aí fora A gente fazia umas coisas jeitosas, por exemplo Eu passava-te com a língua nas orelhas Tu sentias um arrepio na espinha, mas era bom Depois, depois eu punha-te as mãos nos faróis da frente, Tu acendias os máximos A gente enfiava-se aí numa escada qualquer e Pimba!
Uma estalada de rock. É assim que Catarina, baterista, caracteriza o som das Anarchicks, banda de quatro raparigas dispostas a "falar de amor e outros temas universais" com riffs musculados, atitude... e algum glamour.
O desejo de criar as Anarchicks partiu da baixista, Helena. Alguns contactos, um casting e menos de um ano depois surge“Really?!”, o álbum de estreia do quarteto feminino.
“O nosso som resulta da química que se gera entre nós as quatro, não é uma coisa que custou muito alcançar, foi imediata com a nossa junção”, conta Ana, guitarrista, o último elemento a integrar o grupo.
“Logo no primeiro encontro na sala de ensaios percebemos que podia haver aqui potencial”, acrescenta Catarina, a baterista, salientando que agora é altura de “alimentar” esta dinâmica que acaba por se refletir no trabalho das Anarchicks.
Afoitas, estas quatro raparigas já deram concertos em autocarros, atuaram em inaugurações de lojas, lançaram um EP de forma independente e partilharam o palco com nomes como Bizarra Locomotiva. Aos poucos, 2012 foi um ano de pequenas grandes conquistas para o grupo que, assim, tem sabido colocar-se debaixo dos holofotes.
É neste contexto que surge “Really?!”, álbum de estreia dominado por “um rock muito sincero, música de impacto, com algumas influências punk e algum electro”, conta Catarina. A baterista confessa admiração nomes como Breeders, Bikini Kill ou os mais recentes Gossip, mas ao ouvirmos “Really?!” também nos lembramos dos longínquos X-Ray Spex ou Raincoats (onde, curiosamente, militava uma portuguesa, Ana da Silva), num alinhamento que cruza cenários do pós-punk de finais dos anos 1970/inícios de 1980 com a crueza do grito riot grrrl, uma década depois, e a recontextualização feita nos anos seguintes por bandas como as Le Tigre (de quem as Anarchicks se aproximam nos momentos mais eletrónicos).
Com o disco pronto, é altura de Ana, Catarina, Helena e Priscila se atirarem aos palcos. O concerto de apresentação decorreu no Musicbox, em Lisboa, numa sala esgotada e quase sempre efusiva ao longo de uma hora. Apesar de concentradas a promover o novo disco, Ana e Catarina salientam a magia das atuações. “Acho que ao vivo é uma experiência diferente, é uma coisa muito mais imediata, há muito mais contato entre a banda e o público, e acho que temos muito a ganhar dos concertos em relação ao álbum”, diz Ana. Partilhando do mesmo entusiasmo, Catarina acrescenta que “o álbum é uma coisa mais trabalhada e polida, mas o concerto é mais extravasante”.
O facto de as Anarchicks serem uma banda só de elementos femininos diferencia-as no universo musical português, mas a baterista desvaloriza essa percepção. “Há algumas ideias estereotipadas que se diluem imediatamente depois de um concerto porque deixamos de ser só raparigas e passamos a ser músicas que estamos em cima de um palco”, conclui Catarina.
A anarquia de “Really?!”, gravado nos Blacksheep Studios por Makoto Yagyu (PAUS, If Lucy Fell, Riding Pânico) e Fábio Jevelim (Blasfêmea), já está nas lojas e promete ter continuação (e expansão) num palco próximo ao longo de 2013.
Viver a vida sempre preocupado Passar o tempo sem ir a nenhum lado Deixa-me seco, eu vivo esgotado Tendo prazeres em dias alternados
E ando sempre vivendo estados E por vezes bem desamparados Rebusco os cantos, nem sempre recheados Eu faço as coisas tão desnorteado
Mas em dias por vezes espaçados Vêm-me à cabeça pontos desfocados Desse mundo sempre agitado Possível sonho todo bem rodado E na TV,produtos embalados Entram em nós, bem camuflados Como é que eu fico, eu fico engasgado Com o novo mundo mesmo ali ao lado
Está mesmo ali ao lado
E eu vou ter que sair, e eu vou ter que partir Finalmente vais ver O que é que iria ser, o que é que eu iria ter
A guitarra de Noberto Lobo compete com as canções dos The xx, Alt-J ou Django Django.
O músico português Norberto Lobo está nomeado com Mel Azul para o prémio de melhor álbum europeu independente de 2012, que é atribuído pela Impala, a organização que reúne várias editoras discográficas independentes da Europa. A lista dos nomeados desta terceira edição do prémio apresenta 18 álbuns de países como Reino Unido, Espanha, França ou Suécia.
De Portugal está nomeado o guitarrista Norberto Lobo, da etiqueta independente Mbari. Entre os nomeados estão, por exemplo, os ingleses The xx (Coexist), Alt-J (An Awesome Wave) e Django Django (Django Django), a sueca El Perro Del Mar (Pale Fire) ou o espanhol John Talabot (Fin). Os prémios Impala vão apenas na terceira edição – premiaram em 2012 a cantora inglesa Adele com 21 – e pretendem “celebrar o generoso talento e diversidade musicais das edições discográficas independentes na Europa”.
O vencedor é escolhido independentemente das vendas. A organização Impala, criada em 2000, reúne mais de quatro mil membros, pequenas e médias editoras independentes, que não integram as grandes marcas discográficas.
"...As canções são sempre canções mas a maior parte das vezes são inquietas e pedem mais qualquer coisa..."
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"COM UM ABRAÇO"
Já à Venda
"...sem dúvida o melhor, mais inventivo e variado álbum saído de Sebastião e seus companheiros..." (António Pires, in Blitz, Janeiro 2013)
01. O Meu Assunto Preferido 02. Cantiga da Burra (com Galandum Galundaina) 03. Quando a Noite Já Ia Serena (com Tito Paris) 04. Cantiga das Casas 05. Senhora do Almortão 06. P'lo Sim P'lo Não 07. Sei Que a Vida Não Nos Dá Tudo (com Sara Vidal) 08. Uma Canção Por Ali 09. História da Princesa Solidão 10. Hora Certa 11. Segredos de Mel 12. Jogo de Fitas 13. História do Vampiro Apaixonado 14. Cantiga da Burra (remix) 15. Uma Scottish Para Ti 16. Tuareg Jam Session
“O Que Não Se Vê” de Cristina Massena já nas lojas
O álbum de estreia de Cristina Massena estará disponível a partir de 28 Janeiro. “O Que Não Se Vê” conta com 12 temas originais, onde se reflecte a sua profunda identidade artística. O primeiro single “O Meu Nome É Terra” já está disponivel no iTunes.
Cristina Massena nasceu no Porto, onde estudou música desde os 7 anos. Apaixonada pela expressão, tem vindo a desenvolver trabalhos numa vasta área artística, da Arquitectura às Artes Plásticas.
Encontra na música a sua genuína identidade, escrevendo e compondo canções em Português que revelam um Universo próprio construído entre imagens, palavras e sons.
“O Que Não Se Vê” é o seu primeiro álbum de originais como cantautora, com o selo da Boom Studios e distribuição da Universal Music Portugal, e é um projecto que vem desenvolvendo e amadurecendo desde 2007.
O single de avanço chama-se “O Meu Nome É Terra” e foi uma canção escrita a pensar no esforço, na mudança, na luta da sobrevivência humana e já está disponível.
APRESENTAÇÃO OFICIAL DA ESTREIA A SOLO DO MÍTICO BATERISTA MARCADA PARA 7 DE FEVEREIRO, NO TEATRO DO BAIRRO, EM LISBOA, E 14 DE FEVEREIRO, NO HARD CLUB, NO PORTO
EDIÇÃO ESPECIAL FNAC COMPOSTA POR DISCO E BILHETE PARA CONCERTO DE APRESENTAÇÃO JÁ ESTÁ DISPONÍVEL!
A espera, finalmente, terminou: «Comunicação», o primeiro álbum de Kalú, chega hoje às lojas! A estreia a solo do mítico baterista e fundador dos Xutos & Pontapés tem sido aguardada com tremenda expectativa e as declarações do próprio autor só elevaram a antecipação. Segundo Kalú, com «Comunicação», «parece que voltei a nascer para a música».
As 10 canções que compõem «Comunicação» nasceram quando o baterista estava a trabalhar no mais recente registo dos Xutos & Pontapés. «Estávamos todos a fazer músicas e eu fui fazendo coisas mas sentia que, algumas, não se encaixavam no perfil dos Xutos». Reuniu estas ideias e não as deixou morrer: Kalúassina todas as músicas das canções de «Comunicação», cujas letras ficam repartidas entre Vasco Ferreira e o produtor Ramon Galarza. Mas que se desengane quem pensa que a única surpresa de«Comunicação» é encontrar Kalú em nome próprio: «Pela Noite Dentro» marca, igualmente, a sua estreia como letrista.
À venda a partir de hoje, «Comunicação» está também disponível numa edição especial FNAC, composta pelo álbum e por um bilhete para um dos concertos de apresentação oficial, agendados para dia 7 de Fevereiro, no Teatro do Bairro, em Lisboa, e dia 14, no Hard Club, no Porto.
«Tu Aí», «Falhas» ou «Sem Eira Nem Beira» são documentos inesquecíveis aos quais Kalú deu voz. «No historial dos Xutos, desde o primeiro álbum, cantei sempre umas músicas. Esta coisa de cantar esteve sempre presente». Quem o conhece, sabe que a música faz parte dele, como o sangue que lhe corre nas veias. E também sabe que, para si, o rock é tão importante como o ar que respira. Não é, por isso, de estranhar que «Comunicação»tenha sido feito, única e exclusivamente, pelo prazer de tocar. «Fiz este álbum porque adoro fazer músicas. Estou a divertir-me imenso, a adorar esta experiência. E espero que as pessoas gostem».
Os portugueses Hands On Approach e The Gift são as mais recentes confirmações no cartaz do NORFEST 2013, um novo festival de verão, cuja primeira edição irá decorrer nos dias 1, 2 e 3 de agosto, no Monte Senhora da Graça, em Mondim de Basto.
As duas bandas passam pelo evento a 1 de agosto, no mesmo dia em que atuam os já confirmados Buraka Som Sistema, The Gift e Fryo.
Estes nomes juntam-se aos anteriormente anunciados Mão Morta, Masterplan, Moonspell, Bizarra Locomotiva, RAMP, Biquini Cavadão, :papercutz e Voxels.
Os bilhetes para o evento já estão à venda na bilheteiraonline.pt e na FNAC, em quatro modalidades distintas: bilhetes diários; passes de três dias com campismo incluído; passes VIP, com acesso aos três dias do festival, campismo, acesso à zona VIP e três dias de buffet; e passes GOLDEN VIP, que inclui ainda o acesso ao backstage.
Esta noite, oh oh Esta noite tu e eu no dancefloor (2x)
Vem dançar, vejo o fogo no teu olhar Sem parar, a noite está agora a começar O calor do teu corpo, queima, deixa-me louco Hoje nada nos vai parar
Esta noite tudo pode acontecer! (2x) Esta noite põe a mão no ar! (3x) Vamos festejar in the club
Fico assim quando tu danças junto a mim Esqueço o mundo quero que a noite não tenha fim Hoje eu não tenho pressa amanhã não interessa Hoje nada nos vai parar
Esta noite tudo pode acontecer! (2x) Esta noite põe a mão no ar! (3x) Vamos festejar in the club yeah (4x)
A música dos TvRural pode ser descrita como anti-pop, pela sua rejeição sistemática das fórmulas compositivas de formatos amigos da rádio, pela sua busca do espontâneo, do gozo e às vezes do feio. É tudo liberdade de fazer o que aqueles músicos descendentes do psicadélico e do progressivo querem fazer, com arranjos elaborados e vários momentos melódicos e rítmicos por tema, acentuando a dimensão teatral da performance da banda, nunca antes totalmente traduzida quando gravada.
Na “Balada do Coiote” fruto talvez das experiências extra banda de alguns dos seus membros, eles conseguem transmitir esse ambiente que se vive ao vivo, num registo gravado. “Faz-te um Homem, Rapaz” é o single de apresentação e é uma canção que traz os ritmos da música popular, junta um bom refrão e percussões fortes.
“Quem Me Chamou”, um daqueles temas em que tudo bate certo, o som a letra o “swing”, os coros. “Toma o Comprimido”, sugere algo bastante familiar pois é uma versão de António Variações.
A banda mostra também um lado bastante mais forte e potente com os temas “Correr de Olhos Fechados” e de “Quando Troveja” que parece uma estranha canção de amor de onde sai uma citação que acaba por dar nome ao disco.
São constituídos por David Jacinto (voz e saxofone), David Santos (baixo, contrabaixo e voz), Gonçalo Ferreira (guitarra eléctrica e voz), João Pinheiro (bateria e voz) e Vasco Viana (guitarra eléctrica e voz). Depois de promover o seu primeiro disco de originais, “Filomena Grita!”, editado no final de 2007 (Catadupa!), editam agora um novo álbum de originais pela Chifre, “A Balada do Coiote”.
Resta-nos salientar que o disco em si é bastante original e bonito, aproveitando a forma redonda do CD para simular um pequeno vinil com uma lua cheia no centro. Um disco extremamente bem feito, instrumentalmente muito variado, com letras muito boas, de que se vai gostando cada vez mais, a cada audição e que não cansa. Tanto se ouve bem no carro como no sofá de casa, numa boa aparelhagem.
É numa rua bizarra A casa da mariquinhas Tem na sala uma guitarra E janelas com tabuinhas
Vive com muitas amigas Aquela de quem vos falo E não há maior regalo Que a vida de raparigas É doida pelas cantigas Como no campo a cigarra Canta o fado à guitarra De comovida até chora A casa alegre onde mora É numa rua bizarra
Para se tornar notada Usa coisas esquesitas Muitas rendas, muitas fitas Lenços de cor variada. Pretendida, desejada Altiva como as rainhas Ri das muitas, coitadinhas Que a censuram rudemente Por verem cheia de gente A casa da mariquinhas
É de aparência singela Mas muito mal mobilada E no fundo não vale nada O tudo da casa dela No vão de cada janela Sobre coluna, uma jarra Colchas de chita com barra Quadros de gosto magano Em vez de ter um piano Tem na sala uma guitarra
P'ra guardar o parco espólio Um cofre forte comprou E como o gaz acabou Ilumina-se a petróleo. Limpa as mobílias com óleo De amêndoa doce e mesquinhas Passam defronte as vizinhas P'ra ver o que lá se passa Mas ela tem por pirraça Janelas com tabuinhas
No terceiro disco, o cantautor portuense fala do amor nas suas múltiplas vertentes e parece procurar lugares reconfortantes como processo de auto conhecimento, num registo, como referiu em várias entrevistas como o mais autobiográfico até agora.
O novo álbum traz 12 canções pop que se encontram influídas numa sonoridade que procura influências desde a música electrónica até à folk europeia. "Proper Goodbye" é a canção escolhida como single de antecipação do novo disco e conta com um videoclip realizado por Vasco Mendes, e já toca nas rádios.
As canções seguem um registo bastante similar, saltando das mais animadas às mais calmas e introspectivas.
O álbum inicia com “15 Days” que é bastante forte para abrir caminho aos temas seguintes. “It Took Me So Long” e “Love You Back” entram no campo mais calmo. Muitas das canções são quase declarações de amor.
Mas há também temas que se encarregam de dar ao disco um lado mais divertido e até de festa como “Unite The People” ou “We All Jumped” com efeitos sonoros diferentes do que se está habituado e davam um bom próximo single.
“State of Mind” tem uma influência de sonoridades que lembram as músicas disco dos anos 80 mas com um registo bastante inovador e actual. O disco termina com “See Ya”, um tema que começa ao piano e mostra o lado trágico que outras canções do álbum não têm e é sobretudo uma aposta nova do som de Alexandre Monteiro.
O álbum, que teve o apoio do Fundo Cultural da GDA, tem colaborações de Nuno Sarafa (X-Wife, Best Youth), João André (Mónica Ferraz), Rui Maia (Mirror People) e John Almeida (Little Friend) e foi masterizado por Tim Debney (Thom York, Lilly Allen, Kasabian, Gorillazz, Super Furry Animals, entre outros) no "Fluid Mastering", em Londres.
A noite passada acordei com o teu beijo Descias o Douro e eu fui esperar-te ao Tejo Vinhas numa barca que não vi passar Corri pela margem até à beira do mar Até que te vi num castelo de areia Cantavas "sou gaivota e fui sereia" Rime de ti "Então porque não voas?" E então tu olhaste, depois sorriste Abriste a janela e voaste
A noite passada fui passear no mar A viola irmã cuidou de me arrastar Chegado ao mar alto abriu-se em dois o mundo Olhei para baixo, ias lá no fundo Faltou-me o pé, senti que me afundava Por entre as algas teu cabelo bailava A lua cheia escureceu nas águas E então falámos e então dissemos "Aqui vivemos muitos anos"
A noite passada o paredão ruiu Pela fresta aberta o meu peito fugiu Estava do outro lado a tricotar janelas Vias-me em segredo ao debruçar-te nelas Cheguei-me a ti, disse baixinho "Olá" Toqueite no ombro e a marca ficou lá O sol inteiro caiu entre os montes E então tu olhaste, depois sorriste Disseste "'Inda bem que voltaste"
As munições já estão carregadas e prontas a fazer jus ao chavão que as apresenta: Se a música é uma arma elas são o gatilho! Em fase de lançamento do álbum de estreia "Really?!", as Anarchicks vêm ao Musicbox prestar contas e mostrar que o rock deixou, há muito, de ser exclusivamente masculino.
Quem já ouviu falar delas sabe bem do que falamos, estas quatro miúdas são o melhor do punk nacional.
Depois de lançarem o EP "Look What You Made Me Do" por si próprias, lançarão em Janeiro de 2013 o seu primeiro LP intitulado "Really?!" pela Chifre, que apresentaram na noite de 25 de Janeiro.
Abriram com uma intro de riffs de guitarra e a bateria barulhenta para entrarem com todo o folego com “Sunset Graveyard”.
A sala estava cheia, com o público a saltar e a guitar durante as musicas “New Rave”, “Bored” e “Kinda Do”.
Mas mesmo sendo um concerto que pretendia apresentar o seu álbum, as meninas guardaram algumas surpresas e aproveitaram para tocar uma canção totalmente nova: “And It Feels Good Too” que poderá eventualmente constar na lista de um próximo álbum “se houver um” como afirmaram.
Seguiram com a potente “Endless Love” e puseram toda a gente a dançar com a ajuda de uma convidada bastante especial, outra das surpresas da noite. Dachick juntou-se às miúdas mais cheias de punk em Portugal para o tema “Dance”.
Depois de “Forever” e “Son of a Beat” tocaram o esperado primeiro single “Restraining Order” que foi, naturalmente, o momento de maior loucura entre o público.
Despediram-se com “Off The Box” e pareceu mesmo que não tinham um encore preparado, o público gritou por mais e elas tiveram mesmo de voltar e tocaram um tema que “está ainda numa fase embrionária” mas que deixou os fãs satisfeitos o que as levou a tocar mais uma vez o seu single.
O Hardmusica deixa ainda um último parágrafo para a banda que abriu o concerto das Anarchicks.
Já tínhamos falado dos TwinChargers na altura do festival Vodafone Mexefest e esta foi a banda que provou mais uma vez que tem todo o potencial para se tornar uma das maiores no rock alternativo português.
Com apenas um baixo e uma bateria fazem melhor o que às vezes uma banda de mais elementos consegue.
Acordas todo santo dia a ressacar Sempre a pensar como é que te vais orientar Ainda ontem tinhas tudo na mão Mas nunca chega pois não meu irmão ? Vais ter que inventar mais um esquema marado Um pouco de sorte e és de novo catado Não há espiga Desde de que fiques de cabeça cheia Que se lixe o mundo ,tu queres é a tua meia Cada vez há menos espaço na tua cabeça Não há ideia nova que não te aborreça Atrofias , atrofias , não dás por nada Não percebes que alguma coisa esta errada Tenta compreender eu não falo á toa Porque eu não sou como qualquer pessoa Que fala sem saber …. Sinceramente gostava de o ser Mas eu já senti na minha própria pele Essa dor tão amarga como puro fel Um corpo necessitado Só precisa de um bafo para ser reanimado
1,2,3 é a ressaca outra vez
Estou a tentar chegar a ti Antes que te tornes em algo que já vi Tantas e tantas vezes na minha vida Ainda não estou pronto para a despedida Não ensines a missa ao padre , meu Não sejas mais um irmão que se perdeu E entrou para o clube de ladrões Intrujas, atrofiados sem opções Que nem sequer tentam sair dessa prisão Chegaram a um ponto de perda da razão Agora podes pensar que estou a ser muito duro É a única maneira de assegurar o futuro Ambos sabemos que não é fácil parar Mas podes contar comigo se isso ajudar
1,2,3 é a ressaca outra vez
O teu estado deve-se á hipocrisia Da policia e governo que deitam pela pia Juramento e promessas que deveriam cumprir Aceitam luvas e acabam por cair Num ciclo vicioso que a todos apanha E cada vez mais ateia fogo á lenha O casal ventoso movimenta mais dinheiro do Que o Banco de Portugal tem no mealheiro Toda a gente sabe o que se passa Mas a indiferença já ultrapassa Todas as esperanças de precaver Os erros que outra geração venha a cometer Não informação sobre a droga Em que mais e mais gente se afoga Nas leves nem vale a pena falar São tão perigosas como o teu gato a miar Se já tivessem sido legalizadas Talvez as outras pudessem ser evitadas Não caiam na asneira como eu cai Passei mal para poder estar aqui A tentar marcar uma diferença É na ignorância que está a doença
Tás a sentir Uma página de história Um pedaço da tua glória Que vai passar breve memória Tamos no pico do verão mas chove Por todo o lado Levo uma de cada Já tou bem aviado Cuspo directo no caderno Rimas saídas do inferno Que passei à tua pala Num tempo que pareceu eterno Tou de cara lavada Tenho a casa arrumada Lembrança apagada De uma vida quase lixada
Passeio na praia Atacado pelos clones São tantos e iguais Sem contar com os silicones Olho para o céu Mas toda a gente foi de férias Apetece-me gritar Até rebentar as artérias
[REFRÃO 4x:] (Respiro fundo) E lembro-me da força (Que guardo dentro do meu corpo) Espero que ela ouça
Todo o amor deste mundo Perdido num segundo Todo o riso transformado Num olhar apagado Toda a fúria de viver Afastada do meu ser Até que um dia acordei E vi que estava a perder Toda a força que cresceu Na vida que deus me deu Uma vontade de gritar bem alto: O MEU AMOR MORREU Todo o mundo há-de ouvir Todo o mundo há-de sentir Tenho a força de mil homens Para o que há de vir
Flashback instantâneo Prazer momentâneo Penso em ti até Que bate duro No meu crânio Toda a dor Toda a raiva Todo o ciúme Toda a luta Toda a mágoa e pesar Toda a lágrima enxuta Alieno como posso Não posso encher a cabeça Não há dinheiro Nem vontade Ou amor que o mereça Não vou pensar de novo, Vou-me pôr novo Neste dia novo Estreio um coração novo Visto-me de branco Bem alegre no meu luto Saio para a rua Mais contente que um puto Acredita que custou Mas finalmente passou No final do dia Foi só isto que restou
[REFRÃO 4x:] (Respiro fundo) E lembro-me da força (Que guardo dentro do meu corpo) Espero que ela ouça
Todo o amor deste mundo Perdido num segundo Todo o riso transformado Num olhar apagado Toda a fúria de viver Afastada do meu ser Até que um dia acordei E vi que estava a perder Toda a força que cresceu Na vida que deus me deu Uma vontade de gritar bem alto: O MEU AMOR MORREU Todo o mundo há-de ouvir Todo o mundo há-de sentir Tenho a força de mil homens Para o que há de vir Vai haver um outro alguém Que me ame e trate bem Vai haver um outro alguém Que me ouça também Vai haver um outro alguém Que faça valer a pena Vai haver um outro alguém Que me cante este poema
Os WOTS são um projecto de rock alternativo de Leiria formado em 2006, do qual fazem parte actualmente Nuno Russo (voz), Jorge Cardoso (bateria), Hugo Rodrigues (baixo), Carlos Luis (guitarra e vozes), Nuno Costa (guitarra e vozes).
A banda conta já com várias músicas originais, gravadas por conta própria, estando agora a apostar na promoção ao vivo do trabalho desenvolvido. O primeiro álbum já saiu.
Os temas focados nas músicas são sobretudo do foro psíquico: viagens interiores, dor, nostalgia, cansaço, revolta, traumas, medos, diferentes modos de encarar a vida, o desespero e uma sucessão de visitas guiadas ao Paraíso e ao Inferno com bilhete de ida, mas não necessariamente de volta.
“Sónia e as Profissões” é o nome da mais recente aposta musical do Canal Panda e da Universal Music, um projeto que representa a estreia absoluta da apresentadora Sónia Araújo como cantora, atriz e bailarina, com lançamento de um CD e de um DVD previsto para finais de fevereiro e exibição inédita dos primeiros videoclips a partir de hoje, dia 25 de janeiro, no Canal Panda.
Depois dos sucessos musicais de “Xana Toc Toc e “Panda e Os Caricas”, que juntos venderam mais de 120 mil unidades, o Canal Panda e a Universal Music continuam a sua aposta na música para dar largas à imaginação da pequenada, estimulando-os a conhecer o mundo dos adultos através das diferentes profissões.
Ao longo de 12 músicas e vídeos originais, lúdicos e pedagógicos, indicados sobretudo para crianças em idade pré-escolar, Sónia Araújo, acompanhada de um elenco de crianças, recria de forma divertida cada atividade profissional.
“As crianças são o melhor da vida. Estou muito satisfeita com este trabalho, que me permitiu viajar no meu imaginário infantil e recordar as brincadeiras de criança em que fingia ter 1000 profissões diferentes. A música é um instrumento importante na educação infantil, pelo que este álbum representa também um sonho concretizado que pode ser acompanhado por todos os meninos e meninas no Canal Panda”, refere a apresentadora a propósito deste lançamento.
Professor, bombeiro, polícia, escritor, Dj, cientista, padeiro e futebolista, são algumas das profissões abordadas neste lançamento recheado de ritmos alegres e animados, que estimula as crianças a aprender mais sobre as diferentes atividades laborais, correspondendo à sua ânsia em experimentar o mundo dos adultos.
“Sónia e as Profissões” é um projeto com a chancela da Universal Music, criado e desenvolvido pela Duro D’Ouvido, que os mais pequenos poderão conhecer em primeira-mão no Canal Panda, e a partir de dia 25 de Fevereiro, com distribuição em todo o país.
No próximo Sábado, dia 26 de Janeiro, às 23 horas, os Diabolando, banda da Praia da Areia Branca, irão atuar no Vox Café n’A Voz do Operário, sito na Rua da Voz do Operário, nº 13, Lisboa.
Na origem da formação, e ao longo da última década, está um grupo de músicos que foi amadurecendo influências e sonoridades diversas, através de longas sessões de improviso e experimentação. Há quatro anos, juntaram alguns instrumentistas e algumas ideias, e começaram a compor.
Este sexteto com raízes folclóricas e populares vai buscar aos blues, folk, rock, funk, bossa nova, jazz e fado, a sua inspiração e matriz. Actualmente, o grupo é composto por Paulo Martins (Meirelles) na voz, guitarra e harmónicas, Rui Pedro Martins na bateria, cajón e percussões, Miguel Carvalho na voz e na guitarra, Rita Sousa na voz, Diogo Picão no saxofone e Simão Cardoso no baixo.
Espera-se um concerto cheio de energia no qual serão apresentados os mais recentes temas originais. As entradas terão o preço de €3,00 por pessoa.
Quer ver a sua banda ou espectáculo divulgados aqui?, envie um email para: olharparaomundo (arroba) sapo.pt
Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email