letra
Quando o sol sobe no céu,
Chegam ao jardim os velhos,
Honoráveis presidentes
Dos bancos de pau vermelhos;
Analisam movimentos,
Conferem as florações,
Medem o canto das aves,
Dão aval às estações.
Não há nada no universo
Que aconteça sem o não e sem o sim
Dos velhos do jardim.
Depois, chamam os pombos…
De pão e milho dão festins
E os pombos falam com eles
Na língua dos querubins.
Quando a tarde se despede,
Voltam de novo a ser velhos;
Seguem o rasto do sol,
No lago feito de espelhos
Não há nada no universo
Que aconteça sem o não e sem o sim
Dos velhos do jardim.
O dia vai-se acabando
No seu lento e frio afago,
Um dia vão subir ao céu
Montados nos cisnes do lago.
Não há nada no universo
Que aconteça sem o não e sem o sim
Dos velhos do jardim.

Dengaz disponibilizou gratuitamente na internet o single "Encontrei", retirado na nova mixtape “AHYA”. A digressão de apresentação da nova mixtape, com banda, acontece em 2013, mas antes o músico apresenta ao vivo algumas das faixas num live act com o DJ Irie, em Sangalhos (Anadia) e em Coimbra.
O alinhamento da mixtape inclui 16 faixas e conta com a participação de vários músicos nacionais, como Dino (ex-Expensive Soul, Nu Soul Family), Carolina Deslandes (finalista do programa Ídolos), Praga (Nigga Poison), NGA e Richie Campbell.
“Encontrei” é o tema de apresentação da mixtape e o músico Agir, filho de Paulo de Carvalho, é o convidado especial na interpretação conjunta da canção com Dengaz.
No dia 15 de dezembro, Dengaz apresenta ao vivo algumas das faixas num live act com o DJ Irie. A Junta de Freguesia de Sangalhos, no concelho de Anadia, é o primeiro local por onde o músico português vai apresentar a mixtape. A atuação está agendada para as 01:00. De seguida, o artista ruma até ao Teatrix, em Coimbra, para uma nova atuação, prevista para as 03:00.
Noticia do Sapo Música
letra
Ó rua do Capelão
Juncada de rosmaninho
Se o meu amor vier cedinho
Eu beijo as pedras do chão
Que ele pisar no caminho.
Há um degrau no meu leito,
Que é feito pra tisomente
Amor, mas sobe com jeito
Se o meu coração te sente
Fica-me aos saltos no peito.
Tenho o destino marcado
Desde a hora em que te vi
Ó meu cigano adorado
Viver abraçada ao fado
Morrer abraçada a ti.

Vitorino afirmou, em agosto deste ano e em declarações ao Jornal de Leiria, que "quando um português canta em inglês fica tristemente ridículo". A opinião foi mal acolhida por vários músicos portugueses, entre os quais Paulo Furtado (Wraygunn, The Legendary Tigerman). Depois da polémica, Vitorino e Paulo Furtado juntam-se para falar sobre a música portuguesa na Baixa-Chiado PT Bluestation, em Lisboa.
O debate, que conta ainda com a presença do etnomusicólogo Pedro Felix, vai acontecer na segunda-feira, 3 de dezembro, pelas 18:30, e faz parte da programação do projeto “A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria” (MPAGDP) para a Baixa-Chiado PT Bluestation, que acontece durante todo o mês de dezembro.
A agenda inclui ainda a realização de bailes e contos tradicionais portugueses, sessões explicativas sobre como se constrói um adufe ou uma flauta de tamborileiro, concertos de grupos de norte a sul do país e projeções-vídeo com tradições de Natal e Passagem de Ano em aldeias do interior.
O lema da Baixa-Chiado PT Bluestation em dezembro é “Celebrar a Tradição do Futuro”, porque, como diz Tiago Pereira, mentor do projeto MPAGDP, “um povo sem memória não existe".
"Queremos fazer a memória do futuro, dando a conhecer cada vez mais culturas e músicas esquecidas, remisturando-as e contaminando-as”, acrescenta o mentor do projeto.
A entrada é livre.
Retirado do Sapo Música
Letra
Tão perto daquela antiga avenida
passeiam as moças da noite
que hão-de chamar ao meio das pernas
os olhares que passam
Uma quer levar-me, mas eu não vou ficar
Apenas vou sorrir, passar
Desço ao cais onde o brilho da ponte
ilumina um bar tão vazio
Mas sei que tão cheio vai ficar
por mil tragos, avancem
Uns para o meu lado, outros para a frente
Vamos lá rapazes por mil tragos cantar
REFRÃO (2x):
Eram já três, venham mais duas
As damas ao meio p'ra dança nua
E uma volta a entornar, e outra voz a cantar
Trocam-se os passos no ar, esperem ainda que...
Olhos inchados, descanso no cais
à beira de um barco esquecido
que tal como eu já foi tão forte
mas feliz só esta noite
Leva-me contigo, dentro de ti
para depois voltar ao bar
e por mil tragos cantar
letra
O barco, meu coração não aguenta
Tanta tormenta, alegria
Meu coração não contenta
O dia, o marco, meu coração, o porto, não
Navegar é preciso, viver não é preciso (2x)
O barco, noite no céu tão bonito
Sorriso solto perdido
Horizonte, madrugada
O riso, o arco, da madrugada
O porto, nada
Navegar é preciso, viver não é preciso (2x)
O barco, o automóvel brilhante
O trilho solto, o barulho
Do meu dente em tua veia
O sangue, o charco, barulho lento
O porto silêncio
Navegar é preciso, viver não é preciso (2x)
O barco, meu coração não aguenta
Tanta tormenta, alegria
Meu coração não contenta
O dia, o marco, meu coração, o porto, não
Navegar é preciso, viver não é preciso (2x)
O barco, noite no céu tão bonito
Sorriso solto perdido
Horizonte, madrugada
O riso, o arco, da madrugada
O porto, nada
Navegar é preciso, viver não é preciso (2x)
O barco, o automóvel brilhante
O trilho solto, o barulho
Do meu dente em tua veia
O sangue, o charco, barulho lento
O porto silêncio
Navegar é preciso, viver não é preciso (2x)
VII Gala Amália no Coliseu dos Recreios
Com actuações de Rodrigo, António Chaínho, António Vitorino de Almeida, Cidália Moreira, Jorge Fernando, Mísia, Fábia Rebordão e José Gonzalez, Micael Gomes, Bernardo Viana, Filipe Raposo, Filipe Larsen terá lugar pelas 21:30 do dia 30 de Novembro, no Coliseu dos Recreios a VII Gala Amália.
Como já vem sendo hábito nesta Gala serão entregues os Prémios Amália que vão distinguir alguns dos que mais contribuiram para a grandeza do Fado, esquecendo-se por vezes outros de grande valor.
José Carlos Malato é mais uma vez o anfitrião da noite, acompanhando os espectadores numa magnífica viagem através do melhor que o Fado nos ofereceu em 2012.
retirado do HardMúsica
letra
Adeus ó serra da Lapa
Adeus que te vou deixar
O minha terra ó minha enxada
Nao faço gosto em voltar
Companheiros de aventura
Vinde comigo viajar
A noite é negra a vida é dura
Nao faço gosto em voltar
Dou-te o meu lenço bordado
Quando de ti me apartar
Eu quero ir ao outro lado
Nao faço gosto em voltar
O meu dinheiro contado
É para quem me levar
O meu caminho está traçado
Nao faço gosto em voltar
Moirar a terra insegura?
Fugir da serra e do mar?
Meus companheiros de aventura
Tudo farei para salvar
A 24 de Novembro, Guimarães 2012 apresentou o resultado final do projecto Videogang.
Ao longo de quatro meses, 15 jovens realizadores produziram videoclipes, fashion films e curtas de ficção de tipo low-budget e no-budget.
Cinco desses projectos foram agora apresentados na Capital Europeia da Cultura, na Plataforma das Artes. “Voltas Cegas”, do conhecido conjunto bracarense Peixe:Avião, é uma das músicas para a qual o Videogang produziu o videoclipe oficial.
No âmbito dos fashion films, destaca-se a produção de “Turbine”, para a marca de sapatos e acessórios Senhor Prudêncio.
Orientado por Hilário Amorim, com recurso à Plataforma de Produção Audiovisual de Guimarães 2012, Videogang valoriza o videoclipe enquanto género, destacando a acessível forma de iniciação na arte. Valendo-se da criatividade, o projecto desfez o mito sobre as dificuldades de produzir cinema digital de qualidade com poucos recursos.
Videogang incorporou três fases: iniciou-se com formação teórica; seguiram-se workshops técnicos, com oficinas para a conceção das ideias para os vídeos; e a partir de Agosto deu-se a preparação, rodagem e edição dos mesmos.
Maior base de dados de videoclipes portugueses Videogang deixa um legado para a produção nacional do videoclipe, a plataforma Videoclipe.pt. Em formato de repositório de dados, o portal visa tornar-se na mais completa base de dados sobre videoclipes portugueses.
Sem alojar directamente conteúdos vídeomusicais, Videoclipe.pt inclui informações sobre os mesmos e hiperligações para as diversas plataformas onde os vídeos se encontram alojados, possibilitando ainda o visionamento no portal.
Enquanto referência de fácil consulta para os profissionais e fãs do formato, o portal só aceita videoclipes oficiais, produzidos para artistas portugueses.
Rita Oliveira
Retirado do HardMúsica
Letra
Terra do fogo
No sul da Argentina
Oito da matina e um frio de rachar
Sai a patrulha para militar
Estendendo a roupa toda remendada
Usada pelos seus irmãos
Sonha com um tango
Dançado com as mãos
Conchita Morales
Viu los federales
E logo ali temeu
Pelas lindas formas que sua mãe lhe deu
Anda Conchita
Carita bonita
Vais ter de agradar
Ao senhor militar
Ela não sabia
Se era noite ou dia
Se ainda chovia
Quando acordou
No chão da caserna onde ele a deixou
Ela andou cansada
Rota e usada
Pela tropa que lhe traçou
Negro destino que ela abraçou
Anda Conchita
Carita bonita
A vida não espera
Tu foge daí
Em Buenos Aires
são seis de la tarde
Conchita anda a trabalhar
Tem outras bocas para sustentar
Conchita Morales
Viu los federales
Garbosos e não resistiu
Mandou todos à puta que os pariu
Anda Conchita
Carita bonita
Dá-me a tua mão
Viva a revolução
letra
Não encontrei a letra desta Música
Compilação apresentada em duas versões distintas, um CD com 18 canções e um CD duplo com 30 canções. Antologia foi o nome dado ao trabalho que reúne temas desde 1987 a 2005.
Com este lançamento, a EMI Music Portugal pretende homenagear o percurso de uma banda que marcou a história na música Portuguesa e a levou a território internacional.
Esta compilação reúne momentos essenciais da banda, recordando os álbuns: “Os dias da Madredeus” (1987) ; “Existir” (1990); “O Espírito da Paz” (1994); “Ainda” (1994, banda sonora do filme Lisbon story, de Wim Wenders); “O Paraíso” (1997); “Movimento” (2001); “Um amor infinito” (2004) e “Faluas do Tejo” (2005).
Ambas as versões incluem o tema “As brumas do futuro”, tema composto para a banda sonora do filme “Capitães de Abril”.
Antologia concentra nas duas versões aquilo que melhor caracteriza os Madredeus: temas de inspiração campestre, pastoril, urbana, marítima e também temas a que se podem chamar canções de distância. Junta-se a isto a imagem constante da cidade de Lisboa.
Ambas as edições contêm um texto de Miguel Esteves Cardoso, intitulado “Amanhã Será Há Muito Tempo”.
Rita Oliveira
retirado do HardMúsica
letra
Perdes tempo reparar na cara feia
que é bonita de alguém
De repente até um porco
é engraçado também
Porque vive, mexe e morre
e nasce filho de uma mãe
Porque a lógica lá dele
não faz sentido a mais ninguém
Perdes tempo de beijinhos
a pensar onde meter cada mão
Mas o outro só quer mesmo
é estar contigo, e então
Vê se deixas a ciência
que perdeste a noção
Uma coisa são instintos
outra coisa é intenção
Se vais jogar até morrer
habilitas-te a perder
Se não há nada para ganhar
o que é que tu queres apostar
E diz-me lá tu nesta história
esperas que tipo de vitória
Se vais jogar até morrer
habilitas-te a perder
Se vais jogar até morrer
habilitas-te a perder
Se vais jogar até morrer
habilitas-te a perder
Perdes tempo a reparar na cara feia
que é bonita de alguém
De repente até um porco
é engraçado também
Porque vive, mexe e morre
e nasce filho de uma mãe
Porque a lógica lá dele
não faz sentido a mais ninguém
letra
When i am dreaming
(I) see myself with you
I wonder how it would be
If I told you
Come
And take my hand
Stay…with me
Come
Let’s run away
Away from here
Climbing (the) mountains high
Crossing the crystal lake
We’ll never give it up
We’ll never forsake
Dancing near the river
Singing with the wind
Feeling the sun on your face
And the taste of fun embrace
------------------------- chorus
I’m in wonderland
The place of dreams
So come and take my hand
Let’s be just one
We’ll never give it up
facebook: https://www.facebook.com/thehappymess
O tema "Morning Sun", dos The Happy Mess, produzido por Fred (Orelha Negra/Buraka Som Sistema), masterizado em Nova York nos estúdios Masterdisk Indie por Tim Boyce e extraído do EP "October Sessions 2012", já tem um fantástico vídeo!
O vídeo foi realizado por Augusto Fraga e produzido pela produtora Krypton, tendo como ponto de partida um briefing criativo entre o realizador e o director de fotografia. "Jogámos com a cor e o preto e branco, usando tintas e make up especiais vindas expressamente de Londres e da Índia", conta-nos a directora de produção Alexandra Ribeiro.
O vídeo foi realizado por Augusto Fraga e produzido pela produtora Krypton, tendo como ponto de partida um briefing criativo entre o realizador e o director de fotografia. "Jogámos com a cor e o preto e branco, usando tintas e make up especiais vindas expressamente de Londres e da Índia", conta-nos a directora de produção Alexandra Ribeiro.
A colaboração com a Krypton e os The Happy Mess já não é de agora, tendo o vídeo do tema "I Wonder Why" (retirado do mesmo EP), sido também produzido e realizado por esta produtora, uma das maiores e mais conceituadas na área de filmes publicitários.
letra
Era eu a convencer-te que gostas de mim
e tu a convenceres-te que não é bem assim...
Era eu a mostrar-te o meu lado mais puro
e tu a argumentares os teus inevitáveis
Eras tu a dançares em pleno dia
e eu encostado como quem não vê
Eras tu a falar para esconder a saudade
e eu a esconder-me do que não se dizia
... afinal quebramos os dois...
Desviando os olhos por sentir a verdade
juravas a certeza da mentira
mas sem queimar demais
sem querer extinguir o que já se sabia
Eu fugia do toque como do cheiro
por saber que era o fim da roupa vestida
que inventara no meio do escuro onde estava
por ver o desespero na cor que trazias...
... afinal quebramos os dois...
Era eu a despir-te do que era pequeno
e tu a puxares-me para um lado mais perto
onde contamos histórias que nos atam
ao silêncio dos lábios que nos mata...!
Eras tu a ficar pors não saber partir...
e eu a rezar para que desaparecesses...
Era eu a rezar para que ficasses..
e tu a ficares enquanto saías.
... não nos tocamos enquanto saías.
não nos tocamos enquanto saímos.
não nos tocamos e vamos fugindo
porque quebramos como crianças
...afinal quebramos os dois...
...e é quase pecado o que se deixa...
...quase pecado o que se ignora...
Letra
Debaixo Da Ponte
Há um vagabundo sem nome que dorme debaixo da ponte
Eu não conheço esse homem em que me tornei hoje
Vejo as luzes da cidade a brilhar ao longe
Onde mora a felicidade a mulher dos meus sonhos
Dizem que se eu procurá-la muito talvez a encontre
Dizem que casou com um homem nobre
Eles acharam-na cara demais para qualquer noivo
Mas eu vou convidá-la para sair a noite
Se ela aceitar vou levá-la até aos montes
Depois vou beijá-la e voltar a ponte
Olha há alguém no pontão velho(2x)
É o rei do rio que não chega ao mar(2x)
Há um vagabundo sem nome que dorme debaixo da ponte
Há um rosto enrugado no reflexo do lodo
Há algo de errado que este rio esconde
Desde o tempo em que tu eras naive e novo
Dizem que nasce todos os dias e a noite morre
Dizem que casou com um homem nobre
Hoje eu vou procurá-la num lugar bem longe
Mas se eu não encontrá-la vou voltar a ponte
Olha há alguém no pontão velho(2x)
É o rei do rio que não chega ao mar(2x)
Olha há alguém no pontão velho(4x)
É o rei do rio que não chega ao mar(4x)
“Fado-Pode Ser Saudade” um duplo CD que chega às lojas
No CD1 eram os maiores artista da actualidade de então que apareciam, como Ana Moura, Mafalda Arnauth, Rodrigo Costa Félix, Aldina Duarte, Ricardo Ribeiro e outros que estavam a surgir como Marco Rodrigues, Cuca Roseta, Ricardo Ribeiro ou Filipa Cardoso.
No CD2 são as históricas figuras do Fado como Amália, Marceneiro, Carlos do Carmo ou Hermínia Silva, que dão vida ao disco.
O tema que dá nome a esta compilação “Pode Ser Saudade” de Jorge Fernando é um exclusivo desta edição, tendo sido regravado com um novo arranjo especialmente para este disco.
Retirado do HardMúsica
letra
Quando o tempo for remendo,
Cada passo um poço fundo
E esta cama em que dormimos
For muralha em que acordamos,
Eu seguro
E o meu braço estende a mão que embala o muro.
Quando o espanto for de medo,
O esperado for do mundo
E não for domado o espinho
Da carne que partilhamos,
Eu seguro.
O sustento é forte quando o intento é puro.
Quando o tempo eu for remindo,
Cada poço eu for tapando
E esta pedra em que dormimos
Já for rocha em que assentamos,
Eu seguro.
Deixo às pedras esse coração tão duro.
Quando o medo for saindo
E do mundo eu for sarando
Dessa herança eu faço o manto
Em que ambos cicatrizamos
E seguro.
Não receio o velho agravo que suturo.
Abraços rotos, lassos,
Por onde escapam nossos votos.
Abraso os ramos secos,
Afago, a fogo, os embaraços
E seguro,
Alastro essa chama a cada canto escuro.
Quando o tempo for recobro,
Cada passo abraço forte
E o voto que concordámos
É o amor em que acordamos,
Eu seguro:
Finco os dedos e este fruto está maduro.
Quando o espanto for em dobro,
o esperado mais que a morte,
Quando o espinho já sarámos
No corpo que partilhamos,
Eu seguro.
O que então nascer não será prematuro.
Uníssonos no sono,
O mesmo turno e o mesmo dono,
Um leito e nenhum trono.
Mesmo que brote o desabono
Eu seguro,
Que o presente é uma semente do futuro.
Samuel Uria e Marcia
letra
Subo e desço este rio
Da miranda ao araínho
Sob a torreira e o frio
Faço a escarpa brotar vinho
Sonhei que era o mississipi
E que menphis era no pinhão
Vindimando ao som de adufe
Bandolim e acordeão
(Refrão)
Rio abaixo rio acima
A dar aos remos no rabelo
Rio abaixo rio acima
Sayago paira por cima
O sonho vira pesadelo
Vinha eu no meu caíco
A ouvir das águas do douro
Velhas lendas de fronteira
Entre o cristão e o mouro
Quando vi um pescador
A olhar o rio inconsolável
Que é da enguia e do robalo
Da tainha e do sável
(Refrão)
letra
Do you have the time
To listen to me whine
About nothing and everything all at once
I am one of those
Melodramatic fools
Neurotic to the bone
No doubt about it
Sometimes I give myself the creeps
Sometimes my mind plays tricks on me
It all keeps adding up
I think I'm cracking up
Am I just paranoid?
I'm just stoned
I went to a shrink
To analyze my dreams
She says it's lack of sex that's bringing me down
I went to a whore
She said my life's a bore
And quit my whining cause it's bringing her down
Sometimes I give myself the creeps
Sometimes my mind plays tricks on me
It all keeps adding up
I think I'm cracking up
Am I just paranoid?
I'm just stoned
Grasping to control
So I better hold on
Sometimes I give myself the creeps
Sometimes my mind plays tricks on me
It all keeps adding up
I think I'm cracking up
Am I just paranoid?
I'm just stoned

Os Danças Ocultas regressaram de uma digressão pela Bélgica e, ao chegarem a Portugal, partem para uma série de espetáculos em solo nacional ao lado de Dom La Nena, jovem violoncelista e cantora brasileira.
Juntos em palco, os Danças Ocultas e Dom La Nena interpretarão novos arranjos para obras assinadas por ambos, "dando uma nova perspetiva à música que criaram", explica a promotora. Voz, violoncelo e concertinas são os instrumentos musicais dominantes.
Artur Fernandes, Filipe Cal, Filipe Ricardo e Francisco Miguel formam os Danças Ocultas e utilizam o acordeão diatónico, vulgo concertina, para dar sopro às suas composições, "distinguindo-se não só pela formação singular, mas, sobretudo, pela originalidade da música que criam", considera a promotora.
Dom é uma jovem violoncelista e cantora, cujo talento já a levou a ser requisitada para digressões com notáveis, como Jane Birkin, e conta com um álbum coproduzido por Piers Faccini O fôlego musical de Dom La Nena estende-se da música erudita à música popular brasileira "e mais além".
A Casa da Música, no Porto, é o primeiro espaço a acolher a digressão por terras lusas. O espetáculo vai acontecer esta quinta-feira, 29 de novembro. Seguem-se o Teatro Aveirense, em Aveiro, a 1 de dezembro, o Cinema São Jorge, em Lisboa, a 2 de dezembro, o Auditório do Conservatório de Música, em Coimbra, a 6 de dezembro, o Centro de Artes, em Sines, a 7 de dezembro, e o Centro de Artes do Espetáculo, em Portalegre, a 8 de dezembro.
Letra
Podes vir a qualquer hora
Cá estarei para te ouvir
O que tenho para fazer
Posso fazer a seguir
Podes vir quando quiseres
Já fui onde tinha de ir
Resolvi os compromissos
agora só te quero ouvir
Podes-me interromper
e contar a tua história
Do dia que aconteceu
A tua pequena glória
O teu pequeno troféu
Todo o tempo do mundo
para ti tenho todo o tempo do mundo
Todo o tempo do mundo
Houve um tempo em que julguei
Que o valor do que fazia
Era tal que se eu parasse
o mundo à volta ruía
E tu vinhas e falavas
falavas e eu não ouvia
E depois já nem falavas
E eu já mal te conhecia
Agora em tudo o que faço
O tempo é tão relativo
Podes vir por um abraço
Podes vir sem ter motivo
Tens em mim o teu espaço
Todo o tempo do mundo
para ti tenho todo o tempo do mundo
Todo o tempo do mundo
José Cid no Campo Pequeno em Dezembro
Mantendo a tradição José Cid vai mais uma vez ser a vedeta de um concerto de perto do fim de ano, que terá lugar a 07 de Dezembro, no Campo Pequeno.
Estarão em palco, cinquenta anos de música de alguém que tenm o condão de agradar a quase todas as gerações.
“A Minha Música”, “A Cabana”, “Um Grande Amor”, “Como o Macaco Gosta de Banana” ou o mais recente “Louco Amor”, são apenas alguns dos grandes êxitos para ouvir e cantar em mais de duas horas de concerto.
Noticia do HardMúsica
Letra
No cabo de Guardafui
Vou aguardando bons ventos
Tiro a pena da mochila
E assento meus pensamentos
Às voltas com seu fadário
Um simples soldado raso
Tomai lá meu secretário
E guardai bem este meu caso
Só me deu p'ra dizer não
Em tempo de dizer sim
Também na mesma moeda
O mundo me paga a mim
Como este cabo tão triste
Pedregoso e sem verdura
Assim minha vida existe
Marcada p'la desventura
Pergunto à musa porquê
Pergunto aos deuses nos céus
Todos me dizem que é só
Má fortuna e erros meus
Se baixo o amor à taberna
E depois o subo em soneto
Ele arde em mim com dois lumes
Um é branco e outro é preto
Assim ando estrada fora
Como um bardo vagabundo
Desisti de ver a hora
De ficar de bem com o mundo
No cabo de Guardafui
Guardei os meus pensamentos
Ponho a mochila às costas
Pois já sopram melhores ventos
Como esse cabo que existe
À tristeza condenado
Também a má fortuna insiste
Em andar sempre a meu lado
Pergunto à musa porquê
Pergunto a vós que me ouvis
Também achais que um poeta
Só é bom quando infeliz ?
RTP assinala consagração do Fado com emissões especiais
Comemorando o primeiro aniversário do Fado como Património da Humanidade a RTP vai assinalar a efeméride com três emissões especiais a 26, 27 e 29 de Novembro.
Deste modo pelas 22: 15 de 26 de Novembro, será exibido o documentário “Fado: um legado português para o mundo” que reflecte a evolução que o Fado sofreu, depois da morte de Amália Rodrigues, quando alguns pensavam iria ser a morte do Fado.
Mas aconteceu precisamente o contrário. Foi uma década em que surgiu o Museu do Fado, uma fadista e não só voltou a cantar nos palcos do mundo, foi realizado um filme mundial e por fim o Fado candidatou-se a Patrimínio da Humanidade e as entidades responsaveis reconheceram-no como tal.
É esta a história que será contada neste documentário, levando o espectador por essa viagem pela Indonésia para saber o resultado da candidatura.
Será uma viagem em que o espectador partilhará emoções, angústias, alegrias e festejos de Sara Pereira, diretora do Museu do Fado, António Costa, Presidente da Câmara de Lisboa, Andresen Guimarães, Embaixador na Unesco, Rui Vieira Néry, Etnomusicólogo e Carlos do Carmo, Fadista e Embaixador da Candidatura.
Todos eles irão contar estórias por trás da grande história, numa espécie de registo para as gerações vindouras de um momento único de orgulho patriótico.
Na terça feira, 27 de Novembro, pelas 22:00, será transmitida a Gala do Primeiro Aniversário Fado Património Mundial, a partir do Teatro Municipal de São Luiz, que contará com os embaixadores da candidatura Mariza e Carlos do Carmo.
Pelas 23:15 do dia 29 de Novembro, será exibido o documentário “Fado”onde se pretende decifrar como nasce o Fado, se se nasce fadista, e o que se sente quando se canta ?
Diz quem realizou o documentário que pretende explicar o Fado tanto para quem o conhece como para quem não o conhece partindo do ponto de vista do “fazedor” do Fado.
Do compositor ao guitarrista, passando obrigatoriamente por quem o canta mas também por quem o estuda.
E diz a nota de imprensa que: "Se de alguma forma já está garantida a continuidade do fado, o conhecimento de um tempo por vezes pode perder-se. Assim o objetivo é preservar estes testemunhos, para quem os quiser ver e ouvir no futuro. A sabedoria de alguns mestres merece esta nossa atenção".
A sustentar esta teoria ouviremos os depoimentos de Beatriz da Conceição, Carlos do Carmo, Mariza, Camané, Carminho, Ricardo Ribeiro, Maria do Rosário Pedreira, Joel Pina, José Pracana, José Manuel Neto e Rui Vieira Nery.
A realização e autoria são de Sofia de Portugal e Aurélio Vasques.
Retirado do HardMúsica
letra
É varina, usa chinela,
Tem movimentos de gata
Na canastra, a caravela,
No coração, a fragata
Na canastra, a caravela,
No coração, a fragata
Em vez de corvos no xaile
Gaivotas vêm pousar
Quando o vento a leva ao baile,
Baila no baile com o mar
Quando o vento a leva ao baile
Baila no baile com o mar
É de conchas o vestido
Tem algas na cabeleira
E nas veias o latido
Do motor duma traineira
E nas veias o latido
Do motor duma traineira
Vende sonho e maresia,
Tempestades apregoa,
Seu nome próprio - maria,
Seu apelido - lisboa
Seu nome próprio - maria
Seu apelido - lisboa
Música
PromoOnlyPT - A música Portuguesa no Youtube
Cultura
Sites dos Músicos Portugueses
Músicos Portugueses