Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012

 

 

letra

 

Já é noite e o frio
está em tudo que se vê
lá fora ninguém sabe
que por dentro há vazio
porque em todos há um espaço
que por medo não se ve
onde a solidão se esquece
do que o medo não previu

Já é noite e o chão
é mais terra para nascer
a água vai escorrendo
entre as mãos a percorrer
todo o espaço entre a sombra
entre o espaço que restou
para refazer a vida 
no que o medo não matou

mas onde tudo morre tudo pode renascer

em ti vejo o tempo que passou
vejo o sangue que correu
vejo a força que moveu
quando tudo parou em ti
a tempestade que não há em ti
arrastando para o teu lugar
e é em ti que vou ficar

já é dia e a sombra
está em tudo que se ve
lá fora ninguém sabe 
o que a luz pode fazer
porque a noite foi tão fria
que não soube acordar
a noite foi tão dura
e difícil de sarar

mas onde tudo morre tudo pode renascer

em ti vejo o tempo que passou
vejo o sangue que correu
vejo a força que moveu
quando tudo parou em ti
a tempestade que não há em ti
arrastando para o teu lugar
e é em ti que vou ficar

eu já descobri a casa onde posso adormecer
eu já desvendei o mundo e o tempo de perder
aqui tudo é mais forte e há mais cor no céu maior
aqui tudo é tão novo tudo pode ser meu

mas onde tudo morre tudo volta a nascer

em ti vejo o tempo que passou
vejo o sangue que correu
vejo a força que moveu
quando tudo parou em ti
a tempestade que não há em ti
arrastando para o teu lugar
e é em ti que vou ficar

já é dia e a luz
está em tudo que se vê
cá dentro não se ouve
o que lá fora faz chover
na cidade que há em ti
encontrei o meu lugar
é em ti que vou ficar.



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Terça-feira, 25 de Setembro de 2012

Outonalidades 2012


JP Simões é um dos nomes na agenda dos próximos concertos http://www.dorfeu.pt/outonalidades


Os Bela Nafa abriram, na Guarda, a 16ª edição do circuito de música ao vivo!

Com a chegada do Outono, os ventos não tardaram em trazer novas músicas, com a 16ª edição do OuTonalidades - circuito português de música ao vivo. A 21 de Setembro, na primeira noite de Outono, a Guarda foi a primeira cidade a acolher esta iniciativa d'Orfeu, ao som de Bela Nafa, grupo guineense que divulga a cultura mandinga. O espaço do Café-Concerto do Teatro Municipal teve casa cheia, com um público entusiasta do princípio ao fim ao ritmo da kora, instrumento tradicional guineense. Já no sábado 22, o OuTonalidades levou as sonoridades africanas de Bela Nafa a São Joanico, no nordeste transmontano.

O OuTonalidades prossegue, sem perder tempo, em Mortágua e em Águeda (com “Muito Riso Muito Siso”, respectivamente a 26 Setembro e 6 Outubro) e em Estarreja (com o espectáculo “20 Dizer” a 28 Setembro). O circuito apresenta também JP Simões em Estarreja (12 Outubro) e na Guarda (13 Outubro), João Gentil em Albergaria a Velha (11 Outubro) e Bela Nafa desta vez em Tondela (13 Outubro).

Todo o programa, semana a semana, pode ser consultado em www.dorfeu.pt/outonalidades, onde é possível aceder à apresentação detalhada (sinopses, fotos, vídeos, localização e outros links) tanto dos Grupos como dos Espaços. A 16ª edição do OuTonalidades vai continuar a espalhar, semanalmente, música ao vivo por toda a geografia nacional até 14 de Dezembro. A festa da diversidade musical está servida, num concerto perto de si!

Na publicação das fotos, é obrigatória a menção dos respectivos créditos.

http://www.dorfeu.pt/
http://dorfeu.blogspot.com/
http://www.facebook.com/dOrfeuAC


d’Orfeu Associação Cultural
Instituição Cultural de Utilidade Pública  |  Estatuto de Superior Interesse Cultural



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Mega Festa do Caloiro é no Parque das Nações

 

A Mega Festa do Caloiro, que conta já com dez edições e regista sempre grande afluência de estudantes e não só, acontece a 26 e 27 de Setembro, no Passeio Ribeirinho do Parque das Nações.

 

De salientar que nas últimas edições, a Mega Festa do Caloiro tem vindo a passar uma mensagem de responsabilidade aos estudantes relativamente ao consumo de alcool e, este ano, a polícia irá fazer, nas duas noites, uma acção de sensibilização ao abuso do álcool. 


A Polícia propõe-se proceder à projecção de slides e distribuição de folhetos relativos à prevenção rodoviária/condução sob o efeito do álcool, bem como à realização de testes de detecção de álcool no sangue, através do sopro no aparelho qualitativo “Drager”, em ambos os dias do evento, entre as 22:00 e as 24:00", refere o Subcomissário António Braz da 2ª. Divisão da PSP de Lisboa, lê-se no comunicado de imprensa .

 

Este ano e para celebrar os dez anos da Festa o cartaz tem nomes talentosos como DJ Ride, Karetus, Funk You 2 e a Dupla Mete Cá Sets, que vão actuar no Palco Mega Hits. 


Não faltará, na segunda noite, a eleição de Miss e Mister Caloiro 2012.

 

Na Tenda Super Bock powered by Lovely Choices, a animação será garantida com karaoke e a música de DJs como Cartoons Groove, Tiago Bandeiras, Cenoura e DJ Pette.

 

retirado de HardMúsica



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letra

 

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudade
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
Da história da gente
E outras de quem nem o nome
Lembramos ouvir

São emoções que dão vida
À saudade que trago
Aquelas que tive contigo
E acabei por perder

Há dias que marcam a alma
E a vida da gente
E aquele em que tu me deixaste
Não posso esquecer

A chuva molhava – me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera
Ai, meu choro de moça perdida
Gritava à cidade
Que o fogo do amor sob a chuva
Há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
Meu segredo à cidade e eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade



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Massala, Agir não reagir

 

Letra

 

Agir, não reagir - Massala

Um dia olhas com olhos de ver o que o mundo anda a fazer
Mas, mesmo assim, por muito que tu penses
Que tudo está perdido e nada mais já faz sentido
E quando as coisas não aquecem nem arrefecem
Quando os sentimentos já não sobem, só descem
Isso não é p’ra mim
Não te queiras fazer forte quando não sentires assim
Abre os olhos cada dia e, à tua volta
Faz sentir tua energia, o mundo há-de conhecer
Agir é viver
Não fiques a dormir_ agir, não reagir
No viver a fingir_ agir, não reagir
É preciso construir, agir, não reagir

Não fiques calado quando queres protestar
A tua vida não vale nada se não podes falar
Sou tudo o que tu pensas em cada dia que passa
Anda nessa, vamos nessa que a vida corre depressa
Um dia acordas: sentes-te diferente
Julgas-te pisado, ultrapassado por toda a gente
Andas sozinho, comes sozinho, choras sozinho
És pobrezinho_ a choradinha, a choradinha
Agir é viver
Não fiques a dormir_ agir, não reagir
No viver a fingir_ agir, não reagir
É preciso construir, agir, não reagir
Não fiques a dormir_ agir, não reagir
No viver a fingir_ agir, não reagir
É preciso construir, agir, não reagir

Agir é viver
Não fiques a dormir_ agir, não reagir
No viver a fingir_ agir, não reagir
É preciso construir, agir, não reagir
Não fiques a dormir_ agir, não reagir
No viver a fingir_ agir, não reagir
É preciso construir, agir, não reagir
… Agir, não reagir
… Agir, não reagir
É preciso construir…



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Cristina Branco, Mário Laginha ou Jorge Palma até ao final do ano no Auditório de Espinho

A fadista Cristina Branco, acompanhada pela Orquestra Clássica de Espinho, abre a temporada do auditório espinhense que, até ao final do ano, contará com as visitas de Mário Laginha, Pedro Burmester, Jorge Palma e Dead Combo.


Dia 30 de setembro é data marcada para a estreia absoluta de Cristina Branco com a Orquestra Clássica de Espinho, interpretando um reportório variado, o qual engloba canções icónicas da música portuguesa até clássicos da música pop, passando por obras de Schumann e pela canção francesa.

 

Já em outubro, no dia 9, os Dead Combo de Tó Trips e Pedro Gonçalves regressam a Espinho para apresentarem “Lisboa Mulata”, o novo álbum da dupla. Segue-se, no dia 12, Mário Laginha que apresenta, com o seu trio (Bernardo Moreira no contrabaixo, Alexandre Frazão na bateria), o disco “Mongrel”, um tributo à música do pianista e compositor Frédéric Chopin, classificado pelo pianista como "um dos maiores improvisadores de todos os tempos".

 

Na sexta-feira seguinte, a 19, será possível ouvir três obras de três dos mais famosos e marcantes compositores da história da música ocidental. Pedro Burmester apresenta um programa com obras de Robert Schumann, Johann Sebastian Bach e Ludwig van Beethoven. 

 

A fechar o mês, no dia 26, Miquel Bernat e Nuno Aroso (Drumming Duo) apresentam o espetáculo “Fases Eletrónicas... e +”, um convite a viajar por ousadas e distintas paragens musicais com uma forte faceta tecnológica.

 

A 3 de novembro, o Auditório de Espinho recebe pela primeira vez Jorge Palma, que irá transformar o palco numa sala de estar, recebendo os fãs como quem recebe amigos. Jorge Palma apresenta o seu novo disco de originais “Com todo o respeito”, mas deverá também visitar clássicos do seu reportório.

 

No dia anterior, a Orquestra Clássica de Espinho, sob a direção do maestro espanhol Sergio Alapont, apresenta um programa inteiramente preenchido por dois compositores russos, Rachmaninov e Schostakovich.

 

Em dezembro, o Auditório de Espinho estará reservado para dois concertos com temática natalícia. Primeiro, no dia 15, a Orquestra de Jazz da EPME, com direcção musical de Daniel Dias e Jeffery Davis, apresenta “Let it Snow, Let it Snow, Let it Swing”, um programa que explora o cancioneiro de Natal existente no jazz. Um concerto que contará com a participação especial do cantor Kiko Pereira para recriar, através do jazz, a atmosfera quente e perfumada de uma noite de Natal.

 

A fechar a programação de 2012, no dia 21, a Orquestra Clássica de Espinho, sob direção do maestro Pedro Neves, e o Coro Adulto do Círculo Portuense de Ópera, sob direção de José Eduardo Gomes, apresentam um programa que inclui a Oratória de Natal de Saint-Saëns e uma obra de Freitas Branco para coro, orquestra e órgão “Canto do Natal” sobre uma canção ribatejana.

 

Retirado de Sapo Música



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Letra

 

Senhora, senhora do Almortão
Senhora do Almortão
Ó minha linda raiana
Virai costas a Castela
Não queirais ser castelhana

Senhora, Senhora do Almortão
Senhora do Almortão
A vossa capela cheira
Cheira a cravos cheira a rosas
Cheira a flôr de laranjeira

Senhora, senhora do Almortão
senhora do Almortão
Eu p'ró ano não prometo
Que me morreu o amor
Ando vestida de preto



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Nomes sonantes da música portuguesa atuam na Casa da Música


Adelaide Ferreira, António Calvário, Armando Gama, Artur Garcia, Carlos Mendes, Conjunto António Mafra, Isabel Silvestre, Maria Amélia Canossa e os fadistas Lenita Gentil e José da Câmara, acompanhados pela orquestra dirigida pelo maestro Paulo Filipe, vão subir ao palco da Casa da Música, no Porto, no âmbito da 4ª Grande Gala da Rádio SIM.


O evento, que vai ter lugar no dia 20 de outubro, pelas 21:00, será apresentado pelos locutores da emissora do grupo r/com.

 

"Vai ser uma enorme festa de música e um encontro com todos aqueles que diariamente acompanham as emissões desta rádio", explica a diretora da Rádio SIM, Dina Isabel, citada em comunicado.

 

A rádio SIM surgiu em 2008 e está orientada para um público acima dos 55 anos e "define-se por ser uma rádio com tempo para conversar, com música até ao início da década de 80 e incidência na música portuguesa", contextualiza o grupo r/com.

 

As emissões da rádio SIM são ouvidas em boa parte do território nacional em OM (Onda Média) e FM (Frequência Modulada).

 

Noticia do Sapo Música



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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2012
A que soa um ano na vida de David Fonseca
Miguel Manso

Hoje é dia de "Seasons: Falling", o segundo disco de David Fonseca em 2012, irmão-gémeo de "Seasons: Rising", e que culmina o desafio de se entregar à composição de novas canções durante 12 meses. Projecto para músico e performer

 

"Tou podre", desabafa ela. Mallu Magalhães aterrou em Lisboa há pouco mais de um dia, seguiu directa para quatro horas de ensaios e, depois de um curto descanso, subiu ao palco do Rock in Rio para partilhar algumas canções com David Fonseca. Passaram 24 horas sobre o final da actuação, a 3 Junho, e os dois músicos reencontram-se depois do jantar em Paço d'Arcos, no estúdio da Valentim de Carvalho. Na véspera, o palco tinha dado vida às canções de Seasons: Rising; aqui dentro, são os temas de Seasons: Falling que se vão levantando a partir das maquetas caseiras trazidas por David, com a ajuda do produtor Nelson Carvalho. Duas partes que consumam o desafio autoproposto de um ano a compor, dois álbuns lançados a reboque das estações - o primeiro chegado com a Primavera, o segundo, hoje, com o Outono. Mallu, cujo consumo de café se mede aos jarros e não às chávenas, acabou convidada para partilhar um tema novo do músico português, Monday, Tuesday, Wednesday, Thursday, composto como dueto que a ocasião fez por atribuir à autora do belíssimoPitanga. O encontro no Rock in Rio deu-lhes a desculpa perfeita. Mallu recebeu a canção por mail ainda no Brasil, gostou do que ouviu, cantarolou um pouco por cima e deixou o resto para a espontaneidade do momento. Não houve managers envolvidos nem outros entraves formais. David convidou, Mallu aceitou. Só não ensaiou.

Daí que à terceira ou quarta passagem pelo tema se torne evidente que o tom original obriga a brasileira a cantar em esforço. E consultado o piano e o ouvido infalível de Nelson Carvalho, não há outra hipótese: tem de ser tudo mudado. Ainda assim, um truque de estúdio permite desenrascar e alterar provisoriamente o tom ao instrumental; noutro dia, David terá de regravar quase todos os instrumentos. Enquanto Nelson dá ordem ao computador para fazer as alterações necessárias, Mallu vai para o piano, inventar uma cançoneta que mais parece vinda de Fiona Apple, uma pequena preciosidade do momento, que tenta ainda convencer David a gravar. "Não sou assim, não consigo", responde-lhe na altura. "A ideia de jam é algo que me aterroriza por completo", dir-nos-á mais tarde. "A música para mim é muito mais pessoal do que isso, não acho que me vá sair num momento de jam. Acordes giros toda a gente faz todos os dias e qualquer músico com algum jeito consegue fazer canções assim. Mas, para mim não, significam nada". Isto enquanto autor, clarifica David, porque na pele de ouvinte compulsivo de música não tem nada contra quem - como Mallu ou os Pavement, arrisca - consegue compor assim. "Se eu tenho seis horas de maquetas ela deve ter 23", ri-se. Mas depois chama a idade à mesa. Mallu, pequeninos 19 anos acabados de fazer, tem praticamente a idade com que David fez a sua primeira canção, hoje vista por ele como algo infantil, mas com a consciência de que será seguramente uma das músicas por que será recordado - Borrow, dos Silence 4. "Hoje", completa, "tudo é mais cúbico, ando à procura das coisas".

Não é por acaso que David Fonseca vai buscar as "seis horas". Foi o total acumulado de ideias que tinha engavetadas no computador, registadas de Março a Março. Praticamente desde que, a 26 de Janeiro de 2011, teve a ideia de "fazer um ano de canções e ver como funcionava". Em parte, confessa, estimulado pelo artista taiwanês Tehching Hsieh, cuja obsessão pela passagem do tempo e por viver as suas performances o levou a desenvolver projectos como fotografar-se de hora a hora, depois de esmurrar um relógio, durante um ano ou ter-se fechado igualmente durante igual período dentro de uma caixa com espaço apenas para uma cama e lavatório, proibindo-se de falar, ler, escrever, ouvir rádio e ver televisão. Bastante menos radical na sua proposta, David assume que em Seasons "há uma certa política de performance".

Demasiado tarde para estender o projecto durante um ano civil, David consultou o calendário em busca de uma outra medida temporal que fosse clara: e aquilo que encontrou disponível foi a marcha das estações. "Mas não tem verdadeiramente a ver com estações, mas sim com a ideia de loop, de circularidade", diz. Oficialmente,Seasons começou a 21 de Março e a ideia era tão simples quanto isto: impor-se uma disciplina de composição durante um ano. Ainda teve algumas dúvidas, mas passada a primeira metade e clarificados os primeiros resultados empolgou-se. "Os primeiros seis meses foram claramente diferentes dos segundos. É como quando se sobe uma montanha, sem experiência: começa-se cheio de força e a andar muito depressa, e a meio uma pessoa cansa-se. Aquele ânimo todo, que em música se traduz muito em tudo muito alto, tudo muito rápido, desvanece-se um bocadinho e uma pessoa acaba por se sentar mais e ter a tentação de fazer outras coisas".

Ou seja, aquilo que em Rising era mais impetuoso e arrebatado, em Falling é mais desapressado e ressacado. Mas não apenas pelo entusiasmo inicial ter dado lugar a uma forma menos urgente de lidar com o desafio. Os primeiros meses de composição, por coincidirem com a época alta de concertos, vivida fora de casa, atiravam-lhe pedaços de canções durante testes de som e outros momentos de estrada, mais propensos a uma sobreestimulação dos sentidos, olhos e ouvidos a sorverem mundo para o devolverem depois nas canções. A segunda metade corresponde a um período de reclusão quase total.

O fantasma de Mavers

A cultura pop de David Fonseca tem em Lee Mavers o seu mais ameaçador fantasma. Em 1990, com os The La's, Mavers criou uma das obras maiores da pop britânica, após três anos de gestação com vários parteiros diferentes. Os produtores entravam e saíam, os singles (There She Goes Again, por exemplo, para os mais distraídos) eram lançados e o álbum continuava a ser aprimorado. Até que finalmente saiu. E Mavers nunca mais conseguiu repetir o feito. Entre vários períodos intermitentes do grupo, consumidos pela frustração perfeccionista de quem queria não menos do que o mais glorioso conjunto de canções de todos os tempos, os La's foram retomando a actividade. Mavers fez 50 anos em Agosto e continua a prometer um segundo disco para breve.

Fonseca não quer esta relação patológica com a sua arte. Por isso, precisa que lhe imponham prazos. E desde que um professor de guionismo, na Escola Superior de Cinema, lhe disse que precisava de marcar uma hora todos os dias para se sentar a escrever começou um longo caminho até se convencer da necessidade de propiciar condições para que as ideias apareçam. "Então e se chegar à hora marcada e não tiver nada para escrever durante quatro horas?", perguntou na altura. "Com os meus 21 anos, aquilo parecia-me estapafúrdio. Hoje já percebo a lógica disso, porque de facto é preciso algum tempo para assentar e resistir ao ímpeto moderno de estar sempre a fazer qualquer coisa". Por isso, é só à noite que Fonseca, livre dos afazeres familiares, com o telefone sem solicitações constantes e as horas de sono a encurtarem que estende o tapete para a chegada das ideias. "Quando fica tudo desligado", diz, "é que há um universo que posso explorar durante umas quatro, cinco, seis horas. Até porque durante as duas primeiras horas não se passa nada - estou a olhar para a internet, a ver o facebook, a ver como funciona aquele instrumento, a pôr as cordas na guitarra... Mas essas duas horas em que não falo com ninguém é uma aproximação lenta às coisas. É o tempo preciso para chegar ao sítio".

Quando voltamos a visitar David Fonseca em Paço d'Arcos, primeiro numa sessão de guitarras e depois na gravação do quarteto de cordas, encontramo-lo em missões bastante distintas. Apesar de grande parte do trabalho criativo vir já com uma forma razoavelmente final das sessões nocturnas da sua casa em Leiria - dos seis minutos trazidos por David espremem-se os três/ quatro mais condizentes com a regra pop -, quando está sozinho com Nelson Carvalho é tempo para se permitir experimentar, improvisar solos de guitarra, tentar vários sons e abordagens. I'll never hang my head down é sujeita a uma sobreposição de camadas de guitarras de todos os géneros, do mais Springsteen a um "som de mosquito" que identificamos com Jack White. "Só vou sossegar quando tiver uma guitarra com o meu nome", graceja após um solo que parece cuspir fogo. O produtor responde-lhe que tal guitarra terá de ser baptizada com "mr. Funesca" - a usual deturpação do seu apelido em hotéis estrangeiros. Suspendendo o humor, o músico confessa ter nas suas limitações técnicas - "toco tão mal tantos instrumentos" - o empurrão para "seguir por outros sítios inesperados". Os takes vão-se sucedendo e depois de Fonseca deixar as pistas num alvoroço, caberá a Nelson Carvalho um minucioso trabalho de peneirar tudo aquilo até alcançar ao equilíbrio certo.

Em cima da mesa de mistura jaz o melhor exemplo dessas rotas imprevistas: uma mbira. Instrumento moçambicano (equivalente ao quissange) enviado por promotores de espectáculos em Moçambique como pequena acção de charme para o levar a tocar por terras africanas, o músico deixou-o em casa a descansar ao lado do computador até ao dia em que ali bateu com os olhos. "Queria um ambiente meio misterioso que tivesse a ver com algumas coisas meio exóticas. Olhei para aquilo e quis experimentar. E cada instrumento que se acrescenta altera tudo. Não há nada determinado, está sempre tudo em mutação até chegar a data final. Vamos gravando, até que largamos e seja o que deus quiser. Gosto disso. Conheço muitos músicos que vivem muito mal com essa ideia da data. Eu já aprendi a viver com isso".

O que não quer dizer que David Fonseca viva em paz total com os discos quando os dá por determinados. ComSeasons: Rising, por exemplo, já o álbum estava masterizado quando um tema começou a martelar-lhe na cabeça. Ia no carro, eram duas horas da manhã e teve de ligar para o produtor: "Oh Nelson, tu vais-me matar, mas estou entalado com uma coisa e não consigo ultrapassar isso". Tiveram de voltar atrás. "Mas parte de mim gosta de o fazer, porque diz-me quão a sério levo tudo isto".

Essa inquietude, acredita, é aquilo que faz de si músico. "Há a ideia de que o sucesso produz um certo bem-estar em tudo, que é o maior erro possível. Se há uma coisa que o sucesso dá é o contrário: a noção de que o mais fácil é cair no fosso e nunca mais sair de lá. O problema é continuar a fazer isto de forma sistematicamente interessante". E há muito que aprendeu a não se rodear por quem só lhe dê palmadinhas nas costas e a evitar ser engolido pelos néons. "Parece que a música por si só já não chega e que os músicos têm de ser pôr em bicos de pés, com gansos na cabeça e plumas". Aquilo de que não abdica, no entanto, é de promover a sua música "de uma forma mainstream". Mesmo que "fizesse música como o Scott Walker no último disco". Hoje, quilómetro 110 para lá da fronteira com Espanha, toca em Cáceres. Enquanto artista alternativo.

 

Noticia do Ipsilon



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letra

 

Como se fosses de linho doce
Com que me cubro e adormeço
Ou pássaro que cantando fosse
Árvore de vento com que estremeço

Como se fosses na manhã silente
Cristal soprado na noite fria
Ou ar de neve luz transparente
Com o que o teu rosto inaugura o dia

Poema de Luís de Andrade
Música de Janita Salomé



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Vicente Palma vai apresentar o álbum de estreia,"Parto", ao piano, no próximo dia 26, às 18h, na Fábrica Braço de Prata. 

"Parto", contou com a produção do próprio Vicente Palma e de Miguel Pedro, dos Mão Morta. Treze temas originais, e uma versão de "Para Rosalía", tema popularizado por Adriano Correia de Oliveira.

O disco tem edição marcada para 22 de Outubro com o apoio da Antena 3. Sintonizem-se para ganhar entradas para o concerto de apresentação.

Noticia da Antena 3



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(A)testa

 

Recebi por mail o pedido de divulgação de um novo projecto que nasceu em Almada, aqui está o projecto (A)testa.


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Ala dos namorados

 

Em 2008, a Ala foi colocada em descanso. Mas, no início deste ano, voltou a sentir o desejo de estar em palco...

 

A voz de Nuno Guerreiro e as palavras de João Monge tornam a unir-se, não só para recriar as canções da banda, mas também para criar canções novas – sim, há álbum no horizonte.

 

Neste concerto, Guerreiro e Manuel Paulo fazem-se rodear de Alexandre Frazão, Mário Delgado, Zé Nabo e Ruben Santos. João Gil, um dos fundadores da Ala – que deixou antes de "Mentiroso Normal" (2008) – também participa no momento para tocar com os antigos companheiros. O mesmo acontece com José Moz Carrapa, elemento da banda nos primeiros anos. O restante elenco de convidados especiais é surpresa.

 

Lisboa, B.Leza - Cais da Ribeira (Armazém B)
27-09. Quinta às 23h00 . 
€10

 

Sítio ofícial http://www.aladosnamorados.net 

 

Retirado do Público



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letra

 

Who knows if one day you're gonna an honest man?
Who knows if you'll work and fight to reach the frontline seat?
But right now you don't need to care or think about your life goals
You find someone to do the dirty job while you stretch your legs

 

'Cause you're so much clever
You're so much smarter
Why waste your time on working
If i's so easy to lie?

 

So you say, scratch my back
Scratch my back, scratch my back
Scratch my back

 

Who knows if one day you'll be a part of the working force?
Who knows if you'll help to build the world you claim to be yours?

 

'Cause you're so much clever
You're so much smarter
Why waste your time on working
If i's so easy to lie?

 

So you say, scratch my back
Scratch my back, scratch my back
Scratch my back

 

Such a big world to see, such a short life to live
Why should you spend your time on working now?

Just let them do it while you smile!

 

Who knows if one day you're gonna an honest man?
Who knows if one day you'll be a part... not right now!

 

Scratch my back, scratch my back boy
Scratch my back, you gotta scratch my back

 

Scratch my back (x4)

 

Who knows if one day you're gonna an honest man?
Who knows if one day you're gonna stay along the way?

Scratch my back



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Letra

 

Queda do Império 
Vitorino

Perguntei ao vento
Onde foi encontrar
Mago sopro encanto
Nau da vela em cruz
Foi nas ondas do mar
Do mundo inteiro
Terras da perdição
Parco império mil almas
Por pau da canela e Mazagão.

Pata de negreiro
Tira e foge à morte
Que a sorte é de quem
A terra amou
E no peito guardou
Cheiro da mata eterna
Laranja, Luanda sempre em flor. (2x)



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Domingo, 23 de Setembro de 2012

Os Pontos Negros - Vá ao concerto de apresentação de «Soba Lobi»

No dia 13 de Outubro, Os Pontos Negros sobem ao palco do Ritz Clube para também deixar a sua pegada no número 57 da Rua da Glória.

 

Porquê? Porque a melancolia do Outono tem de ser combatida com todo o vigor, vigor esse que é destilado em canções como "Tudo Floresce", "Eu + Eu = Ninguém", "Conto de Fadas de Sintra a Lisboa", "Magnífico Material Inútil" e "Rei Bã", entre outras. O dia 13 de Outubro no 57 da Rua da Glória será um dia onde as canções d'Os Pontos Negros se querem encontrar com o público, suar o roque enrole que lhes entope as veias e rasgar as artérias a cantar. Porque se navegar é preciso, então que seja a cantar no navio 57, ancorado na Rua da Glória."

 

Depois da edição de “Soba Lobi” em Abril pela Optimus Discos e de uma série de concertos apresentados por todo o país, o grupo prepara-se para fazer a grande festa de apresentação em Lisboa do seu quarto álbum de originais, gravado nos estúdios Abbey Road em Londres.

“Soba Lobi” está disponível para download gratuito em www.optimusdiscos.pt

 

Noticia de Sapo Música



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letra

 

When I'm feeling blue and nothing seems okay...
I see your eyes and I believe I'll find a way.
When I'm feeling down and things don't go so well...
I see your eyes and I forget the tears that fall.

When I'm alone in the street, and I'm scared and tired.
For the first time in my whole life I feel desire...
When I'm far from home, and I just don't want to be found
I run into your arms and they bring off me back to the ground.

'Cause to love you means so much more...
'Cause to love you means so much more...
When I need to cry you make me try
I want to die, don't ask me why
'Cause I can't fight no more...

When I'm feeling blue and nothing seems okay...
I see your eyes and I believe I'll find a way.

When I'm alone in the street, and I'm scared and tired.
For the first time in my whole life I feel desire...
When I'm far from home, and I just don't want to be found
I run into your arms and they bring off me back to the ground.

'Cause to love you means so much more...
'Cause to love you means so much more...
When I need to cry you make me try
I want to die, don't ask me why
'Cause I can't fight no more...
(x4)

When I wanted to stop, when I wanted to fade
I saw your eyes and I believed there's so much more...
So much more...
So much more...



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Bandas portuguesas contribuem para evitar despejo do Centro de Recuperação do Lobo Ibérico

Várias bandas portuguesas têm vindo a associar-se à campanha para salvar o Centro de Recuperação do Lobo Ibérico, que está em risco de ser despejado dos terrenos que ocupa há 25 anos. O apoio mais recente chegou dos Xutos & Pontapés.


Um número crescente de bandas portuguesas tem vindo a apoiar a campanha de 'crowdfunding' (financiamento coletivo) para salvar o Centro de Recuperação do Lobo Ibérico.

 

A campanha foi lançada pelo Grupo Lobo para adquirir os terrenos onde o Centro tem estado localizado nos últimos 25 anos, de modo a evitar o fecho das suas instalações, colocando em risco um trabalho de referência na conservação desta espécie ameaçada.

 

Respondendo ao apelo do Grupo Lobo, várias bandas portuguesas já se associaram à campanha, divulgando-a através das suas páginas nas redes sociais e nos seus 'sites', solicitando o apoio e divulgação dos seus fãs. David Fonseca, Ana Bacalhau dos Deolinda, os Moonspell, Uxu Kalhus e os Xutos & Pontapés já se associaram a esta campanha.

 

O Grupo Lobo pretende com esta iniciativa angariar 250.000 dólares (cerca de 205.000 euros) até ao dia 28 de setembro de 2012, altura a partir da qual já não será possível contribuir para a campanha online que está acessível na plataforma Indiegogo.

 

 

Noticia do Sapo Música



publicado por olhar para o mundo às 12:01 | link do post | comentar

 

 

Letra

 

There's nothing for today
there's nothing for tonight
there's nothing more

there's nothing left to say
you left,you ran away
there's nothing else

there's nothing for tonight
we're not ready for this fight
but we could try again

i'm looking for a sign
i'm looking for a line
it was all so soft
when you were here and you were mine
and now i think i'm out of time
it won't be safe and warm...

i lost you to fast
and when i did all became a mess
i got full of fear
it was all so confusing here
i found i was alone,went out screaming
i love you so and then
oh then...i felt ashamed

it's like i lost my train
and i keep running to achieve it
'cause i really hope you can come back... 



publicado por olhar para o mundo às 08:40 | link do post | comentar

Sábado, 22 de Setembro de 2012

Maria João Pires regressa a Mozart com Claudio Abbado

Gravações ao vivo de dois concertos de Mozart captadas em 2011 surgem num novo disco que acaba de ser editado pela Deutsche Grammophon

São dois nomes de vulto no catálogo da Deutsche Grammophon. E voltam a cruzar os seus caminhos. Já gravaram juntos concertos de Schumann ou Mozart. E é a este último compositor que regressam, numa gravação captada ao vivo, em 2011, no Auditorium Teatro Manzoni, em Bolonha e no auditório da Konzerthaus, em Bolzano.

 

Acompanhados pela Orchestra Mozart, a pianista e o maestro apresentam aqui interpretações dos Concertos para Piano números 20 e 27 de Mozart. Claudio Abbado e Maria João Pires tinham já gravado os concertos números 17 e 21 há cerca de dez anos, em Ferrara. O novo disco, como descreve Jed Distler no booklet, é uma "feliz reunião mozartiana dos dois músicos em Bolonha, com a nova orquestra do maestro", referindo ainda o texto que os diálogos entre solista e orquestra sobressaem com uma vivacidade particularmente especial nestas gravações.

 

A cidade de Bolonha, onde decorreram parte das gravações deste disco, acolheu em 1770 a visita de um muito jovem Mozart, ainda com 14 anos. Acompanhado pelo pai, Leopold, o jovem músico foi acolhido com entusiasmo pelo circuito intelectual e artístico da cidade. E depois de passar num exame, Mozart tornou-se membro da Accademia Filarmonica.

 

Noticia do DN



publicado por olhar para o mundo às 21:05 | link do post | comentar

 

 

letra

 

A formiga no carreiro
Vinha em sentido cantrário
Caiu ao Tejo
Ao pé dum septuagenário
Larpou trepou às tábuas
Que flutuavam nas àguas
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
A formiga no carreiro
Vinha em sentido diferente
Caiu à rua
No meio de toda a gente
Buliu buliu abriu as gâmbias
Para trepar às varandas
E de cima duma delas

Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
A formiga no carreiro
Andava a roda da vida
Caiu em cima
Duma espinhela caída
Furou furou à brava
Numa cova que ali estava
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro



publicado por olhar para o mundo às 17:35 | link do post | comentar

Fadista João Chora celebra 25 anos de carreira na Golegã

O fadista João Chora celebra 25 anos de carreira com um espetáculo este sábado, 22 de setembro, na Golegã, onde apresenta o novo álbum, o qual reúne temas criados por si e provenientes de outros repertórios que interpreta habitualmente.


“Este é o meu espetáculo celebrativo de um quarto de século de carreira e o CD é um bocadinho a minha história discográfica, desde o primeiro álbum, ‘Fados e Baladas’, que foi produzido por José Cid. Uma espécie de síntese”, disse o fadista à Lusa.

 

João Chora partilhará o palco da Quinta dos Álamos, na Golegã, com as fadistas Matilde Pereira, Isabel Rosa e Dora Maria, acompanhados por Bruno Mira, na guitarra portuguesa, e Fernando Calado, na viola, e ainda com o rancho folclórico local.

 

O fadista integra um grupo de vozes e músicos de fado do Ribatejo que “impregna um cunho próprio” à canção de Lisboa, na qual João Chora procura “marcar a diferença, ao impor um estilo próprio”.

 

João Chora aponta “a envolvência e ambiência do [rio] Tejo e da campina, como marcantes nos temas fadistas ao lado da festa brava e da lide do campo”

 

“Pode parecer um chavão, mas creio que, nesta altura, tenho já um estilo próprio, que é aquilo que nos diferencia uns dos outros, e me permite até cantar temas de outros repertórios, como ‘O amor é louco’, de Carlos Ramos, sem imitar”, afirmou.

 

Carlos Ramos e Carlos do Carmo são dois dos fadistas de quem João Chora reconhece influências e aprecia, ao lado de e Carlos Zel e João Ferreira-Rosa.

 

No CD celebrativo dos 25 anos gravou, de Carlos Ramos, “O amor é louco”, de Carlos do Carmo, “Fado varina”, e, de Carlos Zel, “Eu quero ter eternamente este segredo”.

 

“O que é que eu digo à saudade”, uma criação da Maria da Fé, é outro fado que integra o CD. “É daqueles fados que se gosta logo à primeira e que as pessoas se habituaram a ouvir na minha voz e que marca o meu percurso, daí o ter integrado no CD”, justifica a opção à Lusa.

 

João Chora refere, como “ponto alto da carreira”, a digressão que fez aos Países Baixos, em 2002. “Foram salas cheias, que adoravam o fado, foi uma experiência fabulosa, em que, de facto, me senti artista”, desabafou o fadista que reconhece “não ser tão reconhecido em Portugal, como talvez merecesse”.

 

A edição do primeiro álbum e o concerto do passado 4 de maio, na Chamusca, são outros destaques da carreira do fadista.

 

João afirma que o “fado fez sempre parte” da sua vida, mas começou por ser “menino de coro” na paróquia católica da Chamusca, integrou depois um grupo de baile, antes de, na segunda metade da década de 1980, começar a conviver com nomes do fado e a aprender a tocar fado, a aprender as músicas e a informar-se, mas havia já “um percurso muito caseiro de tertúlias fadistas com amigos”, entre eles os músicos Carlos Lisboa e Custódio Castelo que produz o CD dos 25 anos, entre outros.

 

“A primeira casa de fados a que fui em Lisboa foi o ‘Fado Menor’, onde cantavam, entre outros, o Tony de Matos, a Lídia Ribeiro e o Camané”, recordou João Chora, 53 anos.

 

Noticia do Sapo Música



publicado por olhar para o mundo às 12:59 | link do post | comentar

 

 

Letra

 

Vou fingir que me vais mostrar um mundo novo com que nunca eu te vi sonhar.

Vou perder como posso ganhar. É sinuoso o atalho que Eu vou trilhar.

Vou escalar, é sempre a subir Está atenta vais gostar de me ver cair.

E sabe tão bem quando me encontras fraco e a coragem vem.

E sabe tão bem quando me deixas forte como mais ninguém.

Mas tu e eu não vamos ser mais que reflexo numa montra que nos viu passar.



publicado por olhar para o mundo às 08:28 | link do post | comentar

 

 

letra

 

Acordai
acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz

Acordai
acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações

Acordai
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!

 

Fernado Lopes Graça



publicado por olhar para o mundo às 00:11 | link do post | comentar

Sexta-feira, 21 de Setembro de 2012

«A Balada do Coiote» poderá ser escutado na sala lisboeta esta noite a partir das 24h00

 

Os TV Rural atuam esta noite, a partir das 24h00, no Musicbox, em Lisboa, onde voltam a mostrar as canções do novo disco, «A Balada do Coiote». Este será o regresso da banda à sala do Cais do Sodré depois do concerto de lançamento do disco em maio.

«A Balada do Coiote» é o segundo álbum de estúdio do grupo português, que em 2007 se estreou com «Filomena Grita!». Os TV Rural são compostos por David Jacinto (voz e saxofone), Gonçalo Ferreira (guitarra e voz), Vasco Viana (guitarra e voz), João Pinheiro (guitarra e voz) e David Santos (baixo e voz).

A noite de rock e folk cantados em português no Musicbox vai contar também com os Maltês, que asseguram a primeira parte do espetáculo. A banda de João Neto (Oioai), Ricardo Frutuoso (ex-Toranja, Rádio Macau), Jonny Dinamite (Murdering Tripping Blues) e Tiago Chefe editou este ano o EP de estreia, homónimo.




 

 

Retirado de IOL



publicado por olhar para o mundo às 21:12 | link do post | comentar

 
letra
Vai-te embora, vai-te embora,
Vai-te embora, embora já.

Vai-te embora, vai-te embora,
Vai-te embora, embora já.

Eu não gosto de ti
Mas tu gostas de mim


Toda a gente de quem gosto
Se apaixona por ti


Eu não gosto do mar
Nem tu gostas de mim


E é o teu vai e vem

que faz pouco de mim

 

Ao deus dará tu atiraste a mim
Eu so quero fugir do que queres de mim

Ao deus dará tu atiraste a mim
Eu so quero fugir do que queres de mim

 

Vai-te embora, vai-te embora,
Vai-te embora, embora já.

 

Vai-te embora, vai-te embora,
Vai-te embora, embora já.

 

Eu não posso negar

que sou doido por ti


É uma coisa mental
Que notaram em mim

 

Ao deus dará tu atiraste a mim
Eu so quero fugir do que queres de mim

Ao deus dará tu atiraste a mim
Eu so quero fugir do que queres de mim

 

Vai-te embora, vai-te embora,
Vai-te embora, embora já.

 

Vai-te embora, vai-te embora,
Vai-te embora, embora já.

 

Ao deus dará tu atiraste a mim
Eu so quero fugir do que queres de mim

Ao deus dará tu atiraste a mim
Eu so quero fugir do que queres de mim



publicado por olhar para o mundo às 17:20 | link do post | comentar

 

 

letra

 

Assim me Explico
Assim me explico
sem palavras, com sons
imagens

Assim me fico
mesmo sempre a sonhar
viagens

Assim me entrego
nada mais a pedir
só isto

Assim te espero
dando o tom ao amor
é isso

Possa eu cantar
quando tudo vai mal
e isso me faça acreditar
que é natural

Possa eu te dar
sons que nasçam em mim
e que juntos queiramos cantar
Assim



publicado por olhar para o mundo às 16:42 | link do post | comentar

Douro Jazz

A iniciativa “Douro Jazz Sobre Rodas” é a novidade da nona edição do festival organizado pelos teatros de Vila Real, Bragança e Ribeiro Conceição, de Lamego.A ideia é fazer circular a música jazz pela região demarcada mais antiga do mundo, que se encontra em plena vindima.

 

A edição 2012 do Douro Jazz conta com as atuações das cantoras Marta Hugon e Elisa Rodrigues, e dos pianistas João Paulo Esteves da Silva, Júlio Resende e Mário Laginha, que encerrará o festival.

 

O cantor luso-americano Kiko apresentará, com os Jazz Refugees, o seu primeiro álbum de originais em português. O programa inclui ainda músicos como Filipe Melo, André Fernandes, Nelson Cascais, Bernardo Moreira ou Alexandre Frazão.

 

A organização, em comunicado, refere que em 2012 o Douro Jazz “é uma excelente montra do jazz feito em português”.

 

Depois, na sua vertente internacional, o festival apresenta o guitarrista, compositor e produtor espanhol Angel Unzu, companhia habitual de Kepa Junquera, e a cantora e pianista francesa Fanny Roz.

 

O festival conta com uma programação complementar que inclui arruadas nos centros históricos, protagonizadas pela “Douro Jazz Marching Band”, sessões para o público infantojuvenil na rubrica “O Douro Jazz Nas Escolas”, uma feira de objetos culturais durienses e provas de vinhos.

 

A 1 de outubro, Dia Mundial da Música e Dia Internacional do Idoso, a programação inclui um concerto dedicado sobretudo ao público sénior.

 

Noticia do Sapo Música



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Sebastião Antunes e Quadrilha  em novo disco,


Sebastião Antunes e a Quadrilha estão de volta às edições! Três anos depois da sua estreia a solo, e seis anos após da última edição da Quadrilha, Sebastião Antunes e companhia estão de regresso "Com um Abraço", nas lojas a partir do dia 24 de Setembro.


Em "Com um Abraço", Sebastião Antunes, exímio embaixador da música tradicional portuguesa, convidou um grupo variado de artistas estrangeiros com residência em Portugal para trazerem um pouco da sua interpretação aos temas compostos por si. Tito Paris, Pumacayo Conde ou Orlando Santossão alguns dos nomes que responderam ao convite. Também os Galandum Galundaina, grupo de música portuguesa, animou a "Cantiga da Burra", o single de apresentação que já roda nas rádios portuguesas. 


De "Com um abraço" destaca-se também a forte influência que a viagem aoMali, que Sebastião Antunes fez, teve na composição deste disco. A descoberta da semelhança da música tuaregue com a música tradicional portuguesa pode ser vista na versão apresentada de "Senhora do Almortão" ou em "Canção para Ali", dedicada a Ali Farka Tourê.  


Ao vivo, Sebastião Antunes e a Quadrilha continuam a fazer a festa: a fusão entre a tradição portuguesa, a música de raiz celta e os aromas do Norte de África não deixa ninguém indiferente.

Retirado de Antena 1



publicado por olhar para o mundo às 10:26 | link do post | comentar

 
letra
Come Rain Or Come Shine 
(H. Arlen / J. Mercer) 


I'm gonna love you like nobody's loved you, 
Come rain or come shine. 
High as a mountain and deep as a river, 
Come rain or come shine. 

I guess when you met me 
It was just one of those things. 
But don't you ever bet me, 
'Cause I'm gonna be true if you let me. 

You're gonna love me like nobody's loved me, 
Come rain or come shine 
Happy together, unhappy together 
Now won't be just fine 

Days may be cloudy or sunny, 
We're in or we're out of the Money, 
But I'm with you always, 
I'm with you rain or shine!
Song by H. Arlen / J. Mercer 
Arrangement by Maria Mendes


publicado por olhar para o mundo às 08:33 | link do post | comentar

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