Sábado, 25 de Agosto de 2012

 

 

Letra

 

Ainda agora aqui chegado 
meu cavalo já cansado 
trago o peito enamorado 
e a armadura em desalinho 
minha espada, eu embainho 
dai-me carne e dai-me vinho 
sou guerreiro por quimera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz 

Dai-me carne e dai-me vinho 
dai-me uma mesa de pinho 
estendei toalha de linho 
onde estenderei meus dedos 
lede neles os enredos 
das conquistas, dos degredos 
assim eu contar pudera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz 

Guerreiros são só pontos no horizonte 
a monte 
a monte 
anda o guerreiro sem parar 
a paz foi tudo o que ele foi buscar 
guerra e paz 
a par e passo 
irmãs são 
guerra e paz 
a par e passo 
são 

De cada vez que me conto 
sei que me acrescento um ponto 
um cavalo novo monto 
e uma donzela arrebato 
despedido do recato 
vou de calma ao desacato 
vou do pardal à pantera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz 

Vou da calma ao desacato 
de masmorras me resgato 
colorido é o meu retrato 
preto e branco meu caixinho 
o que fazes tu, meu filho 
outras guitarras dedilho 
sou trovador por quimera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz 

E de meandro em meandro 
vou-me circunnavegando 
sob as estrelas buscando 
o outro lado da busca 
quase sempre o amor me ofusca 
de uma forma doce e brusca 
assim eu amar soubera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz 

Retomado à vida o gosto 
meu cavalo recomposto 
no cabelo um fogo posto 
novos fogos atravesso 
desta forma me despeço 
do fracasso e do sucesso 
ladrões de quem os venera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz 

Desta forma me despeço 
a viagem recomeço 
e se a casa não regresso 
é que outras casas me abrigam 
outros braços lá me amigam 
minhas brigas desfatigam 
como a luz na Primavera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz

 


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Carminho vai gravar com gigantes da música brasileira

Carminho vai gravar com gigantes da música brasileira
Carminho vai viajar para o Brasil já na próxima semana

Para a edição brasileira do disco "Alma", que sai no Brasil no final do ano

 

Chico Buarque, Milton Nascimento e Nana Caymmi, três dos grandes nomes da música brasileira, vão juntar-se a Carminho na próxima semana, no Rio de Janeiro, para gravarem três temas para a edição brasileira de “Alma”, o segundo disco da fadista. 
 
Com Chico Buarque, de quem a fadista tem uma versão de “Meu Namorado” em “Alma”, Carminho vai gravar “Carolina”, com Milton Nascimento, com quem esteve em Lisboa em Junho, gravará “Cais” e com Nana Caymmi, “Contrato de Separação”.
“A Carminho é uma cantora encantadora, o Chico já conhecia o seu trabalho e gosta muito dela e por isso aceitou prontamente este convite”, diz ao PÚBLICO Vinicius França, agente de Chico Buarque, explicando que o contacto entre a fadista e os músicos brasileiros aconteceu em Junho quando os dois, Carminho e Vinicius, se encontraram em Lisboa a propósito do concerto de Milton Nascimento. 
Segundo Vinicius, nesta altura a fadista portuguesa falou do seu desejo de gravar uns temas no Brasil com Chico Buarque, Milton Nascimento e Nana Caymmi, que “prontamente aceitaram o convite”. “Quando estive aí em Lisboa, eu o Milton fomos jantar com a Carminho e o Milton ficou encantado, ela é mesmo uma cantora brilhante.”
Inicialmente os três temas serão integrados como faixas extra na edição brasileira de “Alma”, da responsabilidade da MPB Records e com distribuição da Universal, mas de acordo com João Pedro Ruela, agente de Carminho, a ideia é que sejam depois também editados em Portugal. 
“Esta era uma vontade já de longa data e por isso ficámos muito felizes com esta concretização”, diz Ruela ao PÚBLICO, explicando que Carminho vê nestes três músicos “uma influência”. “Descobrimos que Chico Buarque demonstra um grande apreço pela arte de Carminho e que gostou muito do trabalho dela, isto só pode ser maravilhoso”, acrescenta o agente português.
O segundo disco de Carminho chegará às lojas brasileiras no final do ano, altura em que a fadista estará novamente no Brasil para uma digressão. Antes disso, Carminho vai actuar nos coliseus de Lisboa e do Porto, a 3 e 9 de Novembro, respectivamente. Sobre a possibilidade de receber alguns convidados nestes dois concertos, João Pedro Ruela não adiantou nenhum pormenor, explicando que “ainda não há novidades”. 
Certo é que os concertos de Chico Buarque, que inicialmente estavam previstos para Portugal, não vão acontecer por razões económicas. “Para já não há notícias sobre isso, não existindo nada marcado”, assegurou Vinicius França, afastando, para já, a possibilidade de Carminho e Chico Buarque actuarem juntos ao vivo em Portugal.  
Esta não é a primeira vez que Carminho colabora com artistas de renome internacional. Ainda no ano passado, a fadista subiu ao palco do Lux para actuar ao lado de Nicolas Jaar e, mais recentemente, gravou com o espanhol Pablo Alborán. 
Noticia do ipsilon


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letra

 

(Refrão) 
Qual é a tua, ó meu? 
Andares a dizer "quem manda aqui sou eu"? 
Qual é a tua, ó meu? 
Nesse peditório o pessoal já deu. 

Com trinta por uma linha 
Esburacaste a Liberdade 
E a Alegria 
É só puxar a Pontinha 
Cai o Carmo e a Trindade 
No mesmo dia 

Com tanta Ladra no mundo 
O teu Rato andava à caça 
de Sapadores 
Quanto mais a dor Dafundo 
Menos a gente acha Graça 
Aos ditadores 

(Refrão) 

O Intendente semeou 
O Desterro e o Calvário 
Sem nenhum dó 
Mas Santa Justa acordou 
Porque a Voz do Operário 
Não Fala-Só 

Pedes Ajuda e Mercês 
Mas só Palhavã vais pondo 
No nosso prato 
Engarrafa-se o Marquês 
E cai o Conde Redondo 
Mais o Beato 

(Refrão) 

Sem Socorro, ardeu-te a tenda 
E tu ficas Entrecampos 
A ver se escapas 
Mas como não tens Emenda 
Vais com Baixa de sarampo 
Para a Buraca 

Não é possível meter 
Águas Livres numa Bica, 
Como tu queres 
Quem pensa assim, podes crer, 
Campo Grande onde Benfica 
É nos Prazeres 

(Refrão) 



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Sexta-feira, 24 de Agosto de 2012

Cascais vai estar dez dias em festa dedicadas ao Mar

Cascais vai estar dez dias em festa dedicadas ao Mar

Com início dia 17 e até ao dia 26 de Agosto a Baía de Cascais vai estar em animação.  As Festas do Mar irão trazer dez músicos para actuar todas as noites. David Fonseca, Rui Veloso, Boss AC, Ana Moura, Ronan Keating, na abertura, e Zélia Duncan, no encerramento, são alguns dos concertos.

A iniciativa não se fica restrita à Baía de Cascais. A festa prolonga-se até baixa da vila onde a gastronomia marítima da região será celebrada, a par do artesanato. No dia 19 haverá a tradicional procissão, por terra e por mar, em honra de Nossa Senhora dos Navegantes. O espectáculo do fogo-de-artifício vai iluminar os dias de festa.
A Câmara Municipal de Cascais promove uma nova edição das Festas do Mar. O evento realiza-se há mais de 50 anos e muito se deve aos cartazes musicais que tem apresentado. Mantendo-se como um chamariz para visitantes do concelho e para os locais. O festival alia a componente gastronómica da região ao espectáculo musical. Este ano as Festas do Mar, como têm feito nas edições, trazem a Portugal artistas internacionais, na abertura, o irlandês Ronan Keating e no fecho a brasileira Zélia Duncan.
O irlandês atingiu o reconhecimento internacional na boysband Boyzone, mas o seu percurso individual tem-se mantido ao longo da última década. Keating traz as canções do novo álbum “Fires”, a lançar em Setembro, e deve aproveitar o concerto de Cascais para dá-las a conhecer. 

A artista brasileira Zélia Duncan actua no dia de encerramento, a 26 de Agosto, e traz consigo um longo historial de relação com a MPB (Música Popular Brasileira). Nascida numa geração posterior aos grandes nomes da MPB, as influências da artista bebem muito nesse caldeirão de música.
Nos outros dias o cartaz é completo por artistas portugueses. A multiplicidade de géneros musicais é quase tanta quanto os dias do evento. Todos os concertos começam às 20:30 e têm a primeira parte a cargo de uma banda de Cascais.
O festival não se resume aos concertos nocturnos na baía. Pela baixa da vila os restaurantes das associações locais de pescadores exibem a gastronomia local. As esplanadas do Largo da Cidade Vitória vão estar preparadas para acolherem os visitantes que procurem provar “o melhor do mar de Cascais.” A acompanhar a gastronomia vai haver também uma exposição de artesanato da região, feito pelas associações locais.

Nos dias 17, 18, 25 e 26 as festividades serão iluminadas pelo fogo-de artifício.

A tradicional procissão de Nossa Senhora dos Navegantes será a 19 de
Agosto, pelas 15:00, com saída da Igreja matriz. O cortejo irá dirigir-se em direcção à praia dos Pescadores, cabendo aos barcos completarem o percurso por mar, desde a baía até à Guia e regresso.
 

CARTAZ:
 
sexta-feira       | 17 | RONAN KEATING |1.ª parte Ana Free
sábado            | 18 | PAULO GONZO | 1ª parte - João Só e Abandonados
domingo           | 19 | RUI VELOSO | 1ª parte - HMB
segunda-feira  | 20 | BOSS AC
terça-feira       | 21 | ANA MOURA | 1ª parte - Maria Bradshaw
quarta-feira     | 22 | ANDRÉ SARDET | 1ª parte - Brando Fel
quinta-feira      | 23 | AZEITONAS | MIGUEL ANGELO | 1ª parte - Sara Paço
sexta-feira       | 24 | DAVID FONSECA | 1ª parte - Adriana
sábado            | 25 | PEDRO ABRUNHOSA | 1ª parte - Mikkel Solnado
domingo           | 26 | ZÉLIA DUNCAN | 1ª parte - Ténis Bar
 
João Marques
Retirado de HardMúsica


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Letra

 

Foi por ela que amanhã me vou embora 
ontem mesmo hoje e sempre ainda agora 
sempre o mesmo em frente ao mar também me cansa 
diz Madrid, Paris, Bruxelas quem me alcança 
em Lisboa fica o Tejo a ver navios 
dos rossios de guitarras à janela 
foi por ela que eu já danço a valsa em pontas 
que eu passei das minhas contas foi por ela 

Foi por ela que eu me enfeito de agasalhos 
em vez daquela manga curta colorida 
se vais sair minha nação dos cabeçalhos 
ainda a tiritar de frio acometida 
mas o calor que era dantes também farta 
e esvai-se o tropical sentido na lapela 
foi por ela que eu vesti fato e gravata 
que o sol até nem me faz falta foi por ela 

Foi por ela que eu passo coisas graves 
e passei passando as passas dos Algarves 
com tanto santo milagreiro todo o ano 
foi por milagre que eu até nasci profano 
e venho assim como um tritão subindo os rios 
que dão forma como um Deus ao rosto dela 
foi por ela que eu deixei de ser quem era 
sem saber o que me espera foi por ela



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:papercutz Na Red Bull Music Academy 2012

 

62 Participantes de 29 Países, 4 Mil Candidaturas de 93 Países, Mais 140 Mil minutos de música, 12,482 Selos de correio, Um Júri de 21 membros de 5 Países... chegou a hora da Red Bull Music Academy 2012.

 

Bruno Miguel, músico e produtor que mantém a identidade :Papercutz, faz neste momento planos para a experiência que poderá mudar a sua vida. 

Como J Wow dos Buraka Som SistemaAloe Blacc ouFlying Lotus antes de si, Bruno Miguel prepara-se agora para embarcar na experiência de uma vida e mergulhar em duas semanas pensadas ao mais ínfimo pormenor para que possa sentir, pensar, dormir e respirar música 24 horas por dia. E tudo isto, num dos maiores palcos mundiais da indústria musical: Nova Iorque, o quartel-general da edição 2012 da Red Bull Music Academy.

Juntamente com Bruno Miguel haverá 61 outros participantes oriundos de 29 países espalhados por seis continentes. Estes participantes serão divididos em dois grupos e cada grupo terá à sua espera duas semanas recheadas de palestras de algumas das mais brilhantes mentes musicais, estúdios onde poderão trabalhar nas suas mais recentes criações e uma lista generosa de clubes e salas onde se poderão apresentar ao vivo. 

A candidatura de Bruno Miguel foi selecionada entre milhares enviadas de todo o mundo e ele será um dos 62 participantes que no próximo Outono poderão disfrutar da experiência total da Red Bull Music Academy. Uma experiência que tem potenciado carreiras internacionais, que todos concordam ser plenamente inspiradora e que nenhum participante consegue esquecer.

Em Nova Iorque, com estúdios e tutores topo de gama, com lecturers convidados entre nomes históricos e novas promessas, com eventos que tomarão conta da cidade que nunca dorme, este é o momento por que milhares de músicos, produtores, djs e vocalistas esperam o ano inteiro. 62 deles receberam a resposta mais desejada. 

O processo de seleção foi particularmente complexo num ano em que chegaram ao quartel general da Red Bull Music Academy em Colónia, na Alemanha, mais de 4 mil candidaturas de 93 países: um recorde na história da Academia. 

Chegaram mesmo pela primeira vez candidaturas de países como a Suazilândia ou o Afeganistão, Tanzânia e até Camboja. A música enviada, do mais alto calibre, ultrapassou os 140 mil minutos. O co-fundador da Red Bull Music Academy, Torsten Schmidt referiu mesmo: "Claro que como o número dos candidatos ultrapassou exponencialmente o número dos que podíamos convidar isso significa que tivemos que deixar de lado alguns indivíduos extremamente talentosos – e esperamos sinceramente que nos honrem com uma nova candidatura no próximo ano".

Red Bull Music Academy terá o seu quartel de 2012 no bairro de Chelsea, em Manhattan, e decorrerá entre 30 de Setembro e 2 de Novembro próximos. Daqui a algumas semanas serão anunciados todos os espectáculos alinhados para coincidirem com esta edição da Academia.

Nome: Bruno Miguel
Nome artístico: :Papercutz
Cidade: Porto
Ocupação: músico a tempo inteiro, produtor
Estilo Musical: indie pop, electrónica
Estilo Musical (descrição do próprio): sombrio e cinemático
Capacidades: produtor, instrumentista, vocalista
facebook.com/papercutz.music
soundcloud.com/papercutz

Bruno Miguel toca teclados na banda electrónica :Papercutz, que tem recorrido a várias vozes convidadas, incluindo a norte-americana Melissa Veras. Após vários lançamentos, a banda encontrou a sua actual casa na Audiobulb Records, uma editora de Sheffield, Inglaterra. A sua visão pop particular conseguiu arrancar elogios da crítica em revistas de vários pontos do globo e no currículo contam com uma vitória na categoria "Off the Beaten Track" dos People Music Awards, criados, precisamente, para darem destaque a projectos ainda sem editora.

Entretanto, :Papercutz acaba de editar o seu segundo álbum, "The Blur Between Us". Gravado entre o Porto e os Estados Unidos com Chris Coady, que inclui no seu currículo discos de Beach House, Yeah Yeah Yeahs e TV On The Radio, o novo trabalho de :Papercutz revela ainda mais ambição e promete ir longe. Bruno já remisturou artistas como Nite JewelSun GlitersAbadabadou Albert Swarm, ticou em festivais como o Exit e o SXSW e até já gravou no mesmo estúdio em que os Pixies registaram Doolittle.

Mais info: www. papercutzed.com

Para mais informação sobre a Red Bull Music Academy e para aceder a milhares de vídeos, mixes e faixas exclusivas visitemwww.redbullmusicacademy.com

 

Retirado de Antena 3



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letra

 

Quando o avião aqui chegou
Quando o mês de maio começou
Eu olhei para ti
Então entendi
Foi um sonho mau que já passou
Foi um mau bocado que acabou

Tinha esta viola numa mão
Uma flor vermelha na outra mão
Tinha um grande amor
Marcado pela dor
E quando a fronteira me abraçou
Foi esta bagagem que encontrou

Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei pra aqui chegar
Eu vou pra longe
Pra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos pra nos dar

E então olhei à minha volta
Vi tanta esperança andar à solta
Que não hesitei
E os hinos cantei
Foram feitos do meu coração
Feitos de alegria e de paixão

Quando a nossa festa se estragou
E o mês de Novembro se vingou
Eu olhei pra ti
E então entendi
Foi um sonho lindo que acabou
Houve aqui alguém que se enganou

Tinha esta viola numa mão
Coisas começadas noutra mão
Tinha um grande amor
Marcado pela dor
E quando a espingarda se virou
Foi pra esta força que apontou

E então olhei à minha volta
Vi tanta mentira andar à solta
Que me perguntei
Se os hinos que cantei
Eram só promessas e ilusões
Que nunca passaram de canções

Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei pra aqui chegar
Eu vou pra longe
P´ra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos pra nos dar

Quando eu finalmente eu quis saber
Se ainda vale a pena tanto crer
Eu olhei para ti
Então eu entendi
É um lindo sonho para viver
Quando toda a gente assim quiser

Tenho esta viola numa mão
Tenho a minha vida noutra mão
Tenho um grande amor
Marcado pela dor
E sempre que Abril aqui passar
Dou-lhe este farnel para o ajudar

Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei pra aqui chegar
Eu vou p´ra longe
P´ra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos pra nos dar

E agora eu olho à minha volta
Vejo tanta raiva andar a solta
Que já não hesito
Os hinos que repito
São a parte que eu posso prever
Do que a minha gente vai fazer

Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei prá aqui chegar
Eu vou pra longe
P´ra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos pra nos dar



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Quinta-feira, 23 de Agosto de 2012

 

 

letra

 

Eles não sabem que o sonho 
é uma constante da vida 
tão concreta e definida 
como outra coisa qualquer 

como esta pedra cinzenta 
em que me sento e descanso 
como este ribeiro manso 
em serenos sobressaltos 

como estes pinheiros altos 
que em verde e oiro se agitam 
como estas árvores que gritam 
em bebedeiras de azul 

eles não sabem que sonho 
é vinho, é espuma, é fermento 
bichinho alacre e sedento 
de focinho pontiagudo 
que fuça através de tudo 
em perpétuo movimento 

Eles não sabem que o sonho 
é tela é cor é pincel 
base, fuste, capitel 
que é retorta de alquimista 

mapa do mundo distante 
Rosa dos Ventos Infante 
caravela quinhentista 
que é cabo da Boa-Esperança 

Ouro, canela, marfim 
florete de espadachim 
bastidor, passo de dança 
Columbina e Arlequim 

passarola voadora 
pára-raios, locomotiva 
barco de proa festiva 
alto-forno, geradora 

cisão do átomo, radar 
ultra-som, televisão 
desembarque em foguetão 
na superfície lunar 

Eles não sabem nem sonham 
que o sonho comanda a vida 
que sempre que o homem sonha 
o mundo pula e avança 
como bola colorida 
entre as mãos duma criança



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Cowboy Junkies, Sara Mingardo e Festival Big Bang no CCB até dezembro

Os concertos dos Cowboy Junkies e da contralto Sara Mingardo, um ciclo dedicado ao escritor Camilo Castelo Branco e os Festivais Música Viva e Big Bang integram a programação do Centro Cultural de Belém (CCB), de setembro a dezembro de 2012.


O «Concerto de Outono» pelo Schostakovitch Ensemble, formação em residência no CCB, abre, a 16 de setembro, com Vivaldi, Tchaikovsky e Piazzolla a programação do centro cultural até ao final de 2012, no grande auditório, com direção artística de Filipe Pinto-Ribeiro. Ainda em setembro, entre outros espetáculos, decorrerá o Festival Música Viva 2012, em coprodução com a Miso Music, concertos da Orquestra Metropolitana de Lisboa e o Big Bang - Festival de Música e de Aventura para Crianças.

 

No mesmo mês, no dia 24, o medievalista francês Michel Zink, atualmente professor no Collége de France, profere uma conferência com entrada livre sobre a relação entre «o nome do poeta e o poema», ao longo de séculos de tradição literária.

 

Em outubro, de 22 a 27, decorrerá um ciclo dedicado ao escritor Camilo Castelo Branco (1825-1890) intitulado "As paixões juvenis e o Amor de Perdição", no ano em que se assinalam os 150 anos sobre a data da primeira edição da obra (1862). Ainda em outubro estarão em palco o grupo Divino Sospiro, orquestra em residência no CCB, dirigido por Massimo Mazzeo, num concerto com o flautista Maurice Steger e a instalação/performance «Anatomization», de Sylvia Rijmer.

 

Entre outros espetáculos, está previsto um concerto da Orquestra de Câmara Portuguesa, outra formação em residência no CCB, intitulado "Espírito Beethoven!", dirigido por Pedro Carneiro, com Jorge Moyano, solista em piano.

 

Ao longo do mês de novembro será a vez do grupo canadiano Cowboy Junkies, entre outros, se apresentar em concerto no dia 17, numa coprodução com a Uguru, um espetáculo da Companhia Maior, com atores e bailarinos seniores, num espetáculo intitulado "Iluminações", com adaptação, encenação e espaço cénico de Mónica Calle.

 

Também passarão pelos auditórios do CCB espetáculos de dança de Paulo Ribeiro, um ciclo de cinema russo, e um concerto pelo Schostakovitch Ensemble, com direção artística de Filipe Pinto-Ribeiro, Philippe Graffin no violino e Gary Hoffman no violoncelo.

 

Em dezembro, a programação integrará a orquestra de época Concerto Italiano, com Rinaldo Alessandrini na direcção musical e a contralto italiana Sara Mingardo, como solista.

 

A Big Band Júnior – Orquestra Escola de Jazz também se apresenta em dezembro, com o espetáculo «We’ve Got Rhythm!», com direção artística de Alexandra Ávila Trindade e João Godinho.

 

A 16 de dezembro, a Orquestra Metropolitana de Lisboa leva ao CCB o seu Concerto de Natal, com o Coro Sinfónico Lisboa Cantat, dirigido por Nicholas Kraemer, e as participações da soprano Joana Seara, a meio-soprano Daniela Lehner, o tenor David Danholt e o baixo Hugo Oliveira.

Na Fábrica das Artes, a programação vai também decorrer entre setembro e dezembro, com iniciativas, como o convite lançado a Isabel Barros, diretora artística do Teatro de Marionetas do Porto, para apresentar «Um Artista, Todos os Públicos».

 

Entre outros espetáculos, acontecerá a estreia mundial de «Espelhos», de Pedro Moura, com música e artes plásticas, numa viagem musical ao universo de Carlos Paredes, e «Bemóis e outros bicharocos», em novembro, em parceria com o Festival Temps d’Images.

 

Este espetáculo de Teresa Gentil, com música contemporânea e vídeo, tem histórias de Judite Fernandes sobre as peripécias do Elias, um chicharrinho do mar dos Açores que luta contra as insónias.

 

Retirado de Sapo Música



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letra

 

Guitarra toca baixinho
Que alguém pode escutar
Só ela deve entender, só ela deve saber
Que estou falando de amor...

Cantam os grilos no campo,
E um pássaro no ramo,
Ninguém dorme nesta noite,
E menos ela que agora,
Escuta um riacho e suspira !

Pura prata no céu, 
Um vaga-lume que passa,
Guitarra minha toca baixinho,
E mesmo com a mão incerta,
Toca guitarra que é hora !

Refrão 
É hora, de dar-lhe todo bem que há no meu peito,
Dizer-lhe Deus também tenho direito
De amá-la como nunca amei ninguém !
É hora de respirar um pouco de ar puro,
Um prado é verde quando é primavera,
E o sol é quente mas a noite espera,
Por nós ...

A noite está tão serena, 
E eu dormindo em seu seio ...
Deus! Como bate o coração,
A gente sonha e agora,
Dorme guitarra que é hora! 

Refrão



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Quarta-feira, 22 de Agosto de 2012

 

 

Letra

 

De que noite demorada
Ou de que breve manhã
Vieste tu, feiticeira
De nuvens deslumbrada

De que sonho feito mar
Ou de que mar não sonhado
Vieste tu, feiticeira
Aninhar-te ao meu lado

De que fogo renascido
Ou de que lume apagado
Vieste tu, feiticeira
Segredar-me ao ouvido

De que fontes de que águas
De que chão de que horizonte
De que neves de que fráguas
De que sedes de que montes
De que norte de que lida
De que deserto de morte
Vieste tu feiticeira
Inundar-me de vida.



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letra

 

Se foi há anos, 
Ou dias, 
Não sei. 
Nem quantas vezes te cheirei 
No ar da manhã.

Nem quantas vezes 
Te vi 
Despertar 
Pensando que essa foi a noite 
Melhor de se lembrar

Depois da vez em que o silêncio 
Nos quis acompanhar 
Pelos segredos 
Que julgamos contar. 
Em que nas mãos, os nossos olhos 
Souberam desvendar 
Dentro do escuro a alma 
Não se pode ocultar.

Foi como foi. 
Como se o céu um dia 
Se abrisse em dois. 
Foi como foi. 
Como se a terra 
Nos prendesse e soltasse depois.

A lua via 
O sol acordar, 
Ficava ás vezes até tarde 
Só para o ver deitar.

E juro um dia 
Que o vi alugar 
Um quarto de motel na Via Láctea 
Com vista para o mar.

Estremeci ao ver que o tecto 
Não tinha para ver 
Nem uma telha aberta para espreitar. 
Eu alucino ou quase, sempre 
Que me deixas pernoitar 
Nesse motel da Via Láctea 
Com vista para o mar.

Quero rever-te em cada dia 
Como revi o futuro 
Já que o futuro sorria. 
Quero um futuro por dia 
Já que o passado nos deixa 
Vários futuros na vida.



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Terça-feira, 21 de Agosto de 2012

 

 

letra

 

Ondas sagradas do Tejo
Deixa-me beijar as tuas águas
Deixa-me dar-te um beijo
Um beijo de mágoa
Um beijo de saudade
Para levar ao mar e o mar à minha terra

Nas tuas ondas cristalinas
Deixa-me dar-te um beijo
Na tua boca de menina
Deixa-me dar-te um beijo, óh Tejo
Um beijo de mágoa
Um beijo de saudade
Para levar ao mar e o mar à minha terra

Minha terra é aquela pequenina
É Cabo Verde terra minha
Aquela que no mar parece criança
É filha do oceano
É filha do céu
Terra da minha mãe
terra dos meus amores

Bêjo Di Sodade

Onda sagrada di Tejo
Dixám'bejábu bô água
Dixám'dábu um beijo
Um bêjo di mágoa
Um bêjo di sodadi
Pá bô levá mar, pá mar leval'nha terra

Na bôs onda cristalina
Dixám'dábu um beijo
Na bô boca di mimina
Dixám'dábu um beijo óh Tejo
Um bêjo di mágoa
Um bêjo di sodadi
Pá bô levá mar, pá mar leval'nha terra

Nha terra ê quêl piquinino
È Cabo Verde, quêl quê di meu
Terra que na mar parcê minino
È fidjo d'oceano
È fidjo di céu
Terra di nha mãe
Terra di nha cretcheu 



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Letra

 

Sou do fado
Como sei
Vivo um poema cantado
De um fado que eu inventei

A falar
Não posso dar-me
Mas ponho a alma a cantar
E as almas sabem escutar-me

Chorai, chorai
Poetas do meu país
Troncos da mesma raíz
Da vida que nos juntou

E se vocês 
não estivessem a meu lado
Então não havia fado
Nem fadistas como eu sou

Esta voz 
tão dolorida 
É culpa de todos vós
Poetas da minha vida

É loucura, 
ouço dizer
Mas bendita esta loucura 
de cantar e de sofrer

Chorai, chorai
Poetas do meu país
Troncos da mesma raíz
Da vida que nos juntou

E se vocês 
não estivessem a meu lado
Então não havia fado
Nem fadistas como eu sou



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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2012

 

 

letra

 

Porque é longa a minha sede
Trago a alma insaciada
Uma voz sem tom nem tempo
Age oculta, p’la calada

Sou a solidão do tempo
Quando o nevoeiro cerra
Sou a estranha flor ao vento
No esquecimento da terra

Num intenso gesto de alma, sou
Esta pena de me achar tão só
Tanto e tão pouco
Ai vida!

Porque é longa a minha sede
Busco a fonte desejada
Uma voz sem tom nem tempo
Que se oculta em mim, calada



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letra

 

Beijei teu retrato,
esborratou-se a tinta,
num corpo abstracto
que a saudade pinta...
E a esquadrinhar teus traços já dei por mim louca:
‘Diz-me lá, Picasso, onde ele tem a boca?’

Esse teu retrato
vou expô-lo em Paris,
já usado e gasto
ver se alguém me diz
onde é que te encontro,
se não te perdi...

Por te ter chorado
desfiz o meu rosto
e num triste fado
encontrei encosto.
Dei-me a outros braços mas nada que preste...
‘Diz-me lá, Picasso, que amor é este?’

Este meu retrato
vou expô-lo em Paris,
e assim ao teu lado
eu hei-de ser feliz.
Se nunca te encontro
nunca te perdi.

Sei...
não há só tangos em Paris,
e nos fados que vivi
só te encontro em estilhaços

Pois bem,
Tão certa, espero por ti.
Se com um beijo te desfiz,
com um beijo te refaço!



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Domingo, 19 de Agosto de 2012

 

 

 

letra

 

Tenho tantas recordaçøes como
Folhas tremendo nos ramos,
Canas murmurando à beira-rio,
Aves cantando no céu azul,
Frémito, murmúrios, canção:
Tantas! E mais disformes que sonhos.

Mais ainda: De todas as esferas celestes;
Como a onda, que ao quebrar,
Invade a imensidão da praia, sem 
Nunca porém, um grão de areia expulsar.

Em atropelo, ouço-as segredar,
Ora agrestes, ora ternas, duras ou sinceras;
De tanta fartura, ainda dou em louco,
Esqueço quem sou e torno-me um outro.

As que são tristes, mais tristes me soam;
Agora que sei outro recurso não ter,
Que ficar de novo encalhado
Nas margens do eterno sofrer.

Também as felizes, se tornam mais tristes,
Pois para sempre se esvaneceram:
Beijos, luxos, palavras do passado,
São como frutos que em mim morreram.

Nada mais tenho que recordaçøes,
A minha vida já há muito se foi.
Como pode um morto cantar ainda?
Em mim já nenhum canto tem vida.

Nas margens dos grandes mares,
Na funda escuridão dos bosques,
Ouço ainda o grande rumor despertar
E nenhuma voz que o faça libertar.



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Sábado, 18 de Agosto de 2012

 

 

Letra

 

Numa casa portuguesa, fica bem
Pão e vinho sobre a mesa
E se à porta humildemente
Bate alguém
Senta-se à mesa com a gente
Fica bem esta franqueza, fica bem
Que o povo nunca desmente.
A alegria da pobreza
Está nesta grande riqueza
De dar e ficar contente

Quatro paredes caiadas
Um cheirinho a alecrim
Um cacho de uvas doiradas
Duas rosas num jardim
Um S.José de azulejos
Mais o sol da primavera
Uma promessa de beijos
Dois braços à minha espera...
É uma casa portuguesa com certeza!
É com certeza,uma casa portuguesa!

No conforto pobrezinho, do meu lar
Há fartura de carinho
E a cortina da janela, é o luar
Mais o sol que bate nela...
Falta pouco, poucochinho p'ra alegrar
Uma existência singela...
É só amor, pão e vinho e
Caldo verde, verdinho
A fumegar na tigela

Quatro paredes caiadas
Um cheirinho a alecrim
Um cacho de uvas doiradas
Duas rosas num jardim
Um S.José de azulejos
Mais o sol da primavera
Uma promessa de beijos
Dois braços à minha espera...
É uma casa portuguesa com certeza!
É com certeza,uma casa portuguesa!

É uma casa portuguesa com certeza!
É com certeza,uma casa portuguesa! 



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letra

 

DAI-LI DAI-LI DAI-LI 
DAI-LI DAI-LI DAI-LI DOU 
PAPAGAIO VOA 
DAI-LI DAI-LI DAI-LI 
DAI-LI DAI-LI DAI-LI DOU 
PAPAGAIO VOA 
DAI-LI DAI-LI DAI-LI 
DAI-LI DAI-LI DAI-LI DOU 
PAPAGAIO VOA 
DAI-LI DAI-LI DAI-LI 
DAI-LI DAI-LI DAI-LI DOU 
PRESO POR UM FIO 
QUE SE DESENROLA 
TENHO UM PAPAGAIO 
DE PAPEL E COLA 
QUANDO O LANÇO AO AR 
PARECE QUE TEM MOLA 
SEMPRE A PEDIR 
PARA SUBIR 
VOA PAPAGAIO 
ESQUECE A MINHA IDADE 
PUXA PELO FIO 
DA MINHA VONTADE 
FAZ POR ENCONTRAR 
OS RUMOS DA VERDADE 
QUE EU FAREI POR TE SEGUIR 
DAI-LI DAI-LI DAI-LI 
DAI-LI DAI-LI DAI-LI DOU 
PAPAGAIO VOA 
DAI-LI DAI-LI DAI-LI 
DAI-LI DAI-LI DAI-LI DOU 
PAPAGAIO VOA 
DAI-LI DAI-LI DAI-LI 
DAI-LI DAI-LI DAI-LI DOU 
PAPAGAIO VOA 
DAI-LI DAI-LI DAI-LI 
DAI-LI DAI-LI DAI-LI DOU 
TUDO O QUE AVISTARES 
CONTA MEU AMIGO 
QUE EU NA TERRA SONHO 
ESTAR AÍ CONTIGO 
MESMO QUE ME SINTA 
NO MEIO DO PERIGO 
VOU RESISTIR SÓ POR TE OUVIR 
E EM CADA MANHà
SEREI UMA CRIANÇA 
A BRINCAR NOS CAMPOS 
VOANDO NA ESPERANÇA 
DE COLHER A ESTRELA 
QUE NINGUÉM ALCANÇA 
MAS EU HEI-DE CONSEGUIR 
DAI LI DOU 
DAI-LI DAI-LI DAI-LI 
DAI-LI DAI-LI DAI-LI DOU 
PAPAGAIO VOA 
DAI-LI DAI-LI DAI-LI 
DAI-LI DAI-LI DAI-LI DOU 
PAPAGAIO VOA 
DAI-LI DAI-LI DAI-LI 
DAI-LI DAI-LI DAI-LI DOU 
PAPAGAIO VOA 
DAI-LI DAI-LI DAI-LI 
DAI-LI DAI-LI DAI-LI DOU 
DAI LI DAILI DOU 
DAI LI DALI DALI DOU



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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2012

 

 

Letra

 

Hoje é ainda Segunda-Feira e já só penso em ti
Terça, Quarta, o tempo passa, sonhando ter-te aqui
Mais um dia e por fim, já te posso ver
Sexta-Feira à noite, começamos a viver

Abre os teus braços, deixa o teu corpo
Cair nos meus braços, deixa o teu corpo
Sentir os teus dedos, deixa o meu corpo
Contar-te os segredos, quero abraçar-te

Hoje é ainda Segunda-Feira, mas já estou me a cansar
Terça, Quarta, Quinta, Sexta-Feira, é tempo de dançar
Nesse dia, por fim, já te posso ver
Sexta-Feira à noite, começamos a viver

Abre os teus braços, deixa o teu corpo
Cair nos meus braços, deixa o teu corpo
Sentir os teus dedos, deixa o meu corpo
Contar-te os segredos, quero abraçar-te

Quero abraçar-te (Sexta-Feira)
Quero abraçar-te (Sexta-Feira)
Quero abraçar-te (Sexta-Feira)

Quero abraçar-te (Sexta-Feira)
Quero abraçar-te (Sexta-Feira)
Quero abraçar-te (Sexta-Feira)

Quero abraçar-te (Sexta-Feira)
Quero abraçar-te (Sexta-Feira)
Quero abraçar-te (Sexta-Feira)



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letra

 

Foi no Domingo passado que passei 
À casa onde vivia a Mariquinhas, 
Mas está tudo tão mudado 
Que não vi em nenhum lado 
As tais janelas que tinham tabuinhas. 
Do rés-do-chão ao telhado 
Não vi nada, nada, nada 
Que pudesse recordar-me a Mariquinhas, 
E há um vidro pregado e azulado 
Onde havia as tabuinhas. 

Entrei e onde era a sala agora está 
À secretária um sujeito que é lingrinhas, 
Mas não vi colchas com barra 
Nem viola, nem guitarra, 
Nem espreitadelas furtivas das vizinhas. 
O tempo cravou a garra 
Na alma daquela casa 
Onde às vezes petiscavamos sardinhas 
Quando em noites de guitarra e de farra 
Estava alegre a Mariquinhas. 

As janelas tão garridas que ficavam 
Com cortinados de chita às pintinhas 
Perderam de todo a graça 
Porque é hoje uma vidraça 
Com cercadura de lata às voltinhas. 
E lá p´ra dentro quem passa 
Hoje é p´ra ir aos penhores 
Entregar ao usurário umas coisinhas, 
Pois chega a esta desgraça toda a graça 
Da casa da Mariquinhas. 

P´ra terem feito da casa o que fizeram 
Melhor fora que a mandassem p´rás alminhas, 
Pois ser casa de penhores 
O que foi viveiro d´amores 
É ideia que não cabe cá nas minhas. 
Recordações do calor 
E das saudades. O gosto 
Que eu vou procurar esquecer 
Numas ginginhas, 
Pois dar de beber à dor é o melhor, 
Já dizia a Mariquinhas. 



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Quinta-feira, 16 de Agosto de 2012

 

 

letra

 

Eu digo alguma coisa
Quando decidir voltar
Para já quero andar por aí
Sem horário para regressar
E sair em qualquer estação
De qualquer lugar

Sem fazer planos
(2X)

Há sempre alguma coisa
Que nos obriga a parar
Alguém que precisa de nós
Algum piano de bar
Onde por vinte moedas
Alguém sobrevive a tocar

Sem fazer planos
(2X)

Há sempre alguma coisa
Se o comboio parar
Se a estação estiver vazia
E já não houver luar
Porque todos já partiram
E já ninguém vai chegar

Sem fazer planos
(2X)



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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2012
 
letra

Tudo bem quando estás aqui
Ó, tudo bem eu estou a sentir
O que queres dizer, mas explica outra vez
Quero saber os porquês
Tu tens melhor consigo ver
Tu tens melhor para oferecer
Deixa sair, deixa fluirVais surpreender
Sabe bem quando sai de improviso
Sabe bem, ó sabe tão bem
Sabe bem quando tens alguém pra sentir
Vive agora
Desperta agora
Daqui pra frente vai ser melhor
Sem contratempos põe o pé o chão
Bola pra frente tens a solução
Tens tudo aquilo que precisas em ti



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Letra

 

Se passou, porquê que passou?
Se baixou é porque baixou…
Se Subiu, porquê que subiu?
Nunca é culpa de quem pariu
Mas onde nos levam
Será rumo ao pecado
Parece-me estranho a luz é do outro lado


Nunca é culpa de quem pariu, presumiu, ou achou que ao menos tentou
Não estás à espera que eu cai nessa? Mas va lá explica que eu não tenho pressa
E enquanto falas o mundo continua a girar e não param as promessas do impostos baixar
Neste mundo de cão todo o mundo é ladrão e só é cego quem não vê tamanha corrupção
Eu não…não ando porque tu mandas,
eu não…não falo porque tu mandas,
Eu não… não deito porque tu mandas… Uh, Uh



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Terça-feira, 14 de Agosto de 2012
 


Letra


Não encontrei a letra desta música


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letra

 

Sou o Sol, sou a Lua, sou a vida a florir
Sou canção, sou a rua, sou um homem a sorrir
Sou esperança que nasce, nascente de um rio
Sou ave, sou às, sou flor, sou navio
Sou povo que grita, liberdade acesa

Sou a tristeza que te faz sorrir
Deixo o mundo à minha espera
Sou o sol que ainda há-de vir

Sou chão, o papel, a prisão
Prisioneiro, sou luz e pincel
Terra verdadeira
Sou o mundo que gira

Sou o meu país
Saudade e pão
Conselho, amizade, sou teu irmão
Janela e espelho por onde te vês

Sou a tristeza que te faz sorrir
Deixo o mundo à minha espera
Sou o sol que ainda há-de vir
Que sem querer brilha lá fora
Sou a tristeza que te faz sorrir
Deixo ao mundo
Deixo-te esta canção de mim mesmo

Sou janela e espelho por onde te vês
Sou o sol que depois da chuva brilha outra vez

Sou amor, sou livre, sou fruto, poema
Sou bóia, sou vidro, sou história, sou tema
Sou aquele, sou teu mais uma vez

Sou a tristeza que te faz sorrir
Deixo o mundo à minha espera
Sou o sol que ainda há-de vir
Que sem querer brilha lá fora
Sou a tristeza que te faz sorrir
Deixo ao mundo
Deixo-te esta canção de mim mesmo



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Segunda-feira, 13 de Agosto de 2012

 

 

Letra

 

Eles gostam um do outro como a rima da batida
Ele carrega no rec e ela canta divertida
Fazem vida com musica, ela e' a musa e o palco e' a cama onde se fundem em nupcias
Eles gostam um do outro como a tinta da parede, rosa e verde
Amor sem outline, rooftops sem rede
Eles pintam a manta, wildstyle na pele nua
Agitam as latas ate' colorir a lua
Eles gostam um do outro como a agulha do vinyl
Ela parte o oleado, ele no trato tem o skill
E segue o seu movimento (...) como scratchs
Ela rodopia quando ela fita a mixcrash
Eles gostam um do outro como o freestyle da batalha
Fazem horas de improviso enrolados na toalha
Tesao da competiçao, coraçao ao pe' da boca
Todo o dia a poesia, em respiraçao boca a boca
Eles gostam um do outro como o break da roda
Dança de acasalamento (...) da moda
No clube da cidade, atitude e cumplicidade
Sao Bonnie & Clyde, roubam palmas contra a gravidade
Gostam um do outro como o boom do (...)
O hip do hop, o r a p que dao o rap
Falam o mesmo idioma e quem os conta constata
Que sao tres e o terceiro e' laço que nao desata
Eles gostam um do outro como o cap do spray
O cabo do mic, o Mc do Djay
A mesma cara metade, vontade de ser melhor
A mesma fidelidade 'a nossa historia de amor



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Letra

 

Refrão
Um filho, um livro, um disco, uma árvore,
Dois amigos, dois umbigos unidos num chão de mármore,
Quatro tempos, quatro ventos, dentro de quatro paredes,
Debaixo de um céu de estrelas a nossa cama de rede.

 

Quero uma casa no campo como elis regina,
Plantar os discos,
Os livros e quem sabe uma menina,
Por mim até podem ser mais,
Um amor como os meus pais,
Os dias como os demais,
Sem serem todos iguais.


Casa no campo com a porta sempre aberta para deixar entrar amigos,
Partir à descoberta,
Ter a minha cama grande com a colcha predileta e um cão desobediente dorme em cima da coberta.
Quero uma casa completa com um pedaço de terra,
E com o espaço quero o tempo para adormecer na relva,
Longe da selva de cimento,
Eu acrescento que quero cultivar mais do que mero conhecimento,
Quero uma horta do outro lado da porta e quero a sorte de estar pronta quando a morte me colher,
Quero uma porta do outro lado da morte,
Ter porte de mulher forte quando a vida me escolher.
Quero uma casa no campo que cheire a flores e frutos,
A gomas e sugus,
A doces e sumos,
Cozinhar para quem quer comer,
Comer como sei viver,
Com apetite já disse que não quero emagrecer.
Comer de colher sopa,
Fazer pão,
Estender a roupa,
Eu faço pouco das bocas que me dizem para crescer,
Eu quero rasgar janelas nas paredes cujas pedras eu carregar com as mãos que uso para escrever.
Casa no campo com lareira e fogo brando,
Que ilumine todo o ano,
O sorriso de quem amo,
Quero uma casa no campo que pode ser na cidade,
Mas tem de ser de verdade,
Mesmo não tendo morada…



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