Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

Casa da Música: Verão com mais de 30 concertos gratuitos

António Zambujo sobe ao palco no dia 21 de julho
Foto: DR

O Verão na Casa está de volta. Zambujo, Vitorino e Milton Nascimento integram os 53 eventos interiores e ao ar livre. Embora com menos apoios, a instituição promove 33 concertos gratuitos para que a música se cruze com a cidade.

 

Nuno Azevedo, administrador delegado da Fundação Casa da Música, abriu a conferência de imprensa, esta terça-feira, 29 de maio, com "boas notícias". "A Casa da Música vai ter Verão na Casa", afirmou.

 

Entre 22 de junho e 29 de julho, são muitos os nomes que sobem aos palcos da Casa da Música, quer dentro do edifício, quer na esplanada ou no terraço do restaurante, onde decorrerão 19 dos 53 eventos previstos. "A tónica será na música festiva, alegre, que possa atrair outros públicos", refere o diretor artístico e educativo da Casa da Música, António Jorge Pacheco.

 

Contrariamente ao que sucedeu em 2011, a "Casa para em agosto em termos de programação", afirma António Jorge Pacheco. O encerramento, aliado à política de mecenato, permite que a qualidade da programação ao longo do ano não seja afetada. "Entrar por agosto significava degradar a qualidade para fazer mais e isso nós não fazemos", assegura. "Neste contexto, conseguir esta programação é algo que deve ser valorizado e, em agosto, as pessoas também procuram outros destinos", acrescenta.

Uma programação alternativa

Com 33 concertos gratuitos, como a 1.ª Linha Soundsystem, o atuação de Pedro Vidal, guitarrista dos Blind Zero, ou Norton, a Casa da Música não esquece o serviço público. "No período de verão há muita oferta, queremos apresentar propostas alternativas", reforça Pacheco.

 

A programação de verão arranca com ritmos de música de dança de várias zonas do globo com um Clubbing DJ, nos bares da Casa da Música, que marca a estreia nacional da editora Coméme. Ainda em junho, a 27, destaca-se Vitorino em "Ergue-te ó Sol de Verão", um concerto de homenagem a Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira. A música electrónica de Matthew Herbert e Nicolas Jaars é apresentada, no dia 30, no projeto Darkside.

 

Como tem sido habitual, o São João é celebrado na Casa da Música pela Orquestra Sinfónica do Porto, com entrada gratuita. Também gratuitamente, o público vai poder assistir, nos dias 28 e 29, a um "Best of Música na Rua", em que os melhores grupos que nos últimos anos atuaram nas estações de metro do Porto sobem ao palco na Esplanada da Praça, no exterior do edifício.

 

Em julho, a música popular brasileira sobe ao palco da Sala Suggia, no dia 2, com Milton Nascimento, que apresenta uma reedição do álbum "Clube de Esquina", de 1972. Destacam-se, igualmente, Ponto de Equilíbrio, com um reggae brasileiro, Playing for Change, Terri Lyne Carrington que partilha o palco com Dianne Reeves, no jazz, António Zambujo, no fado, que apresenta o seu quinto álbum, e Groundation, no reggae, nos dias 3, 11, 16, 21 e 24 respetivamente.

Aposta no jazz

Para colmatar a falta de jazz na Casa da Música, a aposta recai sobre a ESMAE Big Band, em que a classe de canto do Curso de Jazz daquela escola explora a voz, os combos de Jazz da Escola de Música Valentim de Carvalho, Kiko & The Jazz Refugees e a Orquestra da Jazz da Escola Profissional de Música de Espinho.

 

Os preços para os concertos do Verão na Casa variam entre os 3 e os 17 euros, com descontos para os amigos da Casa da Música. Agora sem contar com o apoio do Turismo de Portugal, a instituição alia-se a dez dos seus fundadores e à Unicer para garantir a edição de 2012 e "proporcionar momentos de alegria e entretenimento inteligente", remata o diretor artístico e educativo da Casa da Música.

 

Noticia do JPN

 

Letra

 

No coro da minha escola

já não sou voz de soprano

o coro da minha bola

passou para segundo plano

 

Já não vou em futebóis

os domingos são tormentos

dentro dos lençóis

com Patrícia no pensamento

 

Minha mãe fica zangada 

se eu não toco no jantar

meu pai já não diz nada

não tem com quem conversar

 

É que há qualquer coisa

ele há qualquer coisa 

nos olhos de Patrícia 

que não me deixa dormir

 

ele há qualquer coisa

ele há qualquer coisa

nos olhos de Patrícia

que não me deixa dormir

 

Todos os horários

tudo quanto em mim é pontual

todos os sumários

são Patrícia ponto final

 

eu gosto é de ir à escola

e sonhá-la só para mim

nem a minha consola 

me consola tanto assim

 

É que há qualquer coisa
ele há qualquer coisa 
nos olhos de Patrícia 
que não me deixa dormir
ele há qualquer coisa
ele há qualquer coisa
nos olhos de Patrícia
que não me deixa dormir

 

Roque Beat regressa com Paus e You Can't Win, Charlie Brown

Vem aí a quarta edição do Ciclo Roque Beat, a celebrada série de concertos que dá a conhecer alguns dos mais interessantes projetos daquela que já é considerada a nova idade de ouro da música nacional. 

Cada vez mais forte, diversificada e fascinante, a Nova Música Portuguesa não para, constituindo atualmente uma das grandes forças criativas no panorama artístico do nosso país. 

Ao estabelecer um circuito sólido para a divulgação destes novos projectos, o Roque Beat contribui para a formação de uma identidade comum e para a criação de uma enorme onda de vibração em torno desta música. Depois de Os Golpes, Samuel Úria, Márcia, Norberto Lobo, B Fachada e Lula Pena, o festival cresce ainda mais e apresenta Paus e You Can't Win, Charlie Brown, dois dos projectos nacionais que mais têm dado que falar nos últimos tempos.

Paus


Os Paus, quarteto nacional com origem em bandas tão diversas como os Caveira, If Lucy Fell, Linda Martini, ou Vicious Five, são já considerados uma das super-bandas do nosso país. Responsáveis por atuações ao vivo incendiárias e marcantes, têm como ex-libris a utilização da célebre bateria siamesa, um foco do ritmo imparável que tem conquistado audiências um pouco por todo o país. O homónimo álbum de estreia, a meio caminho entre o rock clássico e a pista de dança, invadiu inúmeras listas dos melhores de 2011 e consagrou-os como um dos mais explosivos projectos nacionais.

You Can't Win, Charlie Brown
Dos YCWCB já muito se disse. E outra coisa não seria de esperar de uma banda que acumula conquistas umas atrás das outras, como o facto de terem sido convidados para o enorme South by Southwest, um dos mais importantes eventos musicais em solo norte-americano. Mas a grande força do sexteto luso é mesmo a música, as canções, numa mistura mágica entre folk, pop e rock alternativo que não deixa ninguém indiferente. Também eles com um álbum de estreia, "Chromatic", presente em muitas das listas de final de ano, os YCWCB prometem tornar inesquecível esta nova edição do Roque Beat.

Roque Beat #4 – Paus e You Can´t Win Charlie Brown:
 
1 de junho: Teatro-Cine | Torres Vedras
14 de junho: Teatro José Lúcio da Silva | Leiria
15 de junho: TAGV | Coimbra
16 de junho: Teatro Virgínia | Torres Novas
22 de junho: Teatro Aveirense | Aveiro

Paus - "Mudo e surdo":

 

You Can't Win, Charlie Brown - "Over the Sun/ Under the Water":

 

 

Retirado de Sapo Música

Novos Maestros, Jovens Compositores e Jovens Interpretes

 

Ontem, dia 26 de Maio,  no Conservatório Nacional no Bairro Alto, o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa - Novos Maestros, Jovens Compositores e Jovens Interpretes interpretou seis peças inseridas na temporada de "La Floyer"

 

O grupo de Música Contemporânea de Lisboa, fundado em 1970 por Jorge Peixinho com a cloraboração de Clotilde Rosa, Carlos Franco e António Oliveira e Silva foi o primeiro grupo interpreou música contemporânea "desempenhando um papel histórico de vanguarda na abertura da sociedade portuguesa à estética musical do nosso tempo".


O grupo é constituido por Susana Teixeira, mezzo-soprano, Cândido Fernandes, piano, João Ferreira Coutinho, flauta, José Machado no violino, no clarinete Luis Gomes e Victor Trindade, Ricardo Mateu, viola, Fátima Pinto na percussão, José Sá Machado no violencelo e Ana Castanhito na harpa.

 

O concerto começou com Anamnese das Constantes Ocultas de Jaime Reis e Parque das Estrelas - Vento e Memória. Cada uma de uma forma diferente falou de temas como a as associações, a percepção, a memória, a sorte e o destino.  "A eternidade de cada individuo, o eu, reside no íntimo que se encontra no não sublime. A parte do íntimo que se encontra no sublime, na pureza de cada um, não é tangivel" palavras de Jaime Reis.

 

De seguida o grupo interpretou o Poemário de Lamolinaire de Campos de Eurico Carrapatoso e de Deux Piéces Meubleés de Jorge Peixinho. Peças não tão fortes como outras mas que nem por isso deixaram de ter interpretações muito bem conseguidas.  

 

 O momento mais marcante da noite foi a interpretação da peça Unwanted onde através da voz do irmão vamos ouvir a história de uma criança que nasce com a forma de uma ostra. 


Uma peça cantada e falada em que a percussão e os instrumentos tiveram um papel fundamental para aumentar a emoção das palavras que estavam a ser proferidas.

 

A peça Quatro Canciones de F. Garcia Lorca marcou o final do concerco. Uma interpretação de uma obra de 1953 que torna a música "música verdadeiramente hispânica é a sua afinidade interna com o génio poético de Lorca" palavras de João de Freitas Branco.

 

Um dos grandes objectivos do Grupo de Musica Contemporânea de Lisboa é o "fomento da Produção e Divulgação de Obras de Câmara Contemporâneas, como aliás tem sido uma das preocupações fundamentais do GMCL ao longo de mais de 30 anos de existência". Objectivo conseguido no concerto de ontem através das peças que interpretaram para um público reduzido naquele que é um dos conservatórios mais conceituados de Lisboa.

 

Retirado de HardMúsica

 

Letra

 

Espelho de Água

 Paulo Gonzo

 

Olhos bem abertos, percorro a paisagem 
E guardo o que vejo, para sempre, uma clara imagem
Um manto imenso de água, um pingo move o mundo,
Corrente forte exacta, de um azul quase profundo,

Um sopro de ar, faz girar, o mundo real,
Raio de sol, luz maior, para partilhar,
Um espelho nunca mente, fiel como ninguém,
Faz da vida, paixão energia, que toca sempre mais
alguém,

Refrão

Vai, espelho de água, trata e guarda, o que é nosso afinal,
Em nós, vive a arte, de ser parte, de um mundo melhor,
Eu sei, que gestos banais, parecem pouco, mas talvez sejam fundamentais,

Vai, espelho de água, trata e guarda, o que é nosso afinal,

Em nós, vive a arte, de ser parte, de um mundo melhor,
Vai, espelho de água, trata e guarda, o que é nosso
afinal,
Em nós,vive a arte, de ser parte, de um mundo melhor, vai. 

 

Os Quais lançam um disco transatlântico feito por um escritor e um pintor
Os Quais: Jacinto Lucas Pires eTomás Cunha Ferreira
Os Quais lançam um disco transatlântico feito por um escritor e um pintor

O escritor Jacinto Lucas Pires e o pintor Tomás Cunha Ferreira, que formam a banda Os Quais, editam na próxima semana o álbum de estreia, «Pop é o contrário de pop», carta de amor transatlântica à música portuguesa e brasileira.

A dupla disponibiliza o tema «Igual» para audição gratuita no seu site, onde também é possível a aquisição da música.

De acordo com a agência Lusa, o disco da editora independente Mbari, sai a 1 de junho e foi feito em Lisboa, São Paulo, Rio de Janeiro, Nantes e Zurique com a participação de quase uma vintena de conhecidos músicos brasileiros, da mesma geração de Os Quais.

Entre os convidados contam-se, por exemplo, o baterista, cantor e compositor Domenico Lancellotti, Alberto Continentino - ambos trabalham com Adriana Calcanhotto - e Bruno Medina, dos Los Hermanos.

Pelas canções de Jacinto Lucas Pires e Tomás Cunha Ferreira passaram ainda Ricardo Dias Gomes e Pedro Sá, que tocam com Caetano Veloso, e os portugueses Hernâni Faustino e Gabriel Ferrandini, entre muitos convidados.

É um elenco intercontinental, que atravessa a atual música pop brasileira, alimentada pela bossa nova, samba e jazz, herdeira do património de Caetano Veloso, João Gilberto ou Chico Buarque, só para citar os mais conhecidos.

Destaque ainda para a participação do compositor Péricles Cavalcantti, 64 anos, que faz um dueto com Jacinto Lucas Pires em «Bunganvília», e assina o texto de apresentação do álbum.

«Quando ouço a música de Os Quais, inevitavelmente penso nas relações culturais lusobrasileiras», escreveu Péricles Cavalcantti no texto de apresentação.

«É como se Tomás e Jacinto, incorporando elementos de nossa canção moderna (pós-bossanova) que tanto lhes interessam, nos devolvessem, nas deles, de uma forma original, a possibilidade de compreendermos um pouco de nossa própria identidade poéticomusical», referiu.

Os Quais editaram em 2009 o EP «Meio Disco», que os apresentava como um grupo da «novíssima música portuguesa que vem do meio do Atlântico», como disse Jacinto Lucas Pires à Lusa.

O escritor, mas também encenador, toca, canta e compõe à guitarra, ao lado do artista plástico Tomás Cunha Ferreira.

«É uma coisa que me diverte, que me interessa, que faço despretensiosamente, com todos os falhanços dos autodidactas, mas também com o prazer do amador. Gosto dessa palavra 'amador', aquele que ama e aquele que não faz disso profissão», disse Jacinto Lucas Pires.

 

Retirado de IOl Música

 

Letra

 

Sem Pressa

 Paulo Gonzo

 

Muito lenta, vagarosa, e sem pressa de passar, passa a noite, misteriosa, neste bar.
Em reflexos, sinuosos, em matrizes de cetim, na memória dos teus dedos, sobre mim.
Tudo me trás onde me vês, este lugar onde a noite, não tem pressa de passar.
Tudo me trás, de novo a, este bar, e à memoria, dos teus dedos, sobre mim.

Já cansei, de fugir, de tentar me enganar, volto sempre, sempre aqui, a este bar.
O teu nome, desenhado, a fogo, sobre o balcão, incendeia, a noite escura, a escuridão.
Tudo me trás, de novo aqui, a este bar, e à memória dos teus dedos, sobre mim...
À memória dos teus dedos, sobre mim...

Festival MED 2012: Evento regressa a Loulé nos dias 29 e 30 de junho

Arnaldo Antunes, Toumani Diabaté e Edgar Scandurra estão entre as primeiras confirmações no cartaz do Festival MED 2012, que regressa ao centro histórico de Loulé nos dias 29 e 30 de junho.

 

Os dois conhecidos artistas brasileiros juntaram-se a um dos músicos africanos mais importantes da atualidade e gravaram “A Curva da Cintura” – álbum que vão apresentar no MED, em estreia mundial, a 29 de junho, no Palco Cerca.

Também já confirmados no certame, que comemora este ano a sua nona edição, estão Norberto Lobo, A Jigsaw, SMOD, Sany Pitbull e Miguel Araújo.

 

O guitarrista português Norberto Lobo sobe ao palco Castelo do evento a 23 de junho. Já a banda blues-folk portuguesa, formada em Coimbra pelo trio João Rui, Jorri e Susana Ribeiro, atua, a 29 de junho, no mesmo palco, onde irá apresentar o seu terceiro registo de originais e revisitar alguns dos temas dos primeiros álbuns.

 

Os SMOD, grupo composto por Ousco, Donsky e Sam, filho do famoso duo Amadou & Mariam, estreia-se nos palcos nacionais no primeiro dia do festival, no palco Matriz, trazendo na bagagem o seu mais recente trabalho, produzido por Manu Chao. O DJ brasileiro Sany Pitbull atua, por sua vez, a 30 de junho.

 

Já Miguel Araújo apresenta-se no palco Cerca a 30 de junho. “Cinco dias e meio”, o seu álbum de estreia a solo, responsável pelo single Os maridos das outras, que está entre os cinco temas mais vendidos nas plataformas digitais em Portugal, será o trabalho em apresentação.

 

Os bilhetes para o MED estarão à venda a partir de dia 1 de junho no Cine-Teatro Louletano e na FNAC do Algarve Shopping por €12 (ingresso diário).

 

Sara Novais

 

Retirado de Palco Principal

Quer ver a sua banda ou espectáculo divulgados aqui?,
envie um email para: olharparaomundo (arroba) sapo.pt
Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email