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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

Uma banda portuguesa à conquista de Espanha... e mais além

Com o terceiro álbum reeditado, os a Jigsaw têm apresentado as suas canções em Portugal e Espanha, numa tour ibérica que decorreu este mês. A partir deste sábado, é a vez do resto da Europa ouvir ao vivo uma das bandas a ter em conta em 2012, de acordo com a Les Inrockuptibles. João Rui, o vocalista do trio de Coimbra, falou-nos desta e de outras histórias.


O nome nasceu de uma canção dos dEUS, "Jigsaw You", em 1999, mas hoje o projeto de João Rui, Jorri e Susana Ribeiro, à semelhança da banda belga que o inspirou, já pode orgulhar-se de ser alvo de culto dentro e fora portas. Ao longo de um EP e três álbuns, os a Jigsaw partiram da folk, do blues e do rock alternativo e construíram um percurso que os tem levado a estradas portuguesas, europeias e norte-americanas - sejam elas físicas ou virtuais.

 

Os caminhos mais recentes, contudo, são relativamente próximos e incluíram cidades portuguesas e espanholas, no âmbito da tour ibérica centrada em "Drunken Sailors & Happy Pirates" (2011), o seu terceiro disco, reeditado recentemente. "É um álbum conceptual e o conceito é a construção da identidade, a construção do indivíduo - basicamente, como se chega a ser o que se é. Em termos melódicos, acaba por ser uma continuação do trabalho que temos vindo a fazer, embora talvez menos parecido com uma sonoridade tão folk, mesmo que este ainda seja um álbum folk. Acrescentámos também alguns instrumentos - dos 23 do álbum anterior subimos a parada para 27 neste. E é também o nosso álbum mais negro até à data", aponta João Rui, o vocalista.

 

Em palco, as canções do disco não deixam de ser negras e herdeiras da folk, mas aceitam mudanças. "Gostamos muito do desafio do palco, de alterar as configurações da música. Quando acreditamos que temos realmente uma boa canção é quando sentimos que há ali um coração de uma música. E quando a música tem esse poder, é uma questão de vesti-lo depois de diversas maneiras... gostamos de o adaptar aos espaços em que tocamos. Um concerto nosso tanto pode ter dois ou três instrumentos como 16 ou 17, dependendo da sala", explica.

 

Videoclip de "Crow Covered Tree":

 

Música e imagem


Com canções em que a música e a letra dividem protagonismo, os álbuns dos a Jigsaw são feitos de pequenas narrativas, contam histórias, desenham um imaginário. "Não é só a música em si, a parte melódica, que nos inspira. Para nós, a literatura está no mesmo prisma da parte musical, não há um segundo lugar. Mas há outras artes que nos influenciam, como a pintura ou o cinema", conta João Rui.

 

Nos últimos tempos, a sétima arte até tem ganho terreno na obra do grupo. "No caso do cinema, sempre nos interessou muito a sua interação com a música. A primeira interação que fizemos foi no festival Caminhos do Cinema Português, quando nos convidaram para um concerto e sugerimos musicar um filme, desafio que fazia mais sentido para nós no contexto de um festival de cinema. Resultou tão bem que nos convidaram no ano seguinte, quando musicámos o «Respirar Debaixo D'Água», do António Ferreira, que repetimos no Wake Up Nimas, este ano. E agora convidámos realizadores de todo o mundo - México, Alemanha, EUA, Espanha ou Portugal, obviamente - para darem vida às 35 canções deste disco através da sua forma de expressão".

Da península para o continente


Depois de terem regressado a Espanha para atuar em Madrid, Gijón ou Vigo, este mês, no âmbito da tour ibérica, nas próximas semanas os a Jigsaw têm datas agendadas em cidades francesas, holandesas, alemãs ou belgas. A conquista do mercado europeu vai sendo feita passo e passo - a banda já tinha atuado na Polónia, Reino Unido, Áustria ou Itália na digressão de 2010 - e teve nos palcos de "nuestros hermanos" uma boa rampa de lançamento. "Esta tournée ibérica vem na sequência do trabalho que andámos a fazer e da excelente receção que tivemos em Espanha, que nos acolheu de braços abertos. A edição do álbum ocorreu logo em Espanha e Portugal em simultâneo. As primeiras apresentações do álbum decorreram em Madrid, Barcelona e depois Lisboa. Atuámos em Sevilha e a casa estava lotada - até ficaram pessoas lá fora", recorda João Rui.

 

Esta considerável adesão espanhola a uma banda portuguesa que canta em inglês, algo incomum, será a exceção que confirma a regra ou o início de algo que poderá alterá-la? "Julgo que Espanha estará um bocadinho mais aberta à música internacional e à música cantada em inglês, como é o nosso caso. Mesmo aquela ideia que se tem de que os espanhóis são muito barulhentos... até podem ser, mas não nos nossos concertos - e digo isto porque, nos nossos concertos, o silêncio é um elemento indispensável, daí gostarmos tanto de tocar em auditórios".

 

"Uma banda a seguir" e outros piropos


Elogiados pela Les Inrockuptibles, bíblia francesa da cultura pop que os considerou uma das bandas a seguir este ano, ou pela holandesa Heaven Magazine, que os coloca entre os projetos indie, folk e americana mais recomendáveis da europa, os a Jigsaw já começam a habituar-se ao reconhecimento fora de portas. "Agora consigo enquadrar isso, posso ver que tivemos este trabalho todo de nos apresentarmos pela Europa, faz sentido termos agora algum foco sobre nós. Foi mais estranho na altura em que editámos o «Like a Wolf», em 2009, em que nem sequer havia esta ideia de promoção europeia e começámos a receber apoio e foco de media internacionais - da Alemanha, Espanha, Itália, rádios dos EUA - sem termos feito qualquer esforço nesse sentido". 


Perguntamos a João Rui o que terá estado na origem desse burburinho inesperado. "Gosto de acreditar que foi mesmo a música", responde-nos o vocalista. Depois da tour ibérica, a música dos a Jigsaw passa então pelo palco do Le Galopin, em Guigamp, França, a 31 de março, antes de se instalar noutras salas europeias ao longo de abril e maio.

 

Retirado de Sapo Música

Mónica Ferraz deixou os Mesa

 

Mónica Ferraz foi dispensada dos MESA por João Pedro Coimbra, compositor e letrista da banda e substituída por Rita Reis.  A nova vocalista já regravou o tema «Ele Domina», próximo single a ser retirado do álbum «Automático», o mais recente a ser editado pela banda.

Em comunicado oficial, pode ler-se que João Pedro Coimbra «abdicou dos préstimos  de Mónica Ferraz, escusando-se a revelar as causas desta decisão». João Pedro Coimbra avança ainda: «Estou muito entusiasmado com esta nova fase dos MESA. Temos muitas novidades a acontecer e a Rita Reis trouxe outras possibilidades às músicas. Quero gravar um disco novo o mais depressa possível. Estou ansioso por voltar à estrada».

Mónica Ferraz tem vindo a apresentar o seu álbum a solo, «Start Stop», lançado originalmente em 2010 e reeditado este ano.

Os «novos» MESA prosseguem agora com a apresentação do álbum «Automático», com concertos em Lisboa e no Porto, que serão gravados para uma edição em DVD. Para breve está prometida uma edição especial de «Automático», com três novas músicas e um DVD.

 

Retirado de Antena3

 

Peste & Sida e 25 Anos de Veneno

 

O livro “Peste & Sida - 25 anos de Veneno”, com edição da Ulmeiro Editora, assinala a comemoração dos 25 anos de carreira de uma das bandas de referência do punk rock nacional.
 
Assinado por Augusto Figueira e Renato Conteiro, com prefácio de Miguel Cadete, o livro promete ser o retrato fiel do percurso da banda que pôs o país inteiro a cantar o “Sol da Caparica”, através de dezenas de testemunhos e de centenas de imagens, numa escrita leve e direta, bem ao estilo da banda. 


O livro integra ainda um CD, tributo de várias bandas do panorama português, onde encontramos nomes como os Xutos e Pontapés, Tara Perdida, Galandum Galundaina e Albert Fish.

 

Foi a 11 de julho de 1986 que os “Peste del Pop” devassaram um palco pela primeira vez com o seu "Veneno". O último lugar que o júri lhes atribuiu nesse concurso de jovens bandas foi certamente o prémio mais estimulante e motivador para o início de uma longa carreira.

 

Em 2012 os Peste & Sida continuam a acreditar que o mainstream e a fama são efémeros e que é a força das convicções que marca pontos. Esta premissa tem garantido a coerência da banda ao longo dos tempos e tem atravessado todas as formações da banda até à atual – que conta com João San Payo, no baixo e voz, João Alves na guitarra e Sandro Dosha na bateria.

 

Concertos de lançamento do livro:

- 13 de Abril (6ªf) – 22:00 | República da Música (Alvalade/ Lisboa)  
- 21 de Abril (sab) – 22:00 | Hard Club (Porto)  
(entrada + livro: €15)

 

Retirado de Sapo Música

 

letra

 

1ª parte

Segues cristo e gabas a tua grandeza espiritual
Como se ser cristão de te desses superioridade moral
Mas não sabes nada de cristianismo
Só segues o estúpido pedantismo do catolicismo

Jesus amava de verdade
Ele não fazia caridade Jesus dava metade
Hoje ias chamá-lo de extremista
Porque para além de humanista ele também era comunista

Hoje eu vejo-te de rasta
A ouvir os clássicos de Bob Marley todo entusiasta
A pensar que és Rastafari I
Só porque fumas um banzai e gritas Selassie I

Tu não tens causas nem proezas
Um Rasta é um guardião, um conservador da natureza mano
A tua existência é leviana
Um rasta é um guerreiro da emancipação africana

Refrão 

És só mais um que fica a ver
Não és homem suficiente para seres o homem que queres ser
Falta-te bolas e consciência
E ainda mais irreverência pa' marcares a diferença (*2)

2ª parte

Eu vejo te a gritar revolução com a t-shirt do Che
Á procura de atenção , desesperado, mas cheio de fé
Achas divertido ser um rebelde contestatário
E achas que ir a manifestações faz de ti um revolucionário

Não sabes o que é arriscar a vida numa insurreição
Como os irmãos no Egipto no combate da opressão
Morrerias se tivesses que passar uma noite numa cela
Tua revolta não faz mazelas pouca accão e muita guela

Se tu fosses mais aqueles que idolatras
Serias mais que tanto falta para se opor aos tecnocratas
Mais um que tanto falta para mudarmos de paradigma
E sairmos da sina da ditadura mercadocrata

Serias mais um para criarmos outro mundo
Fecundo de humanismo sem regimes nauseabundos
O mundo novo das massas soberanas
Com a chama do homem novo que este planeta reclama

Refrão

Quer ver a sua banda ou espectáculo divulgados aqui?,
envie um email para: olharparaomundo (arroba) sapo.pt
Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email

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