No ano em que celebram 34 anos de carreira, chega hoje às lojas a coletânea que reúne o melhor dos dois concertos realizados pelos UHF em Fafe no final de 2011.
O álbum «ao norte unplugged» é segundo a banda, «um disco acústico, o melhor de dois concertos, um disco para fãs, canções e versões como nunca sonharam ouvir.»
A ideia do disco nasceu do sucesso dos concertos de Inverno que o grupo vinha realizando desde há cerca de dois anos. A pedra de toque, o clique que aciona a combustão da obra, aconteceu em Paris, no dia em que a seleção portuguesa goleou a da Coreia do Norte, em junho de 2010.
Nessa tarde, os UHF encheram o auditório da Gulbenkian como nunca antes ali acontecera. Entre canções acústicas e a declamação de poetas lusos a apoteose dos grandes momentos. No final, na sessão de autógrafos, vários espectadores perguntaram se o espectáculo estava à venda em disco.
Em novembro do mesmo ano, os UHF chegaram pela primeira vez ao Teatro Cinema de Fafe. Os fãs esgotaram os bilhetes com quatro dias de antecedência e a sala veio abaixo ao longo das duas horas e meia de atuação.
Outros auditórios se sucederam com igual sucesso por todo o país – salas antecipadamente esgotadas, entusiasmo geral e prazer desfrutado pelos músicos que descobriam novos caminhos para velhas canções – o formato unplugged.
Um ano depois, em novembro de 2011, o grupo regressou a Fafe para registarem um concerto acústico para edição discográfica. Só que desta feita a sala esgotou com duas semanas de antecedência pelo que novo concerto foi marcado para o dia seguinte e os dois acabaram por entrar no registo digital.
Este disco ao vivo, o quarto na vida dos UHF, é uma celebração ao norte e a todos os fãs anónimos que entraram para a grande família que o tempo e as canções ofereceram ao grupo.
Depois de concertos gravados em Almada, Lisboa e Porto, os UHF celebram as emoções e o coro que as gentes do norte emprestam em cada concerto do grupo.
O álbum «ao norte unplugged» reúne o melhor dos UHF no formato unplugged. Reúne o melhor desses dois concertos e revela uma formação madura, capaz de se reinventar como acontece nas versões de «Cavalos de Corrida», o primeiro single a chegar às rádios, «Matas-me Com o Teu Olhar», «Quando (dentro de ti)» ou «Na Tua Cama».
Depois de já ter passado por Almada e Braga durante o mês de abril, a banda vai continuar a percorrer o país. As próximas datas já reveladas são:
30 de abril - Barcelos - Festa das Cruzes - 22h00
05 de maio - Sesimbra, Cine Teatro João Mota - 21h30
07 de junho - Caramulo - 21h30
16 de junho - Braga, Pq. Estádio 1º de Maio - 23h00
01 de julho - Festas da Rebordosa / Paredes - 22h30
05 de julho - Costa da Caparica - 21h30
06 de julho - Semana Cultural de Velas / Ilha de S. Jorge – Açores - 22h00
14 de julho - Festas de Forjães / Esposende - 22h30
Recordem aqui um dos temas do último álbum, «Porquê (Português)»
O jazz é uma expressão musical que pode «derrubar barreiras e simbolizar a paz e a unidade», defende a UNESCO na proclamação do Dia Internacional do Jazz, que se assinala esta segunda-feira, pela primeira vez.
A Organização das Nações Unidas para a Educação Ciência Cultura decretou 30 de abril como o Dia Internacional do Jazz por proposta do músico e compositor Herbie Hancock(na foto), embaixador da boa vontade da UNESCO.
Na mensagem oficial deste dia, a diretora-geral da UNESCO,Irina Bokova, sublinhou que o jazz foi e continua a ser «a força que promove uma transformação social positiva».
«Por ter as suas raízes na escravatura, esta música fez crescer uma voz apaixonada contra todas as formas de opressão. Fala a linguagem da liberdade que é compreendida por todas as culturas. São também estes os objetivos que guiam a UNESCO nos seus esforços de construir pontes dialogantes entre todas as culturas e sociedades», afirmou Irina Bokova.
O jazz é uma das expressões musicais nativas dos Estados Unidos, praticada inicalmente pela comunidade afro-americana no século XIX, descendente das vagas de escravos que aportaram nos EUA vindas de África, tendo-se popularizado nas primeiras décadas do século seguinte.
Apesar das celebrações decorrerem oficialmente hoje, na sexta-feira passada, realizam-se já em Paris várias iniciativas nas quais participaram, por exemplo, Herbie Hancock, Barbara Hendricks e Wynton Marsalis.
Esta segunda-feira, Herbie Hancock dará um concerto em Nova Orleães, cidade que é considerada um dos berços do jazz. Na sede das Nações Unidas estarão Dee Dee Bridgewater, Diane Reeves, Esperanza Spalding, Angelique Kidjo, entre outros.
Em Portugal decorrem várias iniciativas para assinalar o primeiro Dia Internacional do Jazz.
No Centro Nacional de Cultura (CNC), em Lisboa, decorrerá um encontro com o investigador João Moreira dos Santos, o presidente do CNC, Guilherme D'Oliveira Martins, o músico António Barros Veloso e o diretor da estação de rádio Antena 2, João Almeida.
O Hot Clube de Portugal estende-se à Praça da Alegria e propõe uma maratona de jazz que começará às 13:00 com os alunos da Escola de Jazz Luiz Villas-Boas.
Às 18:00, o antigo contrabaixista e diretor do Hot Clube de Portugal Bernardo Moreira dará uma aula aberta sob o tema «As memórias da Praça da Alegria».
A partir das 22:00 haverá atuações ininterruptas no mais antigo clube de jazz português com as participações dos irmãos João e Pedro Moreira, Mariana Norton, Paula Oliveira, Filipe Melo, Marta Hugon, entre outros.
Em Coimbra, o Jazz ao Centro Clube assinala a efeméride e os seus nove anos de existência, com a apresentação do programa do décimo Festival do Jazz ao Centro - Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra.
Mais a sul, em Faro, o destaque vai para a atuação da Andalucia Big Band, dirigida por Zé Eduardo, com Maria João, Mário Laginha, Viviane, Paulo Gomes, Fátima Serro, João Frade e o coletivo Fried Neuronium.
Nos claustros do Museu Municipal de Faro o radialista e especialista em jazz José Duarte participará no encontro«Conversas Improvisadas».
Paulo Brissos apresentou ontem, 27 de Abril, na discoteca Indochina em Lisboa, o seu novo trabalho, “Pop Blues”, num concerto onde se puderam perceber as influências dos pais fundadores do blues, mas também a piscadela do músico à pop actual.
Temas como “Sentimentos por ti” ou o single “Todos os teus segredos” alimentam-se de guitarras blues tradicionais, com acordes frescos e temporizados, acompanhados por uma batida típica do rock tradicional.
Embora verdade para o instrumental, o blues desaparece nas letras e nas vocalizações trabalhadas por Brissos para este novo disco, que continuam a acompanhar o seu registo pop habitual.
Há contudo uma certa inflexão para um ambiente r’n’b, onde “Blues em ti”, ou as versões de “Vem Dançar Mãos no Ar” (Get it On) e “O Sol não brilha” (Ain’t no sunshine) surgem como uma espécie de tradução portuguesa dos trabalhos de R Kelly.
A icónica “Sei lá” foi a prova viva e cantada da suavidade presente na discografia de Brissos, e de que o novo disco segue um caminho diferente, onde novas propostas são sobretudo para dançar.
Paula Teixeira, Pedro Vaz, Gonçalo Pereira, Manuel Lourenço e José Gabriel Quaresma acompanharam Brissos na noite de ontem.
Vê o projeto de Miguel Nicolau e Nuno Oliveira em Lisboa.
Memória de Peixe (www.facebook.com/memoriadepeixe) é um projeto de Miguel Nicolau (guitarra) e Nuno Oliveira (bateria), que assenta na construção em tempo-real de canções curtas, usando loops com cerca de 7 segundos. Tal como a memória de um peixe, as melodias reinventam-se à medida que são construídas e repetidas.
Com o selo da Lovers & Lollypops, o disco conta com as participações de Carlos Bica, Catarina Salinas (Best Youth) e de Da Chick, no já conhecido tema “Fish & Chick”. Memória de Peixe foi produzido e gravado por Nuno Monteiro, no Lisboa Estúdio, e masterizado por Steve Fallone (Sonic Youth, Yo La Tengo, Grizzly Bear, The Strokes), na Sterling Sound, em Nova Iorque.
14 de maio é a data de chegada do álbum às lojas e ao iTunes no mesmo dia em que é lançado o novo single e o respetivo videoclip.
O concerto de apresentação acontece 30 de abril no Music Box em Lisboa com o apoio da 3.
Os Sétima Legião na altura do álbum "De Um Tempo Ausente" (DR)
Um dos grupos portugueses mais marcantes dos anos 80 e 90, os Sétima Legião, regressam para uma minidigressão com início amanhã, na Casa da Música, no Porto. Pelo meio são reeditados todos os álbuns.
Nos primeiros anos da década de 80 a militância, em torno da música, reinava em Lisboa. Na rádio ouvia-se o "Rolls Rock" de António Sérgio. À noite ia-se ao Bairro Alto. Na roupa mimetizava-se Ian Curtis dos Joy Division. Os ecos de Inglaterra chegavam através dos textos de Miguel Esteves Cardoso. E na Avenida de Roma, Rodrigo Leão (baixo e teclas), Pedro Oliveira (voz e guitarra) e Nuno Cruz (bateria) ensaiavam, ambicionando estrear-se no Rock Rendez-Vouz.
Agora, 30 anos depois, os três fundadores dos Sétima Legião, em conjunto com os restantes membros do grupo (Gabriel Gomes em acordeão, Paulo Marinho em gaita-de-foles, Ricardo Camacho nas teclas, Paulo Abelho nas percussões e Francisco Menezes, letrista e coros) regressam para duas grandes apresentações (Casa da Música, amanhã, e Coliseu de Lisboa, a 4 de Maio), inseridas numa digressão de 10 datas. Depois voltarão aos seus afazeres. Leão, Gomes e Abelho, de formas diferentes, continuam ligados à música, mas Camacho é médico, Oliveira advogado e Menezes, diplomata, é agora chefe de gabinete de Pedro Passos Coelho.
Desde o lançamento do último álbum, em 1999, nunca deixaram de actuar em conjunto, em concertos semiprivados, mas agora é outra coisa. "Existe algum nervosismo", diz-nos Oliveira, "até porque algumas pessoas, como eu, não têm tocado ao vivo. Mas começámos a ensaiar com mais intensidade há três meses e vamos ser rigorosos."
O pretexto para o retorno é a celebração de 30 anos de carreira, mas a hipótese estava em cima da mesa há anos. "Este foi o ano em que a agenda das pessoas permitiu que pensássemos em algo deste género", resume, "embora assumamos que é apenas isto que queremos fazer." Regravar temas antigos ou criar originais não está no seu horizonte. "É improvável, mesmo que esta digressão desencadeasse enorme entusiasmo, porque a carreira de cada um de nós deixa muito pouco espaço para isso."
Nos concertos vão respeitar ao máximo a génese das canções. "Não me revejo naquelas reuniões de bandas que depois optam por criar novos arranjos", assume. Não haverá grandes alterações, a não ser as decorrentes da passagem do tempo, nomeadamente o facto de hoje existir maior apuro técnico. "Tornámo-nos melhores músicos, por isso vamos fazer as coisas com exigência, sem perdermos a alegria despreocupada que sempre tivemos."
Paralelamente aos concertos, vai ser reeditada a obra completa e uma antologia de temas emblemáticos, "Memória", constituída por um CD e um DVD, que inclui a gravação de um concerto no Pavilhão Carlos Lopes em Dezembro de 1990.
O grupo deixou um traço vincado na produção dos anos 80 e 90, pela forma como aliaram o espírito pós-punk internacional com as raízes portuguesas, mas foram os três primeiros álbuns - "A Um Deus Desconhecido" (1984), "Mar D"Outubro" (1987) e "De Um Tempo Ausente" (1989) - que acabaram por deixar mais marcas. Pelo menos, serão esses que estarão em maior evidência nos concertos.
"A essência da nossa música - uma mistura de dimensão etérea, com canções com muito espaço - já estava presente no primeiro álbum e são muitos desses temas que as pessoas continuam a ouvir."
Regressemos à Av. de Roma, há 30 anos. Oliveira e Leão têm pouco mais de 15 anos e nenhum deles se sente muito apto para ser vocalista. Depois de procurar, chegam à conclusão que terá de ser um deles a assumir o microfone. Fica o que tem a voz mais grave, Oliveira. "Nunca fui um cantor no sentido essencial, mas, até desse ponto de vista, funcionávamos como um verdadeiro grupo de amigos, porque não havia ninguém que se destacasse", diz. Agora os amigos voltam a reunir-se à volta dos concertos.
O vendaval passou E a primavera voltou Trocam-se flores e afagos Em bancos de jardim Trocam-se juras de amor Em paixões de folhetim O sol aconchega os corações E o povo canta as canções Trauteando, mão na mão Cada verso cada refrão E até os pássaros sabem de cor As suas cantigas de amor Que mundo tão feliz E até parece Paris Trocam-se juras de amor Em delírios febris E elas desfilam em bando E eles pedem bis Mas enquanto isso, meu coração Despedaçado e só Dá o mote e dá o tom Afina o ritmo e alisa o som E escolhe os versos que vestem melhor As suas cantigas de amor Mas enquanto isso, meu coração Despedaçado e só Dá o mote e dá o tom Afina o ritmo e alisa o som E escolhe os versos que vestem melhor As suas cantigas de amor As suas cantigas de amor As suas cantigas As suas cantigas As suas cantigas de amor
O terceiro álbum do conceituado DJ e produtor portuguêsMastiksoul chegou às lojas no passado dia 16 de abril.
«Forever», o tema original que dá nome ao novo álbum e que surge de mais uma parceria de Mastiksoul com Dada (Massive Attack; Deepest Blue), é o single de apresentação.
Trata-se de um tema de celebração, de festa. Uma música cuja letra, melodia e sonoridade são um incentivo à união das pessoas, à comemoração de grandes momentos.
Foi este princípio que esteve na base do convite a Nani e a Miguel Veloso (jogadores internacionais, com responsabilidade inquestionável no apuramento da Seleção Nacional para o Euro 2012) para participarem no videoclip.
Sendo o futebol um elemento de festa e de união de um elevado número de pessoas, e não ignorando o facto de que em 2012 muito se falará de futebol e dos jogadores da Seleção Nacional, foi utilizado como elemento ilustrador do videoclip de «Forever», numa disputa muito singular entre jogadores profissionais e Dj’s profissionais.
Mercado Negro, Beenie Man e Bezegol confirmados na Ericeira
Com um welcome Party marcado para 28 de Junho, o Sumol Summer Fest anuncia a presença de Mercado Negro, Beenie Man e Bezegol no Ericeira Camoing num festival onde a música será rainha mas onde o sol, assim se espera, será o rei.
O Sumol Summer Fest será o primeiro dos muitos festivais de verão que aguardam os festivaleiros por isso o entusiasma que o aguarda é grande.
Assim chegaram as confirmações que fecham o cartaz do Palco Sumol, juntando-se a nomes como Alpha Blondy, Gabriel o Pensador, SOJA ou Ponto de Equilíbrio.
Beenie Man, o rei do dancehall, estreia-se no Sumol Summer Fest, satisfazendo a vontade dos muitos amantes do estilo que frequentam o festival.
Do lado português, este ano, dá-se lugar aos nomes indispensáveis do movimento: Mercado Negro e Bezegol provam que o reggae nacional está bom de saúde e recomenda-se.
Já confirmados:
Dia 28 - Welcome Party Camo & Krooked Alif Zeder Jamie Boy BTR Sound
Dia 29 Alpha Blondy Ponto de Equilíbrio Selah Sue Richie Campbell & The 911 Band Mercado Negro Gui Boratto
Dia 30 Gabriel O Pensador Barrington Levy SOJA Beenie Man Mercado Negro Booka Shade
O bilhete diário é de 40 euros Dois dias sem camping 50 euros Dois dias com camping (inclui a noite de 28 de Junho) 65 euros
O sucessor do duplo platinado «Leva-me aos Fados» vai ser produzido por um dos mais afamados produtores da atualidade: Larry Klein.
Ana Moura convidou o mítico produtor para estar ao leme do seu novo disco, desafio que Klein, vencedor de quatro Grammys, terá aceite imediatamente, confessando-se um fã convicto de Ana Moura. As gravações estão previstas para acontecer já no próximo mês.
O disco será gravado em Los Angeles, nos históricos Henson Recording Studios, fundados por Charlie Chaplin em 1917, e por onde passou toda a história da música popular dos últimos 100 anos: John Lennon, Paul McCartney, The Doors, The Rolling Stones, The Police, U2, Bruce Springsteen, Rage Against The Machine, Pearl Jam, Metallica, Shakira, Lady Gaga, Beyonce, entre muitos, muitos outros... Foi ainda neste estúdio que foi gravado o lendário hino, e respectivo videoclip «We Are The World», em 1985.
Os últimos três anos da vida de Ana Moura têm sido preenchidos com espetáculos em todos os cantos do mundo.
A fadista de Coruche levou aos fados a gente dos cinco continentes em concertos que passaram pelas mais importantes salas e pelos mais prestigiados festivais. Atingiu prémios e nomeações de relevo a nível nacional e internacional, partilhou palco e música com variados artistas de excelência, abraçou diversas causas humanitárias e viu «Leva-me aos Fados» instalar-se semanas a fio na tabela nacional de vendas e com surpreendentes aparições nos tops da Billboard e da Amazon.
Larry Klein é um produtor norte-americano que se tornou respeitado a nível mundial pelo trabalho de produção em vários discos de Joni Mitchell, com quem também foi casado. Porém, Klein também já produziu outros artistas de grande relevo como Herbie Hancock (ainda recentemente ganharam juntos o Grammy de Disco do Ano, em 2008), Madeleine Peyroux, Melody Gardot, Tracy Chapman, Raul Midón ou Luciana Souza, entre muitos outros.
Esporadicamente, Larry Klein tem colaborado, como músico, compositor ou produtor, com quase todos os mais aclamados artistas mundiais: De Wayne Shorter a Bob Dylan, de Bobby McFerrin a Bjork, de Norah Jones a Bryan Adams, Peter Gabriel ou Gwen Stefani.
No cinema participou em bandas sonoras de obras de Martin Scorsese, Ang Lee ou dos irmãos Coen, só para citar alguns.
Quinta do Bill mostram «outra faceta» musical em disco celebrativo
As baladas são a «outra faceta» dos Quinta do Bill, motivo pelo qual o mais recente disco editado pela banda portuguesa seja recheado por este género musical. Contudo, não se trata do álbum substituto de «Sete» (2011).
«É mais uma coletânea em que quisemos incluir dois temas originais, para dizer que estamos ativos», explica ao SAPO Música o vocalista do grupo, Carlos Moisés.
Os Quinta do Bill comemoram em 2012 as bodas de prata. A ideia inicial para marcar esta efeméride consistia no lançamento de um álbum duplo com 25 canções.
«O ‘manager’ tirou-nos essa ideia, porque considerava ser mais interessante editar um disco com menos temas e que se consiga ouvir do princípio ao fim, sem cansar”, refere Carlos Moisés.
Recorde-se que, em 1999, a banda já tinha editado o «Best of» comemorativo dos 20 anos de carreira, o qual expôs o «lado mais festivo» do grupo.
Estava, assim, na altura de «fazer algo diferente» e a banda decidiu reunir algumas das composições «mais intimistas» e «melancólicas» produzidas ao longo dos anos, uma tarefa que se revelou «complexa».
«Ficaram muitas canções de fora, mas tínhamos de escolher. Os nossos fãs no Facebook escreveram que certos temas deviam estar presentes ao invés de outros. Por graça respondo que, se calhar, ainda vamos fazer uma segunda edição deste disco de baladas», humoriza o vocalista dos Quinta do Bill.
Dos 13 temas incluídos no disco, dois são originais - «D’Alma Lavada» e «No Silêncio do Teu Olhar». «Queremos mostrar que estamos ativos e pretendemos fazer coisas novas. Não fazia sentido apresentar somente o que já estava feito», detalha.
Carlos Moisés carateriza estas duas novas músicas como «puras canções de amor», em que o mesmo é retratado «sem pudor», através da escrita «cuidada» de Pedro Malaquias.
E o balanço destes 25 anos? «É positivo. Estivemos sempre em atividade e nunca houve interrupções. Tivemos a oportunidade de gravar discos e de estar em digressão, o mínimo exigido a um grupo de música», considera.
Carlos Moisés adianta que a banda teve os seus «altos e baixos» e destaca o facto de a Quinta do Bill ter conseguido «conquistar» um público «fiel».
Para o futuro, a Quinta do Bill espera continuar a fazer música e a dar espetáculos. «Não prevejo grandes voos. Seria, todavia, interessante chegarmos ao mercado espanhol, um pouco no seguimento do que alguns artistas portugueses estão já a fazer», prevê.
O mercado brasileiro é outra ambição do grupo, mas mais difícil de alcançar. «Eles não estão para aqui virados», afirma.
O que falta? «Um agente local e uma promotora. No caso de Espanha, apesar de ser uma realidade diferente da nossa - gostam e ouvem mais a sua música -, creio tratar-se de uma batalha capaz de ser conquistada e, nós, portugueses, não devemos desistir», afiança.
Ai que desgraça ser um individuo alegre Andam todos a chorar Diz que a vida é bem malina E não há porque esperar Mas eu cá sinto-me bem…
Que chatice do caraças ando aqui sempre a sorrir E os outros deprimidos A tomarem comprimidos Para ver se a coisa passa À espera do que há-de vir Mas é assim que eu canto o fado
Vamos à praia, vamos à praia (x2)
Mas que desgraça ser um tipo cheio de sorte Ver os outros abafados, a ficarem mal parados Numas lentas agonias E eu sempre a saltitar
Que maçada do caraças não sei como prosseguir Chatear-me com a vida e deixa-la meio perdida Como faz o pessoal que anda sempre a mandar vir Porque é assim que eu canto o fado
Vamos à praia, vamos à praia
Vamos embora do nevoeiro Assenta o pé, pé no terreiro Deixa a tristeza lá bem p’ra trás
Com a “Voz Humana” como mote têm início a 27 de Abril, e até 29 , os “Dias da Música” um espaço no tempo a que o Centro Cultural de Belém nos habituou, com concertos de grandes orquestras, peças de compositores a não esquecer e maestros de batuta poderosa e bem dirigida.
Serão três dias em que a música se soltará nos auditórios do Centro Cultural de Belém, com sonoridades de Purcell, Bach, Beethoven, Mozart e vozes como a de Carmen Linares e o seu rodopiado flamenco.
Um convite aos nossos leitores: não deixem passar a oportunidade de contactarem com grandes mestres da música e de ouvirem grandes orquestras dirigidas por excelentes maestros.
Eu vivo a sonhar, não pensem mal de mim Quanto mais não vale viver a vida assim Nas asas de um sonho é bom andar sem norte não preciso vistos, nem uso passaporte
Não tenho limites, parar não é comigo Se ouço o meu amor, dizer eu vou contigo Ter essa certeza é luz de um novo dia Vai meu balão doiro envolto em fantasia
Refrão: Sobe sobe balão sobe Vai pedir aquela estrela Que me deixe lá viver e sonhar Levo o meu amor comigo, pois eu sei que encontrei Um lugar ideal para amar...
Refrão: 3
la la la la la la la la la la la la ...... Levo o meu amor comigo, pois eu sei que encontrei Um lugar ideal para amar
Depois de um vinyl de sete polegadas – “Blah Blah Bang” – e de dois álbuns de originais – “Knocking at the Backdoor Music” e “Share the Fire” –, os Murdering Tripping Blues optaram por presentear os seus fãs com um álbum ao vivo, "1st Time in Color", gravado na edição 2011 do festival Paredes de Coura.
Antes das primeiras apresentações ao vivo do registo, a decorrerem no Porto e em Guimarães já no próximo fim de semana, a entrevista ao Palco Principal, sobre as opções tomadas na nova aventura discográfica do trio e a respetiva carreira internacional, que começa, aos poucos, a desenhar-se com traço forte, robusto.
Senhoras e meus senhores, façam roda por favor Senhoras e meus senhores, façam roda por favor, cada um com o seu par Aqui não há desamores, se é tudo trabalhador o baile vai começar Senhoras e meus senhores, batam certos os pézinhos, como bate este tambor Não queremos cá opressores, se estivermos bem juntinhos, vai-se embora o mandador Vai-se embora o mandador Faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres Folha seca cai ao chão, folha seca cai ao chão Eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres, Que eu sou doutra condição, que eu sou doutra condição De velhas casas vazias, palácios abandonados, os pobres fizeram lares Mas agora todos os dias, os polícias bem armados desocupam os andares Para que servem essas casas, a não ser para o senhorio viver da especulação Quem governa faz tábua rasa, mas lamenta com fastio a crise da habitação E assim se faz Portugal, uns vão bem e outros mal Faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres Folha seca cai ao chão, folha seca cai ao chão Eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres, Que eu sou doutra condição, que eu sou doutra condição Tanta gente sem trabalho, não tem pão nem tem sardinha e nem tem onde morar Do frio faz agasalho, que a gente está tão magrinha da fome que anda a rapar O governo dá solução, manda os pobres emigrar, e os emigrantes que regressaram Mas com tanto desemprego, os ricos podem voltar porque nunca trabalharam E assim se faz Portugal, uns vão bem e outros mal Faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres Folha seca cai ao chão, folha seca cai ao chão Eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres, Que eu sou doutra condição, que eu sou doutra condição E como pode outro alguém, tendo interesses tão diferentes, governar trabalhadores Se aquele que vive bem, vivendo dos seus serventes, tem diferentes valores Não nos venham com cantigas, não cantamos para esquecer, nós cantamos para lembrar Que só muda esta vida, quando tiver o poder o que vive a trabalhar Segura bem o teu par, que o baile vai terminar Faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres Folha seca cai ao chão, folha seca cai ao chão Eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres, Que eu sou doutra condição, que eu sou doutra condição
Viemos com o peso do passado e da semente Esperar tantos anos torna tudo mais urgente e a sede de uma espera só se estanca na torrente e a sede de uma espera só se estanca na torrente Vivemos tantos anos a falar pela calada Só se pode querer tudo quando não se teve nada Só quer a vida cheia quem teve a vida parada Só quer a vida cheia quem teve a vida parada Só há liberdade a sério quando houver A paz, o pão habitação saúde, educação Só há liberdade a sério quando houver Liberdade de mudar e decidir quando pertencer ao povo o que o povo produzir quando pertencer ao povo o que o povo produzir
Sim, foi assim que a minha mao surgiu de entre o silencio obscuro e com cuidado, guardou lugar a flor da primavera e a tudo Manha de abril e um gesto puro coincidiu com a multidao que tudo esperava e descobriu que a razao de um povo inteiro leva tempo a construir Ficamos nos so a pensar se o gesto fora bem seguro Ficamos nos a hesitar por entre as brumas do futuro A outra accao prudente que termo dava a solidao da gente que desesperava na calada e fria noite de uma terra inconsolavel Adormeci com a sensacao que tinhamos mudado o mundo na madrugada a multidao gritava os sonhos mais profundos Mas alem disso um outro breve inicio deixou palavras de ordem nos muros da cidade quebrando as leis do medo foi mostrando os caminhos e a cada um a voz que a voz de cada era a sua voz a sua voz
Já chegou às lojas o novo álbum dos bANdARRA, «Bicho do Diabo», cujo primeiro single «Vamos à Praia» já tem videoclip que poderão ver mais abaixo.
Produzido e gravado no Capelo (encosta de um vulcão, ilha do Faial), e misturado em Lisboa no Pérola Estúdios, o segundo álbum de originais do grupo açoriano apresenta 14 novos temas, solidamente fundeados no meio do Atlântico.
De acordo com o comunicado enviado à imprensa, «a génese (deste álbum) começou em 2011. Quiseram aproximar as sonoridades e transpirações das ilhas às do resto do universo das suas cabeças, transpondo para as canções uma mescla de vivência rural com memória urbana. Para chegarem a este porto, serviram-se das expressões próprias que vivem nas palavras dos ilhéus, deixaram-se alagar pelas referências que já os habitavam e descobriram outras na música tradicional/popular Açoriana e Portuguesa.
Mas fizeram mais – espelharam nas canções fragmentos do avesso e do reverso, próprios do indivíduo e do colectivo homem. Escolheram um alvo fácil e alicerçaram uma casa de histórias nessa caricatura mundana, figura transversal às geografias e vivências ocidentais do litoral e do interior, sinónimo popular de rebeldia, da diferença, do sarcasmo mas também do que mais ruim existe.»
Contando com a participação de convidados como António Bragança (A Naifa, Radio Macau, Entre Aspas), Zeca Medeiros (canta no «Bicho do Diabo»), Pedro Afonso (toca tracanholas na «Foliona» e canta no «Não és dos nossos»), Pedro Lucas (toca sintetizadores no «Mais ou menos minuto») e Emmanuel Arand (toca banjo no «Zé»), os bANdARRA criaram um «Bicho do Diabo» que, em 2012, vê a luz do sol.
Sobre a banda
Os bANdARRA, projecto ilhéu de música portuguesa com braços abertos na cabeça, têm andado desde a sua origem em busca de canções populares que lhes dêem de comer. Servem-se da língua que lhes povoa a boca e de uma panóplia de instrumentos (mais ou menos lusos) para contar histórias das gentes e das coisas. Regam tudo o que fazem com alegria e energia fartas porque, como se diz nas ilhas, nunca viram a tristeza dar de comer a ninguém.
Desde 2007 que têm vindo a ser convidados para pisar vários palcos do país (do Porto a Faro, do Faial a São Miguel) destacando-se os da Festa do Avante, da Semana Académica de Faro e São Miguel, dos festivais Dançarilhas e Ritmus, das festas da Semana do Mar, Semana dos Baleeiros e Praia da Vitória.
Em 2010, lançaram o seu primeiro álbum, homónimo, que foi bem acolhido pela crítica nacional (Jornal de letras, Time Out, Expresso, Revista Sábado) e que os levou até ao palco do CCB, em Lisboa, no âmbito da primeira edição do Prémio Megafone, para o qual foram seleccionados.
Lançam agora o seu segundo trabalho, «Bicho do Diabo», que está à venda nas lojas Fnac a partir de 23 de abril e poderá também ser adquirido nos locais dos concertos e pela internet no site da banda (www.bandarra.info).
Aguas E pedras do rio Meu sono vazio Nao vao Acordar Aguas Das fontes calai O ribeiras chorai Que eu nao volto A cantar Rios que vao dar ao mar Deixem meus olhos secar Aguas Das fontes calai O ribeiras chorai Que eu nao volto A cantar Aguas
Do rio correndo Poentes morrendo P'ras bandas do mar Aguas Das fontes calai O ribeiras chorai Que eu nao volto A cantar Rios que vao dar ao mar Deixem meus olhos secar Aguas Das fontes calai O ribeiras chorai Que eu nao volto A cantar
O Teatro do Bairro, em Lisboa, celebra o 38º aniversário do 25 de Abril com duas noites onde a liberdade se traduz pela música. Bandex e Dixie Gang são as bandas convidadas.
Na noite de 24 de Abril, a partir da meia-noite e com entrada livre, os Bandex estreiam-se em palco. Nuno Gelpi (guitarra e sampler), Miguel Gelpi (contrabaixo), Mário Moral (guitarra e sampler) e Daniel Meliço (bateria) compõem música de intervenção, onde a actualidade política é cantada sem cansaço. As suas músicas podem ser ouvidas no canal de "youtube" do grupo.
Já na noite do feriado, José Duarte organiza mais uma noite da série TB Jazz, e desta vez são os portugueses Dixie Gang os convidados. Como o nome indica, o sexteto (banjo, corneta, trombone, bateria, clarinete e piano) vai oferecer uma noite de jazz antigo, voltando à Nova Orleães da década de 1910 para fazer regressar o “dixieland” a Portugal.
Ninguém melhor que o próprio Duarte para dizer o que podemos esperar: “Dixie é Música jovem para gente nova. Música que se dança. Música alegre (como é difícil ser-se alegre). Hoje, é a Música ideal para festejar. É a Música ideal para festejar o 25 (…) lembrarmo-nos do que do 25 ainda resta: a (relativa) Liberdade”. O concerto tem início marcado para as 23:30 e a entrada custa seis euros.
Quer ver a sua banda ou espectáculo divulgados aqui?, envie um email para: olharparaomundo (arroba) sapo.pt
Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email