Passados 25 anos repletos de sucessos, a Quinta do Bill lança agora uma colectânea das baladas que fizeram da banda um dos maiores símbolos da pop lusa.
O disco, baptizado tão simplesmente “25 Anos – as baladas”, reúne no mesmo espaço temas tão bem conhecidos como “Se te amo” ou “A única das amantes” (ambas de “No Trilho do Sol, 1996), mas também canções mais antigas como “Solidão a dois” (1991), entre muitas outras que cobrem toda a discografia da Quinta do Bill.
Este disco oferece ainda dois inéditos, “D’Alma Lavada” e o novo single “No silêncio do teu olhar”.
A Quinta do Bill foi formada em 1987, e rapidamente ficou conhecida pela sua mistura da música folk com a atitude mais rockeira das suas canções, tendo, no último quarto de século, se mantido no goto de todas as gerações que com a sua música se têm cruzado.
Agora, os fãs ou os curiosos têm a oportunidade de percorrer, num único disco, alguns dos pontos mais altos, mas também mais emocionais, de uma carreira louvável. "25 Anos - As baladas" chega às lojas com o selo da Espacial Música.
quando eu entro o palco se move, talento aqui chove, claro que o povo me ouve sou Pongolove estou com a Buraka abro a fronteira não digo lixo nem digo asneira no microfone sou a primeira vou levantar a minha bandeira
Angola o mundo cobiça mas é o povo que te enfeitiça a Pong no beat capricha porque sou rara tipo welwitchia sou mesmo eu a dama ngaxi muito agressiva me derrubar nem com macumba sou criativa
a Buraka é que está a cuiar sai fora Pongolove é que esta a bater vão se embora
wegue wegue wegue wegue são piada wegue wegue wegue wegue novo esquema
wegue wegue wegue wegue wegue wegue wegue wegue
rima pesada tipo embondeiro eu faço o que eu quero canto para Angola e para o mundo inteiro no kuduro impero
sou palanca negra gigante sigo a passada de Njinga Mbandi sigo a corrente do Dande
logro o feitiço de Tomé Grande
por no mapa Oxaena terra de grandes nomes do semba arraso tipo kalemba sou de Angola como a mulemba
mano jukula (kimbundu) mambo exclusivo toque de Angola (kimbundu)
a Buraka é que está a cuiar sai fora Pongolove é que esta a bater vão se embora
wegue wegue wegue wegue são piada wegue wegue wegue wegue novo esquema
wegue wegue wegue wegue wegue wegue wegue wegue
(INSTRUMENTAL)
a Buraka é que está a cuiar sai fora Pongolove é que esta a bater vão se embora
wegue wegue wegue wegue são piada wegue wegue wegue wegue novo esquema
Os Supernada são sobretudo uma ideia do guitarrista Ruca Lacerda, que era baterista nos Pluto (DR)
Demorou seis anos a gravar, mas Nada É Possível, dos Supernada, não foi impossível. O álbum foi lançado esta semana e apresentado no Lux, perante casa cheia.
A estreia do projecto de Manel Cruz – vocalista de uns Ornatos Violeta que este ano farão uma pausa na sua morte para três concertos (Paredes de Coura em Agosto, Coliseus de Lisboa e Porto em Outubro) – foi sucessivamente adiada por razões várias, entre as quais a maior atenção dispensada aos Pluto e ao projecto Foge Foge Bandido.
O lançamento, aliás, acontecido na segunda-feira, adopta o formato do Bandido, enquanto combinado de livro e CD. O livro é composto maioritariamente por fotografias do grupo, a que se juntam manuscritos das letras e outros elementos, enquanto o disco traz 16 temas de um rock duro e anguloso.
Ao lado de Manel Cruz, na voz, surgem Ruca Lacerda (guitarra), Eurico Amorim (teclados), Miguel Ramos (baixo) e Francisco Fonseca (bateria), gente vinda dos Insert Coin e das Amarguinhas. Os Supernada são sobretudo uma ideia de Ruca – curiosamente, cabia-lhe o lugar de baterista nos Pluto – que, há dez anos, desafiou os outros quatro para se juntarem às músicas que tinha acumulado na guitarra.
Apresentado ontem, quinta-feira, na discoteca Lux, perante casa cheia, o álbum dos Supernada segue agora na sua versão de concerto para o Porto – onde actuaram há um mês no Vodafone Mexefest –, subindo ao palco do Hard Club na próxima quarta-feira, dia 4.
A rapariguinha do shopping Bem vestida e petulante Desce pela escada rolante Com uma revista de bordados Com um olhar rutilante E os sovacos perfumados
Quando está ao balcão É muito distante e reservada Nos lábios um bom baton Sempre muito bem penteada Cheia de rimel e crayon E nas unhas um bom verniz Vai abanando a anca distraída Ao ritmo disco dos bee gees
You should be dancin' You should be dancin' You should be dancin' You should be dancin'
A rapariguinha do shopping No banco do autocarro Faz absorta a sua malha Torce o nariz delicado Do suor da populaça E manifesta o seu enfado Por não haver primeira classe
Já não conhece ninguém Do lugar onde cresceu Agora só anda com gente bem E vai ao sábado à noite à boite Espampanante e a mascar chiclete No vigor da juventude Como uma estrela decadente Dos bastidores de hollywood
"Ensina o Canto, o Canto Intocável e antigo Arrancado à terra, à maternidade Que há quem dance, dance Virgem sem mais ninguém A batida das palavras, da língua da tua mãe
Ensina o Canto, o Canto Das terras onde os sinos, pulsam, pulsam Como os tambores desta canção Que há quem dance, dance Virgem sem mais ninguém A batida das palavras, da língua da tua mãe
Rapariga não digas que não Rapariga não digas que não (x2) Dança o que está p'ra vir Que a verdade vai parir Dança o que está p'ra vir Que a verdade vai... (x3)"
Os Lousy Guru encerram os concertos deste mês no «Palco Instantâneo» da Baixa-Chiado PT Bluestation, no próximo dia 30 de março.
Tal como todos os eventos que acontecem diariamente na estação, estes espetáculos são também de entrada livre.
«Do ecletismo não premeditado dos seus seis elementos, surge uma unidade da qual se destacam harmonias vocais e ambiências várias, desde o 'barroco-minimalista' ao 'rococó-pop»”, como os Lousy Guru explicam no seu My Space.
Depois do festival de Músicas do Mundo em Sines, da primeira parte do concerto de Yann Tiersen em Lisboa, do Teatro do Bairro e do Hard Club, a banda desce à Baixa-Chiado PT Bluestation para um concerto no ambiente especial do metro, a partir das 21h00.
Todos os meses a agenda cultural diária da Baixa-Chiado PT Bluestation inclui concertos gratuitos. Os eventos de abril serão divulgados brevemente.
Se o tens de ouvir Tens de o fazer E o mundo diz: tu tens de mudar! Só não lavou as tuas mãos Mas tens as mãos do mundo para lavar Afasta-te um pouco mais E dorme em paz Que tu não tens De dar o teu sorriso assim Esgotando o teu juízo assim
Tu não tens de mudar Quem te quer mudar Não te quer conhecer Tu não tens de o fazer
Eu não tenho nada meu Pois tudo o que era bom Foi na corrente do ter Agora dei meu dia para ser feliz Para ver Que eu nunca vou ter: O mundo na minha mão. Não tenhas pena de mim Agora que os dias já não são de ouro Mas antes sim existiam problemas E agora todos nós somos Actores de cinema E escondemo-nos bem Nos olhos que o mundo tem Mas toda gente nos vê Só não nos ouve ninguém Tu não tens de ver Tu não tens sequer de amar Tu só vais achar que vês Quando ao sabor da tua lei O amor fizer de ti seu rei Para sempre.
Para sempre.
Não tenho nada meu. Eu não tenho nada meu. Eu não tenho nada meu. Eu. Eu não tenho nada meu. Não tenho nada. Eu não tenho meu. Não tenho nada. Eu não tenho nada meu. Não tenho nada. Eu não tenho nada meu.
Eu não tenho nada. Eu não tenho nada. Eu não tenho nada. Eu, Eu, Eu. Eu não tenho nada meu.
[Ace] Este beat agora é meu, faço nele minha tese Fazia nele o que quisesse, até fezes pra quem conteste Mestre viril do flow, tipo peste bem vil eu sou Terrestre hostil eu vou ser pra quem duvidou 1, 2 Mic teste, protesto nesta batida Molesto todos que restem contrários à minha sina Otários, ninguém assina por baixo dessa má cena Coitados alguém lhes compre fiado o script de cinema Sintoniza a antena, é pequena a sentença Junta-te à legião infinita dos cuidados co'a diferença Mecenas eu sou, neste beat, de quem produz Entra na arena, não representa a rezar a Jesus Não vendo a alma ao Diabo para poder ter uma cruz Mas faço-te enfiar a tola na areia como a avestruz Neste beat sou a pistola que fura ou a mão que cura Depende do que me satura na altura ou se estou na pura
[Hook] Eu surfo neste beat, mergulho neste beat, eu skato neste beat, Eu faço o peito neste beat, Eu monto neste beat, respeito este beat, eu consigo neste beat, Faço tudo neste beat
[Presto] Este beat agora não deu! Mal a minha voz s'ouviu - desapareceu Não podes negar o que aconteceu Naquele segundo mudo a tua miuda gemeu! Foi ali que te bateu nunca serás como eu! Este ter e ser não é posse carnal! Este poder é pura propriedade intelectual Neste beat encontrei o meu habitat natural Bem longe do teu conhecido reino animal Mal ou bem - por aqui passa a minha vida Com ou sem hipótese d'haver uma outra saída Piso bombos, entre versos respiro E com rimas, minhas concubinas repouso - O rap não pouso, não pauso - não durmo Elevo e levanto como um cheque no meu turno Controverso levo luz de volta ao nocturno - Neste beat o meu percurso discurso - para o mundo!
[Hook] Eu surfo neste beat, mergulho neste beat, eu skato neste beat, Eu faço o peito neste beat, Eu monto neste beat, respeito este beat, eu consigo neste beat, Faço tudo neste beat
[Ace] Neste beat sou a consciência, o espirito, o corpo De quem traz a alma ao peito, não o interesse no bolso Até tar morto, na fluência sou imenso O dinheiro paga contas, a honra traz-te respeito
[Presto] Por isso se me queres ja sabes por cá me encontras No beat volta sempre se puderes trás visitas Sem farsas, ou fachadas, além fronteiras Viajo neste beat de várias maneiras
Este é o meu espaço, este é o meu tempo Este é o meu sonho, o meu caminho, Aqui consigo fazer tudo
[Hook] Eu surfo neste beat, mergulho neste beat, eu skato neste beat, Eu faço o peito neste beat, Eu monto neste beat, respeito este beat, eu consigo neste beat, Faço tudo neste beat
O compositor e intérprete Jorge Palma venceu a primeira edição do Prémio Pedro Osório, divulgou hoje a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) que instituiu o galardão, com o objetivo de homenagear o maestro falecido em janeiro passado.
Jorge Palma foi distinguido pelo CD "Com Todo o Respeito", editado pela EMI Music Portugal, em outubro do ano passado.
O prémio, com periodicidade anual e o valor pecuniário de 2000 euros, será entregue numa cerimónia a realizar na sede da SPA em data a anunciar, segundo a cooperativa de autores.
"O júri que atribuiu o prémio foi constituído pelos membros dos corpos sociais da SPA ligados à área de música", esclarece uma nota da SPA.
Nas vésperas de sair o álbum, em declarações à Lusa, Jorge Palma revelou que queria escrever, mas não saía "nada de jeito". A falta de inspiração deu o mote para "Página em Branco", o tema que abre o álbum "Com todo o Respeito".
O disco começou a ser preparado no final de 2010. Nessa altura, Jorge Palma pegou em três temas que tinha composto anteriormente, mas que considerava terem "vida própria" e "podiam ser descontextualizados", contou.
Os três temas são "Tudo por um Beijo", criado para o filme "A Bela e o Papparazzo", de António-Pedro Vasconcelos, "Imperdoável" e "O Mundo e a Casa", feitos para a peça "A Balada da Margem Sul", de Helder Costa, levada a cena pel'A Barraca.
Foi depois de recuperar estas canções que Jorge Palma começou a escrever o que acabaria por ser "Página em Branco".
Quando escreve, Jorge Palma, assume sentir "uma certa responsabilidade". "Porque não estou a escrever só diletantemente para mim próprio. Sei que tenho um público, que tem vindo a crescer e a alargar o leque etário. E isso conta um bocado", afirmou, acrescentando: "mas, em primeiro lugar, é preciso que as músicas me agradem a mim".
Com uma carreira de quase 40 anos, foi em 2007, com "Voo Nocturno", que Jorge Palma vendeu mais discos do que nunca, sobretudo pelo tema "Encosta-te a Mim" que, ao ser escolhido como banda sonora de uma telenovela, "chegou a um público mais geral, mais abrangente".
Homero, Electra, Demócrito, Anaxágoras Estão vivos dentro de mim, estão vivos dentro de mim Homero, Electra, Sofia, Eugénio Estão vivos dentro de mim, estão vivos dentro de mim.
Homero, Electra, Demócrito, Anaxágoras Estão vivos dentro de ti, estão vivos dentro de ti Homero, Electra, Sofia, Eugénio Estão vivos dentro de ti, estão vivos dentro de ti.
António Zambujo vai lançar no próximo dia 02 de Abril de 2012 o seu novo álbum: “Quinto”.
Em pleno Cais do Sodré, no Restaurante Sol e Pesca, ao som de uma banda recente de fado: O´ Questrada (Tasca Beat – o sonho português) e com o típico final de tarde lisboeta foi o cenário inspirador no qual o Hardmusica esteve à conversa com António Zambujo.
Um fadista português simplesmente divinal que consegue fazer com que a sua música se entranhe nas veias e através do sangue chegue rapidamente ao coração causando uma estranha adrenalina e um sentimento inexplicável que faz com que as emoções venham ao de cima.
A música para António Zambujo surgiu com os Corais Alentejanos no Alentejo. Desde muito jovem que sempre foi um apaixonado pela música tradicional e desde cedo começou a estudar clarinete e música clássica no conservatório.
Sempre teve muito jeito para a música: “tudo aquilo de que gostava dava-me vontade de tocar e recriar” diz-nos Azambujo.
Além de não ter ninguém na família que seguisse a carreira musical desde muito cedo que começou a ouvir fado e a interessar-se pelos grandes fadistas portugueses como a Amália Rodrigues, Max, António de Matos.
Também ouvia algum rock português dos anos 80 e música brasileira que vemos muito demarcada nos seus álbuns: Ney Mato Grosso, Caetano Veloso, João Gilberto para começar e mais tarde Chico Buarque: “sem nunca, obviamente, personificar ninguém” confessa António ao Hardmusica.
Nunca teve muita vontade de ser dar a conhecer ao público. É uma pessoa muito tímida. Além de ter tido uma espécie de: “Onda Choque Alentejana” quando era pequeno só muito mais tarde num concurso de fado regional em Beja é que se deu a conhecer ao público. Contudo a sua personalidade não o atrasou e foi elogiado por um dos maiores nomes da música de todo o mundo dos últimos 50 anos: “quero ouvir mais, mais vezes, mais fundo (...) É de arrepiar e fazer chorar” (Caetano Veloso). Perante estas palavras António confessa que: “A primeira coisa que senti e pensei foi que ele deveria ser internado num hospício (risos). Não, fiquei muito feliz e admirado porque Caetano Veloso é de todos o que mais me influência”.
António Zambujo é um fadista maravilhoso que canta o fado com um toque diferente. Através dos batimentos do jazz, da música brasileira e cabo verdiana, as suas principais influências, fala-nos do Fado Desconcertado, da Rua dos meus ciúmes, da Madrugada, da Lambreta, da Fortuna e da Maré (temas do seu novo álbum).
O álbum que vai ser apresentado é uma reflexão de todas as influências do músico. É um disco com temas muito originais onde se tentou ao máximo produzi-lo de modo diferente: “a gravação do álbum foi feita num auditório com os cinco elementos a tocarem ao vivo, com as mesmas condições que são normalmente utilizadas num estúdio”.
Ao ouvir o álbum de Zambujo deparamo-nos com um pequeno toque de descontracção típico do povo brasileiro, com os tons livres e melódicos de Cabo Verde e com a improvisação, o blue notes, a polirritmia que o jazz traz consigo. Sem nunca, obviamente, esquecer a carga emocional do fado e da música alentejana.
No terminar da conversa, o Hardmusica perguntou a António Zambujo o que esperava alcançar com a sua música: “Nunca faço muitas previsões nem tenho muitas esperanças. Tocar e cantar sempre melhor que ontem, tentar escolher as melhores músicas que escrevi sem nunca sentir muito o peso do passado”. Para o fadista um verdadeiro artista é aquele que usufrui das coisas. Vive o momento sem nunca pensar muito no passado e no futuro.
O álbum “Quinto” será apresentado dia 24 de Abril de 2012 no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do Ciclo Músicas do Mundo. O concerto terá início às 21:00.
"Quando faço a minha música faço-a só para mim. Não imagino os outros!”
Cerar os olhos ás 6 da manhã Não é pró vida, não é pró vida Substituir os hidratos de carbono Pela bebida, pela bebida Ter somente o aborrecimento Por companhia, por companhia Olhar pra diante e só ver o que está pra trás Todo o dia, é todo o dia Mas quando acordo tudo floresce Meu coração cresce Mas quando acordo tudo floresce Meu coração! Sempre soube ser, verde a esperança É o que dizem, é o que dizem Mas eu sei qu'é incolor a desgraça Não olha aquém, não olha aquém Mesmo regando ao dia a dia o meu canteiro Murcham as flores, murcham as flores Não se multiplicam pão nem peixe Mas sim as dores, mas sim as dores Mas quando acordo tudo floresce Meu coração cresce Mas quando acordo tudo floresce Meu coração cresce Mas quando acordo tudo floresce Meu coração cresce Mas quando acordo tudo floresce Meu coração cresce Mas quando acordo tudo floresce Ah ah ahhhhh Mas quando acordo tudo floresce Ah ah ahhhhh Mas quando acordo tudo floresce Ah ah ahhhhh Mas quando acordo tudo floresce?
A confirmação das presenças dos suiços Coroner e dos portugueses Disaffected completa o cartaz da edição deste ano do Vagos Open Air, que se realiza na Lagoa de Calvão, em Vagos, nos dias 03 e 04 de Agosto.
Ambas, curiosamente, regressadas de longos hiatos, são duas bandas de referência na música extrema.
Estreantes nos palcos nacionais, os Coroner trazem em carteira uma carreira construída essencialmente ao longo dos anos 1980, onde o experimentalismo do seu thrash metal distinguiu-os como uma das bandas mais importantes do metal extremo europeu da época. Quando se separaram a meio da década de 1990 já contavam com cinco discos editados e duas compilações, com natural destaque para os hiper-técnicos “No More Colour” e “Mental Vortex”. Chegam a Portugal após passagens em festivais de referência como o Maryland Deathfest, o Bloodstock Open Air e o Hellfest.
Os Disaffected construíram ao longo dos anos 1990 uma reputação invejável no underground do nosso país, mantendo-se ainda hoje, e com apenas um disco editado, como uma das referências maiores do meio. Esta super-banda do metal nacional, conta com membros e ex-membros dos Sacred Sin, Decayed e Exiled na sua formação.
Estes dois nomes juntam-se assim às outras bandas de referência do metal internacional como Arcturus, Enslaved, Arch Enemy, At the Gates, Overkill, entre outros, que perfazem um dos cartazes 2012 de maior peso no nosso país.
O festival Vagos Open Air foi recentemente distinguido com o prémio “Vaga D’Ouro” para a área cultural.
Os bilhetes para o festival custam entre os 30€ (diário) e os 50€ (dois dias) e já estão à venda nos locais habituais.
Eis o cartaz completo do festival:
3 de agosto At the Gates Arcturus Enslaved Eluveitie Northland Disaffected
4 de agosto Arch Enemy Overkill Coroner Textures Chthonic Mindlock
Os Expensive Soul foram convidados pelo Maestro Rui Massena e por Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura para apresentarem um espectáculo especial com orquestra, dia 28 de abril, no Pavilhão Multiusos de Guimarães.
Expensive Soul Symphonic Experience é o título deste espectáculo composto por músicas do duo de New Max e Demo. Ao vivo será apresentado pela banda, pelos jovens músicos da Fundação Orquestra Estúdio, por um coro de 100 elementos e por um grupo local de percussão de vinte bombos , num total de 250 elementos em palco.
Dia 1 de abril será feito um casting no Centro Cultural Vila Flor (CCVF), em Guimarães, para os elementos do Coro. O desafio destina-se a homens e mulheres, com mais de 16 anos. O casting arranca às 10 horas, sendo que os interessados terão de preencher uma ficha de inscrição, sendo avaliados por ordem de chegada.
Os candidatos deverão cantar um ou dois temas em português ou inglês para apreciação do júri composto pelo maestro Rui Massena e por elementos dos Expensive Soul – New Max, Demo e os três elementos do coro que irão dirigir os ensaios.
Este espectáculo será gravado para posterior edição em DVD.
Fernando Cunha é um veterano dos palcos, com projetos como osDelfins ou os Resistência a terem-lhe servido de passaporte para ver o mundo ligado a um amplificador ou encostado a um microfone. Agora, é com os Ar de Rock que celebra essa vida feita de rock e de canções.
Depois de uma estreia com um disco que se fez precisamente em cima do palco, os Ar de Rock estão de volta com «Mudam-se os Tempos», um álbum onde a identidade Ar de Rock se impõe num reportório que se volta a fazer de tesouros da memória da música portuguesa tão distintos como «Budapeste» dos Mão Morta, «Pastor» dos Madredeus, «A Vida num Só Dia» dos Rádio Macau, «A Bandeira» dos Delfins ou «Chuva Dissolvente» dos Xutos e Pontapés.
Apesar da variedade de propostas - onde se inclui até um original - o que emerge no novo trabalho é o distinto som dos Ar de Rock, um som que resulta do cruzamento invulgar de talentos no mesmo espaço.
É que nos Ar de Rock juntam-se músicos que têm currículos ligados aos Delfins e Resistência, mas também aos Polo Norte, Ritual Tejo, Sérgio Godinho, João Pedro Pais, LX 90, Ravel e Rádio Macau. Muitas sonoridades, muitas atitudes, mas uma mesma paixão pela música portuguesa, uma paixão que é o grande motor da banda em palco.
É já esta semana que os Ar de Rock levam ao palco o seu álbum «Mudam-se os Tempos» e nestes dois concertos a banda faz-se acompanhar por alguns amigos:
Na Sala TMN ao Vivo (29 de março) - Paulo Riço, Olavo Bilac e Rui Pregal da Cunha
No Hard Club (31 de março) - Luís Portugal, Rui Pregal da Cunha
Se hoje te dissesse que o sol brilha só para ti Que as nuvens partiram e levaram a sombra que nos tentou afastar. O dia vai acabar Vou oferecer-te o luar Porque o céu não é de ninguém.
Refrão: Vem comigo esta noite Vem comigo esta noite Agarrra a minha mão, dou-te estrelas, o luar. Se isso não chegar, ouve bem esta canção. Hoje dou-te o meu coração.
Se eu pudesse voltar atrás no tempo Tinha te dito que a terra gira por ti O dia vai acabar Vou oferecer-te o luar Porque o céu não é de ninguém Hum Hum Tenho que te dizer Hum Hum Tenho tanto para te dizer
Refrão: Vem comigo esta noite Vem comigo esta noite Agarra a minha mão, dou-te estrelas, o luar. Se isso não chegar ouve bem esta canção Hoje dou-te... Hoje dou-te... Hoje dou-te o meu coração.
Quero a vida pacata que acata o destino sem desatino Sem birra nem mossa, que só coça quando lhe dá comichão À frente uma estrada, não muito encurvada atrás a carroça grande e grossa que eu possa arrastar sem fazer pó no chão e já agora a gravata, com o nó que me ata bem o pescoço para que o alvoroço, o tremoço e o almoço demorem a entrar quero ter um sofá e no peito um crachá quero ser funcionário com cargo honorário e carga de horário e um ponto a picar Vou dizer que sim, ser assim assim, assinar a readers digest haja este sonho que desde rebento acalento em mim ter mulher fiel, filhos, fado, anel, e lua de mel em França abrandando a dança, descansado até ao fim Quero ter um t1, ter um cão e um gato e um fato escuro barbear e rosto, pagar o imposto, disposto a tanto quem sabe amiúde brindar à saúde com um copo de vinho, saudar o vizinho, acender uma vela ao santo Quero vida pacata, pataca, gravata, sapato barato basta na boca uma sopa com pão, com cupão de desconto emprego, sossego, renego o chamego e faço de conta fato janota, quota na conta e a nota de conto Vou dizer que sim ser assim assim assinar a readers digest haja este sonho que desde rebento acalento em mim ter mulher fiel, filhos, fado, anel, e lua de mel em França abrandando a dança, descansado até ao fim
O santuário do rock encheu-se de fiéis seguidores de cada uma das três bandas finalistas - The Harvey Project, Red Lizzard e Brass Wires Orchestra – que não se pouparam, em nenhum dos concertos, no apoio aos seus favoritos. Bem, como o importante era a festa, não se pouparam em momento algum, na verdade.
Seguindo a ordem das semi-finais, os The Harvey Project abriram as hostes e presentearam a audiência, durante os 30 minutos regulamentares, com o seu rock electrónico de audição fácil.
Na resposta, os Red Lizzard repetiram a estratégia da semi-final: energia, muita. O hard rock desta banda, que, recorde-se, abriu o último concerto de Bon Jovi em Portugal, é contagiante, tanto pela sua presença em palco, como pelo braço de ferro constante entre os riffs musculados mas ágeis e a voz rockeira sempre bestial.
Os últimos a chegar à final, os últimos a actuar, os últimos a rir. Esta poderia bem ser a síntese da passagem dos Brass Wires Orchestra pela edição do Hard Rock Rising deste ano. A banda aposta numa conjugação entre folk e country, na linha da nova cena londrina de folk, com artistas como Laura Marling, Mumford & Sons e Noah and the Whale à cabeça. Outra notória influência é da nova tendência indie, presente em Typhoon, para a complicação dos arranjos e orquestração das músicas, recorrendo sobretudo ao uso de vários músicos em palco.
Agora, a banda tem a certeza de que irá actuar no palco EDP do festival Paredes de Coura 2012. Já a oportunidade de actuar no Hard Rock Calling em Londres, no mesmo palco que Bruce Springsteen, só depende do resultado da votação online, onde participam 86 bandas de outros tantos países, que arranca no próximo dia 09 de Abril, na página facebook do Hard Rock Café.
With your feet on the air and your head on the ground, Try this trick and spin it, (yeah) yeah, Your head will collapse but there's nothing in it, And you'll ask yourself: "Where is my mind?" x3
Way out in the water, See it swimming?
I was swimming in the Caribbean, Animals were hiding behind the rocks, Except the little fish, But they told me this is where it's gonna talk to me honey bunny: "Where is my mind?" x3
Way out in the water, See it swimming?
With your feet on the air and your head on the ground, Try this trick and spin it, yeah, Your head will collapse but there's nothing in it, And you'll ask yourself: "Where is my mind?"
«não se deitam comigo corações obedientes» - A Naifa
O projeto A Naifa nasceu em 2004 pela mão de João Aguardela e Luís Varatojo, músicos associados à pop portuguesa dos anos 80 e 90, aos quais se juntou uma nova voz, Maria Antónia Mendes. O repertório, totalmente original, resulta de letras de novos poetas portugueses e temas com base em referências da música de raiz portuguesa. Em cinco anos editaram três álbuns e realizaram espetáculos dentro e fora de Portugal. O ano de 2012 marca a saída do seu 4º álbum de originais, intitulado "não se deitam comigo corações obedientes", agora com uma formação nova (que inclui Sandra Baptista no baixo e Samuel Palitos na bateria) e com 11 canções compostas a partir de textos de Adília Lopes, Ana Paula Inácio, Margarida Vale de Gato, Maria do Rosário Pedreira e Renata Correia Botelho.
Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha
Mariza tem dois concertos marcados para abril, nos coliseus de Lisboa e do Porto, nos dias 14 e 20 de abril.
Estas duas atuações de Mariza assinalam as comemorações dos 10 anos da carreira da fadista, assim como também são a primeira vez que a artista atua em Portugal depois da elevação do Fado a Património Imaterial da Humanidade.
A fadista regressa, assim, aos palcos nacionais depois de ter passado por Nova Iorque, no Carnegie Hall ou por Londres em concertos nos conceituados Royal Albert Hall e Queen Elizabeth Hall.
Com mais de 30 discos de platina e depois de ter esgotados salas por todo o mundo, Mariza volta aos Coliseus de Lisboa e Porto, espaços onde já atuou anteriormente.
Os bilhetes já estão à venda e variam entre os 20 euros para a galeria em pé e os 50 euros na Plateia A, segundo informações da promotora, Everything Is New.
pena que o Tony Carreira só se ouça a si próprio e não tenha tempo para ouvir música a sério
Uma das versões originais dos Azeitonas
Letra
Anda comigo ver os aviões levantar voo A rasgar as nuvens Rasgar o céu
Anda comigo ao porto de leixões ver os navios a levantar ferro a rasgar o mar
Um dia eu ganho a lotaria Ou faço uma magia (mas que eu morra aqui) Mulher tu sabes o quanto eu te amo, O quanto eu gosto de ti E que eu morra aqui Se um dia eu não te levo à América Nem que eu leve a América até ti
Anda comigo ver os automóveis à avenida A rasgar nas curvas A queimar pneus
Um dia vamos ver os foguetões levantar voo A rasgar as núvens A rasgar o céu...
Um dia eu ganho o totobola Ou pego na pistola Mas que eu morra que aqui Mulher tu sabes o quanto eu te amo O quanto eu gosto de ti E que eu morra aqui Se um dia eu não te levo à lua Nem que eu roube a lua, Só para ti Um dia eu ganho o totobola Ou pego na pistola Mas que eu morra que aqui Mulher tu sabes o quanto eu te amo O quanto eu gosto de ti E que eu morra aqui Se um dia eu não te levo à América Nem que eu leve a América até ti
Produzido por Alexandre Manaia, “A Chave” conta ainda com a participação especial de conhecidos artistas da esfera musical portuguesa, como José Mário Branco e Ana Laíns na voz, ou Rui Veloso na guitarra.
As músicas contidas neste álbum têm uma componente muito própria e ao mesmo tempo, muito portuguesa.
Embora “A chave” tenha sido a faixa que deu o nome ao disco, uma das já muito faladas músicas do cantor é a sua sexta sonoridade.
Em “E contra a dita a gente grita!”, Rogério Charraz fala de ditatura, políticas e políticos, questiona “Em que Europa estamos nós?” e através de pequenos trocadilhos, critica alguns aspectos de um Portugal actual.
Embora um cantautor seja frequentemente conotado como músico de intervenção, Rogério Charraz acredita ser acima de tudo, “aquele que canta e toca as suas composições”, mas não renega “de modo nenhum, tudo o que vem de trás, toda aquela geração” de Zeca Afonso ou José Mário Branco, disse em entrevista à agência Lusa.
Vive em Sintra e foi precisamente onde diz ter começado este projecto. Em 2009, “juntou-se um grupo de pessoas na Taverna dos Trovadores, em S. Pedro de Sintra, para lançar a primeira pedra deste disco”, afirma no álbum, junto aos agradecimentos.
Este projecto do artista reúne diferentes sonoridades que vão desde o blues e rock (com a música “Blues e Poesia”), ao piano acústico, passando por uns ritmos de jazz.
Com ou sem intenções políticas, as músicas do artista português têm um carácter descontraído e não deixam ninguém indiferente. “A Chave” parece ser uma lufada de ar fresco e promete revolucionar o mundo da música nacional
A dita rói A dita mói A dita dói E contra a dita a gente grita
No tempo da outra senhora Só havia p`ró jantar E agora? Só me apetece chorar! É o Juro que sobe Ai meu Deus, quem me acode Quem me tira do buraco Quem me livra do contrato Que assinei p`ra pagar O que não posso comprar…
No tempo da outra senhora Todos cantavam o hino E agora? É tudo a fazer o pino! A bandeira na janela Da barraca da favela Chamada bairro social Para não soar tão mal Neste novo português Onde se "kapam" os quês
A dita dura A dita dura E contra a dita a gente grita E contra a dita a gente grita
No tempo da outra senhora Não se podia falar E agora? É tudo a desconversar Na TV do momento Jornal é entretenimento Concurso? Humilhação Futebol até mais não E não perca a novela Enquanto aperta a fivela
No tempo da outra senhora Não havia oposição E agora? Ninguém percebe quem são. Do que ontem era ideia P`ra curar desgraça alheia Hoje só resta a desculpa E o ónus dessa culpa Que com tanta parceira Ainda acaba solteira
A dita dura A dita dura E contra a dita a gente grita E contra a dita a gente grita
Dizia a outra senhora “Orgulhosamente sós!” E agora? Em que Europa estamos nós? Cotas na agricultura Défice cravado na cintura A factura por cobrar Subsídios que gastámos Dinheiro que esbanjámos E que havemos de pagar
A dita dura A dita dura E contra a dita a gente grita E contra a dita a gente grita
A dita rói A dita mói A dita dói E contra a dita a gente grita
Luísa Sobral, que editou o seu disco de estreia no ano passado, foi uma das concorrentes da edição de 2003 de «Ídolos». O programa televisivo regressa este domingo à SIC, mas a cantora confessa-se saturada de um formato "feito para o público e nunca para o artista".
"Participar no «Ídolos» foi uma experiência engraçada. Musicalmente não acredito que me tenha trazido muito, mas vendo e analisando as minhas prestações percebi que ainda tinha muito para trabalhar", contou Luísa Sobral ao SAPO Música na passada sexta-feira, dia em que, além de ter sido entrevistada na redação, foi a editora convidada de março e participou num chat com os utilizadores.
Para a autora de "The Cherry on My Cake" (2011), a passagem pelo concurso encorajou-a a apostar mais na formação musical: "Comecei a pensar «Estaria pronta para gravar um CD agora?». E percebi que não estava, mesmo! «Então como é que posso estar pronta para fazer isso? Tenho de ir explorar a minha musicalidade»". O que seguiu foram vários anos em Boston, nos EUA, e um contato mais próximo com a música na Berklee College of Music, onde terminou a licenciatura em 2009.
O impulso para este investimento é o melhor que Luísa guarda da experiência no «Ídolos». "Não me trouxe muito mediatismo. As pessoas esquecem-se de nós muito rapidamente porque vem logo uma Susana qualquer na próxima temporada. É assim...", constata.
Se em 2003 sentiu curiosidade pelo formato, hoje mostra-se menos intrigada: "Acho que fazem demasiados concursos destes. A ideia satura, já é demais. Nem sequer é preciso uma pessoa dar uma opinião, basta olhar para o que se passou e pensar: alguém que esteve naquele programa tem agora uma carreira a que as pessoas deem valor, que tenha notoriedade e que seja considerado um grande músico português? Não há ninguém. Basta olhar, ver isso e perceber que aqueles programas são feitos apenas para o público e nunca para o artista", observa.
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