Sábado, 25 de Fevereiro de 2012

 

Letra

 

Contorcionismo Indesejado

vejo a guerra a cobrir o mundo
o homem a mergulhar no inferno 
vejo a terra destruída
sem crianças no universo
o solo a arder
oceanos de sangue
a esperança a morrer
e a fome assassina
vejo cabeças pelo chão 
depois de serem torturadas
vejo militares enforcados 
e viúvas nadando em lágrimas
sem terem direito à palavra.

vejo um circo de palhaços triunfantes
ursinhos danados por estarem enjaulados
um circo de feras, cabras e elefantes
sentimento corda bamba
corda bamba
contorcionismo indesejado

dão-nos doces pipocas e bombons
entretenimento é maquina de sorriso
de olhos fechados facas apontam pra nos
os dentes apodrecem sem termos prévio aviso
corda bamba
contorcionismo indesejado



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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012

A Naifa apresenta novo álbum pelo país

O álbum «não se deitam comigo corações obedientes» marca o regresso d’A Naifa aos originais.

 

Trata-se do quarto disco do coletivo e é lançado após a publicação da fotobiografia de homenagem a João Aguardela.

 

O novo disco tem 11 canções, compostas a partir de textos de Adília Lopes, Ana Paula Inácio, Margarida Vale de Gato, Maria do Rosário Pedreira e Renata Correia Botelho.

 

Ilustram o disco imagens selecionadas das diversas propostas chegadas, na sequência do desafio lançado pela banda a artistas plásticos, gráficos, ilustradores, fotógrafos, etc.

 

Depois da tour realizada em 2010, a banda de Luís Varatojo (guitarra portuguesa) e Maria Antónia Mendes (voz), que conta agora com Sandra Baptista (baixo) e Samuel Palitos (bateria), volta a pisar os palcos de vários teatros portugueses para apresentar as músicas do seu novo álbum de originais «não se deitam comigo corações obedientes».

 

O álbum «não se deitam comigo corações obedientes» está a ser disponibilizado em edição online durante o mês de fevereiro, e só terá edição física no início de março, com venda exclusiva nos locais dos concertos e chegando às lojas no final do mês de março.

 

Espreitem aqui o primeiro vídeo,«De Cara a La Pared»


 

Tour «não se deitam comigo corações obedientes»

2 março – Casa das Artes, em Arcos de Valdevez;

3 março – Theatro Circo de Braga;

7 março –Teatro S. Luiz, em Lisboa;

9 março – Oficina Municipal de Teatro, em Coimbra;

17 março – Teatro Municipal de Portimão;

31 março – Centro Cultural e de Congressos, nas Caldas da Rainha;

7 abril – Centro Cultural de Ílhavo;

12 abril – Casa da Música, no Porto;

14 abril – Cineteatro Louletano, em Loulé;

21 abril – Teatro Municipal de Almada;

5 maio – Cineteatro do Faial

 

O Sapo Música está a oferecer bilhetes para o concerto de braga, é aqui

 

Via Sapo Música



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letra

 

Não sei se me dás o prazer desta dança
Não sei se me sinto mais velho, criança
Não tenho par, mas nos teus olhos percebo um convite para eu avançar

Por entre o som da minha voz e da tua, a valsa vai seguindo rua após rua
Eu rodo no ar e sinto-me um rei a dançar como jamais dancei

Dançam as paixões
Dança o tempo
Dançam as canções
Dança o vento

Dançar é chamar corpo ao pensamento
É ir atrás do mar quando o mar vem atrás de nós
Dançam corações sem abrigo 
Mas só tu danças comigo

A lua vai fazer-te uma serenata 
( dançam as paixões)
E tu vais descobrir a palavra exacta
(dançam as canções)
O teu prazer, a melodia que dentro de mim já começa a nascer

A roupa que deixamos no chão do quarto
Os beijos gratos que contigo reparto
A noite, o luar, o sol da manhã e lá fora uma valsa a tocar

Dançam as paixões
(dançam as paixões)
Dança o tempo
(dança o tempo)

Dançam as canções
(dançam as canções)
Dança o vento
(dança o vento)

Dançar é chamar corpo ao pensamento
É ir atrás do mar quando o mar vem atrás de nós

Dançam corações sem abrigo 
Mas só tu danças comigo

Dançam as paixões
(dançam as paixões)
Dançam as canções
(E a valsa vai seguindo rua após rua)

Dançam as paixões
(letra de Tiago Torres da Silva)



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Tiago Sousa no caminho de Samsara

 

 

 

 

Depois de álbuns inspirados em William Burroughs ou na obra de Henry David Thoreau, escolheu como ponto de partida para "Samsara" nomes fulcrais da espiritualidade oriental como Lao Tse, Chuang Tzu ou Siddharta.

 

O novo álbum de Tiago Sousa, autor de "Insónia" ou "Walden's Pond Monk", já está gravado e vamos começar a conhecê-lo nos concertos que o pianista dará a 2 de Março no Café Majestic, no Porto, inserido na programação do Vodafone Mexefest, e uma semana depois, dia 9, no Centro de Espectáculos da Figueira da Foz. Dia 23, no Museu do Oriente, em Lisboa, a revelação total. "Samsara", é esse o título do novo álbum, apresentado na íntegra.

 

Paralelamente, o pianista trabalha ainda em "Coro das Vontades", nascido de um convite do Teatro Maria Matos, em Lisboa, e que, pela importância que nele terá a palavra ("cantada, dita e escrita"), o autor considera "mais um espectáculo que um concerto". "Coro das Vontades" ganhará vida em palco a 14 de Julho.

Depois de álbuns inspirados em William Burroughs ou na obra de Henry David Thoreau, Tiago Sousa escolheu como ponto de partida para "Samsara" nomes fulcrais da espiritualidade oriental como Lao Tse, Chuang Tzu ou Siddharta. Samsara representa o ciclo contínuo de vida, com todas as provações que a existência coloca perante o indivíduo, o que Tiago Sousa procurou verter para a estrutura de um álbum em que regressa ao trabalho em piano solo. Mantendo o traço basilar do seu percurso - o de ser um criador de fronteira, no ponto em que o improvisador, o explorador sonoro em viagem interior, se sobrepõe ao instrumentista erudito -, sentiu que seria interessante esteticamente "regressar ao instrumento e explorar potencialidades que até agora não tinha explorado". "Samsara", que não tem ainda data de edição definida, será algo totalmente diferente do trabalho que começa agora a desenvolver para o "Coro das Vontades".

Inspirado no "Complaints Choir" dos finlandeses Tellervo Kalleinen e Oliver Kotchta-Kalleinen, nascerá do encontro entre os manifestos enviados por cidadãos ao Teatro Maria Matos - de ambições políticas ou devaneios poéticos a pedidos concretos como mais árvores nas ruas e menos marquises nas fachadas dos prédios - com a criatividade de Tiago Sousa. Ele explica: "No fundo, quis fazer uma dialéctica entre os manifestos e as minhas próprias convicções, reforçando um carácter em que muito acredito, a inevitável convivência do autor, enquanto autor, e a sociedade como um todo."

 


 

Retirado de Ipsilon



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Letra

 

Rui Unas) 

Estou aqui em almada 

ou aqui no fogueteiro 

seixal é mesmo ali 

sou policia sinaleiro

 

Para ali é o Barreiro, Montijo e Alcochete 
onde fica o Freeport que é uma bronca do cacete 
Props pro pessoal que vive nesta margem 
que gasta um euro e trinta quando passa na portagem

sempre que passo aqui tremo tipo gelatina 
a primeira vez que fui assaltado foi nesta esquina 
a segunda nesta rua, e a terceira foi aqui 
a quarta foi agora enquanto estou neste jardim

Mando pausa no Octavia da minha mãe 
oiço "ganda malucooo", eu respondo "tá-se bem" 
sou poliglota nas linguas eu sou forte 
falo português com sotaque do PALOP

Falo em brasileiro da costa da caparica 
E criolo enqunanto como uma cachupa rica

(Diana Piedade) 
Margem Sul, sitio onde são feitos os sonhos 
Porque só se dorme aqui 
Estás na Margem Sul 
Vem andar na selva de asfalto e sofrer um assalto.. 
Bem-vindo á Margem Sul

(Rui Unas) 
Sei dançar kizomba aprendi com a vizinha 
o irmão não gostou quase me partiu a espinha 
Quando chego da discoteca ás sete de la manhana 
vejo as paragens cheias de gente em fila indiana

Margem sul é graffitis em paredes e muros 
É entrar numa loja, ouvir hiphop e kuduros 
É ver policias e ladrões jogarem à apanhada 
É ás vezes ter que fazer queixa na esquadra

Foi aqui que me deram um enxerto de porrada 
Confundiram-me com um nigga que saiu de precária 
Aqui jogava bola de dia e ao relento 
Agora a praceta é parque de estacionamento

a primeira vez que fui ao cinema foi aqui 
vi-o na varanda (...)

(Diana Piedade) 
Margem Sul, sitio onde são feitos os sonhos 
Porque só se dorme aqui 
Estás na Margem Sul 
Vem andar na selva de asfalto e sofrer um assalto.. 
Bem-vindo á Margem Sul

(Rui Unas) 
Aqui é só saúde temos, (..), hospitais 
E poder de compra, novos centros comerciais 
Para comprarmos dvds ou aquela bike 
Bens de primeira necessidade como o chapéu da Nike

Olha ali um casamento, é só roupa cara, 
homens com fato da h&m, as damas vestem Zara. 
Margem Sul é cultura, naao sei se sabes, 
é Ruth Marlene usamos Soraia Chaves.

Na relva faço picnics e também o pino, 
isto não é deserto, fafafa Mário Lino! 
Temos muito verde, mas aqui é só vermelhos 
A festa do Avante é aqui todos os anos!

Por falar em cores, também há amarelos, 
É a loja do chinês onde eu comprava caramelos!

(Diana Piedade) 
Margem Sul, sitio onde são feitos os sonhos, 
Porque só se dorme aqui... 
Estás na Margem Sul, 
Vem andar na selva de asfalto e sofrer um assalto.. 
Bem-vindo á Margem Sul!

Se precisas de apoio emocional, usa a fonte e vai ao cristo no Pragal, 
Construído no tempo de Salazar 
Que tem os braços bem abertos para gritar "yeaaah, yeaaaah"

(Diana Piedade) 
Margem Sul, sitio onde são feitos os sonhos 
Porque só se dorme aqui 
Estás na Margem Sul 
Vem andar na selva de asfalto e sofrer um assalto.. 
Bem-vindo à Margem Sul



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Letra

 

Versão Infantil

 

Ó malhão, malhão, 
que vida é a tua? 
Ó malhão, malhão, 
que vida é a tua? 
Comer e beber, ó terrim, tim, tim, 
passear na rua. 
Comer e beber, ó terrim, tim, tim, 
passear na rua. 

Ó malhão, malhão, 
ó malhão d'aqui, 
Ó malhão, malhão, 
ó malhão d'aqui, 
se dançar, dancei, ó terrim, tim, tim, 
se fugi, fugi. 
se dançar, dancei, ó terrim, tim, tim, 
se fugi, fugi. 

Ó malhão, malhão, 
ó malhão vai ver, 
Ó malhão, malhão, 
ó malhão vai ver, 
as ondas do mar, ó terrim, tim, tim, 
ai, onde vão ter. 
as ondas do mar, ó terrim, tim, tim, 
ai, onde vão ter. 

Ó malhão, malhão, 
ó malhão do Norte, 
Ó malhão, malhão, 
ó malhão do Norte, 
quando o mar está bravo, ó terrim, tim, tim, 
faz a onda forte. 
quando o mar está bravo, ó terrim, tim, tim, 
faz a onda forte. 

Ó malhão, malhão, 
ó malhão do Sul, 
Ó malhão, malhão, 
ó malhão do Sul, 
quando o mar está manso, ó terrim, tim, tim, 
faz a onda azul. 
quando o mar está manso, ó terrim, tim, tim, 
faz a onda azul.



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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

Os Paus lançaram esta quinta-feira o vídeo para o seu novo single, «Muito Mais Gente». O tema é retirado do álbum de estreia da banda, homónimo, editado em Novembro.

O videoclip bem original é assinado por John Filipe, realizador do anterior teledisco dos Paus, «Deixa-me Ser», bem como de vídeos dos More Than a Thousand, The Doups, Hills Have Eyes e Filho da Mãe.

A banda de Hélio Morais (bateria siamesa e voz), Joaquim Albergaria (bateria siamesa e voz), Makoto Yagyu (baixo, sintetizador e voz) e João 'Shela' (sintetizador e voz) tem já presença marcada no Optimus Alive'12, atuando no palco principal do festival a 15 de Julho.

 

 
Retirado de IOL Música


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Letra

 

Canção de Embalar

 Zeca Afonso

 

Dorme meu menino a estrela d'alva
Já a procurei e não a vi
Se ela não vier de madrugada

Outra que eu souber será pra ti 
ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô (bis) 
Outra que eu souber na noite escura
Sobre o teu sorriso de encantar
Ouvirás cantando nas alturas
Trovas e cantigas de embalar
Trovas e cantigas muito belas
Afina a garganta meu cantor
Quando a luz se apaga nas janelas
Perde a estrela d'alva o seu fulgor
Perde a estrela d'alva pequenina
Se outra não vier para a render
Dorme quinda à noite é uma menina
Deixa-a vir também adormecer



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letra

 

Eu seria para ti a fuga da solidão
E amanhecia em ti, p’ra noite afastar
Amava-te assim
Por já saber o que é sentir
Que estás dentro de mim
Há-de haver onde começar
Há-de haver como ver e respirar
O amor que já é
Que está entre nós
Há-de haver tempo p’ra aprender
Há-de haver horas p’ra te pertencer
E mil anos para amar-te
Há- de haver... há- de haver
Tu serias para mim
Certeza na confusão
A calma na tempestade e paz no coração
Amava-te assim
Por já saber o que é sentir
Que estás dentro de mim
Há- de haver onde começar
Há- de haver como ver e respirar
O amor que já é
Que está entre nós
Há-de haver tempo p’ra aprender
Há-de haver horas p’ra te pertencer
E mil anos para te amar...
Hei-de estar por aqui
Hei-de sempre abraçar-te
Agarrar-me a ti
Com o tempo a passar
Hás-de ter amor p’ra ficar
Há-de haver onde começar
Há-de haver como ver e respirar
O amor que já é
Que está entre nós
Há-de haver tempo p’ra aprender
Há-de haver horas p’ra te pertencer
E mil anos para amar-te
Há-de haver... há-de haver
Eu sei que há-de haver
Há-de haver... há-de haver



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A cantora Rita Redshoes inicia a 08 de Março, Dia Internacional da Mulher, uma série de concertos intitulada "The Other Women - O mundo nas canções delas", com um alinhamento de canções feitas e interpretadas por mulheres.

 

PJ Harvey, Loretta Lynn, Lhasa de Sela, Nina Simone, Joni Mitchell, Amélia Muge e Patti Smith são alguns dos nomes convocados por Rita Redshoes para este espetáculo.

 

O primeiro concerto acontecerá no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, no dia 08 de Março.


Estão previstas passagens por Tomar, Sines, Leiria, Sesimbra, Torres Vedras, Porto e Beja.

 

Rita Redshoes integrou os Atomic Bees, tem dois discos a solo, “Golden Era” (2008) e “Lights & Darks” (2010), e colaborou com The Legendary Tigerman na banda sonora do filme "Estrada de Palha", de Rodrigo Areias.


Via HardMúsica



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25 anos depois: Reedição da obra e espetáculos lembram Zeca Afonso

Lisboa, Grândola, Barreiro, Coimbra, Braga, Açores, Barcelona e Newark são alguns dos locais onde os 25 anos da morte de José Afonso são lembrados na quarta-feira, para manter “vivo o espírito do Zeca e a lição de dignidade” que transmitiu a todos, como disse à agência Lusa Francisco Fanhais, companheiro de cantigas e de estrada de José Afonso, no período antes do 25 de abril de 1974 e atualmente dirigente da Associação José Afonso.


Considerado durante muito tempo um músico de intervenção, José Afonso é, para Francisco Fanhais e para o jornalista Viriato Teles, “muito mais do que um cantor ou um músico de intervenção”.


Essa designação serve mesmo, para Francisco Fanhais, “para menosprezar toda a parte poética e musical que José Afonso revelou e é um álibi muito bom para que os divulgadores de música o possam banir com toda a tranquilidade”.


“Cada uma das canções de José Afonso faz parte de um conjunto de grande valor musical e poético que, penso, está ainda por descobrir”, disse Francisco Fanhais.


Também o jornalista Viriato Teles, autor do livro “As voltas de um andarilho – Fragmentos da vida e obra de José Afonso”, considera que José Afonso “está ao nível de um dos grandes criadores musicais do mundo”.


“Ao contrário do que habitualmente fazemos, que é comprarmos os portugueses com artistas estrangeiros, eu acho que o Pete Seeger é o Zeca Afonso norte-americano”, disse o jornalista, sublinhando que José Afonso “está ao nível de um Bob Dylan, John Lennon, Léo Ferré ou mesmo de um Jacques Brel”.


Considerar a obra de José Afonso apenas do ponto de vista da cantiga de intervenção “é do mais redutor que existe, até porque mesmo nesse campo ele esteve sempre à frente do tempo dele”, disse Viriato Teles à Lusa, acrescentando que a obra musical de José Afonso era “tão complexa do ponto de vista poético como musical”.


“Talvez por não ter formação musical, a obra de José Afonso era bastante complexa, já que ela mudava de compasso a meio das cantigas e isso tornava tudo bastante difícil e especial”, frisou.


Viriato Teles não hesita mesmo em afirmar que José Afonso era “um génio, tal como Carlos Paredes” e que, por isso mesmo, quando José Afonso morreu “Paco Ibañez disse que Zeca teve azar de ter nascido português”.

 

“Se tivesse nascido nos Estados Unidos estaria ao nível desses grandes criadores mundiais”, disse, na altura, Paco Ibañez, lembrou Viriato Teles. O jornalista invoca mesmo o facto de a obra de José Afonso ser a obra de um cantor português “mais divulgada a nível mundial”.


“Basta ver a quantidade de versões de canções do Zeca, e não apenas a de 'Grândola vila morena', que existem no estrangeiro”, disse, exemplificando com os casos de Charlie Haden e Carla Bley, Nara Leão ou as de Pi de la Serra e Luis Pastor. “Pi de La Serra e Luis Pastor consideram mesmo que José Afonso foi o pai da nova música espanhola”, sublinhou. “Se há de facto um músico português que se universalizou foi o Zeca, se calhar tanto ou mais do que Amália, embora esta tenha tido mais visibilidade”, frisou Viriato Teles.


Viriato Teles e Francisco Fanhais concordam ainda num outro ponto: “Apesar de reconhecido, José Afonso não tem ainda hoje o estatuto que devia ter na música”.

 

Zeca relembrado e remasterizado


Para assinalar os 25 anos da morte de José Afonso, a Movieplay vai editar agora – com a etiqueta Art'Orfeumedia - versões remasterizadas, com notas adicionais aos originais, assinadas pelo jornalista Gonçalo Frota, os onze álbuns que José Afonso editou para a Orfeu, disse à Lusa fonte da editora.


Na primeira semana de abril sairão “Cantares do andarilho” e “Contos velhos, novos rumos”, enquanto na primeira semana de maio sairão “Traz outro amigo também”, “Cantigas do Maio” e “Eu vou ser como a toupeira”.


Em outubro regressam “Venham mais cinco”, “Coro dos tribunais” e “Com as minhas tamanquinhas” e, em abril de 2013, será a vez de “Enquanto há força”, “Fura, fura” e “Fados de Coimbra”.


Entre os espetáculos que, um pouco por todo o país, assinalam o quarto de século da morte de José Afonso, destaca-se o que decorre na quarta-feira na Academia de Santo Amaro, em Lisboa. Organizado pelo núcleo de Lisboa da Associação José Afonso, o reúne, entre outros, cantores como Zeca Medeiros, Francisco Naia e Francisco Fanhais ou o duo Couple Coffee, que recria temas de José Afonso.


Nascido a 02 de agosto de 1929, em Aveiro, José Afonso morreu a 23 de fevereiro de 1987, em Setúbal, aos 57 anos, vítima de esclerose lateral amiotrófica.

 

Retirado de Sapo Música



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Letra

 

Chamaste-me extravagante
Por eu ter uma noitada
Eu sou um rapaz brilhante
Recolho de madrugada

Recolho de madrugada
Mesmo agora neste instante
Por eu ter uma noitada
Chamaste-me extravagante

Se o meu cante desprezares
Por já vir rompendo o dia
Ainda nunca ouvi cantar
Um rouxinol ao meio dia



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Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

Zeca Afonso recordado em Portugal e Espanha

Esta quinta-feira terão passado 25 anos sobre a morte de José Afonso, cantor que usou a música e a poesia como armas políticas. Zeca, como era carinhosamente conhecido, marcou várias gerações, que esta semana o recordam um pouco por todo o país e, até, em Barcelona, Espanha.

Academia de Coimbra com homenagem a Zeca

A semana de celebrações tem início em Coimbra, cidade onde José Afonso estudou e iniciou a sua atividade musical e política. A Associação Académica de Coimbra lançou, dia 20, a semana "Zeca Afonso - O rosto da Utopia", durante a qual estará patente uma exposição discográfica do autor.

O programa inclui ainda uma tertúlia, esta quinta-feira, dia 23, no café Santa Cruz, às 21h30, que conta com o músico e sobrinho de Zeca Afonso, João Afonso, e atuações da Tuna e do Orfeão Académico da Universidade de Coimbra.

Mas não é só em Coimbra que a memória de Zeca Afonso ainda se encontra viva. Um pouco por todo o país, desde o Algarve ao Minho, vários municípios prestam o seu tributo ao músico de intervenção, que morreu precocemente em 1987, apenas com 57 anos, vítima de uma doença neurodegenerativa progressiva.

Quinta e Sexta-feira com espetáculos de tributo

A grande maioria dos eventos é divulgada e apoiada pela AJA - Associação José Afonso, formada em torno da "memória e do exemplo" do cantor português.

Quinta-feira é o dia principal das comemorações e será marcado, em Lisboa, por um espetáculo na Academia de Santo Amaro, às 21h, a cargo do encenador Hélder Costa (d'A Barraca). Em palco estarão nomes como Francisco Fanhais, Zeca Medeiros, Francisco Naia, Pedro Branco ou Couple Coffee.

Ainda em Lisboa, às 18h, o jornalista e escritor Viriato Teles organiza uma sessão de evocação do nome de Zeca, na Biblioteca-Museu da República e Resistência, na Cidade Universitária.

No mesmo dia, a cidade onde o músico faleceu, Setúbal, vai dar lugar, no La Bohème, à leitura de poemas de José Afonso, por António Galrinho e Rui Lino, a ter início às 22h.

A norte, o grupo Canto D'Aqui e a declamação de Camilo Silva e Maria Torcato fazem parte da programação do Theatro Circo, em Braga. A homenagem que se repete já há alguns anos, é desta vez prestada em dois dias, quinta e sexta, não só a Zeca Afonso mas também a Adriano Correia de Oliveira, outro importante nome da música de intervenção que desapareceu há 30 anos. Ambos os espetáculos têm início às 21h30.

As cidades de Aveiro, Lagos, Lisboa, Coimbra, Setúbal e Grândola vão, ainda no dia 23 de fevereiro, estar unidas num programa especial da TSF, transmitido a partir das 9h30, e que pode ser assistido em direto pelos habitantes dos municípios.

Na sexta-feira é a vez de Luís Pires, Pedro Branco e Vítor Sarmento atuarem no restaurante O Bispo, Seixal, à hora do jantar. Também no Barreiro, o restaurante O Pial vai receber as canções tocadas pela associação "Grupo dos Amigos do Barreiro Velho".

Barcelona com concertos de homenagem

A memória de Zeca chega também a Espanha, país com uma já larga tradição de tributos ao cantautor.

O espaço L'Auditori, na cidade catalã de Barcelona, vai receber, no dia 25 de Fevereiro e no dia 3 de Março, dois concertos que evocam o músico português. O primeiro é organizado pelo grupo de portugueses Drumming e o segundo pelo projeto "20 canções para Zeca Afonso".

A página da AJA, onde constam informações sobre as várias atividades que têm lugar esta semana, pode ser consultada AQUI.

 

Via Boas Notícias



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A sétima gala em directo de A Voz de Portugal deixou-nos a apenas um passo da grande final.

Com oito concorrentes em competição, dezoitos músicas, actuações individuais e em duetos, os mentores a dividirem os votos com o público e a participação especial dos Amor Electro, esta noite foi mais do que preenchida.

 

Uma actuação conjunta de todos os candidatos deu início a esta semi-final de forma enérgica. De todos os restantes momentos musicais pouco há para dizer. Ao chegarmos a esta fase já seria de esperar que as surpresas não fossem muitas e, de forma geral, tirando uma outra prestação não tão bem conseguida, todos os concorrentes estiveram à altura do que tinham vindo a prometer.

 

Mas, ainda assim, houve alguns instantes, cantores ou comentários que, de alguma forma, têm razão para ser mencionados. Ricardo Oliveira, ao interpretar “When a Man Loves a Woman”, de Percy Skedge, deixou transparecer toda a emoção que a música contém, e ouviu dos seus mentores – os Anjos – que esta foi a sua melhor actuação de sempre. Mia Rose fez questão, após Daniel Moreira ter actuado, de dizer mais uma vez que “não há ninguém em Portugal que cante como ele”. Sobre Denis Filipe, que pertence à equipa de Rui Reininho, Paulo Gonzo disse que este é “o candidato mais enigmático e irreverente do programa”. E de realçar ainda, por fim, é a evolução que Joana Jorge apresentou ao longo das galas e que foi referida por diversos mentores.

 

A encerrar as actuações, os Amor Electro subiram ao palco d'A Voz de Portugal. Bianca Adrião e Salvador Seixas acompanharam Marisa Liz, a vocalista desta banda que foi uma das revelações de 2011, na interpretação do tema “Rosa Sangue”.

 

E chegou então o momento das saídas. Com cada equipa reduzida somente a dois elementos, os mentores perderam o poder de salvamento, mas ganharam a possibilidade de dividirem o voto com o público. Como? Cada mentor distribuiu 100 pontos por cada um dos seus concorrentes, e a esses valores (transformados em percentagem) foi somada a votação do público.

 

Os resultados foram os seguintes: Bianca Adrião (da equipa de Gonzo), Ricardo Oliveira (Anjos), Denis Filipe (Reininho) e Daniel Moreira (Mia) são os quatro finalistas de A Voz de Portugal. Para trás, ficaram Joana Jorge, Carla Ribeiro, Pedro Poseiro e Salvador Seixas.

 

Apesar de nem em todos os casos o público ter estado de acordo com os mentores, das quatro equipas a maior discrepância notou-se na de Paulo Gonzo, que atribuiu a Bianca 65 pontos (restando apenas 35 para Joana, que foi, das duas, quem teve maior apoio do público com 60% das votações telefónicas a seu favor). De resto, apenas na equipa de Reininho voltou a haver diferença de votos – mas desta vez mínima - com público a dar preferência a Pedro Poseiro.

 

Os Anjos disseram estar serenos com a sua decisão: “uma das coisas que nos tranquilizou foi ver que as pessoas em casa votaram massivamente no Ricardo e que ele foi até o candidato mais votado de todos”. “Com tudo o que ele alcançou ao longo deste programa era injusto não estar na final”, acrescentou Sérgio Rosado.


Também Mia Rose se mostrou de consciência tranquila face à sua aposta no Daniel. “Agora estou concentrada em fazer com que o Daniel saia do programa satisfeito com a sua prestação, seja enquanto vencedor ou não”, disse a mentora, que anunciou ao Hardmusica que vai abrir uma editora ainda este ano e que, graças a isso, vai trabalhar com muitos concorrentes que passaram pela sua equipa, incluindo o Salvador.


Rui Reininho demonstrou que era Denis quem queria na final e a sua vontade foi concretizada. “O Denis sabe fazer praticamente tudo e sabe pegar em instrumentos e compor originais. Não queremos ninguém que esteja só a imitar outros cantores”, realçou.

 

Joana Jorge foi a concorrente que se mostrou mais afectada com a votação do mentor: “senti-me desvalorizada, depois me ter esforçado tanto”, confessou ao Hardmusica.


Já Pedro Poseiro garante ter saído de cabeça erguida: “nunca criei grandes expectativas e isso fez com que ficasse sempre surpreendido com as etapas que alcancei”. Daqui para a frente, o semi-finalista vai tentar conciliar a música com a engenharia civil, a sua área de formação.
Carla Ribeiro não esconde o quanto gostaria de estar na final, mas assume que “se tinha de perder isto para alguém, ainda bem que foi para o Ricardo, pelo seu talento e empenho”. Agora, quer recuperar projectos antigos e espera conseguir algum apoio dos seus mentores. Salvador Seixas disse encarar a saída como um recomeçar e que vai “tentar aproveitar ao máximo a ajuda de todas as pessoas que até agora [o] acompanharam, tanto da Mia [a sua mentora], como do público que [nele] votou”.

 

Quanto aos finalistas, os seus sentimentos dividiam-se entre surpresas e orgulhos.

 

“Incrédulo” foi o adjectivo utilizado por Daniel Moreira para descrever a sensação de estar entre os quatro melhores d'A Voz de Portugal. “Nunca quis viver a música com tanta intensidade como quero depois desta experiência”, comentou.
Por outro lado, Denis, um dos concorrentes mais visivelmente eufóricos com a passagem para a final, disse:“chegar a esta fase foi a minha ambição desde o princípio”.


Depois de ter ficado em segundo lugar na primeira edição do programa Ídolos, Ricardo acha que A Voz de Portugal o ajudou essencialmente a mostrar de novo o seu trabalho e a lembrar os portugueses quem é. Para si, foi hoje a noite em que os nervos estiveram realmente à flor da pele. “Para a semana somos apenas quatro bons cantores a actuar juntos”, disse.
Bianca garantiu que entrou nesta semi-final “sem pensar em sair ou ficar”: “chegar aos oito melhores já tinha sido fantástico; estar na final é muito mais do que isso ainda.”


No próximo Sábado, são as vozes destes quatro concorrentes que vão preencher o palco e disputar o título de Voz de Portugal.

Até lá, estão já disponíveis no itunes as suas interpretações da próxima gala. Cada download realizado corresponde a dois votos no finalista respectivo. Ricardo canta “How I Am Supposed to Live Without You”, de Michael Bolton; Bianca apodera-se de “Goldeneye”, de Tina Turner”; Denis interpreta “Crying”, dos Aerosmith; e a música de Daniel é “Skinny Love”, um original de Bon Iver.

 

Via HardMúsica



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Letra

 

Chamaste-me extravagante
Por eu ter uma noitada
Eu sou um rapaz brilhante
Recolho de madrugada

Recolho de madrugada
Mesmo agora neste instante
Por eu ter uma noitada
Chamaste-me extravagante

Se o meu cante desprezares
Por já vir rompendo o dia
Ainda nunca ouvi cantar
Um rouxinol ao meio dia



publicado por olhar para o mundo às 17:16 | link do post | comentar

Outonalidades 2012 

 

 

ABERTO O PERÍODO DE INSCRIÇÃO DE GRUPOS 
até 4 Março 2012

Está oficialmente aberto o período de inscrições para os grupos musicais, de todos os géneros, portugueses ou estrangeiros, que pretendam integrar a bolsa de espectáculos da 16ª edição do OuTonalidades, circuito de música ao vivo que vai dar novos tons ao próximo Outono português!

INSCREVE O TEU GRUPO ONLINE:
http://www.dorfeu.pt/outonalidades
- INSTRUÇÕES NO PDF ANEXO - 

INSCRIÇÕES DE GRUPOS |  Para os grupos que se inscrevem pela primeira vez, será necessário criar uma conta de utilizador no portal da d’Orfeu. Os grupos que já se registaram em edições anteriores poderão aceder à plataforma e simplesmente actualizar os dados (receberão, entretanto, um e-mail a relembrar o seu registo de acesso).

PROJECTO SUSTENTÁVEL  |  Nesta 16ª edição, o OuTonalidades persegue a sua sustentabilidade e introduz uma filosofia de participação contributiva. Cada inscrição de grupo terá uma jóia simbólica de 10€, com vista à viabilização deste projecto único e singular no panorama musical nacional. Instruções no decorrer da inscrição online.

NOVAS PARCERIAS |  Depois de quatro edições em parceria com a Galiza (continuidade não confirmada para 2012), o circuito continua a consolidar-se na geografia nacional e acaba de estabelecer acordos com circuitos congéneres em França e na Bélgica, para intercâmbio de grupos. As oportunidades continuarão a surgir.

GRUPOS NACIONAIS E ESTRANGEIROS | O OuTonalidades continua também aberto a grupos não portugueses, desde que assegurem directamente as suas deslocações a Portugal. Uma vez programados, o circuito assegura iguais condições a grupos portugueses ou estrangeiros: cachet consoante escalão (máx 700€/concerto), jantares, alojamento e rider técnico.

Junta o teu grupo ao OuTonalidades 2012!
http://www.dorfeu.pt/outonalidades
Perante quaisquer dúvidas que surjam, contactar <outonalidades@dorfeu.pt> ou utilizar o formulário de esclarecimentos existente na plataforma online.

http://www.dorfeu.pt/
http://dorfeu.blogspot.com/
http://www.facebook.com/dOrfeuAC



d’Orfeu Associação Cultural
Instituição Cultural de Utilidade Pública  |  Estatuto de Superior Interesse Cultural



publicado por olhar para o mundo às 13:55 | link do post | comentar

O fado do projeto Rosa Negra no Museu do Oriente

O novo trabalho discográfico do projeto Rosa Negraintitulado «Fado Mutante» vai estar em destaque nos espetáculos do grupo no palco do Auditório do Museu do Oriente nos próximos dias 2 e 11 de março, às 21:30.


«Fado Mutante», o novo disco do grupo, apresenta uma «linguagem mais intemporal e contemporânea, perspetivando o fado como um ser vivo em permanente mudança», detalha o Museu do Oriente em nota enviada ao SAPO Música.

 

A banda, dirigida pelo músico e compositor Rui Filipe, transformou-se num sucesso em que a voz de Jonas, o violoncelo e o clarinete de Sandra Martins, o violino de Cindy e o acordeão, teclados e guitarras de Rui Filipe são os protagonistas.

 

Outros músicos e convidados colaboraram na feitura deste álbum dos Rosa Negra, com canções originais e sugestões de fados «ora sombrios ora luminosos, mas sempre com luz própria».

 

Depois de um intervalo de cinco anos, o projeto Rosa Negra reaparece com um novo álbum e uma proposta renovada. O primeiro álbum «Fado Ladino», lançado internacionalmente pela editora anglo-americana ARC, encontrou as estirpes fadistas no passado sefardita e moçárabe.

 

O espetáculo tem uma duração prevista de 70 minutos, sem intervalo, e os bilhetes custam 12 euros.

 

Retirado de Sapo Música

 



publicado por olhar para o mundo às 12:39 | link do post | comentar

 

Letra

 

Enquanto eu durmo aqui

há monstros animais

que de cinzento pardo

vêm cá da carne

em pesadelos ancestrais

e andam por aí

mostram-me os sinais

do negro desengano

que ao descer do pano

tu trazer-me vais.

 

Chega lá do sol

não me moça mais

basta uma ave minha para saber

que os dias podem adormecer

não serão iguais.

 

Quando eu te sorir

mente a bagunçar

viver-te em mano a mano

faz-de conta que arde em busca de ilusão

mas humano estando assim

nunca se lhe dá o irmão

muito fã faminto

pode ser

que a vida vá desenvolver

o mais humano sentimento são.

 

O meu espanto é dor

sonho que acordou

até o céu chorou

como eu nunca vi

doce amor

que eu conheci.



publicado por olhar para o mundo às 08:52 | link do post | comentar

Fingertips e o novo álbum: «Queremos que a nossa música faça parte da vida das pessoas»

Um ano depois de «Venice», o primeiro álbum com a nova vocalista, os Fingertips estão já de regresso com um novo álbum de originais a que chamaram apenas «2» e que apresentaram num pequeno concerto intimista.

 

O álbum estará à venda a partir de 5 de março e o single«Running Out Of Time», já a rodar nas rádios nacionais, é o som de avanço do novo trabalho.

 

A banda falou connosco sobre o que podemos encontrar neste segundo trabalho com a vocalista Joana Gomes e sobre a digressão «diferente» que se preparam para fazer e que vai percorrer o país entre março e maio.

 

 

 

Agenda de março

02- Lisboa | Cinema São Jorge – 21h30
03- Torres Novas | Teatro Vírginia – 21h30
09- Coimbra | Theatrix – 23h00
16- Maia | Forum da Maia – 21h30
17- Portalegre | Centro de Artes e Espectáculos – 21h30
23- Ponta Delgada | Coliseu Micaelense – 21h30
26- Viseu | Teatro Viriato – 21h30
27- Viseu | Teatro Viriato – 21h30
29- Covilhã | Auditório da Universidade da Beira Interior (UBI) – 21h30
30- Loulé | Cineteatro Louletano – 21h30
31- Leiria | Teatro José Lúcio da Silva – 21h30

 

retirado de Sapo Música



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Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012
Letra
Não encontrei a letra desta música


publicado por olhar para o mundo às 17:45 | link do post | comentar

 

Letra

 

À noite quando me deito

alguém se deita comigo

grande grande é o segredo

mas é maior o castigo

 

E no silêncio da noite

há vozes a meu redor

que me gritam o teu nome

toda a noite meu amor

 

À noite quando me deito
alguém se deita comigo
grande grande é o segredo
mas é maior o castigo
E no silêncio da noite
há vozes a meu redor
que me gritam o teu nome
toda a noite meu amor

É no segredo das coisas 

que tudo me acontece

e na espera de ter

todo o meu corpo arrefece

 

e quando a noite se alonga

além do tempo devido

e o silêncio se prolonga

como se fora de vidro

 

tenho medo muito medo

um medo de estar sozinha

mas não conto meu segredo

pois ninguém me adivinha

 

É no segredo das coisas 

que tudo me acontece

e na espera de ter

todo o meu corpo arrefece



publicado por olhar para o mundo às 08:30 | link do post | comentar

Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012

 

Letra

 

Alecrim, alecrim aos molhos
Por causa de ti
Choram os meus olhos

Alecrim, alecrim aos molhos
Por causa de ti
Choram os meus olhos

Ai meu amor, quem te disse a ti,
Que a flor do monte 
Era o alecrim

Ai meu amor, quem te disse a ti,
Que a flor do monte 
Era o alecrim

Alecrim, alecrim aos molhos
Por causa de ti
Choram os meus olhos

Alecrim, alecrim aos molhos
Por causa de ti
Choram os meus olhos

Ai meu amor, quem te disse a ti,
Que a flor do monte 
Era o alecrim

Ai meu amor, quem te disse a ti,
Que a flor do monte 
Era o alecrim

Alecrim, alecrim aos molhos
Por causa de ti
Choram os meus olhos

Alecrim, alecrim aos molhos
Por causa de ti
Choram os meus olhos

Ai meu amor, quem te disse a ti,
Que a flor do monte 
Era o alecrim

Ai meu amor, quem te disse a ti,
Que a flor do monte 
Era o alecrim

Alecrim, alecrim aos molhos
Por causa de ti
Choram os meus olhos

Alecrim, alecrim aos molhos
Por causa de ti
Choram os meus olhos



publicado por olhar para o mundo às 17:25 | link do post | comentar

 

«Heavy Mental», de Vítor Rua: Luzes, guitarra, ação!

 

 

Improvisar e gravar. Simplificando, mas não muito, foi este o processo de criação de "Heavy Mental", o mais recente disco de Vítor Rua, assente numa guitarra eletroacústica de dezoito cordas que ajudou a criar. "Só com aquele instrumento é que produziria um disco solo de guitarra assim", explicou ao SAPO Música.


O risco e o desafio estão longe de ser estranhos a Vítor Rua, musicalmente falando. No seu currículo, o músico, produtor e compositor soma a formação dos GNR, em inícios da década de 80, e pouco depois dos Telectu, estes últimos uma das referências, dentro e fora de portas, de fusões avant-garde entre domínios do jazz ou eletrónica. 


Nos últimos anos, esteve na origem da ORGanização (da qual fazem parte João Peste, Cláudia Efe ou Anabela Duarte) e do Double Bind Quartet (com Carlos Zíngaro, Luís San Payo e Vera Mantero), projetos mais ligados ao rock, ou ainda do Laço Eterno, que parte do fado (com Aldina Duarte, Carlos Zíngaro e Carlos Barreto), mantendo em paralelo colaborações regulares com os universos do cinema, teatro, dança, vídeo ou poesia.

 

Denominador comum? A relação com a música improvisada, praticamente indissociável do seu trabalho e elemento com particular relevância em "Heavy Mental", o seu novo disco a solo, segundo nos contou numa entrevista telefónica. O álbum parte de uma guitarra eletroacústica de dezoito cordas, desenhada pelo próprio e construída por Gil Oliveira, "que junta a guitarra de nylon de seis cordas com a guitarra de 12 cordas, tudo num só braço", explicou. "Este disco é o resultado de, no dia em que fui buscar a guitarra, chegar a casa, sentar-me, ligar o gravador, afinar a guitarra, por os auscultadores e começar a tocar. Foi o primeiro contato real com a guitarra, uma improvisação em tempo real que resultou num disco".

 

Gravar rápido para editar sem pressas


A improvisação e consequente gravação decorreram em 1999, mas a edição, através da Orfeu, só se concretizou no final do ano passado. Esse hiato, que se explica, em parte, pelas muitas colaborações que o músico tem mantido, não só não o preocupa como está longe de ser caso único: "Este disco faz parte de uma trilogia de discos de guitarra solo que tenho e que finalmente estão a ser editados. Inicialmente fazia parte de uma caixa de 50 CDs que vai sair este ano com trabalhos originais meus desde 1991 até 2011. Para este ano, tenho também previsto sair um outro solo e esse é de 1991. E foi a mesma história: fui ao Porto buscar uma guitarra nova e gravei logo". 

 

Tal como esse sucessor (que, na verdade, foi gravado antes),"Heavy Mental" tem outras particularidades além da forma como foi criado. "É um trabalho totalmente fora daquilo que habitualmente desenvolvo com os Telectu - por ser melodioso, harmonioso e com um tema que vai variando ao longo de 30 e tal minutos. E precisamente por ter os Telectu, muitas coisas que fazia a solo iam ficando de parte, até porque eram intemporais - não me preocupava muito se saíam na altura ou dez anos depois", recordou.

 

A fórmula do improviso


Embora tenham demorado a chegar ao público, os temas de "Heavy Mental" não vão ficar circunscritos ao registo gravado. Mas os moldes em que o disco surgiu levam a que a sua transição para os palcos obrigue a um exercício atípico. "É um trabalho de pesquisa quase arqueológica porque, como não havia nada escrito - a escrita desta composição é o registo áudio da gravação, porque foi uma improvisação em tempo real -, o que fiz foi ouvir o disco muitas vezes, tomar notas de certas partes e padrões repetitivos, de certas partes que são de realçar, e depois repetir, ensaiar, tocar em casa várias vezes até perceber por que caminhos pode ir a improvisação", assinala. O resultado desta experiência já passou pela LX Factory ou pelo Lounge, em Lisboa, e a 29 de fevereiro chega à FNAC do Chiado, a partir das 18h30 - muito provavelmente, diferente q.b. da forma como foi apresentado nas primeiras vezes. 

 

Via Sapo Música



publicado por olhar para o mundo às 13:13 | link do post | comentar

Letra

 

Quando a corja topa da janela
O que faz falta
Quando o po que comes sabe a merda
O que faz falta
O que faz falta avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta avisar a malta
O que faz falta
Quando nunca a noite foi dormida
O que faz falta
Quando a raiva nunca foi vencida
O que faz falta
O que faz falta animar a malta
O que faz falta
O que faz falta acordar a malta
O que faz falta
Quando nunca a infncia teve infncia
O que faz falta
Quando sabes que vai haver dana
O que faz falta
O que faz falta animar a malta
O que faz falta
O que faz falta empurrar a malta
O que faz falta
Quando um co te morde a canela
O que faz falta
Quando a esquina ha sempre uma cabea
O que faz falta
O que faz falta animar a malta
O que faz falta
O que faz falta empurrar a malta
O que faz falta
Quando um homem dorme na valeta
O que faz falta
Quando dizem que isto tudo treta
O que faz falta
O que faz falta agitar a malta
O que faz falta
O que faz falta libertar a malta
O que faz falta
Se o patro no vai com duas loas
O que faz falta
Se o fascista conspira na sombra
O que faz falta
O que faz falta avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta dar poder a malta
O que faz falta



publicado por olhar para o mundo às 08:15 | link do post | comentar

Domingo, 19 de Fevereiro de 2012

 

Letra

 

Dá-me Amor ou Ódio...

Faz ou desfaz o meu coração

Dá-me Amor ou Ódio...

Salva-me ou mata-me de paixão.

 

Se o amor é fogo,

Atira-me à fogueira, sem piedade...

Se no amor há um dono,

Escraviza-me até à ...eternidade.

 

Porque o tempo é feito de ti e mim,

E tudo o resto é demais...

Amor ou Ódio

Tanto me faz,

Deus e Diabo querem assim

Assim será...

 

Dá-me Amor ou Ódio...

Beija-me, corta-me ... na tua boca

Dá-me Amor ou Ódio...

Queima-me, molha-me... sem roupa.

 

Se o Amor não se vê,

Entra no escuro se ter medo...

Se o Amor não diz porquê,

Nunca questiones... seu segredo.

 

Porque o tempo é feito de ti e mim,

E tudo o resto é demais...

Amor ou Ódio

Tanto me faz,

Deus e Diabo querem assim

Assim será....

 

Porque o tempo é feito de ti e mim,

E tudo o resto é demais...

Amor ou Ódio

Tanto me faz,

Deus e Diabo querem assim

Assim será...

 

Porque o tempo é feito assim

E tudo o resto é....

Amor ou Ódio..."

Mundo Cão



publicado por olhar para o mundo às 17:09 | link do post | comentar

Os Wraygunn, de Paulo Furtado, regressam às edições em março com “L’Art Brut”.

 

O disco, sucessor de “Shangri-la” (2007), é apresentado pelo single Do You Wanna Dance.

 

Nélson Carvalho e Paulo Furtado são os responsáveis pela produção.

 

O registo “retoma o caminho dos anteriores discos dos Wraygunn: a constante renovação do legado do Rock ‘n’ Roll através da exploração da sua relação com a mais profunda música negra norte-americana”, pode ler-se em comunicado.

 

“L’Art Brut” será apresentado a 17 de março, no Lux, em Lisboa; a 22 de março, no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra; a 23 de março em Tondela, no Acert; e a 24 de março no Hard Club, no Porto.

 

Compõem os Wraygunn, além de Paulo Furtado, Raquel Ralha, Selma Uamusse, Sérgio Cardoso, Pedro Pinto e João Doce.

 

Via Sapo Música



publicado por olhar para o mundo às 13:05 | link do post | comentar

Letra

 

do lat. mare 
s. m., grande massa de água salgada 
que cobre cerca de três quartas partes da superfície 
do globo; 
cada uma das grandes partes em que essa massa está 
dividida; 
a água do mar; nome dado a alguns lagos salgados,
tais como o cáspio, o morto e o vermelho; 
fig., grande quantidade ou extensão; abismo; 
imensidade; grandes dificuldades ou tormentos morais.



publicado por olhar para o mundo às 08:05 | link do post | comentar

Sábado, 18 de Fevereiro de 2012


publicado por olhar para o mundo às 17:01 | link do post | comentar

O primeiro álbum da nova formação dos Madredeus, com Pedro Ayres Magalhães e Carlos Maria Trindade, intitular-se-á “Essência” e será editado no dia 02 de Abril, estando já previstos vários concertos em Portugal e no estrangeiro.

 

A informação foi divulgada pela Sony Music que adiantou que o novo álbum “resulta da evolução histórica do Madredeus, de 25 anos de uma vida intensa, sobretudo em cima dos palcos”.

 

A selecção das canções é “uma amostra da nova vida dos Madredeus em palco”, afirma a Sony Music. "Ao Longe o Mar", "O Pomar das Laranjeiras", "Palpitação", "A Sombra", "A Confissão", "O Navio", "Coisas Pequenas" e "Adeus e Nem Voltei", entre outras, foram algumas das canções escolhidas para serem gravadas pelo novo formato da banda com novos arranjos musicais.

 

Além de Pedro Ayres Magalhães (guitarra clássica), fundador da banda e Carlos Maria Trindade (sintetizadores) que a integrou a partir de 1994, os novos Madredeus são ainda constituídos por Beatriz Nunes (voz), Jorge Varrecoso e António Figueiredo (violinos) e Luís Clode (violoncelo).

 

Pedro Ayres Magalhães sublinhou a “modernidade do repertório”, e referiu que “as palavras não perdem nada e a Beatriz [Nunes] respeita a mise en scène original das frases". 


“Todas as músicas foram-se tornando peças da nossa nave", rematou o músico.

 

A Sony Music refere que estas canções são “peças diferentes que cumprem diferentes papéis nesse drama essencial que a música do Madredeus contem, entre o apelo universal, o âmago português, as melodias e o passo que cada tema exige”.

 

Em Outubro passado em declarações à Lusa, Pedro Ayres Magalhães anunciou o regresso da banda depois do fim da formação Madredeus – A banda Cósmica. 


Na ocasião, o músico disse que "os novos Madredeus retomarão as primeira canções da banda com novos arranjos, além de composições inéditas”, acrescentando que estavam prontas cerca de 30 canções novas.

 

Lançado o álbum a 02 de Abril o grupo inicia uma digressão pelos palcos nacionais e estrangeiros no dia 14 no Centro Cultural e de Congressos. Dia 16 sobem ao palco do Barbican Centre, em Londres, dia 26 no Is Sanat em Istambul.


Em Maio voltam ao território nacional, com concertos agendados no dia 27 na Casa da Música, no Porto e dia 31 no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.


Em Junho actuam, nos dias 12 e 13 no Festival Rio Loco em Toulouse, no sudeste de França.


Outras datas já marcadas são em Outubro, no dia 09 na Konzerthaus, em Viena, no dia 11 na Philharmonie na Cidade do Luxemburgo, no dia 14 no Glocke em Bremen, na Alemanha, dia 20 na Philharmonie de Colónia, Alemanha, dia 27 na Konzerthaus em Dortmund, Alemanha, e dia 30 no AVO Session, em Basileia, na Suíça. o dia 01 de Novembro regressam a terras germânicas para actuar no Prinzregententheater, em Munique.

 

Quanto à formação actual, António Figueiredo e Luís Clode integraram a Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Lusitânia Ensemble, assim como Jorge Varrecoso, enquanto Beatriz Nunes tem formação clássica e estudou música nas áreas clássica e do jazz.


Os Madredeus regressam a 02 de Abril com novo álbum e ainda na primeira quinzena deste mês começam o seu périplo pelos palcos.

 

Via HardMúsica



publicado por olhar para o mundo às 13:17 | link do post | comentar | ver comentários (2)

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