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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

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Osso Vaidoso: A vaidade deste osso é música e poesia

 

Osso Vaidoso é o mais recente projeto de Ana Deus e Alexandre Soares, que na década de 1990 integraram os Três Tristes Tigres. A dupla falou ao SAPO Música de "Animal", disco de estreia surgido depois de mais de um ano de atuações.


Valter Hugo Mãe, Alberto Pimenta ou Regina Guimarães são alguns dos letristas de "Animal", álbum que vive do diálogo (e confronto) entre voz, guitarra e palavra. A voz é a de Ana Deus, a guitarra a de Alexandre Soares e o projeto que partilham, Osso Vaidoso, voltou a juntá-los depois da dissolução dos Três Tristes Tigres, há cerca de dez anos.

 

"O Luís Varatojo, d'A Naifa, tinha-me convidado para um espetáculo no Cinema São Jorge, «Sexta, meia-noite e uma guitarra», e disse-me para trazer uma cantora. E também era preciso encontrar um nome... Começámos por pensar em Osso, que depois se pôs Vaidoso, o que é um bocado uma contradição. E a brincadeira ficou", recorda o guitarrista ao situar a origem deste Osso Vaidoso, cujo primeiro espetáculo decorreu em fevereiro de 2010. 

 

De então para cá, a dupla tem levado a palcos as suas canções, muito provavelmente as mais minimalistas que já interpretaram, distanciando-se das experiências eletrónicas dos Três Tristes Tigres. "Aí a instrumentação era muitíssimo mais complexa. Aqui foi um bocado ao contrário e o texto é mais o centro", compara Alexandre Soares.

Ao contrário do que é habitual noutras bandas, as canções do Osso Vaidoso só chegaram a disco depois de terem sido apresentadas ao vivo, em vários concertos. "É o que gostamos mais de fazer. Foi assim que começou e é o que alimenta estas músicas - fazer mais espetáculos para fazer mais músicas para espetáculos e depois, então, registá-las. Mas tem a ver com comunicar com as pessoas, percebermos que estamos a transmitir qualquer coisa e que a coisa passa. Queremos é tocar", conta Ana Deus, que ainda assim vê no disco "uma ótima forma de chegar a mais gente e de servir de assunto para entrevistas". 

 

Independentemente do modelo de apresentação, o osso deve continuar a mostrar a sua vaidade nos próximos tempos. "Vamos continuar, mas não estamos a pensar muito no formato. Para já estamos a compor mais, já temos temas novos e provavelmente vamos seguir com outra edição, ainda não sei... Depois, se as músicas começarem a pedir mais instrumentos ou elementos, logo vemos", antecipa o guitarrista.

 

 

Via Sapo Música

 

Letra

 

Betty came by on her way
Said she had a word to say
About things today
And fallen leaves.

Said she hadn't heard the news
Hadn't had the time to choose
A way to lose
But she believes.

Going to see the river man
Going to tell him all I can
About the plan
For lilac time.

If he tells me all he knows
About the way his river flows
And all night shows
In summertime.

Betty said she prayed today
For the sky to blow away
Or maybe stay
She wasn't sure.

For when she thought of summer rain
Calling for her mind again
She lost the pain
And stayed for more.

Going to see the river man
Going to tell him all I can
About the ban
On feeling free.

If he tells me all he knows
About the way his river flows
I don't suppose
It's meant for me.

Oh, how they come and go
Oh, how they come and go.

 

Letra

 

Sei que nem vais tentar entender,
Ouvir um "mas" que eu possa dizer,
Sei que nem vais olhar-me sequer,
ver quem eu sou...

Mesmo se grito ao longe,
E te perco enquanto foges,
Acabo aqui sentado do lado de cá...

Sei que não vais conseguir ver,
Sou o que não tem mais a perder...
Sei que nem vais compreender,
Sou o que não se importa
de ficar à porta em vão...

E o dia virá, sei que devagar,
Será um só e pronto a escapar,
Passas por mim, ou finges que sim,
Prendo-te ali...

E quando estiveres bem perto,
E te toco em jeito incerto,
Faço de ti um outro pedaço de mim...

Sei que não vais conseguir ver,
Sou o que não tem mais a perder...
Sei que nem vais compreender,
Sou o que não se importa de ficar
à porta em vão...

Concerto dos Buraka Som Sistema considerado um dos melhores do ano no Brasil

O concerto que os portugueses Buraka Som Sistema deram em Setembro no Rock in Rio, no Rio de Janeiro, foi considerado um dos melhores do ano pelos críticos do jornal brasileiro O Globo.

 

Os Buraka Som Sistema actuaram no palco Sunset do Rock in Rio no dia 30 de Setembro, em parceria com o projeto Mixhell, do brasileiro Iggor Cavallera, e para os críticos do Globo o concerto foi uma «combinação infernal entre o kuduro angolano, o funk carioca e as batidas electrónicas».

Apesar da actuação ter durado pouco tempo, «apenas 50 minutos», foi «suficientemente crua, agressiva e cheia de groove para marcar um dos melhores momentos do festival», escreveram.

 

Entre os doze espectáculos seleccionados pelos críticos de O Globo estão também os de bandas como os Mondo Cane, Vampire Weekend, Faith no More, Primal Scream e de artistas como James Blake, Katty Perry e Adriana Calcanhotto.

 

Os Buraka Som Sistema, que editaram este ano o álbum Komba, actuam em Janeiro nas Bahamas, Estados Unidos, Canadá e Europa.

Ainda em Janeiro, os Buraka Som Sistema têm um concerto marcado em Guimarães (Capital da Europeia da Cultura 2012), a 28.

 

Em Fevereiro, a banda ruma a Espanha, onde actua a 17 em Madrid e a 18 em Barcelona, e à Holanda, com concerto marcado a 29 em Amesterdão.

 

Para 1 de Março está já marcado um concerto em Paris.

 

O grupo lançou no final de Outubro o segundo álbum, Komba, que conta com as participações de nomes como Sara Tavares, Kaysha, Afrikan Boy, Stereotyp, Mixhell e Bomba Estéreo.

 

Os Buraka Som Sistema são J-Wow (João Barbosa, DJ), Conductor (Andro Carvalho, MC), Riot (Rui Pité, DJ) e Kalaf (Kalaf Ângelo, MC).

 

Retirado do Sol

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Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email

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