A fadista Mariza celebra dez anos de carreira com a edição de uma caixa que reúne os cinco álbuns de estúdio, desde o premiado “Fado em mim” ao mais recente “Fado tradicional”, de 2010, revelou a editora EMI.
“Fado em mim”, editado pela holandesa World Connection, deu a conhecer em 2002 uma fadista que rapidamente ocupou a ribalta internacional na área das músicas do mundo. O álbum valeu-lhe o Prémio da Crítica Alemã e o European Border Breaker Award, que recebeu em 2004 no MIDEM, em Cannes (França), tendo vendido mais de 100 mil cópias.
O álbum foi editado em Abril de 2002 e entre os temas popularizaram-se “Chuva”, de Jorge Fernando (produtor do disco), e “Ó gente da minha terra”, de Amália Rodrigues musicado também por Tiago Machado.
A fadista recebeu, depois, o Prémio BBC Radio 3 para a Melhor Intérprete Europeia na World Music e editou o segundo álbum, “Fado Curvo”, produzido por Carlos Maria Trindade, dos Madredeus.
Deste álbum, “Cavaleiro Monge”, de Fernando Pessoa musicado por Mário Pacheco, foi um dos sucessos, assim como “O silêncio da guitarra”, “Feira de Castro”, “Os anéis do meu cabelo”, de António Botto com música de Tiago Machado, e o tema que título ao álbum “Fado Curvo”.
Seguiu-se “Transparente”, produzido pelo brasileiro Jaques Morelenbaum que participa musicalmente também no álbum, nomeadamente no tema “Duas lágrimas de orvalho”, música do fado Pedro Rodrigues para uma letra de Carlos Conde.
O álbum conheceu uma versão espanhola com a fadista a interpretar em castelhano, com o cantaor flamenco José Mercé, “Há um música do Povo”, de Fernando Pessoa, musicado por Mário Pacheco, e “Meu fado, meu fado”, de Paulo de Carvalho. O jornalista espanhol Carlos Galilea foi o responsável pela adaptação das letras.
Neste álbum, além da homenagem a Carlos do Carmo, com a interpretação de “Duas lágrimas de orvalho”, a fadista homenageou também Amália Rodrigues, interpretando “Medo”, de Reinaldo Ferreira musicado por Alain Oulman.
O espanhol Javier Limón é o produtor que se segue, e em 2008 Mariza editou “Terra”, que conta com a participação da espanhola Concha Buika em “Pequenas verdades”.
Neste álbum, Mariza recuperou a canção “Rosa Branca” (José Guimarães/Resende Dias) e a morna de B. Leza, “Beijo de saudade”. Volta a Florbela Espanca, poetisa presente desde o primeiro álbum da fadista, de quem canta “Vozes do mar”, com música de Diogo Clemente.
A caixa, editada pela EMI Music Portugal, inclui o mais recente álbum da fadista, saído o ano passado, em que Mariza quis enfatizar o seu compromisso com as melodias tradicionais de fado, intitulando-o “Fado tradicional”.
Desta feita o produtor foi o músico e seu viola acompanhador Diogo Clemente.
Mariza gravou a solo e com Artur Batalha o fado Sérgio, “Promete, jura”, com letra de Maria José Dâmaso. O álbum inclui, entre outros, o Fado Alfacinha, “Meninas dos meus olhos”, com letra de Fernando Pinto Ribeiro, o Fado Bailarico para umas quadras de Fernando Pessoa, outro poeta recorrente na discografia da fadista, e ainda Fado Zé António para um poema de autoria de Amália, “Ai, esta pena de mim”.
Mariza foi nomeada embaixadora da candidatura do fado a Património da Humanidade e é a mais internacional e premiada voz portuguesa da actualidade.
Ai que ninguém volta ao que já deixou ninguém larga a grande roda ninguém sabe onde é que andou Ai que ninguém lembra nem o que sonhou (e) aquele menino canta a cantiga do pastor Ao largo ainda arde a barca da fantasia e o meu sonho acaba tarde deixa a alma de vigia Ao largo ainda arde a barca da fantasia e o meu sonho acaba tarde acordar é que eu não queria.
Decorrerá dia 29 e 30 de Dezembro, o "GEADA 2011 - IV Festival de Cultura Tradicional das Terras de Miranda", uma organização da Associação Recreativa da Juventude Mirandesa.
Nesta 4ª edição, prometemos guiar os visitantes numa pequena viagem pelas tradições de inverno do planalto mirandês, ao som de alguns dos melhores grupos de música tradicional do nosso país.
Programa
Programa:
1º dia - 29/12/2011
A partir das 14h Inscrição dos Festivaleiros (Taberna Fin de Seclo – Torreões, Rua da Costanilha)
21h Ronda das Adegas: peddy paper realizado pelas adegas localizadas no centro histórico de Miranda do Douro (Degustação de Bom Vinho, Bom Pão e Enchidos Regionais) • Vinho grátis para os festivaleiros portadores de pulseira
00:30h Gaitas à Solta (Travessa da Costanilha) com os seguintes grupos: • Las Çarandas • Gaiteiricos de Miranda
2º dia - 30/12/2011
14h Animação pelas ruas da cidade com a Banda Filarmónica de Miranda do Douro
16h Workshop de Danças Tradicionais Mirandesas, Pauliteiros e Percussão (Pavilhão Multiusos)
22h Concertos (Multiusos) com Sebastião Antunes; Míscaros e Tanira
Tu eras aquela Que eu mais queria P'ra me dar algum conforto e companhia Era só contigo que eu, sonhava andar P'ra todo o lado e até quem sabe Talvez casar Ai o que eu passei Só por te amar A saliva que eu gastei para te mudar Mas esse teu mundo era mais forte do que eu E nem com a força da música ele se moveu
(refrão)
Mesmo sabendo que não gostavas Empenhei o meu anel de rubi P'ra te levar ao concerto Que havia no rivóli
E era só a ti Que eu mais queria Ao meu lado no concerto nesse dia Juntos no escuro de mão dada a ouvir Aquela música maluca sempre a subir Mas tu não ficas-te nem meia hora Não fizeste um esforço para gostar e foste embora Contigo aprendi uma grande lição Não se ama alguém que não ouve a mesma canção
(refrão)
Mesmo sabendo que não gostavas Empenhei o meu anel de rubi P'ra te levar ao concerto Que havia no rivóli
Foi nesse dia que percebi Nada mais por nós havia a fazer A minha paixão por ti era um lume Que não tinha mais lanha por onde arder
(refrão)
Mesmo sabendo que não gostavas Empenhei o meu anel de rubi P'ra te levar ao concerto Que havia no rivóli
A revista Orfeu, criada em 1915, viria a dar origem a um editora com o mesmo nome, a que hoje associamos figuras como Zeca Afonso, Sérgio Godinho ou Vitorino.
Agora, depois de tantos clássicos na sua história, a editora renasce como Art’Orfeu Media pronta a apostar em novos nomes e jovens músicos do panorama português. Pedro Esteves é um deles. “Mais um dia”, o seu álbum de estreia, canta o dia-a-dia rodopiante, o amor maravilhoso e a desilusão que nos despedaça. Tudo com humor e ironia, bem embrulhados numa suave delicadeza.
As letras têm uma candência que embala e nos arrasta para a correnteza das suaves melodias. Os ritmos são subtis e têm a velocidade certa que as letras pedem.
Pedro Esteves diz ser admirador do cancioneiro popular lusófono, mas quase que nem é preciso que o dissesse para que nos apercebêssemos disso ao ouvir o seu disco. As influências de Sérgio Godinho ou Chico Buarque, por exemplo, também são bem perceptíveis.
A conjugação dos tantos instrumentos que encontramos no disco acontece de uma forma tão natural e orgânica que se torna deliciosa para os ouvidos.
Acompanhado por Filipe Raposo, no piano, órgão hammond, glockenspiel (uma espécie de metalofone), acordeão e triângulo, António Quintino, no contrabaixo, e Joaquim Teles, na percussão, Pedro Esteves é o responsável, para além das músicas e letras, também pela guitarra. Filipe Esteves, o seu irmão, colaborou com o artista na construção de dois temas: “Pote Quebrado” e “Ao Fim da Noite (Eu e Tu)”.
Também de destacar é toda a composição gráfica do álbum – responsabilidade de Eglé Bazaraite –, que, numa época em que discos são lançados como tamanha frequência, não se limita a uma banal capa de plástico. Todo a embalagem denota cuidado e atenção na sua preparação. Desde do exterior, ao envelope onde está guardado o CD, à folha com as letras de cada canção: todos são preenchidos por um misto ilustrações e imagens agradáveis aos nossos olhos.
Só é pena que um álbum tão bom não comece da melhor maneira. “Canta Canta (Quanta Poesia)” não é, nem de perto nem de longe, a melhor faixa das treze. Mas talvez seja melhor assim. Talvez isso, o factor surpresa, torne este disco ainda mais doce.
A Rita catita Só irrita a almoçar Ó Rita A batata frita Não chega P'ra alimentar A Rita fica aflita E até grita Se lhe dão Sopinha de legumes com cebola e feijão
Tens de comer cenoura e grão Muita alface e muito agrião Vitaminas , minerais E proteínas Rita senão não cresces mais E proteínas Rita senão não cresces mais
A Rita catita Só irrita a almoçar Ó Rita se és bonita Não chores sem parar O peixe é saboroso E as couves também são Ao lanche bebe o leite Come queijo com pão
Se comeres bem podes brincar Sem estares doente e sem te cansar E na escola aprendes mais Rita vá lá come e não irrites os pais Rita vá lá come e não irrites os pais
A Rita catita Só irrita a almoçar Ó Rita a batata frita Não chega p'ra alimentar
A Rita fica aflita E até grita Se lhe dão Sopinha de legumes com cebola e feijão
Se comeres bem podes brincar Sem estares doente e sem te cansar E na escola aprendes mais Rita vá lá come e não irrites os pais Rita vá lá come e não irrites os pais
A neve cai tapando as ruas Num manto colorido cor marfim Eu sigo só na multidão Para descobrir o homem que há em mim. Deixei para trás a vida cheia de loucura Fechei a porta onde não mais quero entrar. Ando ao acaso pelas ruas da cidade Assobiando, mãos nos bolsos a sonhar. Cai neve em Nova Iorque Há sol no meu país Faz-me falta Lisboa Para me sentir feliz Não há mais pôr-do-sol Em Sunset Boulevard Cai neve em Nova Iorque Ninguém vai-me encontrar. E foi assim que na 42nd Street Alguém me chama e oferece um cigarrinho. Muito obrigado, amigo, não Não vou fumar Em Lisboa deixei esse caminho. Deixei para trás a vida cheia de loucura Fechei a porta onde não mais quero entrar. [refrão]
Três estrelas de alumínio A luzir num céu de querosene Um bêbedo julgando-se césar Faz um discurso solene
Sombras chinesas nas ruas Esmeram-se aranhas nas teias Impacientam-se gazuas Corre o cavalo nas veias
Há uma luz branca na barraca Lá dentro uma sagrada família À porta um velho pneu com terra Onde cresce uma buganvília
É o presépio de lata Jingle bells, jingle bells,
Oiçam um choro de criança Será branca negra ou mulata Toquem as trompas da esperança E assentem bem qual a data
A lua leva a boa nova Aos arrabaldes mais distantes Avisa os pastores sem tecto Tristes reis magos errantes E vem um sol de chapa fina Subindo a anunciar o dia Dois anjinhos de cartolina Vão cantando aleluia
É o presépio de lata Jingle bells, jingle bells,
Nasceu enfim o menino Foi posto aqui à falsa fé A mãe deixou-o sozinho E o pai não se sabe quem é
Jingle bells, jingle bells Jingle all the way Oh, what fun it is to ride In a one horse open sleigh Ladies and gentlement I give you the jingle bass Merry Christmas Dashing through the snow In a one horse open sleigh O'er the fields we go Laughing all the way Bells on bob tails ring Making spirits bright What fun it is to laugh and sing A sleighing song tonight Jingle bells, jingle bells Jingle all the way Oh, what fun it is to ride In a one horse open sleigh Jingle bells, jingle bells Jingle all the way Oh, what fun it is to ride In a one horse open sleigh Let me hear you say Ho Ho Ho Dashing through the snow In a one horse open sleigh O'er the fields we go Laughing all the way Bells on bob tails ring Making spirits bright What fun it is to laugh and sing A sleighing song tonight Everybody's singing Jingle bells, jingle bells Jingle all the way Oh, what fun it is to ride In a one horse open sleigh Jingle bells, jingle bells Jingle all the way Oh, what fun it is to ride In a one horse open sleigh Let me hear you say Ho Ho Ho
Esta noite... Vais ter uma surpresa... Enfeitada por um simples sentimento... A magia que se vê aqui tão perto... Enfeitiça esta quadra de Natal
Vamos dar... Comforto e muita coragem... Combater a tristeza, a solidão... Peço ao mundo que não esqueça esta mensagem... E gritar bem alto sempre Feliz Natal
Refrão:
É bom ficar ao pé de ti... Sentir cada momento a sorrir... Tu és a luz do meu olhar... Farei tudo para teres um bom Natal Eu gostava de encontrar o Pai Natal... E pedir um sorriso, muitos brinquedos... Para dar às crianças do mundo inteiro... Vou cantar esta canção só para ti... E gritar bem alto sempre Feliz Natal
I don't want a lot for Christmas There is just one thing I need I don't care about the presents Underneath the Christmas tree I just want you for my own More than you could ever know Make my wish come true All I want for Christmas is you I don't want a lot for Christmas There is just one thing I need, and I Don't care about the presents Underneath the Christmas tree I don't need to hang my stocking There upon the fireplace Santa Claus won't make me happy With a toy on Christmas day I just want you for my own More than you could ever know Make my wish come true All I want for Christmas is you, youuuuu, ooh ooh baby, oh oh I won't ask for much this Christmas I won't even wish for snow, and I I just want to keep on waiting Underneath the mistletoe I won't make a list and send it To the North Pole for Saint Nick I won't even stay up late To hear those magic reindeer click 'Cause I just want you here tonight Holding on to me so tight What more can I do Oh, Baby all I want for Christmas is you, youuuu, ooh baby All the lights are shining So brightly everywhere And the sound of childrens' Laughter fills the air And everyone is singing I hear those sleigh bells ringing Santa won't you bring me The one I really need Won't you please bring my baby to me quickly, yeah Ohh ohh, I don't want a lot for Christmas This is all I'm asking for I just want to see my baby Standing right outside my door Ohh ohh, I just want you for my own More than you could ever know Make my wish come true Oh, Baby all I want for Christmas is you, you ooh, baby All I want for Christmas is you, ooh baby (repeat to fade)
B Fachada fotografado para a capa do ípsilon (Rui Gaudêncio)
Na semana em que B Fachada se apresentou no CCB, em Lisboa, o Ípsilon entrou no mundo de um dos melodistas mais talentosos da nova geração de músicos portugueses.
Uma entrevista de João Bonifácio revela Bernardo para além da Fachada, enquanto que, paralelamente, algumas pessoas que o conhecem de perto ajudam a desenhar-lhe um retrato. Na edição do ípsilon para iPad, acompanhamos estes textos com uma galeria de imagens de alguns dos momentos do concerto do CCB e com uma das músicas tocadas.
António Júlio Duarte acaba de publicar “White Noise”, aquele que o próprio considera o seu primeiro livro de fotografia com cabeça, tronco e membros, depois de mais de 20 anos de obra feita ligada à imagem fotográfica. Na versão iPad do suplemento pode ver uma galeria com mais de uma dezena de fotografias e ler a versão na íntegra da conversa de Sérgio B. Gomes com o fotógrafo que comenta ainda duas imagens de “White Noise”.
O director dos Artistas Unidos abriu-nos a porta da nova casa da companhia, o Teatro da Politécnica, para falar sobre a peça que está em cena, “A Farsa da Rua W”, onde a Irlanda de Enda Walsh vai dar à Lombardia profunda de Giovanni Testori. Em exclusivo para a edição iPad, Silva Melo lê um trecho da peça.
Mário Lopes ouviu o disco de estreia dos Tiguana Bibles, banda de Coimbra com nomes muito batidos no rock`n`rol, e aponta cenários de David Lynch para caracterizar com imagens a força destes “anjos e demónios”. A crítica ao disco tem companhia, “Books”, um das 10 faixas de “In Loving Memory Of…”.
A aplicação do Ípsilon poderá ser descarregada semanalmente por 79 cêntimos. A subscrição trimestral (12 edições) custa 6,99 euros, a semestral (26 edições) fica por 13,99 euros e a anual (52 edições) por 20,99 euros. A compra é feita na App store. Mais informações aqui.
Last Christmas, I gave you my heart But the very next day you gave it away This year, to save me from tears I'll give it to someone special Once bitten and twice shy I keep my distance, but you still catch my eye Tell me baby, do you recognize me? Well it's been a year, it doesn't surprise me Merry Christmas I wrapped it up and sent it With a note saying \"I love you\", I meant it Now I know what a fool I've been But if you kissed me now, I know you'd fool me again Last Christmas, I gave you my heart But the very next day you gave it away This year, to save me from tears I'll give it to someone special Last Christmas, I gave you my heart But the very next day you gave it away This year, to save me from tears I'll give it to someone special Special Yea yea A crowded room, friends with tired eyes I'm hiding from you, and your soul of ice I thought you were someone to rely on Me, I guess I was a shoulder to cry on A face on a lover with a fire in his heart A girl under cover but you tore me apart Maybe this year, maybe this year I'll give it to someone special Last Christmas, I gave you my heart But the very next day you gave it away This year, to save me from tears I'll give it to someone special Last Christmas, I gave you my heart But the very next day you gave it away This year, to save me from tears I'll give it to someone special Last Christmas, I gave you my heart But the very next day you gave it away This year, to save me from tears I'll give it to someone special I'll give it to someone special
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