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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

Letra
Eu quero marcar um Z dentro do teu decote
Ser o teu Zorro de espada e capote
P'ra te salvar à beirinha do fim
Depois, num volte face vestir os calções
Acreditar de novo nos papões
E adormecer contigo ao pé de mim
Eu quero ser para ti a camisola dez
Ter o Benfica todo nos meus pés
Marcar um ponto na tua atenção
Se assim faltar a festa na tua bancada
Eu faço a minha ultima jogada
E marco um golo com a minha mão
Eu quero passar contigo de braço dado
E a rua toda de olho arregalado
A perguntar como é que conseguiu
Eu puxo da humildade da minha pessoa 
Digo da forma que menos magoa
«Foi fácil. Ela é que pediu!»

 

Aldina Duarte canta o desamor em Lisboa

 

 

 

A fadista Aldina Duarte apresenta terça-feira à noite, dia 29 de Novembro, na Culturgest, em Lisboa, o seu mais recente álbum, “Contos de Fados”, editado há seis meses, o primeiro em que canta o “desamor”.

 

"Nunca cantei o desamor, o vazio, como é o caso de ‘Ainda Mais Triste’ [de Manuela de Freitas a partir de “Longa Jornada para a Noite” de Eugene O’Neill]. É muito difícil cantar o vazio. Uma mulher que tem tudo para amar e não é capaz de amar”, afirmou.

 

O álbum, o quarto da carreira da fadista, é apresentado como um livro, com prefácio (do editor Manuel Valente), introdução (do musicólogo Rui Vieira Nery) e um poema de abertura de Pedro Mexia, “A Balada do Café Triste” que é “uma síntese do disco”, explicou Aldina Duarte.

 

No palco da Culturgest, acompanhada por José Manuel Neto na guitarra portuguesa e Carlos Manuel Proença, na viola, Aldina Duarte, distinguida há dois anos com o Prémio Amália Melhor Poeta, irá interpretar fados tradicionais como o Cigano, Pagem, Pedro Rodrigues, Cravo, Amora, Manuel Maria Marques, Menor do Porto, Vento, Esmeraldinha, Alberto, Franklin Godinho e João.

 

Os letristas escolhidos “são amigos”, o que para a fadista facilita a interpretação pelo conhecimento que têm da própria cantora. Aldina defende que se deve cantar letras e não tanto poemas, pois a letra “adapta-se mais facilmente à música que a ajuda também e é a linguagem de todos os dias”.

 

Manuela de Freitas, Maria do Rosário Pedreira, José Mário Branco e José Luís Gordo são os poetas que desafiou a escrever “pensando numa obra literária”, além de uma letra de sua autoria, “Que amor é este?”, a partir do romance “O Eterno Marido”, do russo Fiódor Dostoiévski que foi o primeiro escritor estrangeiro que leu e como ninguém escreveu a partir dele, sentiu a “urgência de o fazer".

 

Aldina Duarte afirmou: “Cuido dele [do fado] diariamente, quer cantando na casa de fados [no Senhor Vinho há 16 anos], quer ouvindo discos, é um amor tão a sério que acumula com a paixão que se reacende”.


Para a fadista o universo de 140 fados tradicionais é “um jogo de espelhos que se pode levar até ao infinito”.

 

Via HardMúsica

 

Letra

 

Espero do tempo
Alguém para mostrar
A um pobre boneco
Aquele lugar
Que, em puro segredo,
Ousa imaginar.

Em boa verdade
Custa a acreditar
Que eu seja diferente
E queira tentar
Porque me dá vida
Mas vai-me matar.

Quem irá ficar?
Quem se vai lembrar?
Se sou feita de neve e amanhã com o primeiro sol...

De que serve o frio
Para me segurar?
Havendo alguém
Para me levantar
Que se quebre o gelo
Quero tropeçar.

Será pedir muito
Ou posso sonhar
Para lá de um Inverno?
Será de estranhar
Um boneco de neve
Que pensa em voar?

Quem irá ficar?
Quem se vai lembrar?
Se sou feita de neve e amanhã com o primeiro sol...

Esta é a forma
De eu dizer
Que, no final,
Mais do que ser
Alguém na História
Quero ser a a história de alguém.

Quem irá ficar?
Quem se vai lembrar?
Se sou feita de neve e amanhã com o primeiro sol...
Derreti.

Letra

 

No alto daquela serra
no alto daquela serra
está um lenço 
está um lenço a acenar

Está dizendo viva viva
está dizendo viva viva
morra quem
morra quem não sabe amar

Do outro lado do monte
do outro lado do monte
tem meu pai
tem meu pai um castanheiro

Dá castanhas em outubro
dá castanhas em outubro
uvas brancas
uvas brancas em janeiro

Sara Tavares regressa aos palcos de Lisboa em fevereiro

 

 

A cantora sobe ao palco do Centro Cultural de Belém (CCB) no dia 23 de fevereiro. Em palco, irá apresentar os temas do seu mais recente trabalho de originais, “Xinti”, que teve edição internacional na prestigiada World Connection, bem como alguns clássicos e novidades.

O concerto tem início às 21h00.

 

Os bilhetes para o espetáculo custam entre €23 e €28.

 

Via Sapo Música

 

letra

 

(Os Lacraus são o Ben, o Cado, o Guel e o Tiago)

UM PEITO EM FORMA DE BALA (Letra e Música do Tiago Lacrau)

UM MÁRTIR, DOIS MÁRTIRES, TRÊS MÁRTIRES
PASSEANDO P'LO JARDIM DE SORRISO NO ROSTO
CAVEIRAS E FLORES, CAVEIRAS E FLORES
AGÊNCIAS FUNERÁRIAS CHEIAS DE BOM GOSTO

ELEGANTE EXÉRCITO EMERGINDO
ENFORCADAMENTE FARDADOS NA BOUTIQUE ETERNA
ATÉ NO CAIXÃO SE JUNTAM À VALSA
DOIS PASSOS DE PAUSA, UM PARA ESTICAR A PERNA

E O LUTO É O FRUTO DEIXADO PELO DEFUNTO

SE NOS CALHAR EM SORTE
UM PEITO EM FORMA DE BALA
VESTIREMOS DE GALA
CHAMANDO NOMES DOCES À MORTE

SÃO OS MORTOS QUE RIEM
SÃO OS VIVOS QUE CHORAM
É NO ALÉM QUE SE CELEBRA
O QUE OS VIVENTES IGNORAM

QUANDO A PORCELANA
NOS FAZ A VEZ DO SORRISO
TEMOS A CERTEZA
QUE A FESTA MUDOU DE PISO

FOME NA PASSERELLE
MODELO P'RÓ INEM
DEDICOU-SE A FATAL
E DEIXOU DE SER FEMME

ESCOLHAM A BANDA
QUE NO VELÓRIO MELHOR SOA
DESTE FUNERAL
FAREMOS MODA LISBOA

 

Letra

 

Indo eu, indo eu, 
A caminho de Viseu, {Bis} 
Encontrei o meu amor, 
Ai Jesus, que lá vou eu! {Bis} 
Ora zus, truz, truz, 
Ora zás, trás, trás, 
Ora chega, chega, chega, 
Ora arreda lá pr'a trás! 

Indo eu, indo eu, 
A caminho de Viseu, 
Escorreguei, torci um pé, 
Ai que tanto me doeu! 

{Refrão} 

Vindo eu, vindo eu, 
Da cidade de Viseu, 
Deixei lá o meu amor, 
O que bem me aborreceu!

Depois de uma espera de quase dois dias, a candidatura portuguesa foi finalmente aprovada

Depois de uma espera de quase dois dias, a candidatura portuguesa foi finalmente aprovada (Enric Vives-Rubio/arquivo)

 

A notícia chegou via SMS: “O Fado já é património imaterial da humanidade”. Sara Pereira, directora do Museu do Fado, estava sentada na sala onde o comité intergovernamental da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) esteve a votar as candidaturas a património cultural imaterial da humanidade, em Bali, na Indonésia, quando o resultado da votação foi anunciado e enviou a mensagem.

 

Foram precisos pouco mais de cinco minutos para que a decisão fosse tomada por unanimidade (os 23 delegados presentes – faltou apenas um – votaram a favor), com grandes aplausos, conta ao PÚBLICO pelo telefone o musicólogo Rui Vieira Nery, presidente da comissão científica da candidatura. “Foi uma grande alegria que pôs fim a uma grande ansiedade”, admite Nery, referindo-se ao ritmo lento dos trabalhos na reunião de Bali. “Já não acreditávamos que fosse aprovada hoje.” 

O fado foi a última candidatura avaliada na sessão desta quinta-feira, que terminou às 20h30 (12h30, hora de Lisboa), depois de terem passado à votação mais de 30 propostas. E, mesmo assim, foi recebido com grande entusiasmo, diz o musicólogo. Para esse clima de festa contribuiu, “e muito”, o breve discurso de António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, entidade que formalizou a candidatura junto da UNESCO: “O Dr. António Costa decidiu terminar as suas palavras, já a fechar a intervenção de Portugal, chegando o seu iPhone ao microfone e deixando que a sala ouvisse Amália cantar ‘Que estranha forma de vida’. Foi uma emoção acabar com a voz de Amália num fado de [Alfredo] Marceneiro. A sala levantou-se num enorme aplauso.”

A partir de agora, o fado não é apenas a canção de Portugal, a canção de Severa, Marceneiro, Amália, Carlos do Carmo, Camané, Ana Moura e Carminho - é um tesouro do mundo. Um tesouro que fala de Portugal, da sua cultura, da sua língua, dos seus poetas, mas que também tem muito de universal nos sentimentos que evoca: a dor, o ciúme, a solidão, o amor.

Optimismo comprovado


O optimismo à volta da eventual entrada do fado para a Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade era grande desde que, em Outubro, a comissão de peritos da UNESCO considerou a candidatura portuguesa “exemplar”, mas vê-la formalizada compensa definitivamente anos de trabalho de uma série de especialistas, músicos e intérpretes.

Foi em 2005 que Portugal começou a preparar mais seriamente esta candidatura que o Museu do Fado, em nome da Câmara Municipal de Lisboa, formalizou em Junho do ano passado (tinham passado apenas dois anos sobre a aprovação da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial). Mas a ideia, ou o sonho, tem quase 20 anos - surgiu por altura da Lisboa Capital Europeia da Cultura, em 1994, garantiu ao PÚBLICO há dias Ruben de Carvalho, vereador da CDU em Lisboa e um dos que mais apoiaram o projecto desde o início.

Em 2010, o fado apresentou-se à UNESCO como “símbolo da identidade nacional” e “a mais popular das canções urbanas” portuguesas, tendo por embaixadores dois intérpretes que, por motivos bem diferentes, fazem parte da sua história de forma incontestada: Carlos do Carmo e Mariza. 

A canção que deve a Amália os primeiros grandes esforços de internacionalização foi uma das 49 candidaturas a património imaterial da humanidade avaliadas por delegados de 24 países até dia 29.

A lista do património imaterial - uma designação que abrange tradições, conhecimentos, práticas e representações que fazem a matriz cultural de um país e que, juntas, formam uma espécie de tesouro intangível do mundo - tinha até à reunião de Bali 213 bens de 68 Estados, como o tango ou o flamenco, só para falar em dois exemplos de universos semelhantes. O fado é o primeiro bem português, mas, se tudo correr bem, já não faltará muito para que o cante alentejano lhe faça companhia. 

 

Retirado do Público

Letra

 

Sempre que o amor me quiser 
Basta fazer-me um sinal 
Soprado na brisa do mar 
Ou num raio de sol 

Sempre que o amor me quiser 
Sei que não vou dizer não 
Resta-me ir para onde ele for 
E esquecer-me de mim 

Sempre que o amor me quiser 
Sei que a razão vai perder 
Que me hei de entregar outra vez 
Como a primeira vez 

Sempre que o amor me quiser 
Sei que não vou dizer não 
Resta-me ir para onde ele for 
E esquecer-me de mim 

Sempre que o amor me quiser 
Sempre que o amor me quiser 
Sempre que o amor me quiser 
Sempre que o amor me quiser 

Sempre que o amor me quiser 
Vou-me banhar nessa luz 
Sentir a corrente passar 
E esquecer-me de mim 

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