Para celebrar a proclamação do Fado a Património Imaterial da Humanidade realiza-se na próxima sexta-feira à noite, dia 02 de Dezembro, uma gala no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, que será transmitida em directo pela RTP.
Participam na gala 20 músicos do meio fadista, entre eles, Celeste Rodrigues e o viola baixo Joel Pina.
A Gala, à qual assistirão o Chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, e o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, conta também com a participação de Mariza e Carlos do Carmo que foram os embaixadores da candidatura do fado.
Maria da Fé, Aldina Duarte, António Zambujo, Carminho, Cristina Branco, João Braga e Mafalda Arnauth são outros nomes do elenco.
A gala, com início marcado para as 21:00 de sexta-feira, conta ainda com a participação de Ricardo Ribeiro, Custódio Castelo, Diogo Clemente, Marco Rodrigues, Pedro Moutinho, Ângelo Freire, Carlos Garcia, Carlos Menezes e Marino de Freitas.
No passado domingo, em Bali, na Indonésia, o Fado foi proclamado Património Cultural Imaterial da Humanidade pelo VI Comité Inter-Governamental da UNESCO, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. A candidatura portuguesa foi considerada exemplar pelos peritos da UNESCO, tal como as do Paraguai e Espanha.
O antigo presidente da Câmara de Lisboa Pedro Santana Lopes lançou a ideia de candidatar o fado a Património Imaterial da Humanidade, em 2004, e escolheu os fadistas Mariza e Carlos do Carmo para embaixadores da candidatura.
A candidatura foi aprovada por unanimidade pela Câmara de Municipal de Lisboa no dia 12 de Maio do ano passado e apresentada publicamente na Assembleia Municipal, no dia 01 de Junho de 2010, tendo sido aclamada por todas as bancadas partidárias.
No dia 28 de Junho de 2010, foi apresentada ao Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e formalizada junto da Comissão Nacional da UNESCO. Em Agosto desse ano, deu entrada na sede da organização, em Paris.
À partida num quarto escuro sem roupa dorme a miss Velha Europa acorda na Grande Migalha da China sonhava ter descoberto a América ao sair da tropa a escrava africana soprava as velas à pequenina
Venham mais mouras e celtas vândalos poetas marquises de alumínio romenas, ciganas mas mais indianas florbelas, cancelas abertas sem condomínio
Fomos viajar sem sair do lugar vamos encalhar se o motor não pegar vamos lá subir sem tentar decair fomos naufragar e morremos a rir morremos a rir
Alguém sabe onde é o Quinto Império alguém sabe onde mora o terceiro mundo Venham mais mouras e celtas vândalos poetas marquises de alumínio romenas, ciganas mas mais indianas florbelas, cancelas abertas sem condomínio
Fomos viajar sem sair do lugar vamos encalhar se o motor não pegar vamos lá subir sem tentar decair fomos naufragar e morremos a rir vamos adorar o TGV chegar vamos aterrar sem sair do hangar
Fomos todos parir se o esperma permitir morremos a rir
Fomos viajar sem sair do lugar vamos encalhar se o motor não pegar vamos lá voar sem tentar decair fomos naufragar e morremos a rir morremos a rir morremos a rir
O mar enrola na areia Ninguém sabe o que ele diz Bate na areia e desmaia Porque se sente feliz. O mar enrola na areia Ninguém sabe o que ele diz Bate na areia e desmaia Porque se sente feliz. O mar também é casado, ai Até o mar tem mulher É casado com a areia, ai Pode vê-la quando quer. O mar também é casado, ai Até o mar tem filhinhos É casado com a areia, ai E os filhos são os peixinhos. O mar enrola na areia Ninguém sabe o que ele diz Bate na areia e desmaia Porque se sente feliz. O mar enrola na areia Ninguém sabe o que ele diz Bate na areia e desmaia Porque se sente feliz. Ó mar tu és um leão, ai A todos queres comer Não sei como os homens podem, ai As tuas ondas vencer. Ó mar que te não derretes, ai Navio que te não partes Ó mar que não cumpristes, ai O que comigo tratastes. O mar enrola na areia Ninguém sabe o que ele diz Bate na areia e desmaia Porque se sente feliz. O mar enrola na areia Ninguém sabe o que ele diz Bate na areia e desmaia Porque se sente feliz. Ouvi cantar a sereia, ai No meio daquele mar Tantos navios se perdem, ai Ao som daquele cantar. Até o peixe do mar, ai Depenica na baleia Nunca vi homem solteiro, ai Procurar a mulher feia. O mar enrola na areia Ninguém sabe o que ele diz Bate na areia e desmaia Porque se sente feliz. O mar enrola na areia Ninguém sabe o que ele diz Bate na areia e desmaia Porque se sente feliz.
A banda portuguesa Os Golpes chegou ao fim. A notícia foi avançada pelo Musicbox, na sua página de Facebook.
O grupo deveria passar pela sala lisboeta a 10 de dezembro, numa das noites de aniversário do clube do Cais do Sodré, mas cancelou a sua atuação, alegando o fim precoce da carreira.
A banda de Vá Lá Senhora, êxito para o qual contribuiu Rui Pregal da Cunha, deixou um álbum de originais, “Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco”, e outro mini-disco, “G”.
Recorde-se que Manuel Fúria, vocalista do projeto, anunciou recentemente estar a gravar o seu primeiro álbum a solo, que deverá chegar às lojas em janeiro do próximo ano. “Manuel Fúria Contempla os Lírios do Campo” é o seu título. Participam no registo Fred Ferreira (Orelha Negra, Buraka Som Sistema), Hélio Morais (PAUS, Linda Martini), Martinho Lucas Pires (Deserto Branco), Lucas (Os Velhos), Silas Ferreira (Pontos Negros), Tomás Wallenstein (Capitão Fausto), Nuno Moura Santos (Os Golpes, João Só & Abandonados), Tomás Cruz (Asterisco Cardinal Bomba Caveira) e Ricardo Pinto (Kumpania Algazarra), entre outros.
Recorda aqui a entrevista dos Golpes ao Palco Principal.
Eu quero marcar um Z dentro do teu decote Ser o teu Zorro de espada e capote P'ra te salvar à beirinha do fim Depois, num volte face vestir os calções Acreditar de novo nos papões E adormecer contigo ao pé de mim Eu quero ser para ti a camisola dez Ter o Benfica todo nos meus pés Marcar um ponto na tua atenção Se assim faltar a festa na tua bancada Eu faço a minha ultima jogada E marco um golo com a minha mão Eu quero passar contigo de braço dado E a rua toda de olho arregalado A perguntar como é que conseguiu Eu puxo da humildade da minha pessoa Digo da forma que menos magoa «Foi fácil. Ela é que pediu!»
A fadista Aldina Duarte apresenta terça-feira à noite, dia 29 de Novembro, na Culturgest, em Lisboa, o seu mais recente álbum, “Contos de Fados”, editado há seis meses, o primeiro em que canta o “desamor”.
"Nunca cantei o desamor, o vazio, como é o caso de ‘Ainda Mais Triste’ [de Manuela de Freitas a partir de “Longa Jornada para a Noite” de Eugene O’Neill]. É muito difícil cantar o vazio. Uma mulher que tem tudo para amar e não é capaz de amar”, afirmou.
O álbum, o quarto da carreira da fadista, é apresentado como um livro, com prefácio (do editor Manuel Valente), introdução (do musicólogo Rui Vieira Nery) e um poema de abertura de Pedro Mexia, “A Balada do Café Triste” que é “uma síntese do disco”, explicou Aldina Duarte.
No palco da Culturgest, acompanhada por José Manuel Neto na guitarra portuguesa e Carlos Manuel Proença, na viola, Aldina Duarte, distinguida há dois anos com o Prémio Amália Melhor Poeta, irá interpretar fados tradicionais como o Cigano, Pagem, Pedro Rodrigues, Cravo, Amora, Manuel Maria Marques, Menor do Porto, Vento, Esmeraldinha, Alberto, Franklin Godinho e João.
Os letristas escolhidos “são amigos”, o que para a fadista facilita a interpretação pelo conhecimento que têm da própria cantora. Aldina defende que se deve cantar letras e não tanto poemas, pois a letra “adapta-se mais facilmente à música que a ajuda também e é a linguagem de todos os dias”.
Manuela de Freitas, Maria do Rosário Pedreira, José Mário Branco e José Luís Gordo são os poetas que desafiou a escrever “pensando numa obra literária”, além de uma letra de sua autoria, “Que amor é este?”, a partir do romance “O Eterno Marido”, do russo Fiódor Dostoiévski que foi o primeiro escritor estrangeiro que leu e como ninguém escreveu a partir dele, sentiu a “urgência de o fazer".
Aldina Duarte afirmou: “Cuido dele [do fado] diariamente, quer cantando na casa de fados [no Senhor Vinho há 16 anos], quer ouvindo discos, é um amor tão a sério que acumula com a paixão que se reacende”.
Para a fadista o universo de 140 fados tradicionais é “um jogo de espelhos que se pode levar até ao infinito”.
A cantora sobe ao palco do Centro Cultural de Belém (CCB) no dia 23 de fevereiro. Em palco, irá apresentar os temas do seu mais recente trabalho de originais, “Xinti”, que teve edição internacional na prestigiada World Connection, bem como alguns clássicos e novidades.
O concerto tem início às 21h00.
Os bilhetes para o espetáculo custam entre €23 e €28.
UM PEITO EM FORMA DE BALA (Letra e Música do Tiago Lacrau)
UM MÁRTIR, DOIS MÁRTIRES, TRÊS MÁRTIRES PASSEANDO P'LO JARDIM DE SORRISO NO ROSTO CAVEIRAS E FLORES, CAVEIRAS E FLORES AGÊNCIAS FUNERÁRIAS CHEIAS DE BOM GOSTO
ELEGANTE EXÉRCITO EMERGINDO ENFORCADAMENTE FARDADOS NA BOUTIQUE ETERNA ATÉ NO CAIXÃO SE JUNTAM À VALSA DOIS PASSOS DE PAUSA, UM PARA ESTICAR A PERNA
E O LUTO É O FRUTO DEIXADO PELO DEFUNTO
SE NOS CALHAR EM SORTE UM PEITO EM FORMA DE BALA VESTIREMOS DE GALA CHAMANDO NOMES DOCES À MORTE
SÃO OS MORTOS QUE RIEM SÃO OS VIVOS QUE CHORAM É NO ALÉM QUE SE CELEBRA O QUE OS VIVENTES IGNORAM
QUANDO A PORCELANA NOS FAZ A VEZ DO SORRISO TEMOS A CERTEZA QUE A FESTA MUDOU DE PISO
FOME NA PASSERELLE MODELO P'RÓ INEM DEDICOU-SE A FATAL E DEIXOU DE SER FEMME
ESCOLHAM A BANDA QUE NO VELÓRIO MELHOR SOA DESTE FUNERAL FAREMOS MODA LISBOA
Indo eu, indo eu, A caminho de Viseu, {Bis} Encontrei o meu amor, Ai Jesus, que lá vou eu! {Bis} Ora zus, truz, truz, Ora zás, trás, trás, Ora chega, chega, chega, Ora arreda lá pr'a trás!
Indo eu, indo eu, A caminho de Viseu, Escorreguei, torci um pé, Ai que tanto me doeu!
{Refrão}
Vindo eu, vindo eu, Da cidade de Viseu, Deixei lá o meu amor, O que bem me aborreceu!
Depois de uma espera de quase dois dias, a candidatura portuguesa foi finalmente aprovada (Enric Vives-Rubio/arquivo)
A notícia chegou via SMS: “O Fado já é património imaterial da humanidade”. Sara Pereira, directora do Museu do Fado, estava sentada na sala onde o comité intergovernamental da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) esteve a votar as candidaturas a património cultural imaterial da humanidade, em Bali, na Indonésia, quando o resultado da votação foi anunciado e enviou a mensagem.
Foram precisos pouco mais de cinco minutos para que a decisão fosse tomada por unanimidade (os 23 delegados presentes – faltou apenas um – votaram a favor), com grandes aplausos, conta ao PÚBLICO pelo telefone o musicólogo Rui Vieira Nery, presidente da comissão científica da candidatura. “Foi uma grande alegria que pôs fim a uma grande ansiedade”, admite Nery, referindo-se ao ritmo lento dos trabalhos na reunião de Bali. “Já não acreditávamos que fosse aprovada hoje.”
O fado foi a última candidatura avaliada na sessão desta quinta-feira, que terminou às 20h30 (12h30, hora de Lisboa), depois de terem passado à votação mais de 30 propostas. E, mesmo assim, foi recebido com grande entusiasmo, diz o musicólogo. Para esse clima de festa contribuiu, “e muito”, o breve discurso de António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, entidade que formalizou a candidatura junto da UNESCO: “O Dr. António Costa decidiu terminar as suas palavras, já a fechar a intervenção de Portugal, chegando o seu iPhone ao microfone e deixando que a sala ouvisse Amália cantar ‘Que estranha forma de vida’. Foi uma emoção acabar com a voz de Amália num fado de [Alfredo] Marceneiro. A sala levantou-se num enorme aplauso.”
A partir de agora, o fado não é apenas a canção de Portugal, a canção de Severa, Marceneiro, Amália, Carlos do Carmo, Camané, Ana Moura e Carminho - é um tesouro do mundo. Um tesouro que fala de Portugal, da sua cultura, da sua língua, dos seus poetas, mas que também tem muito de universal nos sentimentos que evoca: a dor, o ciúme, a solidão, o amor.
Optimismo comprovado
O optimismo à volta da eventual entrada do fado para a Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade era grande desde que, em Outubro, a comissão de peritos da UNESCO considerou a candidatura portuguesa “exemplar”, mas vê-la formalizada compensa definitivamente anos de trabalho de uma série de especialistas, músicos e intérpretes.
Foi em 2005 que Portugal começou a preparar mais seriamente esta candidatura que o Museu do Fado, em nome da Câmara Municipal de Lisboa, formalizou em Junho do ano passado (tinham passado apenas dois anos sobre a aprovação da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial). Mas a ideia, ou o sonho, tem quase 20 anos - surgiu por altura da Lisboa Capital Europeia da Cultura, em 1994, garantiu ao PÚBLICO há dias Ruben de Carvalho, vereador da CDU em Lisboa e um dos que mais apoiaram o projecto desde o início.
Em 2010, o fado apresentou-se à UNESCO como “símbolo da identidade nacional” e “a mais popular das canções urbanas” portuguesas, tendo por embaixadores dois intérpretes que, por motivos bem diferentes, fazem parte da sua história de forma incontestada: Carlos do Carmo e Mariza.
A canção que deve a Amália os primeiros grandes esforços de internacionalização foi uma das 49 candidaturas a património imaterial da humanidade avaliadas por delegados de 24 países até dia 29.
A lista do património imaterial - uma designação que abrange tradições, conhecimentos, práticas e representações que fazem a matriz cultural de um país e que, juntas, formam uma espécie de tesouro intangível do mundo - tinha até à reunião de Bali 213 bens de 68 Estados, como o tango ou o flamenco, só para falar em dois exemplos de universos semelhantes. O fado é o primeiro bem português, mas, se tudo correr bem, já não faltará muito para que o cante alentejano lhe faça companhia.
Vinte e três composições, uma das quais instrumental, integram «Em busca das montanhas azuis», o duplo álbum do músico Fausto, que chegou ao mercado esta semana.
Com este duplo CD, que integrará ainda um DVD com imagens das gravações numa edição limitada, Fausto Bordalo Dias encerra a trilogia «Lusitana Diáspora», iniciada em 1982 com o álbum «Por este rio acima» e continuada em 1994 com «Crónicas da terra ardente».
O instrumental «Aproximação à terra» é o tema com que Fausto abre o disco que conclui a trilogia, baseada nas viagens relatadas na «Peregrinação», de Fernão Mendes Pinto, obra presente desde «Por este rio acima», que a crítica considera um dos álbuns mais marcantes da música popular portuguesa das últimas décadas.
Depois do tema instrumental, que ilustra a aproximação dos portugueses ao continente africano, Fausto começa por interpretar «E fomos pela água do rio», num ritmo lento, a que se sucede «Velas e navios sobre águas», com um ataque mais forte e uma batida mais rápida, seguindo-se «E viemos nascidos do mar», uma sucessão de canções nas quais impera a inspiração das chulas e dos malhões da expressão tradicional do Norte de Portugal.
Alguns dos temas que integram o primeiro disco do duplo álbum não serão totalmente desconhecidos do público, uma vez que o cantor os apresentou no espetáculo do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, em junho de 2010. Dos temas então interpretados, destaca-se ainda «Por altas serras de montanhas», que encerra o primeiro CD.
Além dos temas que Fausto mostrou ao público no espetáculo de junho do ano passado, o primeiro CD do duplo álbum inclui também «A mais débil das lágrimas», «De um crescendo dourado» e «Bárbaras iguarias», intervalando ritmos mais lentos e outros mais intensos.
«Ocultam à claridade da luz» é a canção que abre o segundo álbum, sobre tema lento, seguindo-se «A enxurrada», canção em que o ritmo volta a aumentar.
Das onze canções que preenchem o segundo disco, destaque ainda para «Pelos rios de Cuama», em que o autor aborda o rio Zambeze e os "cinco braços" deste.
Segue-se «Nesta selva do Guinéu», um tema em que o autor enumera uma série de nomes de etnias e de povos africanos com que os portugueses se depararam quando chegaram a África.
«No brasileiro da Mourama», «Tempo claro e vento galeno» e «Quase em tons de cristal» são as canções seguintes, seguindo-se «De costa à contracosta», na qual é relatada a incursão dos portugueses nas regiões de Cazembe e Tete, em Moçambique.
«O perfume das chuvas» é a canção com que Fausto termina a trilogia sobre a diáspora portuguesa, um tema no qual o cantor fala de uma planta ameaçada que só existe no deserto da Namíbia e em Angola.
De acordo com uma nota da editora, «a conclusão do tríptico reforça a importância máxima da criação de Fausto. Não só num formato de retrospetiva da história de Portugal, mas incidindo muito profundamente no tempo presente e nas relações mantidas entre Portugal e o continente africano, num momento de reflexão sociológico, musical e político que sempre fez parte do código de composição de Fausto Bordalo Dias».
O comunicado da editora acrescenta que este novo disco de Fausto «eleva o patamar para uma nova descoberta de abordagens à música tradicional portuguesa, num trabalho intenso que Fausto tem mantido ao longo da sua carreira».
Zero a zero, não me espanta o impasse Se você quer, escondo o medo sem mostrar como o faço No entanto amargo a cada som que não me sai, que adormeço Tenho cara de quem morde mas apenas sou o que mereço Uma oração pra perder o meu embaraço Em hora sã hei-de por termo ao que só me traz cansaço A cada cara à minha volta que me fita só que eu não posso ver Que tem a fé num perfeito que eu não sei fazer E eu sei de mais ou menos cem Quiçá eu não apareço hoje.... Quero ficar bem a sós Amuada no meu canto e a aquecer a voz.
Eu sei que é fácil de montar o aparato da menina que é culta Mas também, sorrir sai mais barato que cuspir pensamentos à solta E olha quem, tem a fome da sinceridade ao menos não te dei a volta E eu não volto a jogar à cabra-cega com usted
Nunca sei porquê o maltrato é um unguento Que sem ninguém ver vai guardando cimento A cada cara à minha volta vou lhe dizer só que eu não posso mais... Quero sedar o meu som confinar-me a afinar em silêncio
Eu sei que é fácil de montar o aparato da menina que é esperta Mas também, fugir pra ti faz parte de investir na pessoa certa E olha quem vem agora pra ficar é que eu ao menos não deixei aberta A minha porta a ver quanto tempo sobra pra quem vem A minha porta a ver quanto tempo sobra
Eu sei que é fácil de montar o aparato da menina que é culta Mas também sorrir sai mais barato que cuspir pensamentos à solta... E olha quem tem a fome da sinceridade ao menos não te dei a volta E eu não volto a jogar à cabra-cega com usted E eu não volto a jogar à cabra-cega (x4)
Cidade diversa, Lisboa pode também ser uma cidade de ilhas que não se encontram. Lisboa Mistura funciona como uma espécie de agitador que baralha os percursos e faz afluir ao centro aquilo que todos jurariam que é da periferia. E assim mostra uma via para o cumprimento da missão de um Teatro Municipal.
Produção Associação Sons da Lusofonia
Programa:
SEXTA, 25
19H30: ABERTURA (JI)
21H30: HAMID EL KASIR (SP)
22H30: DJ AZZEDINE BERHILIA (JI)
SÁBADO, 26
16H00: A NOSSA VOZ (JI)
17H00: FADO MORSE (SP)
18H00: DOCUMENTÁRIO “DAMAIA FILME MAKING PROJECT” (JI)
19H00: CACIQUE 97 (SP)
20H00: A NOSSA VOZ (JI)
21H30: LIS-NAVE COM: SAMUEL ÚRIA+ MÁRCIA, PINTO FERREIRA E VIRGEM SUTA (SP)
23H30: OMIRI (JI)
00H15: DJ MAKOSSA (JI)
DOMINGO, 27
16H30: FESTA INTERCULTURAL (JI)
18H30: YOGISTRAGONG (SP)
(JI) JARDIM DE INVERNO
(SP) SALA PRINCIPAL
Preços:
Jardim de Inverno: entrada livre
Sala Principal: € 10 (por dia e com os habituais descontos SLTM)
Passes Lisboa Mistura: 2 dias €15 / 3 dias €20 (não acumuláveis com outros descontos)
No próximo sábado 26, às 17h no Teatro São Luiz, os Fadomorse farão o pré-lançamento do seu novo disco "Fadomorse Magála Invisível", no âmbito do Festival Lisboa Mistura.
Reconhecidos no panorama musical português e além-fronteiras pela sua música genuinamente embebida nas raízes portuguesas e no expoente contemporâneo da sonoridade do mundo, Fadomorse promete um concerto singular com estreias absolutas e o revisitar do lado mais conceptual da sua arte sonora.
Este novo disco, que assinala os 13 anos do colectivo, será editado a 29 de Fevereiro de 2012 com o selo d'Eurídice, braço editorial da d'Orfeu Associação Cultural, e quem assistir ao seu pré-lançamento em Lisboa, terá acesso exclusivo ao single de "Fadomorse Magála Invisível".
Às vezes é tarde demais, para seguir em frente. Às vezes é cedo demais, para voltar atrás. O tempo também é inverso, à nossa vontade. E às tantas o que nos atrai, já não é verdade.
Porque é fácil não estar no lugar marcado, E é tão fácil seguir o caminho errado.
Às vezes eu não salto com medo de voar, Às vezes eu não sonho, com medo de acordar.
Às vezes eu não canto, com medo de me ouvir, Às vezes eu entendo, que é apenas um momento, e o melhor há-de vir.
Às vezes eu não salto com medo de voar, Às vezes eu não sonho, com medo de acordar.
Às vezes eu não canto, com medo de me ouvir, Às vezes eu entendo, que é apenas um momento, e o melhor há-de vir.
Quer ver a sua banda ou espectáculo divulgados aqui?, envie um email para: olharparaomundo (arroba) sapo.pt
Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email