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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

Arranca no próximo dia 6 de outubro, com B Fachada e Lula Pena no comando, a terceira edição do Roque Beat – “uma série de concertos de Nova Música Portuguesa, que dão a conhecer alguns dos mais interessantes projetos que lideram aquela que já é considerada uma nova idade de ouro para a música nacional”.

 

Os dois projetos sobem ao palco do Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, a 6 de outubro; atuam no Teatro Virgínia, em Torres Novas, a 13 de outubro; no Teatro Cine, em Torres Vedras, a 15 de outubro; e no TAGV, em Coimbra, no dia 20.

 

Todos os espetáculos têm início às 21h30.

 

O preço dos bilhetes varia entre os €5 e os €10. Em Torres Novas a entrada é livre.

 

Recorde-se que pelas primeiras edições do Roque Beat passaram Os Golpes, Samuel Úria, Márcia e Norberto Lobo.

 

Via Sapo Música

Letra

Cortesã das minhas noites
Donzela do sol a pino
Miúda a pedir açoites
Mulher do meu desatino

Menina das amoreiras
Peixeira da beira-mar
Todas são namoradeiras
É Lisboa a namorar


Aí Lisboa quem pudesse
Ser a proa da fragata
Que rompe quando anoitece
O seu vestido de prata

Afagar com dedos brandos
Como beijos na maré
A tua boca de morangos
Vendida no cais sodré

A primeira mostra o peito
A segunda a roupa branca
A terceira sem defeito
A quarta rebola a anca

Há Lisboa em todas elas
A mostrarem cada uma
As rendinhas amarelas
Do seu saiote de espuma

Aí Lisboa quem pudesse
Ser a proa da fragata
Que rompe quando anoitece
O seu vestido de prata
Afagar com dedos brandos
Como beijos na maré
A tua boca de morangos
Vendida no cais sodré
(x2)

Joana Sá

O novo projecto de Joana Sá afirma-a como uma das mais vibrantes e talentosas criadoras nacionais


O Teatro Municipal Maria Matos, em Lisboa, faz hoje a primeira grande apresentação ao vivo de um dos mais fascinantes discos lançados este ano. Numa fábula moderna que balança com rara habilidade o mundo de sonho e fantasia de Lewis Caroll, e da sua personagem Alice, com os universos da música erudita contemporânea e da improvisação, o novo projecto de Joana Sá afirma-a como uma das mais vibrantes e talentosas criadoras nacionais. Inspirada pelas histórias de Alice e tomando como matéria o reinado do absurdo e do implausível, onde "os opostos se tornam a referência e o tempo perde as suas leis", Sá construiu uma narrativa conceptual onde se cruzam elementos musicais, teatrais, de performance e mesmo escultura. No disco/filme lançado este ano - uma produção que conta com a valiosa colaboração de Daniel Neves e Pedro Diniz Reis -, descobrimos uma linguagem profundamente madura, criativa e rigorosa, onde a componente improvisada é projectada com uma orgânica próxima do jazz, o que se torna determinante ao eliminar quaisquer traços de artificialidade. Ao piano preparado de Sá, juntam-se electrónicas várias, manipulação de objectos amplificados e tudo o mais que a autora necessitar para nos atrair ao seu notável mundo artístico - do outro lado do espelho.

 

Retirado de Ipsilon

Letra
Os teus olhos, negros negros  
São gentios, são gentios da Guiné  
Ai da Guiné, por serem negros  
Por serem negros, gentios por não ter fé  
 
Os teus olhos são brilhantes  
Semelhantes aos luzeiros que o céu tem  
Ai eu amei dois olhos negros  
Dois olhos negros, sem fazer mal a ninguém  
 
Os meus olhos de chorar  
Ai de chorar, fizeram covas no chão  
Choram por ti, os teus por quem chorarão?

Letra
A noite está muito, muito fria
Corres o risco de apanhar pneunomia
Pareces uma fada, é como por magia
Agita-me a varinha e transforma a noite em dia

Sou, um cão muito mau(um cão)
Porque não me dão afecto(muito mau)
Mas se me mexem no pilau
Dou pulinhos, até chegar dou pulinhos
Até chegar dou pulinhos
Até chegar ao tecto

A noite está muito, muito fria
Corres o risco de apanhar pneunomia
Vá, mulher, tu és a confusão
Corres o risco de apanhar uma tentação

Sou, um cão muito mau(um cão)
Porque não me dão afecto(muito mau)
Mas se me mexem no pilau
Dou pulinhos, até chegar dou pulinhos
Até chegar dou pulinhos
Até chegar ao tecto

A noite está muito, muito fria
Corres o risco de apanhar pneunomia
Pareces uma fada, é como por magia
Agita-me a varinha e transforma a noite em dia

Sou, um cão muito mau(um cão)
Porque não me dão afecto(muito mau)
Mas se me mexem no pilau
Dou pulinhos, até chegar dou pulinhos
Até chegar dou pulinhos
Até...

 

Mundo Complexo

Ridículo, DJ Kwan, Tranquilo e Tony formam o núcleo duro de um dos projetos inovadores do hip-hop português. Os Mundo Complexo celebram 10 anos com o lançamento de um disco especial, “10 Anos 10 Manos”, um trabalho que não só “resume o caminho até aqui, mas também mostra o que poderá ser o futuro dos Mundo Complexo”, conta Kwan ao SAPO Música.


Quando, em 1998, Ridículo e Tony começaram a dar os primeiros passos daquilo que em 2001 se iria tornar nosMundo Complexo, não sabiam que estavam a iniciar uma longa caminhada. 


Dez anos passados “continua a ser um desafio e ainda faz sentido estarmos os quatro juntos a fazer música”, diz o DJ do grupo, Kwan.

 

Tem sido um trajeto longo, com dois álbuns de originais - “Acredites ou Não” (2003) e “Estamos Juntos”(2007) -, vários concertos, participações e algumas pausas. Os Mundo Complexo têm sabido misturar muitas das suas influências, que vão do reggae ao funk, rock e soul, criando um som original que os distingue de todos no hip-hop em Portugal.

 

As suas mensagens sempre foram conscientes, arrojadas e frontais, mas como diz Tranquilo “acima de tudo o nosso foco é transmitir boas mensagens, com o foco no sentido positivo, porque a vida é para viver e nós estamos cá é para isso”.

 

 

Para Kwan, o legado dos Mundo Complexo passa pelo “excelente relacionamento que o grupo tem com toda gente”, acrescentando ainda que gostam de ser vistos “como alguém que promove a união e a cultura hip hop, em todas as suas vertentes”.

 

Uma pergunta apontava-se como evidente: 10 anos depois o mundo está mais ou menos complexo? Tranquilo não hesitou em responder que está mais complexo, “a todos os níveis: a nível da música e da sociedade as coisas mudaram tanto ao longo destes 10 anos...”. Kwan acrescenta que “se calhar está um mundo um pouco mais difícil de viver, mas isto só aumenta o desafio”.

 

Estes 10 anos estão a ser celebrados com o lançamento de um disco especial, “10 Anos 10 Manos”, que surgiu como ideia original do Pedro Costa, da rádio Faz Uma. A banda convidou 10 “manos” produtores para remisturarem algumas das suas músicas. Os convidados incluem Sam The Kid, Da Weasel, New Max (Expensive Soul), Mundo (Dealema), DMars (Micro, Rocky Marsiano), DJ Nelassassin (Micro), Sagas (Micro), Familia Fazuma, D Pendent (ex Manifestos) e Duvall. 


Estes nomes deram “à partida a ideia de que haveria um leque variado de géneros e tínhamos, deste modo, também um selo de qualidade por serem quem são”, afirma Kwan. “10 Anos 10 Manos” encontra-se disponível para download gratuito em http://www.mundocomplexo.com.pt/

Trata-se da “súmula de uma década de trabalho e reflexão sobre a realidade social e o hip-hop enquanto género. Os Mundo Complexo pedem a 10 amigos de sempre que os “reinventem à luz das suas próprias convicções”, conforme os músicos escrevem na apresentação do disco. Mas este é mais do que um disco de remisturas - além de conter alguns temas novos, outros foram regravados de raiz, transformando muitas das faixas. O primeiro single já tem vídeo, conta com a participação de Sam the Kid e tem a particularidade de ter sido o primeiro tema gravado em estúdio pelo núcleo dos Mundo Complexo, em 2001.

 

Para o futuro o grupo quer levar este disco para as ruas e tocá-lo ao vivo. Fica o desejo de o levarem a palco num concerto com todos os produtores convidados. Durante os próximos espetáculos os Mundo Complexoirão tocar alguns temas novos para verem a reação do público. Em 2012, depois desta(s) festa(s) de aniversário, prometem começar a pensar no novo álbum de originais.

 

Texto e entrevista @Edson Vital/ Imagem @Gonçalo Sá

 

Retirado de Sapo Música

Letra
Vai, tua vida  
Teu caminho é de paz e amor  
A tua vida é uma linda canção de amor  
Abre teus braços e canta a última esperança  
A esperança divina de te amar em paz  
Se todos fossem iguais a você  
Que maravilha viver  
Uma canção pelo ar  
Uma mulher a cantar  
Uma cidade a cantar  
A sorrir, a cantar, a pedir  
A beleza de amar  
Como a flor,  
Como o sol, como a luz  
Amar sem mentir,  
Nem sofrer  
Existiria a verdade  
Verdade que ninguém vê  
Se todos fossem no mundo iguais a você  
Existiria a verdade  
Verdade que ninguém vê  
Se todos fossem no mundo iguais a você  
Se todos fossem iguais a você  
Que maravilha viver  
Uma canção pelo ar  
Uma mulher a cantar  
Uma cidade a cantar  
A sorrir, a cantar, a pedir  
A beleza de amar  
Como a flor,  
Como o sol, como a luz  
Amar sem mentir,  
Nem sofrer  
Existiria a verdade  
Verdade que ninguém vê  
Se todos fossem no mundo iguais a você.
Quer ver a sua banda ou espectáculo divulgados aqui?,
envie um email para: olharparaomundo (arroba) sapo.pt
Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email

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