Nao há velório nem morto Nem círios para queimar Quando isto der prò torto Nao te ponhas a cavar Quando isto der prò torto Lembra-te cá do colega Nao tenhas medo da morte Que daqui ninguém arreda Se a CAP é filha do facho E o facho é filho da mae O MAP é filho do Portas Do Barreto e mais alguém As aranhas anda o rico Transformado em democrata As aranhas anda o pobre Sem saber quem o maltrata As aranhas te vi hoje Soldado, na casamata Militares colonialistas Entram já na tua casa Vinho velho vinho novo Tudo a terra pode dar Dêm as pipas ao povo Só ele as sabe guardar Vem cá abaixo ó Aleixo Vem partir o fundo ao tacho Quanto mais lhe vejo o fundo Mais pluralista o acho
Os baroes da vida boa Vao de manobra em manobra Visitar as capelinhas Vender pomada da cobra A palavra socialismo Como está hoje mudada De colarinho a Texas Sempre muito aperaltada Sempre muito aperaltada Fazendo o V da vitória Para enganar o proleta Hás-de vir comigo a glória O Willy Brandt é macaco O Giscard é macacao O capital parte o coco Só nao ri a emigraçao De caciques e de bufos Mandei fazer um sacrário Para por no travesseiro Dum cura reaccionário Nao sei quem seja de acordo Como vamos terminar Vinho velho vinho novo Viva o Poder Popular
Os Moonspell actuam, no próximo dia 31 de Outubro, no Incrível Almadense, no âmbito da iniciativa “Incrível Halloween”, que toma conta do espaço de 29 a 31 de Outubro.
Em palco, neste concerto especial de Halloween, os Moonspell vão interpretar, na íntegra, o seu primeiro álbum, “Wolfheart” (1995), considerado pela maioria dos seus seguidores como o melhor e mais carismático álbum do grupo. Será um regresso às origens nunca antes experimentado pela banda, cujo alinhamento exclusivo criará, musical e visualmente, o ambiente que se vivia na época em que os Monnspell lançaram o seu primeiro disco.
Além do concerto, integra o “Incrível Halloween” um ciclo de cinema de horror (a decorrer no Cine Incrível), entre outras actividades programadas pela organização, a serem anunciadas brevemente.
O espectáculo tem início às 22h00. Os bilhetes, já à venda nos locais habituais, custam entre €18 (apenas concerto) e €25 (concerto + ciclo de cinema – passe 3 dias).
Os GNR celebram 30 anos de carreira mas a sua música continua viva junto do público português que não enjeita recordar as músicas de Rui Reininho e companhia.
A banda regressa aos Coliseus de Lisboa e Porto para dois concertos (12 de novembro no Coliseu do Porto e dia 19 de novembro no Coliseu de Lisboa) que prometem ser inesquecíveis.
Foi em 1981 que os GNR lançaram o seu primeiro single,«Portugal na CEE».
Desde então, não mais pararam de nos oferecer algumas das melhores canções de sempre da música Pop/Rock nacional.
Em 2011 comemoram 30 anos de uma extraordinária carreira, com a reedição de toda a sua discografia, o lançamento de um novo álbum, «Voos Domésticos», e os referidos concertos nos Coliseus em novembro.
«Voos Domésticos», o novo álbum, mais do que uma revisão da matéria dada é um rejuvenescimento das canções pop que marcaram a história da cultura pop no nosso país e uma oportunidade de conciliar gerações que cresceram com os acordes da banda portuense.
Videoclip de «Cais»
GNR 30 ANOS – «VOOS DOMÉSTICOS»
12 DE NOVEMBRO – COLISEU DO PORTO
19 DE NOVEMBRO – COLISEU DE LISBOA
22h00
Os bilhetes já estão à venda nos locais habituais.
A noite acabou O jogo acabou Para mim aqui Quando acordar Ja te esqueci O filme acabou O drama acabou acabou-se a dor Tu sempre foste o mal actor Fizest de heroi no papel principal Mas representas-te e mentiste tao mal
Quem perdeu foste tu so tu E nunca eu afinal hoje o papel principal é Meu e so meu Quem perdeu foste tu so tu E nunca eu Afinal hoje o papel principal é meu
A noite acabou O jogo acabou pa mim aqui Quando acordar ja te esqueci O filme acabou O drama acabou acabou-se a dor Tu sempre foste o mal actor Fizest de heroi no papel principal Mas representas-te e mentist tao mal
Quem perdeu foste tu so tu e nunca eu Afinal hoje o papel principal é meu E so meu Quem perdeu foste tu so tu E nunca eu Afinal hoje o papel principal é meu
Si pudiera bajarte una estrella del cielo lo haria sin pensarlo dos veces porque te quiero, ay y hasta un lucero
Y si tuviera el naufragio de un sentimiento seria un velero en la isla de tus deseos, de tus deseos
Pero por dentro entiende que no puedo y aveces me pierdo...
Cuando me enamoro aveces desespero, cuando me enamoro, cuando menos me lo espero, me enamoro se detiene el tiempo, me viene el alma al cuerpo, sonrio, cuando me enamoro
(Ohh, oh, ooh, oooh)
Si la luna seria tu premio Yo juraria hacer cualquier cosa por ser su dueño Por ser tu dueño Y si en tus sueños escuchas el llanto de mis lamentos
En tus sueños no sigues dormida, que es verdadero, ay No es un sueño no
Me alegro que a veces el final no encuentres un momento Cuando me enamoro A veces desespero cuando me enamoro Cuando menos me lo espero me enamoro Se detiene el tiempo Me viene el alma al cuerpo
Sonrío (Sonrio)
Cuando me enamoro A veces desespero, cuando me enamoro Cuando menos me lo espero, me enamoro Se detiene el tiempo Me viene el alma al cuerpo (al cuerpo) Sonrío (sonrío), Cuando me Enamoro
O Centro Comercial Dolce Vita Tejo acolhe a 3 de novembro pelas 21h30 um concerto da fadista Cuca Roseta.
A cantora sempre soube que era no fado que se iria encontrar. De um encontro fortuito com o músico, compositor e produtor argentino Gustavo Santaolalla, que já conta na bagagem com dois Óscares para Melhor Banda Sonora («Babel» e «O Segredo de Brokeback Mountain») nasceu um «caso de amor musical», nas palavras da própria fadista.
Como cúmplices musicais, Mário Pacheco na guitarra portuguesa, Pedro Pinhal na viola de fado e Rodrigo Serrão no contrabaixo, o resultado foi o seu álbum de estreia, em nome próprio, que vai agora apresentar no Dolce Vita Tejo Stage.
O mesmo palco vai acolher ainda no mês de novembro atuações de Carlos Mendes (no dia 10), Ana Moura (a 17) e os Boinas e Raminhos (a 24). Em dezembro, subirão ao palco do Dolce Vita Tejo Stage Bruno Nogueira & Rui Unas (dia 1), Cebola Mol (a 8), Amor Electro (a 15) e Jorge Palma (no dia 22).
Estás a ouvir? Queres controlar tudo o que eu faço E humilhas-me em frente aos amigos E nunca ligas aquilo que eu digo Queres tudo á tua maneira Tu não me deixas, tentar alcançar o que eu posso ser E só te queixas Não dá mais, não vai voltar a acontecer
Porque eu quero é curtir Eu quero me divertir Quero ser eu a decidir Eu quero viver Eu quero ser livre para escolher O que é melhor para mim
Tu já não vais mais controlar o que eu faço Nem vais humilhar os meus amigos Agora vais ouvir tudo o que eu digo E vais fazer á minha maneira Eu sei que posso, alcançar os meus sonhos sem nada a perder E ser eu própria Sem medo, e sem ninguém para me prender
Porque eu quero é curtir Eu quero me divertir Quero ser eu a decidir Eu quero viver Eu quero ser livre para escolher O que é melhor para mim
Não vou deixar que me controles Não é? (pois é) Nem vou permitir que me rebaixes Não é? (pois é) Eu não vou parar aqui (ela não vai parar) Se estiveres comigo grita assim
Sinto-me melhor comigo Estou mais feliz porque fiz a minha escolha
Porque eu quero é curtir Eu quero me divertir Quero ser eu a decidir Eu quero viver Eu quero ser livre para escolher O que é melhor para mim
Os dois prjectos portugueses encerram o cartaz do festival que acontece nos dias 2 e 3 de Dezembro em Lisboa
Os portugueses Julie & Carjackers e Filho da Mãe são os últimos nomes confirmados para o cartaz do Vodafone Mexefest, que se realiza em Lisboa nos dias 2 e 3 de Dezembro. O coro africano da Igreja de São Luís dos Franceses encerra o cartaz lisboeta.
A banda de João Correia e Bruno Pernadas, Julie & the Carjackers, que recentemente editou o álbum "Parasol", tem concerto marcado para o dia 3 de Dezembro. No mesmo dia, Filho da Mãe, projecto a solo de Rui Carvalho, subirá a um dos palcos do festival.
As datas dos concertos já são conhecidas mas a divisão pelos espaços, que aos habituais das edições anteriores (Cinema São Jorge, Teatro Tivoli, Cabaret Maxime e o Restaurante Terraço do Hotel Tivoli), juntam-se ainda a Estação de Metro dos Retauradores, a Sociedade de Geografia de Lisboa, a Casa do Alentejo e a Igreja de São Luís dos Franceses, ainda não foram anunciados pela Música no Coração, promotora do festival.
Para o primeiro dia do festival estão programados os concertos de Handsome Furs, Josh T Pearson, Macacos do Chinês, Capitão Fausto, PAUS, You Can't Win Charlie Brown, S.C.U.M, Eleanor Friedberger, Spank Rock, Júnior Boys, A Banda Mais Bonita da Cidade, Bebe, Fanfarlo, Luísa Sobral e Asterisco Cardinal Bomba Caveira.
A estes nomes juntam-se Algodão (projecto de Pacman), Dead Combo, When Saints Go Machine, doismileoito, Blood Red Shoes, Foxes in Fiction, Beat Connection, Oh Land, Toro y Moi, James Blake, Aquaparque, We Trust, EMA, Old Jerusalem e Lindstrom, no dia 3 de Dezembro.
Outras das novidades anunciadas para a edição do festival de inverno deste ano é a animação entre os concertos com a criação dos Vodafone Shuttles, com curadoria da rádio Vodafone FM, que assegurarão as deslocações entre cada uma das salas.
O Vodafone Mexefest, que surge em substituição do Super Bock Super Rock, vai também alargar-se ao Porto pela primeira vez, nos dias 2 e 3 de Março de 2012, ainda sem nomes e espaços confirmados.
O bilhete para os dois dias de Dezembro, que dá acesso a todos os concertos em todas as salas, conforme a lotação de cada uma, está à venda nos locais habituais e tem o preço de 40 euros.
Querido amigo, yo no sé, nada Solo sé, que a la hora de jugar, igual a la hora de llorar No sé nada, de nada Yo sé que hoy, no pueden pedirme nada Porque hoy, es el gran día El día de la Paz, y la Felicidad
[coro] Solo sé que no sé nada Corazón batiendo fuerte Sentimiento de viajen Solo sé que no sé nada
Tierra bendita, tierra linda! Mi corazón está ay, donde debe estar Batiendo fuerte en el pecho Llegará mi cuerpo, llegará mi cuerpo Después mi alma, pero sabiendo solo una cosa Que nada Sé Mi querido camarada, le envío un gran saludo Recordando solo una cosa. Ya la sabe, no?
[coro] Solo sé que no sé nada Corazón batiendo fuerte Sentimiento de viajen Solo sé que no sé nada
Mayra Andrade, Pedro Abrunhosa e os Deolinda são alguns dos nomes que encerram o ano no Arena Live, no Casino Lisboa, escreve a agência Lusa.
Este é um ciclo que abre no dia 7 de Novembro, com os Amor Electro, e até ao dia 31 de Dezembro, todas as segundas-feiras às 22h30, apresentará um nome diferente.
A única excepção será o concerto de final do ano, que na realidade começa no dia 1 de Janeiro de 2012, às 00h30, e será da responsabilidade dos The Gift. No dia de Natal, o Casino Lisboa promete um «concerto surpresa».
À pop dos Amor Electro seguir-se-á, no dia 14, o jazz de Luísa Sobral que, aos 23 anos, editou em Março passado o álbum de estreia, «The Cherry On My Cake».
No dia 21 actua a multipremiada Mayra Andrade. A cantora cabo-verdiana apresenta o seu mais recente álbum, «Studio 105». Pedro Abrunhosa, no dia 28 de Novembro, apresenta o seu espectáculo intimista «Canções» que em Janeiro levará aos coliseus de Lisboa e Porto.
O raggae de Tiken Jah Fakoly, com uma carreira de 20 anos, abre o mês de Dezembro, apresentando no dia 5 o mais recente álbum, «African Revolution».
No dia 12 de Dezembro, sobem ao palco do Arena Live os Nouvelle Vague, grupo que tocará versões de temas dos Madredeus, GNR e Xutos & Pontapés. Em palco vão estar Olivier Libaux, Melanie Pain, Dalila Carmo, Inês Castel-Branco, Teresa Lopes Alves e Rui Pregal da Cunha.
No dia 19, apresentam-se os vencedores do Prémio Amália Música Popular 2010, os Deolinda, que apresentarão o mais recente álbum, «Dois Selos e um Carimbo», e também temas do álbum de estreia, além de «Parva Que Sou».
O último concerto realiza-se no primeiro dia do ano, após as 12 badaladas, com os The Gift que, quatro anos depois, voltam a festejar a passagem de ano no Casino Lisboa.
O álbum «Explode» será o mote do concerto da banda de Alcobaça que Nuno Gonçalves, um dos fundadores, definiu à Lusa como tendo «uma sonoridade mais eléctrica e crua, com menos orquestrações e em registo épico».
Tu pensas que eu nao choro Porque nao me ves chorar nem ouves o meu pranto ate hoje
Mas nao é bem assim eu nao tenho é mais pra dar chorei tudo quando foste
Tu pensas que eu nao sofro porque nao me ves sofrer nem ouves meu lamento e o meu grito
Mas nao é bem assim nao tenho é voz pra dizer o que sinto o que eu sinto
(refrão)
Sinto em mim um vazio uma falta, uma dor que acabou com tudo de mim e quanto mais, passa o tempo mais eu sinto, sinto falta de ti
Agora sabes tudo talves possas entender porque nao ves meu choro e sofrimento nao é por nao te amar é sim por mais nada ter que choro e sofro mas por dentro
(Refrao) bis
sinto em mim um vazio uma falta, uma dor que acabou com tudo de mim e quanto mais passa o tempo mais eu sinto, sinto falta de ti
sinto em mim o abandono uma falta, uma dor que acabou com tudo de mim e quanto mais passa o tempo mais eu sinto, sinto falta de ti
O guitarrista dos Xutos & Pontapés, Zé Pedro, vai editar a 14 de novembro um álbum que é uma soma de parcerias com conhecidos músicos portugueses e ao qual deu o nome "Convidado: Zé Pedro", revelou hoje a editora Sony Music.
O álbum reúne canções de artistas com os quais o guitarrista trabalhou ao longo dos últimos anos em colaborações, à margem da carreira dos Xutos & Pontapés. Por isso se chama "Convidado: Zé Pedro".
E os artistas são muito diferentes, demonstrando a transversalidade de Zé Pedro na música, para lá do rock, entrando no hip hop, no metal, na pop.
Jorge Palma, Pedro Abrunhosa, The Legendary Tiger Man, Dead Combo e os Pinto Ferreira sobem ao palco do Cinema São Jorge no próximo dia 10 de novembro, para o evento “Força à Causa”, promovido pelo Centro de Apoio ao Sem-abrigo (CASA).
O concerto tem início às 21h30. Os bilhetes para o evento, à venda no Cinema S. Jorge e Ticket Line, custam €15 e revertem na sua totalidade a favor da instituição.
Note-se que o Centro de Apoio ao Sem-abrigo é uma associação sem fins lucrativos, fruto da iniciativa de Pema Wangyal Rinpoche. Fundada em 2002, é constituída globalmente por voluntários e tem por objetivo levar a cabo ações de solidariedade social, em particular dar apoio, alimentação e alojamento a favor de sem-abrigo, crianças, adolescentes e idosos socialmente desfavorecidos, vítimas de violência ou maus-tratos, independentemente da sua nacionalidade, credo religioso ou etnia.
O Vodofane Mexefest, antigo Super Bock em Stock, que conta já com nomes como James Blake, Blood Red Shoes, Bebe, Dead Combo e doismileoito, soma assim trinta bandas para Lisboa.
O festival decorrerá dias 02 e 03 de Dezembro nos espaços anteriormente divulgados: Cabaret Maxime, Casa do Alentejo, Cinema S. Jorge, Igreja de S. Luís dos Franceses, Restaurante Terraço Hotel Tivoli, Sala Super Bock Super Rock – Estação dos Restauradores, Sociedade de Geografia de Lisboa e Teatro Tivoli.
O preço único do bilhete será de 40 euros para os dois dias e poderá ser comprado nos locais habituais ou através do telemóvel por utilizadores da Vodafone.
Consulte aqui a lista completa de artistas, o cartaz e outras informações úteis.
Eu quero marcar um Z dentro do teu decote Ser o teu Zorro de espada e capote P'ra te salvar à beirinha do fim Depois, num volte face vestir os calções Acreditar de novo nos papões E adormecer contigo ao pé de mim Eu quero ser para ti a camisola dez Ter o Benfica todo nos meus pés Marcar um ponto na tua atenção Se assim faltar a festa na tua bancada Eu faço a minha ultima jogada E marco um golo com a minha mão Eu quero passar contigo de braço dado E a rua toda de olho arregalado A perguntar como é que conseguiu Eu puxo da humildade da minha pessoa Digo da forma que menos magoa «Foi fácil. Ela é que pediu!»
Os Paus, uma banda portuguesa feita de dois bateristas, um baixista e um teclista, lançam hoje o primeiro álbum, com uma sonoridade que só encaixa na prateleira dos «difíceis de rotular».
Em 2010 apresentaram-se com o EP «É uma Água», quatro músicas marcadamente instrumentais, para lá das fronteiras do rock, com uma dupla bateria sonante alimentada ainda por melodias retiradas de um baixo elétrico e dois teclados.
Nessa altura, os Paus aparentavam ser a soma das quatro partes, juntando Hélio Morais, baterista dos Linda Martini,Joaquim Albergaria, antigo vocalista dos Vicious 5,Makoto Yagyu e João Pereira, dos If Lucy Fell, todos do circuito rock alternativo de Lisboa e arredores.
Com as quatro músicas do EP, tocaram nos principais festivais de verão – Paredes de Coura, Optimus Alive e Super Bock Super Rock – e deram uma série de concertos na discoteca Lux, em Lisboa.
Agora com o homónimo álbum de estreia, com oito músicas a apresentar na quinta-feira novamente no Lux e a 03 de novembro no Hard Club (Porto), os músicos disseram em entrevista à Lusa que Paus é mais do que essa soma das quatro partes.
«Numa banda tu não trazes só o que tens para dar individualmente. Tu também és em função das pessoas que tens à tua volta. Em Paus sente-se muito isso», defendeu Hélio Morais.
«Harmonicamente a coisa melhorou um bocadinho», opinou João Pereira sobre o trabalho dos dois bateristas (Hélio Morais e Joaquim Albergaria), que descobriram os silêncios e aprenderam a complementar-se no troar rítmico da bateria siamesa e nos duelos nos concertos.
«Há baterias neste disco em que um ritmo meu sozinho seria ridículo e um ritmo do Quim [Albergaria] seria ridículo, mas juntos fundem-se e fazem um ritmo que seria impossível de tocar por um só baterista», disse Hélio Morais.
O EP «É uma Água» era «muito menos limpo, mais imediato, era mais punk rock. Este está mais refinado», explica Mokoto Yagyu, guitarrista e baixista português de origem japonesa.
As músicas «Deixa-me Ser», que aparenta uma musicalidade africana, ou «Descruzada», mais soturna e desconstruída, refletem esse apaziguamento dos quatro elementos com as composições que criaram. Mas também refletem essa inventividade de colocar quatro instrumentos a cantar – porque não há vocalista oficial na banda – e que torna Paus um objeto difícil de rotular.
As ruas da minha cidade Abriram os olhos de encanto Para te ver passar
As pedras calaram os passos E as casas abriram janelas Só p'ra te ouvir cantar
Porque há muito, muito tempo Não vinhas ao teu lugar Ninguém sabia ao certo Onde te procurar
Da próxima vez Não vás Sem deixar destino ou direcção Se houver próxima vez Não esqueças Leva contigo recordação E um beijo pendurado Ao peito do teu coração
Quisemos saber como estavas Se a vida tinha tomado Bem conta de ti
Ou se a vida teve medo E eras tu que a levava Refugiada em ti
Cada Verão que passava Sentiamos-te chegar Como era possível que o Sol Se atrevesse a brilhar
Refrão
Deves trazer tantas histórias Tantas que algumas ficaram Caídas por aí
Outras eu tenho a certeza O teu fogo na alma queimou Deixaram de existir
Só queremos saber se és a mesma Que vimos partir Não existe mundo lá fora Que te possa destruir
Trata-se de um trabalho onde também são abordaos poetas que também inspiraram Zeca Afonso e cujas osbras musicou.
É, por exemplo, o caso de “Senhor Poeta”, um poema de Manuel Alegre, fonte de inspiração para o título desta obra, criando uma aproximação ao conceito do poeta que canta outros poetas.
Em 1994, os Frei Fado d’el Rei, já tinham participado no disco de homenagem a José Afonso "Filhos da Madrugada".
José Afonso sempre será uma fonte de inspiração e esta homenagem ao cantor desaparecido talvez faça sobressair a sua vertente artística por vezes um pouco apagada pela faceta política.
O dis inclui 14 temas originalmente compostos por José Afonso a partir de poemas seus e de alguns dos mais conhecidos poetas portugueses, tal como Luís Vaz de Camões e Fernando Pessoa.
Quer ver a sua banda ou espectáculo divulgados aqui?, envie um email para: olharparaomundo (arroba) sapo.pt
Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email